31 outubro 2010

||| HOJE FIQUEI A GOSTAR MAIS DE ÓIS DA RIBEIRA


A ponte, segundo a canção, é uma passagem para a outra margem. E é, eu concordo. Mas é também uma «viagem» para a nossa criancice, a nossa adolescência e juventude.
Basta atravessar a ponte e a gente sente logo o cheiro do campo, dos medronhos, dos diospiros, da broa quente a sair do forno, da bôla com sardinha, das maçãs roubadas, até o cheiro da bosta das vacas nos faz saudades.
Descemos a ladeira de Cabanões e esses cheiros já se sentem, mesmo agora que, ao chegar aos nossos familiares, os encontramos na lareira, a partir nozes e a comer papas de abóbora menina, aconchegados na sua pacata pré-velhice e sem as permanentes angústias das nossas traiçoeiras e exigentes rotinas do trabalho.
Assim m´aconteceu hoje, com a surpresa de, mesmo com o mau tempo que se fazia, ver dois pescadores ao pé do sítio onde antigamente as mulheres lavavam a roupa. Não pescavam, olhavam!
Parei lá o carro, sem sair de dentro, e fiquei-me a espreitar o rio, que descia de água lurda, numa corrente já agitada mas ainda longe se subir as margens.
Descasquei um castanha crua e fiquei-me a olhar para os campos das Areias, já despegadas das palhas do milho.

Ontem, não sei bem porquê, fiquei a gostar mais de Óis da Ribeira. Não sei porquê? Sei, sei!

30 outubro 2010

||| NÃO QUERO FALAR DE CRISE, NÃO QUERO, NÃO QUERO, NÃO QUERO...


Hoje, desculpem lá, não venho falar da crise. Da crise, na verdade, estamos todos fartos - fartos de ouvir, fartos e cansados de saber, emprenhados  pelos ouvidos e «abortados» nos bolsos, com toda a torrente informativa que nos entra abruptamente pelas orelhas dentro, por mais bem calafetadas que estejam.
Para falar da crise, tinha de aqui voltar a falar do desemprego - que subiu para os 10,6%!!!... e já vai nos 700 e tal mil!!! -, que o governo, para pagar os calotes, tomou a única medida que é capaz, que é aumentar os impostos, que o gás subiu e o abono de família desapareceu.
Portanto, não falo de crise. Também entrei em crise e, se calhar, vítima de alguma depressão, até já nem sei qual é o preço da gasolina, mas sei que já ninguém se queixa, pois a crise pede o sacrifício de todos. O que é verdade.
Só não entendo é como, por causa da mesma crise, o mesmo governo continua a pagar chorudas reformas aos senhores deputados que, coitados, fazem o sacrifício pessoal, profissional e familiar de perderem três/quatro dias por semana na Assembleia da República a aquecer as cadeiras, até que tenham de votar como manda o chefe, e depois ficam, definitivamente, a receber pequenas pensões de 400, 500, 600, 700 contos por mês.
Tudo por causa da crise! Tadinhos!!!

29 outubro 2010

||| CÁ VAMOS NÓS, CANTANDO, RINDO E... TESOS!


Tenho evitado por aqui vir falar do Governo, porque já não governa e se desmente de uma hora para outra - o que equivale a dizer que não sabe a quantas anda. Portanto, o que aqui se comentar, para além de não valer nada em termos de eficácia - o Sócrates não nos lê - também corre o risco de estar permanentemente desactualizado.

De uma coisa eu, todavia, não tenho dúvidas: Sácrates quer a todo o custo que o orçamento seja chumbado para dizer que a culpa de todo o mal é do PSD. E o PSD estica a corda, para ganhar pontos e votos mas no final vai abster-se e vamos ter orçamento.
Enquanto isto, por cá vamos nós cantando e rindo, ou chorando, e cada vez mais tesos, assistindo, passivamente, a este teatro político que nos vai despedaçar a alma e arruinar a carteira. Esperem por Fevereiro ou Março.
O cartoon é de Henrique Monteiro e
aqui lhe fazemos a nossa vénia. Cliquem
na imagem para a ampliar.

28 outubro 2010

||| PIRATAS INFORMÁTICOS ATACARAM O «CONTRA»...


O servidor onde se aloja o Contra d´Ois foi alvo de vários ataques de pirataria informática, entre as 23 horas de ontem e as 19,16 de hoje - momento em que a situação foi resolvida pelo detentor do IP.
As informações que recebemos, e dadas por quem sabe destas coisas, permitem-nos saber a localização do pirata informático. Sabemos quem é, realmente, o hacker que conseguiu entrar e tentar modificar o software e o hardware do computador de quem nos cede este espaço. Sabemos o nome, o nome da rua e o nº. de telemóvel.
Felizmente, a operação foi abortada, depois das várias tentativas efectuadas - às 23,02 de ontem e às 00,18, às 00,54, às 10,28, às 12,26 e às 19,16. Tentativas que iam provocando sérios problemas e danos ao detentor do IP.
Queremos dizer ao pirata que não é bonito o que fez e que pode judicialmente ser condenado. E que não se incomode muito connosco. A edição do Contra d´Ois prosseguirá enquanto entendermos, seja até amanhã, até daqui a um mês ou um ano. Até quando calhar! Não seja bobo, meu barato hacker!!!

27 outubro 2010

||| FINOU-SE O SONDA D´OIS



Há um ano, era terça-feira logo após a tomada de posse das novas Junta e Assembleia de Freguesia. Era dia 27 de Outubro de 2009 e foi o dia do parto do Sonda d´Ois, um blogue que se anunciou como coisa interessante.
Apesar disso e do entusiasmo que cedo deslumbrou o seu multifacetado e imaginativo criador, só tarde o Contra d´Ois deu por ele. O prejuízo foi nosso.
Por exemplo, deixámos de nos privilegiar, em tempo e a horas, com as facadinhas no casório de blogues e sites com que a criatura criadora foi efabulando as sondagens! Mas o entusiasmo foi morrendo e marcou passo logo pela páscoa deste ano.
E entretanto apareceu o facebook.
Irresistível.
A agenda do Contra d´Ois marcava para hoje o cortez cumprimento de aniversário ao simpático sondado mas, agora que a tal  nos aprazávamos, demo-lo como finado. Assim de surpresa, o que é uma dor imensa. Tal como foi no falecimento do Diário d´Ois.
Fomos a saber porquê e foi da... gripe!
De coração, lhe desejamos rápidas melhoras. O Contra d´Ois, que também já por aqui sofreu das suas maleitas, fica a aguardar pela sua alta blogal.

26 outubro 2010

||| SOMOS PIQUENOS E QUE DEUS NOS AJUDE...

Não sei bem o que dizer à correspondente que me interrogou em correio electrónico por aqui ter falado sobre o não fazer-se nada, por Óis. «O problema de não se fazer nada, é que a gente nunca sabe quando se acaba de fazer nada...», citei eu. ´
Fazer nada ou o fazer-se muito!
Bom, eu também não disse nada de espacial, apenas repliquei o comentário de pessoa amiga e que me surpreendeu com o seu comentário sobre a vida pública de Óis.
A dita correspondente é minha amiga de escola, daquelas do coração e dos segredos. Indignou-se porque a obra da Junta, na sua (dela) versão "está bem à vista".
Pois que esteja, que a mim não me incomoda nada. Quero lá saber!
«Olha que não somos assim tão pequeninos, tás a ver?!", disse-me ela, e estou a imaginá-la a bater com os tacões no cimento.
Eu, tou!
Tou a ver a nossa pequenez e congénita, territorial, real!!! Óis é terra pequena, de pouca gente!! Contam-se pelos dedos as grandes figuras públicas. E se olharmos para as mais visíveis, as políticas, então benza-os Deus!Tanto faz que batamos no ceguinho, como não! Somos piquenos, sempre ouvi dizer isto ao meu tio, que tem um fraquinho pelo CDS, já votou PSD e nas últimas eleições votou no PS, assim mo disse ele. Embora não queira que se diga isso.
Olhem, somos o que somos e Deus nos ajude.

25 outubro 2010

||| PUNHA-OS TODOS NA CADEIA E RESOLVIA O PROBLEMA ECONÓMICO


O país anda por aí todo a tremer por causa do orçamento do Estado, dos TGV´s e dessas coisas, da terceira ponte sobre o Tejo, das parcerias público-privadas, de mais hospitais e não sei o que mais  - dessas porras todas que a gente, que é gente do povo, não entende lá grande coisa. 
Ali na SIC Notícias discute-se com grande frenesim sobre qual  será, ou não será, o melhor investimento público e não se chega a conclusão nenhuma, como era de calcular. Cá para mim, que sou da aldeia, resolvia isso tudo a construir prisões. Dava-se trabalho às construtoras, criava-se riqueza (pois desenvolvia-se a economia...), pagavam-se mais impostos (mas justos...) e nem sequer tínhamos de importar grande coisa, pois temos por cá cimento e ferro de bonda.

A acabar a sugestão, facilmente se conclui que, quanto às prisões, rapidamente esgotariam a lotação. Esgotavam com essa malta toda de ladrões que por aí pululam. E punha-os lá dentro, a trabalhar no duro  e a serem mal pagos, para saberem o que a vida custa ao povo.

24 outubro 2010

||| O PROBLEMA DE NÃO SE FAZER NADA...

Passei ontem na pateira e por lá encontrei velha amiga da escola, que valha a verdade tem tempo que já não via: Então como vais e não vais, como está a família, as crianças, trréu-téu-téu... pardais ao sol, tão a ver?!!! Como a sei «ligada» à política, lá puz o alcatruz: «Então, como é que vai Óis?».
A resposta deixou-se a olhar para o lado: que não se fazia nada, que não há dinheiro, que a Câmara não ajuda, nem a quem muito madruga.
E saiu-se com esta: «O problema de não se fazer nada, é que a gente nunca sabe quando se acaba de fazer nada...».
Banzei-me, nem comentei e fui apanhar um raminho de salsa, para os bolinhos de bacalhau.

23 outubro 2010

||| O BUSTO DA REPÚBLICA E O ORÇAMENTO DO ESTADO

Os portugueses são os campeões do deixa-andar e do  faz-de-conta. Do «pois é, depois vimos isso!...». O  país está cheio de problemas, de chagas sociais, de crises, de falta de segurança? Pois está, ou dizem que está - pois  até nem parece, ainda ontem li que o gabinete do 1º. ministro tem 484 carros e ele mesmo, o Sócrates - só elezinho, mesmo... - tem nada mais nada menos de 22 motoristas.
Bom, mas o que interessa saber é se há crise e como a disfarçar. À cabeça, vem  logo o futebol, para distrair a malta. E enquanto se chamam nomes ao árbitro, desopila-se a mona! 
Como o fado e Fátima já não vão em grande conta da fé dos portugueses e o caso Casa Pia já lá vai, por enquanto..., pensemos, então nas fofocas das revistas cor-de-rosa, nos casamentos e descasamentos, nas facadas no matrimónio, na moda e no desbunde, nas festas, nos marialvas e na(o)s ninfetas dos nossos sonhos mais húmidos para enganar a crise.
Enquanto isso, alguém de lá de cima (do governo) já inventou outra forma de distrair o povo: mudar o Busto da República, como se isso adiantasse ou atrasasse alguma coisa os efeitos directos  e colaterais do (des)orçamento do Estado para 2011.

A propósito: ao ver hoje Eduardo Catroga e Teixeira dos Santos a falar na TV, não estimei grande futuro para o negócio que eles discutem. Vamos ter orçamento, mas a pisar-nos os calos e a emagrecer-nos a carteira.

22 outubro 2010

||| A ESMOLA DA HIDRÁULICA AOS PRESIDENTES DA JUNTA DE FREGUESIA DA PATEIRA


Acabo de ler, embora com um atraso já bem considerável, que os srs. presidentes das Juntas de Freguesia de Óis da Ribeira, Espinhel Fermentelos e e Requeixo, se inebriaram por irem receber - ou já receberam... - 3200 euros cada um, para a limpeza da pateira. Tamos a falar de 640 contos por ano!
Tamos a falar de 53 333$00 por mês!
Tamos a falar de 1 778 escudos por dia!!!
Vá lá, vá lá... sempre são 1778 mil reis!!!
E então, 1778 mil reis por dia dão para o quê?!
Para um almoço e um café! Sem cheirinho, nem sobremesa!
Olho para a fotografia que "cacei" na net e lá vejo eu, todos aperaltados, os quatro honrados autarcas ribeirinhos - a ladearem, de olhar felicíssimo da silvae embebecido, o poder ali representado pelo presidente da Câmara Municipal de Águeda e pela directora da Administração da Região Hidrográfica do Centro!! Da extinta Hidráulica e a benemérita doadora da esmola.
Todos felizes!!!
Eu mandava este poder dar uma volta ao bilhar grande. E devolvia-lhe a esmola.
Mas o que mais me lixa nem é esta desfaçatez de vir dar uma miserável esmola destas, com esta pompa e esta circunstância - a que os jornais deram destaque exagerado e deslumbrado. Digo eu!
O que me lixa mesmo é ver lá dois presidentes de Junta de Óis da Ribeira, também eles a fazerem pose de autarcas felizes! Ali do lado esquerdo, os dois: o inimitável Pires (PJFOR) e o insubstituível ti Nando (PJF de Requeixo).

21 outubro 2010

||| VAMOS ESPERAR PARA VER...


Um comentador destas bandas tem repetidamente insistido, em correio para o "Contra", para que aqui se meta bedelho no processo eleitoral das associações de Óis. Ainda não entendi semelhante interesse do tal blogger, muito menos o meu. E pouco lhe sei dizer.
O que ouço dizer é que haverá eleições na Arcor até ao final do ano, e já não falta tudo. Mas não sei quem são os candidatos. Ou sequer se os há.
Ouvi dizer que há semanas, um cidadão terá sido apresentado aos canoístas como o novo presidente da direcção. E isso andou de boca cheia em Óis... Se é assim, o problema está resolvido, embora então ainda falte saber se alguém da actual direcção se candidata. O que também não é de admirar e que, a acontecer,  deixa iminente uma coisa que não me lembro alguma vez ter acontecido na Arcor: aparecerem duas listas.
Quanto à Tuna, diz que é para o princípio do próximo ano, mas também não deve ser difícil, pois a coisa fica sempre em família.
Sendo assim, vamos preocupar-nos é com o que o Orçamento do Estado nos vai cortar na carteira. Ontem o presidente do PSD deu um passo em frente, embora eu não saiba dizer - e se calhar ele também não... -  se foi um passo em frente para o abismo, ou para algum areal de praia.
As condições que impôs não me parecem coisas por aí além. Vamos ver... e esperar por mais capítulos desta novela.

20 outubro 2010

||| O CIDADÃO SÓ É OBRIGADO A PAGAR IMPOSTOS JUSTOS


O poder político, seja qual for a sua cor, costuma apresentar o contribuinte da pior maneira: o mau  (e deixa-se entender que são quase todos) é o que não paga impostos, os discute, tenta fugir-lhes, exporta capitais, etc.

Para o combater, criam-se penas criminais e administrativas pesadíssimas; presumem-se rendimentos e riqueza; sujeita-se a inspecções demoradas e humilhantes. Criando bodes expiatórios para explicar as dificuldades financeiras do Estado, desviando as atenções da (má) gestão das despesas.
O bom contribuinte seria aquele que deixa o Estado pesquisar todos os seus bens, tributá-los como quer, segundo as necessidades do Estado, e paga os impostos pelo máximo.
Sucede que o que não paga todos os impostos que o Estado quer, não é necessariamente um mau cidadão. O cidadão só é obrigado a pagar impostos justos. Mas não é o que o actual governo nos quer impor.

19 outubro 2010

||| ENTERREM A COISA, SE ELA JÁ ESTÁ MORTA...

Esta história do Orçamento Geral do Estado, e do aumento dos impostos, e de se o PSD o aprova ou não o aprova, e se o Passos Coelho boceja ou se o Sócrates nos prega mais uma das suas tribunícias verdades, e das mais não sei quantas, isso já tudo me mete nojo.
É conversa a mais. Mas vale ir ver o boletim meteorológico.
Por mim, que sou de vida urbana mas criação rural, de cada vez que vejo muita gente a dizer o mesmo, desconfio logo. Não sei porquê, mas não gosto de unanimismos. E reparem que não disse unanimidades.
A coisa já me deu preocupações e até já me perguntei se esta minha mania de reagir aos unanismos não seria apenas mais uma maluqueira minha, como outra qualquer, ou algum meu defeito de fabrico.
Mas a propósito do orçamento e do que todos os dias se ouve na rádio, lê nos jornais e vê na TV, isso até já impressiona e mete nojo. Mas porque raio é que toda a gente diz que tem de haver orçamento, tem de haver orçamento, tem de se aprovar o orçamento... e depois ninguém fiscaliza o  orçamento?! Não foi por isso que chegámos ao que chegámos?
Esta história até já me faz lembrar as carpideiras de antigamente. Então, se a coisa está morta.. façam-lhe o enterro. E não nos chateiem mais. Para chatices já temos os impostos a pagar. E sobram.

18 outubro 2010

||| PEC QUE OS PEC!!!...


O Governo anunciou em Maio um Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), com as medidas entendidas como necessárias e suficientes para a redução do défice. Mas  a verdade é agora veio anunciar um PEC 2, com medidas de brutal e injusta extorsão, especialmente aos portugueses da classe média.
Só falando da adminsitraçao pública, é com incomensurável desfaçatez que o Governo, depois de ter garantido que o 13.º mês não estava em causa, agora anuncie, com o ar mais cândido do mundo, que lhe vai tirar não um nem dois, mas três. Até parece aqueles vendedores de cobertores de mantas nas feiras. Não leva um, não leva dois, leva três!!!
E como? Pois reduzindo-lhe os salários, aumentando-lhes os descontos para a Caixa Geral das Aposentações e a ADSE, diminuindo-lhe as deduções fiscais e aumentando-lhes o IRS e o IVA, entre outros impostos.
Justifica-se o governo na cínica explicação de que é preciso cortar nas despesas do Estado. Pois que cortem a eles mesmos e aos seus chefes de gabinetes e assessores, na frota de automóveis de gama alta, nos cartões de créddito e todas as regalias que têm. Já não faltando na altura dos ordenados. Na verdade, se alguém deve pagar a crise devem ser os seus responsáveis e não os mesmos do costume.

No que toca cá à casa, vamos perder 7% do rendimento, relativamente a este ano. Porra!

17 outubro 2010

||| AS EXTINÇÕES DE MARQUES MENDES PARA SALVAR O PAÍS...

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Marques Mendes esteve em Óis da Ribeira há um ano, no comício do sr. Pires - quando botou faladura a promover a candidatura deste e a de Castro Azevedo à presidência da Câmara Municipal de Águeda. A foto é desse dia.
Um ano depois, foi à TVI e debitou contra a governação Sócrates. E ele, virgenzinho que é nesta tragédia portuguesa que é cada vez  mais termos menos vinténs para mandar cantar um cego - pois nunca esteve no governo, nunca foi ministro, nem líder partidário*... - apresentou um rol de propostas para acabar com tachos e mais tachos e mais tachos no monstro de padrinhos e aflhados que é o Governo e o Estado. Quem se quiser dar ao trabalho, vá ver AQUI.
O que m´encanta nesta história é acreditar que esta visão de Marques Mendes foi aprendida e «ganha» aí por Óis!!!
* Marques Mendes exerceu todas estas funções.

16 outubro 2010

||| O CULPADO É D. AFONSO HENRIQUES, AQUELE MALANDRO...


A novela da entrega da pen do Orçamento de Estado, já pertinho da meia noite de ontem, veio dizer-nos de quão sacrificados pelo país são os nosso governantes - que não olham a horas extraordinárias para servir. Mas disse-nos também de quão (in)competente são - pois não têm prazos para cumprir. Isto é, ter, até têm. Mas deles fazem como as promessas que nunca cumprem.  
Leio a imprensa de hoje, vejo televisão e o que concluo, Deus me perdõe, é que, estando Portugal neste estado de tragédia compulsiva, ninguém assume responsabilidades. O nosso Primeiro, esqueceu-se que está há cinco anos a desgovernar o sítio. Portanto, isto não é nada com ele. A oposição, moita carrasco, nada têm também... - uns porque foram corridos há 5 anos, outros porque não foram governo alguma vez. E também não fazem ideia!
Conversei a coisa na mesa de família, neste sábado de sol em que descobri circo na pateira,

e a conclusão a que chegámos é de que a culpa, se a há, é do D. Afonso Henriques. Aquele malandro...
Quanto ao desabafo do nosso 1º. Ministro («Demito-me, se o orçamento não for aprovado...»), esqueçam: ontem, no Parlamento, já disse o contrário.
O cartoon, irresistível, é de Henrique Monteiro.

15 outubro 2010

||| QUER OU NÃO QUER?!!!!...


Portugal atravessa um período muito difícil, com recessão, muito desemprego, muita pobreza, muita falta de investimento privado e de pouca, muito pouca criação de emprego, etc., etc. E fiquemos por aqui. É um período que, naturalmente, se estende a Óis da Ribeira.
E pergunto eu: o que é que os líderes políticos têm feito para contrariar este caminho? Nada!!!! Antes pelo contrário. Aliás, a sua falta de pensamento, de cultura e de dimensão política reflectem-se nas suas ideias ou melhor, na falta de ideias.
A falta de dimensão de pensamento político dos líderes  está mesmo ao nível da de um qualquer analfabeto. E era tão importante que assim não fosse...

14 outubro 2010

||| A SIC SABE O ORÇAMENTO DO ESTADO ANTES DO PARLAMENTO


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Ontem, dei comigo a comer as couves da minha mãe e a ver a SIC, com aquele jeito sensacionalista que tem a empolar notícias, a dar-nos conta de que o Governo, através do Orçamento Geral do Estado, se propõe continuar o saque aos nossos bolsos - desde que ganhemos mais que 570 euros por mês. Pela moeda antiga, qualquer coisa como 114 contos.
Isto é, pouco mais que o ordenado mínimo nacional.
Não deixei de continuar o apetite, porque estava com fome e já nada me surpreende do sr. 1º. Ministro - o mesmo que há pouquinho mais de um ano, imediatamente antes das eleições, nos garantia que estava ultrapassada a crise e jurava, de alma lavada e com aquela cara que Deus lhe deu, que impostos, quais impostos?, não ia haver mais nenhum aumento de impostos. E o mesmo fez em Maio e no verão deste ano.
Mas o que mais me surpreendeu já nem foi este faltar à verdade. Foi o facto de a SIC ter acesso à proposta de Orçamento de Estado ainda antes dos partidos e dos deputados - o que é absoluta falta de respeito do governo por eles e pelo Parlamento. Eu não sei, nem quero saber, quem foi o "artista" que passou a proposta para  SIC divulgar as chamadas linhas gerais Orçamento. Mas que isto é o limite da decência, lá isso é! Imagine-se o sr. Pires a convocar os amigos dele na imprensa de Águeda (nomeadamente o vizinho) e distribuir-lhes as contas da Junta, antes de as apresentar na Assembleia de Freguesia. Fritavam o homem.
Quero aqui dizer uma coisa que ontem encheu o coração: a libertação dos 33 chilenos soterrados na mina, a 670 metros de profundidade. Prendi-me aos directos da TV, até às duas da madrugada. Aconteceu isto em dia de Nossa Senhora de Fátima, 13 de Outubro de 2010! Milagre!!!

13 outubro 2010

||| A CRISE E PORTUGAL NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU



O país vai como vai, o coelho anda a marcar passo no voto do orçamento, o zé já não sabe o que dizer e nós por cá andamos. Ontem, fomos «apurados» para o Conselho de Segurança da ONU e o zé aperaltou-se para ir à televisão proclamar as virtudes da diplomacia portuguesa, blá, blá, blá...
Não disse é que o dito Conselho de Segurança tem cinco titulares com direio a veto: os Estados Unidos, a França, a Inglaterra, a União Soviética e a China. Direito a veto quer dizer, na prática, que basta um destes conselheiros estar mal disposto para que qualquer decisão do CS vá de vela. Isto é, os eleitos de ontem, incluindo Portugal, não mandam nada. São uns criadetes ds tiranos vetantes. Mas, pronto, fomos eleitos e por uns minutos acabou-se a crise.
Nós podíamos ter outros políticos? Podíamos!!! Mas não era a mesma coisa! E o país não tinha tanta graça!

12 outubro 2010

||| OS PRÓXIMOS 4 ANOS DA POLÍTICA LOCAL RIBEIRENSE

As eleições locais foram a 11 de Outubro de 2009, fez ontem um ano. Voltámos atrás no tempo e aqui repetimos, palavra por palavra, o que então escrevemos e está estranhamente actual.
Assim:
«Agora já se sabe, ou já se imagina, o futuro próximo da política ribeirense: será pouco mais ou menos mais do mesmo! A quase dramática bipolarização das eleições locais desnudou algumas legítimas ambições e apetites e, simultânemente, algum excesso de romantismo e credubilidade.
A leitura mais ou menos atenta - e não precisa sequer de ser muito precisa... - deixa antever que o febril entusiasmo destes outonais dias eleitorais não tardará a chegar ao inverno dos sonhos. Algumas das coisas agora escritas, sabe-se lá com que intenção, certamente farão avermelhar o rosto de alguns dos seus pais e padrinhos, não demorará muitos anos! Escreveram-se coisas algo irresponsáveis. E levianas!
A bipolarização, por outro lado, fez perceber duas realidades vitais para o futuro político ribeirense:

1 - A necessidade absoluta de renovação de quadros partidárias.


2 - O amadurecimento imperioso dos que, legitimamente, ambicionam o melhor para Óis da Ribeira e por Óis da Ribeira terçam sonhos.
Não é político quem quer! Ou quem tem um amigo na política e com ele troca eventuais favores! Quem tem amigo político que, nas mais das vezes, se aproveita de ingenuidades para catalizar serviços e benesses pessoais.
Se acontecerem estes dois anátemas (1 e 2), tanto quanto possível ao mesmo tempo e com as mesmas pessoas ou instituições!, será possível acreditar que alguma coisa poderá mudar (para melhor) na comunidade política ribeirense - onde se vive em excesso com paixões exacerbadas e se pensa menos com lucidez estratégica, em favor de questiúnculas pessoais e interesses partidárias.
A sociedade política ribeirense está perigosamente bipolarizada, fragmentada, dilui-se!
Assim, cá para mim que ninguém me ouve, Óis da Ribeira ficará a ganhar cousa pouca.
Publicada por CONTRA D´OIS em 23:42
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11 outubro 2010

||| 250 MILHÕES DE CORTES NO ABONO FAMÍLIA...

A gente anda cá pela província, nem sempre vê televisão e não sabe tudo o que se passa à volta. Apetecer dizer mal do governo, isso apetece sempre!!!! Até dá um certo gozo, seja a malhar no Sócrates seja em quem o antecedeu ou em quem o vai suceder (mas quando, quando?!...).
Agora, enquanto ali palram três antigos Presidentes da República - e Eanes, Soares e Sampaio falam como se isto tudo não tivesse nada a ver com eles... - dou comigo a navegar por aí e dou com esta pérola, também ela televisiva: MAIS AUSTERIDADE: Estado espera arrecadar 250 milhões de euros com cortes no abono de família.
Não nos cuidemos, não!!!
Quantos ribeirenses irão perdê-lo? E quantos terão regalias sociais que não merecem, nem justificam?!

10 outubro 2010

||| O PALHAÇO TIRIRICA E A COUSA DE ÓIS DA RIBEIRA

Os nossos amigos viram na TV aquele candidato palhaço e analfabeto que foi o mais votado nas eleições do Brasil? «Vote no Tiririca! Pior do que tá não fica!», era o slogan, super-formidável e bem divertido, com que se propôs a votos.
Dei comigo a compará-lo com a nossa gente e nada melhor que esta imagem tirada do «Inimigo Público»: o TiririSocas.
A invenção não é minha, mas, cá para mim, o palhaço chegava cá a Portugal e ganhava com uma perna às costas, apesar da concorrência que teria dos palhaços de cá.
Há aqui um pormenorzinho: o tipo é analfabeto. E eu dei comigo a pensar: em Óis passou-se uma coisa parecida, há precisamente um ano, nas eleições locais. O Pires, que, atenção, não é burro nem palhaço nenhum, ganhou aos doutores e engenheiros! Ele há cada coisa! Cada coincidência! E desculpem lá qualquer coisinha!

09 outubro 2010

||| PINTO DE SOUSA, TEIXEIRA & IRRESPONSABILIDADE ILIMITADA


O que aqui tenho reflectido sobre a situação do país e das medidas desorçamentais decretadas pelo 1º. Ministro, não é nada de pessoal relativamente ao cidadão Pinto de Sousa, ou sequer ao seu "mão de ferro", o tangível Teixeira dos Santos - que fazem o que podem e a mais não são obrigados. E estão lá a desmandar porque boa percentagem de portugueses os quis lá. Quanto a isso, ponto final.
O que me incomoda começa por mim, é certo (pudera, não é?!...), mas amplia-se ao meu ciclo de amigos - a maior parte deles funcionários públicos. Fizemos as contas e cada um deles vai perder uma média de mais de 20 contos por mês. O chefe de um deles, coitado..., vai perder mais de um continho de reis por dia e é socialista! Diz que anda a urrar por todos os lados e vai votar em tudo o que for contra o sr. Pinto de Sousa.
Estava eu para aqui com os meus botões quando chove mais esta notícia: vão pagar mais 1% para a Segurança Social, a somar aos 2% do IVA. Isso mesmo: menos 3% no rendimento. Só para o almoço, e no meu caso almoço barato (1200 a 1500 paus por dia), lá se vão mais ou menos uns 700 mil reis por mês. E depois há o jantar e o pequeno almoço e o lanche. São 700 vezes três! Porra, pá!
Não resistimos a mais este cartoon de Henrique.
Vê-lo completo, AQUI.

08 outubro 2010

||| GOSTAR OU NÃO GOSTAR DE PRIMEIROS MINISTROS...



Comecei hoje mesmo a gozar uns diazitos de férias e de imediato vim ler a imprensa cá da terra. Repare que eu comecei pela nossa e vou deixar a restante para mais tarde.
Dei por mim a constactar que não gosta do 1º. Ministro, do M. das Finanças, e para ser mais breve, não gosta de ninguém ligado ao Governo. Eu também não! E também não concorda com a "justiça" das medidas de austeridade que vão ser impostas. Eu também não!
Mas olhe que não vão ficar por aqui e daqui por um ano vai estar muito mais zangado(a) e indignado(a). Eu também!
E que tem isto a ver com o 1º. Ministro de Óis da Ribeira?
Tem, e muito! Então o caro conterrâneo(?) acha que a crise que assola o País e se prepara para nos deixar com uma mão atrás e outra à frente, se daria ao luxo de ter compaixão de Óis?
No futuro, talvez tenhamos de ser nós mesmos a limpar a rua, na área da nossa residência ou, quem sabe, a constituirem-se grupos de voluntários para o efeito. E olhe que aqui há muito boa gente que não hesitaria!
Certo é que a Junta não nada em dinheiro e não acredito que o tenham a ganhar bolor!
Quanto à imprensa da região, acha que esta devia escarrapachar ataques à politica cá da terra? Não acredito minimamente.
Assim como também não gostaria que os blogues cá do sítio andassem a servir de coveiros ao 1º. Ministro da terra!
Se disser que ele prometeu o que não devia porque não tinha condições para cumprir, dou-lhe toda a razão. E deixe-me até dizer-lhe que não tinha "necessidade" de tanto, tendo em conta a pouca expressão dos seus opositores!
Mas pronto, excedeu-se e agora não podemos, porque não leva a nada, andar todos estes anos a massacrar com o mesmo. Claro que até poderá dizer: «o blog é meu, escrevo o que quero e não tenho satisfações a dar»! Certíssimo e era o que mais faltava que assim não fosse!
Ainda quanto à imprensa regional e agora também quanto aos blogues: se não forem os de cá a dizer algum bem de nós, nunca espere que sejam os outros a ter esse gesto.
Por mim, continuarei a ler a imprensa regional e os blogues que falam da nossa terra, com o mesmo prazer com que o tenho feito, independentemente dos temas.
Bem haja quem, de uma forma ou de outra, fala de Óis da Ribeira.
Por muitos defeitos que lhe encontremos, porque procuramos os pequenos detalhes em busca da perfeição, a nossa terra é e será sempre a mais bonita.
Publicada por Anónimo em CONTRA D´OIS a 08 Outubro, 2010 11:17
- NOTA: O Contra d´Ois, pela primeira vez, dá palavra
a um comentador anónimo, assumindo que subscreveria,
integralmente, o que aqui fica comentado ao post de
ontem. Podem rever AQUI
Bem haja, caro conterrâneo ausente e presente. Seria
imperdoável deixar o seu comentário na caixa.
Contra d´Ois

07 outubro 2010

||| O 1º. MINISTRO DE ÓIS DA RIBEIRA....


O nosso 1º. Sócrates foi num instantinho a Vila Real inaugurar uns míseros sete quilómetros de via rápida, para Sabrosa. E com ele, lá foi o habitual séquito de ministros, secretários de Estado, chefes de gabinete e assessores. Mais as autoridades locais e regionais, o governador civil e os presidentes de Câmara, vereadores, chefes de gabinete e assessores,outros autarcas e mais as televisões, as rádios e os jornais.
Já viram o números de pessoas e o volume de custos que estas coisas envolverem, sem renderem um tostão, sequer, para o PIB? Antes pelo contrário, andando a gastar o rico dinheirinho do erário público!!!

Se fizermos um esforço de memória, lá nos lembraremos que, lá para há ano, o mesmo 1º. Ministro e séquito idêntico por lá tinham passado, a lançar a obra, também com as televisões, rádios e jornais atrás.
Uns tempos antes, já Sócrates, com aquele ar de dramaturgo enfatuado que ele tem, tinha feito a apresentação da mesma obra em Lisboa. E lá estavam as televisões, as rádios e os jornais a tiracolo.
Não sei porquê, lembrei-me do 1º. Ministro de Óis: a imprensa da região e os blogues da terra só dão notícias bonitas dele e do executivo. E não perguntam pelo cumprimento do que prometia há um ano. Porque será?

06 outubro 2010

||| UMA LISTA PARA O ESTADO REDUZIR AS DESPESAS...

A necessidade de reduzir as despesas da administração pública e todos os seus desperdícios leva-nos a um exercício, ainda que aligeirado, só para ajudar José Sócratres a resolver a coisa. 
Os abusos e desperdícios do Estado são muitos, realmente - são um insulto ao português comum.. - pelo que se aceitasse analisar sugestões de cortes e pô-las em prática, a descida da despesa seria maior, não se gastava tanto e não era preciso aumentar impostos.
Deixo aqui alumas sugestões:

1 - Acabar de imediato com o ensino superior praticamente gratuito. Aumentem as propinas.
2 - Aumentem as taxas moderadoras, proporcionalmente, a quem ganhe mais de dois ordenados mínimos.
3 - Acabem com as fundações e institutos públicos e todas as prebendas, remunerações extras e etcs. que atribuem aos seus administradores e funcionários.
4 - Acabem com metade das empresas públicas e todas as municipais.
5 - Acabem de imediato com toda a publicidade paga, de todo e qualquer organismo público.
6 - Acabem com os carros, cartões e telefones que são distribuídos a administradores e quadros superiores de ministérios, institutos e fundações do Estado.
7 - Acabem com as mordomias dos funcionários públicos e de empresas públicas. Porque é que um ferroviário há-de viajar de borla, com os filhos e os netos? Porque é que um funcionário da TAP tem viagens de borla? E estou a falar, só, de duas das muitas empresas públicas que distribuem mordomias e dão biliões e biliões de euros de prejuízos!
8 - A lista podia ter mais uma centena de itens. E incluir, por exemplo, os milhões e milhões que tem sido desperdiçados com bancos e empresas falidas e intervencionadas.

05 outubro 2010

||| MONARQUIAS E REPÚBLICAS DE 100 EM 100 ANOS

(...) "...Governar é fazer, dia a dia, a equação dos costumes. É traduzir em leis a dinâmica viva das almas e dos interesses. As questões económicas ou religiosas têm dentro da filosofia uma solução ideal, e dentro da política e do governo uma solução concreta e transitória. Não se inventam nações, imaginando códigos. Os códigos estão para as nações como os vestidos para os corpos. Quando a estatura cresce amplia-se o vestido, alarga-se o direito.
A Pátria Portuguesa não cabe dentro da monarquia, por culpa da monarquia. Aspira à justiça e dão-lhe burlas, aspira à ciência e dão-lhe trevas, aspira à honestidade e dão-lhe roubos, aspira ao bem-estar e dão-lhe fome, aspira à extinta luz, à extinta glória, e dão-lhe infâmias e sarcasmos, inquisições e tiranias.

Hoje só pode salvar-se por si própria, por um acto de grandeza moral e de heroísmo colectivo. Sem força física, vive-se ainda. Mas, quando se morre mortalmente, acaba-se de vez.
Salvemo-nos por uma República, mas uma República Nacional fundada na ordem e no direito, no trabalho e no amor, na liberdade e na harmonia. Que viva a República, para que viva a Pátria de nós todos!"
Mensagem de Guerra Junqueiro ao Congresso
do Partido Republicano, em 25 de Abril de 1908

04 outubro 2010

||| COITADINHO DELE, SÓ RECEBE 1100 CONTOS POR MÊS...

O deputado Ricardo Gonçalves, aquele que roubou o gravador aos jornalistas da «Visão», queixou-se de apenas ter 60 euros de ajudas de custo por dia, para «pagar viagens, alojamento e comer fora». Isto, para além dos irrelevantes 3700 euros de vencimento mensal que aufere, por ser o sr. deputado da nação.
Coitadinho! Apenas, e no total, uns miseráveis 5 milhões e meio de euros por mês, ou 1100 contos.
Entendo-o muito bem: ganha apenas mais de dez vezes que um português normal, o do ordenado mínimo, o que não lhe dá para a buxa.
Até tenho pena dele, coitado!!! E ainda vai perder 10%, como lhe ordenou o chefe e o tesoureiro.
Ainda vai morrer à fome! E acabar a comer na mitra!

03 outubro 2010

||| AS COISAS ANTIGAS QUE EU ADORO..

Nada melhor que um fim de semana em casa da avó, para matar as nostalgias. Ontem por exemplo, não me cansei enquanto não tomei um café feito numa chaleira, posta ao lume para ferver. Foi uma maravilha.
Não sei explicar bem mas as coisas antigas fascinam-me e acho extraordinário como os nossos antepassados tinham pachorra e vagar para fazer em horas ou dias o que nós agora fazemos num instante, quase só a carregar num botão. Carrega-se no botão e já está!
Mas estar ali a ver a água a começar a borbulhar, até ferver e engolir o café! E depois esperar que desenlurde. Quantas pessoas que me lêem sabem o que é desenlordar o café? Não deve ser muitas.
As coisas velhas, eu olho-as e volto a olhá-las e sempre me surpreendo. Como era possível cortar eucaliptos e pinheiros com aqueles serrotes grandes do meu avô, coisa que agora se faz um instante, com uma motosserra?!
É por isso tudo, e muito mais, que ainda hoje gosto de me meter nas teias de aranha da antiga adega do meu avô. Era capaz de ser interessante que a Arcor as reunisse numa espécie de museu local.

02 outubro 2010

||| OS (DES)ORÇAMENTOS E OS (DES)INTERESSES PARTIDÁRIOS

O ministro Teixeira dos Santos acaba de apelar ao apoio do PSD para ser sensível à necessidade de aprovar o Orçamento de Estado. Tá bem, pá... Aprovem lá isso!

Mas o camarada Teixeira precisa de Orçamento para quê? Para nada! O ano passado mudou-o cinco vezes (!!!!) e, com a maioria nas mãos, olímpicamente ignorou as oposições, entrando-nos nos bolsos como quis e desdenhando sempre daquela senhora idosa que mandava do PSD.
E, mesmo assim - louvado seja Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo... - não conseguiu saciar-se, mesmo com todas as guloseimas fiscais com que se abancou à mesa do (seu) orçamento.
Este ano e só em PEC´s, já vamos no terceiro, fora os cabeceiros desorçamentados e desorçamentáveis que deixou fluir em nome do interesse nacional, diz ele..., ou lá do interesse de quem quer que seja. Do meu é que não é.
Agora, para acertar o passo com o Coelho dos laranjas, faz carinha de santo - e Santos, é ele... - e argumenta que desta vez está em causa o interesse nacional e não o interesse partidário. Então, das outras vezes era o interesse partidário que estava em causa?
Bem me parecia, está a fazer um ano que se realizaram eleições e então havia que orçamentar (!!!...) e prometer não aumentar impostos, nem reduzir apoios sociais.
Imaginem o que não roeríamos nós na casaca do laranjinha Pires e da socialista dra. Carla, se por cá andassem a desorçamentar a Junta desta maneira!! Se fizessem um orçamento da autarquia incoincidente do interesse de Óis, mas regulado pela gulodice partidária - a do PSD ou a do PS! Púnhamo-los a pão e água e a pastar no adouro. Passe a expressão.
- NOTA: Irresistível, este cartoon de Henrique.

01 outubro 2010

||| A REPÚBLICA SOCRATIANA... E PORTUGUESA?



José Sócrates, aqui há uns tempos, disse que ia recuperar 150 mil empregos. E ganhou as eleições!
Passados tempos, o que é que aconteceu? Pois, o país tem mais 200 mil desempregados que os que tinha antes das eleições, a função pública não é aumentada há quatro anos, os impostos sobem cada vez mais e o Estado Social que nos prometeram quando fizemos esse contrato com o mesmo Estado - suposta instituição de bem! -, esse Estado corta-nos as poucas regalias que tínhamos.
Os medicamentos estão mais caros, está tudo mais caro: estamos na República Socratiana. Na na Portuguesa que nos foi prometida é que não estamos!