19 março 2009

||| AS DUAS RIBEIRENSES TODAS EMPIRIQUITADAS NO FÓRUM...




Não é muito normal, bem pelo contrário, passar no fórum a uma quinta-feira à tarde. Mas passei hoje. E como ia com tempo para o que ia, andei por ali a ver montras. E o que vi eu: duas garridas e maduras ribeirenses em alegra parlapeé, empiriquitadas e perfumadas, de corações ao alto, engalanados, a fintar a velhice na medida do possível.
Fiquei em bom tempo a olhar para elas e a invejá-las, encostada depois ao balcão, para as ver melhor e de mais perto. Fizeram-me lembrar quando a minha mao me mandava à loja do Albertino e eu me perdia a espreitar para o café, a ver os homens a jogar as cartas, a dizer asneiras e a beber vinho com tremoços. Era assim naquele tempo e dei comigo a ir para trás 25 para 30 anos.

18 março 2009

||| AS COISAS QUE VEMOS E OUVIMOS NO PARLAMENTO...


Acabo de ouvir, na tv, as propostas avulsas que o 1º. minstro apresentou hoje, no debate quinzenal do parlamento, para, disse ele com aquele modo muito emproado que tem, para acudir às famílias.
Cá para mim, que ele nem ouve, o camarada primeiro-ministro anda com muita falta de imaginação e esta sua oportunidade de emendar a mão relativamente a algumas medidas mal medidas que tem aplicado foi mesmo... perdida. Aco eu..
O 1º. ministro, como que já a correr contra o tempo eleitoral – e sabendo que as medidas à boca das urnas são mal vistas pela generalidade do eleitorado –, anunciou uns míseros 100 milhões de euros para oferecer aos que mais precisam. E nem saberemos alguma vez quem é que mais precisa. E mesmo este valor equivale a cerca de 5% das ajudas colocadas à disposição da banca e de algumas grandes empresas. Um mixoriquice!
O que mas custou ver, foi a forma indiferente como o 1º. ministro é tratado pelos parlamentares, como se fosse um vulgar mentiroso de rua. A demagogia é de tal forma e já tão recorrente que também já lhe perderam o respeito. Creio que a situação não tem paralelo em 34 anos de democracia e ninguém sabe onde chegaremos. Por este andar, sei lá...

17 março 2009

||| O CARTÃO ÚNICO NUNCA MAS VEM...


Há muito tempo que anda com esta fisgada na cabeça: a de tirar o Cartão Único para pequenada. A primeira tentativa resultou num fracasso absoluto, quando resolvi ir à Loja do Cidadão. E lá fui eu.
Para começar, nem o "ticket do talho saía". Depois, cá para mim, que nem percebo nada de bola, devia estar mais gente na Loja que em alguns jogos da 1ª. Liga de Futebol. E por lá me vi no meio de ucranianos russos, angolanos, portugas e até uns chinoas que precisam de um BI para emigrar lá consegui "vês" (à magalhães) e lá se preencheu os papéis para o BI.
Disseram-me que estarão prontos dentro de uma semana. Quanto ao Cartão do Cidadão na melhor das hipóteses dentro de quatro semanas, pois são feitos na Casa da Moeda em Lisboa e ao que parece estará por lá tudo entupido. Mesmo à portugesa...

15 março 2009

||| OS CAMINHOS DA PRAIA... E O FUTURO

A praia é um sítio sem caminhos, que dá para todos os caminhos! Caminhos que dão para parar e pensar a vida, o ontem e amanhã! Isto, se nós quisermos pensar, claro está... e há por aí muita gente que não gosta de pensar, mas só de dar pontapés para a frente.
Parar para pensar, para muita gente, nunca fez mal a ninguém. É um imperativo compreendermos como chegámos ao dia de hoje e delinearmos o que pretendemos para o futuro. Não com a pretensão de dominarmos todas as condicionantes, mas entrevermos, ou antevermos, o que poderá ele ser e podermos estar preparados (em parte...) para ele. Quem assim não fizer, não acha caminhos! Perde-se neles.

13 março 2009

||| PASSEAR NA AREIA DA PRAIA...

Não sou quem mais gosta de passear na praia, mas digamos que me deixo cair por uma praia meio deserta, daquelas assim sem muita gente, são, a jeito para a uma passeata calma.
É um tempo em que, a meter areia entre os dedos - coisa que me irrita solenemente -, se vai pensando nisto ou naquilo, questionamdo ou recordando um ou outro assuntos que por vezes deixamos cair da memória.
É nestas alturas que me vem à ideia aquela cantigado mar que enrolava na areia. Como este fim de tarde, quando antes de entrar em em casa fui fazer voar ideias por entre as areias da praia.

11 março 2009

||| SAUDADES DO ESCUDO E OUTRAS COISAS...

Acredito que a maior parte dos portugueses já têm saudades do escudo, de quando se bebiam umas cervejas e uns champarrions no Pires, ou no Nélson, ou mesmo no restaurante, e sempre sobravam uns trocos.
Saudades de quando as empresas de Ágeuda estavam em dificuldades e graças às desvalorizações até com os chineses eram capazes de concorrer, por exemplo na área das ferragens, ou dos têxteis.
Saudades do tempo em que a inflação tinha dois dígitos e o primeiro era o dois. De quando não havia problemas orçamentais, nunca faltava dinheiro ao Estado.
Era um tempo simpático, se a coisa dava para o torto na balança comercial, acordávamos uma desvalorização, coisa que nem ocupava o tempo do café em discussão, a indústria passava logo a ser competitiva e o nosso dinheiro, mesmo desvalorizado, ainda valia mais do que o dólar. E ninguém se queixava dos impostos, não havia evasão fiscal nem devedores ao fisco em listas na internet. Nem havia internet...
Com a inflação nos dois dígitos e idem nos aumentos, e com das dívidas do Estado ao estrangeiro, apertávamos o cinto mas tínhamos a sensação de nadar em dinheiro. Andávamos felizes, se os trabalhadores faziam greves era mais a pensar na revolução do que na devolução do que tinham perdido. Agora, com o euro, é o que se vê!

10 março 2009

||| ISTO É QUE VAI UMA CRISE...


Isto é que vai uma crise: hoje, dava-me jeito que amanhã continuasse a ser fim-de-semana, quanto mais não fosse para poder acordar ao meio-dia e estar a “malandrar” no sofá durante a tarde. Penso que, só por si, é argumento justificativo para que amanhã fosse fim-de-semana.
Como todos sabemos, mais ou menos, toda a gente trabalha normalmente como dias por semana e, por isso, tenho uma pergunta para vos fazer: quem é que estaria disposto a abdicar de 20% do seu salário para trabalhar apenas quatro dias por semana?
A pergunta pode ter água no bico, porque realmente muitas pessoas não podem abdicar de nada do seu rendimento. E muito menos fazer greves, pois também ficam sem a massa.

09 março 2009

||| O PALCO E A VIDA!...

A vida é um teatro diário, onde muitas vezes não fazemos a nossa figura, mas que gostaríamos de não fazer, simulando, encenando, distorcendo, enraivecendo.
A vida é um palco onde nos movimentamos, mas que muitas vezes surpreendentemente achamos vazio e triste. Mesmo assim é um palco, onde ensaiamos e representamos - vendo-nos ao espelho do que queríamos ser. Assim mesmo, é um palco!

08 março 2009

||| OS AMIGOS SÃO PARA AS OCASIÕES...


Encontrar um amigo que não se vê há muito tempo e de quem se guardam boas recordações, é sempre um momento de alegria que me toca fundo.
Encontrar-se alguém com vivemos bons momentos é cmo achar a chave de casa que perdemos. porque le sentimos a falta e que já não vemos há muito! Os amigos verdadeiros não precisam de estar sempre juntos, pois é suficiente nas mais das vezes que nos lembremos deles e sabermos e termos a certeza que se forem precisos, eles aparecem nessas alturas. Esta certeza é única e conforta imenso. Encontrá-los é ter também um encontro marcado com a juventude...
Hoje encontrei um amigo de escola, que deu uma novidade triste: morreu um outro amigo, ceifado por um carro que fugiu. É um amigo que fica à nossa espera!

06 março 2009

||| AS MOLAS DA ROUPA E OS TEMPOS MODERNOS...


Se há coisa vulgar nas nossas casas, é a mola, sejam em famílias ricas, ou pobres, todas precisam das molas para a roupa. Não sei é se já repararam na beleza do seu enquadramento fotográfico.
Procuremos descortinar muito do bonito (e bom...) que nos rodeia, que de tanto olharmos, deixamos de o valorizar por completo.
O que acontece é que a malta anda toda presa por arames e esquece-se das molas, digo eu. E as coisas que as molas da roupa nos fazem lembrar, Agora, temos máquina de secar a roupa - o que, comparando-a com a mola, é modernice para enquadramentoas fotográficos.
Assim a falar, vem-me à lembrança as tardes de verão, quando tinha de ir levar e buscar a bacia da roupa ao rio, ao pé da ponte!

05 março 2009

||| A EXPWERIÊNCIA DE VOLTAR A ANDAR DE COMBOIO...


Andar de comboio era coisa que ja não experimentava há muito tempo, mas andei hoje, por me aconselharem a viagem, numa ida mais ou menos inesperada ao Porto, mas a verdade é que não tinha grandes saudades. Nem as ganhei.
O lugar onde me sentei era aquele que realmente detesto, frente a frente com duas senhoras que desde logo chamaram a minha atenção pela linguagem desbragada e pela forma natural como as asneiras lhe saam da boca…
Chegou-se à primeira paragem e alguém veio com a mesma conversa: “Está sentada no seu lugar?”
“Não, o meu é que está ocupado…”.
Lá tive de me levantar, enquanto olhava para a moça no meu lugar, que fazia ar de vítima e não parecia não perceber nada do que se passava. Lá me sentei noutro lugar vago à espera de que a cena se repetisse na paragem seguinte…. Paciência de santa. Nem me reconheci.
Depois, quis passar pelas brasas, quando me dei a dar um salto na cadeira. Era o revisor a tocar-me no braço. Não consegui dormir mais, claro está. Em vez disso, tive de aturar a conversa estupidamente infeliz das outras duas ordinárias, uma a tentar explicar à outra o que é a bateria de computadores; depois a explicar-lhe onde fica a Turquia, o fuso horário…. O tipo ao meu lado não se continha e ria-se a bom rir, disfarçando com a revista que fingia ler.
Lá terminou a viagem e saí! Sem saudades!

03 março 2009

||| FALAR DA VIDA DOS OUTROS!... E NÃO DA NOSSA!!!

É costume ouvir-se dizer, por piada, acho eu, que Portugal não se salva enquanto todos os portugueses não forem obrigados, por lei, a fazer um estágio no estrangeiro, mas proibidos de encontrarem-se uns com os outros.
A proibição de contacto é da maior importância, para impedi-los de assarem colectivamente sardinhas, cozerem bacalhau com fervor nacionalista ou trocarem sofregamente as últimas novidades que lhes chegam de telemóvel, em mensagens ou de voz.
É um bocado como nós, os de Óis! Muitas vezes não sabemos falar uns com os outros mas passamos a vida a falar da vida dos outros! Atchim!....

02 março 2009

||| SORTE, AZAR E FERRADURAS...

Sou pessoa pouco supersticiosa mas também sou daquelas que penso que há... bruxas! Talvez porque pensar assim, me dá... sorte! Ou porque sou aquilo já me dá azar! Só não sei bem o que é ter sorte ou detestar o azar? Normalmente é uma justificação a posteriori.
A verdade é que há dias, no super, me ofereceram uma ferradura, como amuleto! E não é que nesse mesmo dia um polícia me perdoou uma multa, por ir a falar ao telefone?!

01 março 2009

||| A CRIANÇA QUE TEMOS DENTRO DE NÓS...


Por muito que não queioramos e bos esqueçamos, sempre ontinua a haver um miúdo dentro de nós. Mas temos vergonha!! Devíamos era mostrá-lo aos outros, sem qiasiquer receios, sem qualquer tipo de pudor.
Quanto a mim, isso seria a forma de conseguirmos que os outros façam o mesmo e nos possamos abrir uns aos outros! Sim... porque os miúdos não são tão previsíveis quanto os adultos! São muito mais espontâneos e alegres. Estamos mesmo precisados dessa alegria de voltarmos a ser crianças.

28 fevereiro 2009

||| A CRIANÇA E A FAMÍLIA DE HOJE!!!


Tenho amigos que estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos por causa da família! Eu percebo bem porquê.
Há 100 ou 200 anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. É ou não é assim?
Esta situação está definitivamente instalda nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho desonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes desonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja amamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos.

27 fevereiro 2009

||| A DORMIR EM PÉ!!


A minha última noite foi daquelas em que damos voltas e voltas na cama... e não conseguimos dormir. E vem-nos tudo à cabeça!!! e raramente alguma coisa de bom!
A coisa piora um bom bom bocado quando já cansados do sofá da sala, vamos para vale de lençóis e chegamos ás 4 da manhã sem pregar olho e temos de nos levantar cedo, para o trabalho - que não nos quer por lá ensonados.
Acabei pro adormecer mas acordei com uma pedrada digna de enciclopédia, nem tomei o pequeno almoço, e fui para o trabalho a pregar um olho atrás do outro.
Aguentei-me conforme pude, no trabalho, nem fui almoçar, fui tentar dormir no carro, mas tá quieto. Andei o resto do dia a dormir em pé...
Vou dormir agora, se conseguir adormecer.

26 fevereiro 2009

||| O NARIZ GRANDE DOS NOSS0S ADOLESCENTES SONHOS...

Qualquer um de nós já pelo menos uma vez na vida se julgou o melhor do mundo e até aumentou um bocadinho da força da sua (nossa) pequena história. Nos meus tempos de criança, ouvia os adultos dizerem: «olha aquele está a regar".
A medida mais recente para avaliar quem aldraba, tomando como exemplo o crescimento do nariz, tem a ver com o pinócrates. A sério: há sempre uma altura na vida em que julgamos possível mudar o mundo e fartamo-nos de inventar cenários, que nos têm como os melhores do mundo, connosco a receber o Óscar de actor principal.
Somos sempre sonhadores!

24 fevereiro 2009

||| AS BRINCADEIRAS DOS OUTROS TEMPOS MENINOS!...



A minha criancice e adolescência foi passada entre os cheiros do estrume e da terra fresca de recém-lavrada, do nascimentos das novidades semeadas que espreitavam a colheita, entre os olhares da lavoura ao campo.
Das primeiras coisas que me impressionaram foram nas areias aos portalvares, ver os motores de rega: como é que aquele monte de ferros puxava a água para regar o milho?
Mas a recordação mais doce é a das tantas e tantas vezes que brinquei com o centeio que colhia nos serrados..! Utilizavamo-lo nós como "setas", que, filhos da mãe que éramos, atirávamos para espetar nas camisolas de com quem brincávamos! ERa um gozo danado!
Naquele tempo, e não foi assim há tantos anos, não havia brinquedos e playsations, computadores e essas modernidades. E jogar ao peão, e ao ringue! Saudades.


22 fevereiro 2009

||| O NÃO CARNAVAL DE ÓIS DA RIBEIRA E OS BRASILEIROS

Não sou a pessoa mais apaixonada pelo carnaval, mas recordo-me de na minha primeira infância andar de cara enfarruscada, enfarruscava-me a minha avó, a passear pelas ruas de Óis, com a outra garotada. E com as bisnagas a esguichar água uns contra os outros.
Ou das bombas de que eu tinha um medo de chorar, e as de cheirinho, os confetis e as serpentinas. Eram as nossas brincadeiras de criança e das brincadeiras de criança, lembro-me também de ir uma vez à Mealhada, com os meus primos e de lá ter apanhado uma grande seca, por causa de ver um casal de actores brasileiros, cujos nomes já nem me lembro.
Isto vem a propósito do que tem de muito de ridículo o abrasileiramento do carnaval português, numa altura do ano em que está mais frio do que calor e quando os bikinis deveriam estar ainda bem arrumados na gaveta. Somos uns parolos em muitas coisas!
Mais vale fazer-se como em Óis: hoje passei nas ruas todas e não vi o menor cheiro de carnaval. Assim é mais autêntico!

21 fevereiro 2009

||| OS CÃES MORDEDORES DO LARGO DO CRUZEIRO

Já todos nós, ribeirenses, mais ou menos nos incomodámos com os cães que andam pelo largo do cruzeiro. Andam por ali a mais e incomodam muita gente. E são mesmo perigosos, pois nunca sabemos quando os espetam uma ferradela.
Não faço a menor ideia de quem devaria cuidar de os tirar da rua, mas que deveriam ser levados de lá, lá isso deviam. Ainda por cima, agora o largo tem ali o multibanco - onde vai muita gente, que pode ser mordida de repente. Já ia acontecendo isso hoje, à minha prima!

20 fevereiro 2009

||| A PRAIA VAZIA...

A propósito dos camarões de ontem, venho aqui contar que, depois da ingestão, dei uma volta pela paredão. Para desmoer... e olhei pala praia enorme e vazia.
Olhei para aquela imensiadão e fiquei a pensar que a praia devia ser sempre assim: vazia!! Ou quase vazia, para a gente andar por ali a passear sem nos incomodram os miúdos a jogar a bola e os namoradas a fazer de ténis e a atirar aquelas bolas pequeninas para cima de nós!
Pronto, deveriam ser sempre assim, vazias e sem confusões, com sol mas sem muito calor, sem ser preciso tirar a roupa toda e andar a mostrar as partes íntimas a quem não despega o olho de cima de algum corpo mais bem feito! E sem sequer molhar os pés.
As praias deviam ser sempre assim, silenciosas e sem cheiro a cremes e batatas fritas. O miúdo a brincar, o bebé a dormir, e nós a ver o mar, sem fazer nada, depois de ler o jornal e fazer as palavras cruzadas, nessa grande seca que são as tardes que nunca mais acabam!

19 fevereiro 2009

||| QUE SE LIXE A CRISE, VENHAM LÁ OS CAMARÕES...

Os inesperados dias de calor dos últimos dias levaram-me acidentalmente à praia. Não para tomar algum banho de saudades de verão, mas em trabalho. Eu trabalho, não pensem lá...
Encontrei gente amiga e, entre o dizer para aqui e o falar para acolá, fomos parar a um bar. E não é que lá foram uns camarões pela garganta abaixo, regadas com cerveja, por acaso de garrafa - que a máquina dos finos estava avariada!
Digamos lá que, apesar da crise e dos ordenados anões que temos, soube bem esta merenda inesperada. E que se lixe a crise?!

18 fevereiro 2009

||| O MEU VELHO VÍCIO DA LEITURA...

Desde gente pequena que aprendi, mesmo que não quisesse (e até queria...), a ter uma relação muito próxima com os livros, que sempre abundaram lá por casa de meus pais.
E a verdade é que aprendi e aprendo muito com eles, como todos - desde a escola, à profissão, ao ócio e ao prazer de uma boa leitura de verão, ou à lareira de inverno! Recordo-me até que uma das primeiras prendas de um namoro foi um livro. Ficou-se o livro e foram os aneis dessa paixão da adolescência.
Actualmente, confesso, não me viro tanto par as leituras, mais por falta de tempo, mas já houve tempos, realmente, em que li muito mais que agora, mas continua a ter verdadeira paixão por um bom livro. Ainda me apaixonam!

17 fevereiro 2009

||| UNS PARA UM LADO, OUTROS PARA O OUTRO...

Olha-se para a foto, tirada de um qualquer sítio da net, e, à primeira, associamos os pés a quem ou a quê? A Charlot - o Charlie Chaplin! Acredito que a maioria das pessoas assim pensa!
Mas, pensando em Óis, a foto não deixará a muita gente que pense a ideia de divisão, de separação, de desunião, de uns para cada lado? Uns para um lado, outros para o outro!
Pode ser ideia minha, Deus me perdõe, mas é o que parece e acontece nas mais das vezes em terras pequeninas como a nossa: uns para cada lado e a aguilhar o vizinho, a querer pô-lo abaixo, para dizermos que a nossa ideia é melhor que a dos outros!

16 fevereiro 2009

||| VOU CASAR COM A MINHA VIZINHA GAY


Raramente aqui falo de política, nem dela entendo grande coisa. Mas esta é a hora de fazer dizer ao senhor 1º. Ministro par ter juízo e respeito. Isto a propósito de nos querer impôr os seus valores gays.
Eu não sou a pessoa mais indicada para analisar isso que dizem ser a liberdade de uma pessoa ter ou não ter relações de qualquer tipo com quem quiser. O que está em causa, quanto a mim, é a institucionalização dos gays ao estatuto de "casamento", com todos os direitos e deveres inerentes, relações que são estranhas a esse conceito e ao arrepio do direito civil.
Li algures e fui confirmar que o artigo 1577º. do Código Civil português define o casamento como “um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida”.
Como, então, aceitar casamentos homosexuais, mas não aceitar casamentos poligâmicos, ou homoparentais? Como aceitar casamentos homossexuais e ao mesmo tempo colocar reservas à adopção de crianças? E que argumentos apresenta contra a pedofilia consentida por ambas as partes ? Que porra de terra é esta e que governantes temos? Puxa, pá!

11 fevereiro 2009

||| TENHO DÍVIDAS E NÃO SABIA!!!


Li já não sei onde que cada português (seja homem, mulher ou criança...) deve 45.100 dólares, da dívida externa aos bancos internacionais. Ou seja, cerca de 7060 contos!
Eu que tenho a mania que não devo anda a ninguém, afinal sou pessoa caloteira como qualquer outra! E não sabia, sou como o outro, que é o último a saber!
Mas afinal devo este dinheiro todo, porquê, se não pedi nada emprestado a ninguém?
Leio melhor e verifico que a dívida externa portuguesa aumentou 3072% entre 2003 e 2008. Ai é isso? É por isso que eu devo?! E eu sem saber de nada! É um salve-se quem puder. É um fartar vilanagem. Isto é que é governar, meus amigos! E Sócrates prepara-se para endividar ainda mais o país com os empréstimos necessários para obras como o TGV!! Ora gaita para esta gente!

10 fevereiro 2009

||| IGUALDADE NO CASAL E NO CASAMENTO...

O mundo do trabalho na cozinha até que também podia ser lindo. Mas não é tanto! Se as pessoas o quisessem, mas não querem! E a repartição das tarefas caseiras, já agora, até que ficava bem a uns certos casalinhos que eu cá sei e que por aí andam. Eu, que há dias queimei dois dedos, bem me apetece gritar por igualdade no casamento e no casal!

08 fevereiro 2009

||| OS HOMENS ENGOLIDOS PELAS ÁGUAS DA PATEIRA


Hoje, ao passar frente ao restaurante, com o parque sujo das cheias, lembrei-me, aos arrepios, das pessoas de Óis que já morreram na pateira, por andarem na pesca.
Senti um choque, porque não sei nadar e sei que se caísse à água, como a da pateira, não teria hipóteses de sobreviver.
Ensinaram-nos na escola que a água e o fogo são os elementos mais poderosos da natureza, os mais potentes e perigosos.
As águas da pateira são disso exemplo e já qualquer um de nós teve um amigo de perto que nos fez sofrer por causa das águas.
Talvez por isso eu não entenda lá muito bem como os pescadores se arrimam aos mares e, aqui pelos nossos lados, se aventuram tão desprevenidamente na pateira, na pesca, sendo engolidos pelas águas!

06 fevereiro 2009

||| O HOMEM RIBEIRENSE...



O homem ribeirense, seja ele qual for e pelo que for, tem que se encarar de uma vez por todas a verdade universal das coisas e dos factos, verdadeiros!
Realnente, digam lá o que disserem não vale a pena andarmos a fingir que está tudo bem e que quem vier a seguir que feche a porta.
O contributo tem (e só pode...) ser exigido a todos, por todos e para todos. É o bem de todos! Afinal não somos todos parte desta terra a que chamamos Óias da Ribeira?!

26 janeiro 2009

||| INAUGURAÇÕES DE ÓIS DA RIBEIRA

A Arcor e a Junta de Freguesia foram inaugurados no dia 24 de Janeiro,
com festa da rija -segundo lemos na imprensa nacional.
Parabéns para todos, pois Óis da Ribeira bem merece!

22 janeiro 2009

||| INAUGURAÇÃO DA ARCOR E DA SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA

Está a anunciada festa grande para Óis da Ribeira, no dia 24 de Janeiro, já sábado, com as inaugurações da sede da Junta de Freguesia e do Centro Social da Arcor - como se vê no cartaz. Como ribeirense, não posso deixar de me sentir feliz por estar concretizada uma obra de grande interesse para a freguesia. Aliás, duas obras. Nós, os d´Óis, somos mesmo bons!

21 janeiro 2009

||| COISAS DO HUMOR PORTUGUÊS...


A espécie humana tem uma característica notável, que é a capacidade de se rir de si própria e daquilo que a rodeia. Chama-se a isso sentido de humor, e é um dos placebos mais eficazes da nossa existência: dizem que uma boa gargalhada diária aumenta a longevidade, alivia tensões e torna-nos, nem que seja por instantes, pessoas mais felizes.
Há vários tipos de humor, desde o mais básico ao mais requintado, mas o sentido de humor é algo transversal a todos os humores - quem o tem, esboçará pelo menos um leve sorriso quando confrontado com um dos vários géneros de humor. Infelizmente há por aí muito boa gente babada mas desprovida de sentido de humor. Lamentavelmente para eles que, por mais que se esforcem, vêem tudo à luz da sua realidade e personalidade limitada e desinteressante, sem uma única pontinha de humor. Este post é dedicado a eles, a esses seres merecedores de uma tribo de somalis que lhes animassem o dia. Se algum de vocês está por aqui a ler isto, um conselho: riam-se!!! - Isto pode não ter piada nenhuma mas ao menos estão contribuir para aumentar a longevidade de alguém.

20 janeiro 2009

||| AS CHUVA DE INVERNO....

Bastaram umas chuvadas e algum vento para que as situações de desespero ocorressem um pouco por todo o país. Habitações inundadas, restaurantes destruídos, vias públicas bloqueadas, pequenos negócios destruídos, são o resultado de umas chuvadas, nada que se tenha assemelhado a um verdadeiro temporal e muito aquém daquilo que poderia dar lugar a cheias.É um sinal claro de que as entidades públicas e em particular as autarquias apostam mais nas inaugurações do que na manutenção do que existe.
No caso particular de Óis da Ribeira, felizmente, para além de algum susto que apanhem os moradores da rua do Viveiro, com a água da cheia a morder-lhes os calcanhares na soleira da porta, não há novdade de qualquer acidente - dizem-me só que os ramos de algumas árvores foram partidos, que uma motorizada estacionada na rua «voou» uns metros arrastada e que umas poucas telhas andaram voar. Melhor sorte tiveram os cantoneiros de serviço, por consequência do mau tempo, já que as enxuradas limparam as valetas e já não terão de dobrar a coluna para rapar o lixo e as ervas criadas de meses.

19 janeiro 2009

||| FRIO DE RACHAR E INVERNO DE MOLHAR...


Tem estado frio de rachar e chuva de molhar e a sério. Estamos em inverno mesmo a sério e todos sentimos algum desconforto, assim como que uma espécie de isolamento e alguma ansiedade nestes dias curtos e frios.
O nosso sentido de liberdade e a vontade de viver a vida faz com que aguardemos, com impaciência, que este ciclo passe bem depressa. E vai passar! Não tardam aí as festas populares, o carnaval, a Páscoa, por aí fora, e os corações vão aquecer!!!
Quando aos pés, por agora, convem tê-los bem encostadinhos ao lume!!!

17 janeiro 2009

||| FICÇõES DA POLÍTICA LOCAL !!!! - IV


Don Camaleão, como se disse no episódio anterior, não pode nomear ninguém quem mande alguma coisa mas julga ter o poder de os derrubar. E derrubar como, se ele é tão subserviente?

A melhor forma de derrubar um qualquer gajjo acima, ou que incomode, é recorrer à comunicação social, nenhum líder se mantém ao de cima se for queimado na comunicação social. A principal preocupação de D. Camaleão é, pois, dar-se bem com a comunicação social e aí ele é mestre, quanto mais não seja para aguentar a sua própria pele. E andar numas pançadas. Don Camaleão tem vastas relações na comunicação social mas não recorre directamente aos seus favores, isso poderia prejudicar a imagem da instituição que o alberga e lhe serve de disfarce.
A melhor forma de actuar junto da comunicação social é, pois, através de alguns dos seus afilhados. Aliás, entre alguns jornalista e os afilhados do Don Camaleão - quando não ele mesmo... - há um pacto de colaboração, aqueles dão aos jornalistas informação regular que assegura o seu sucesso profissional e estes ajudam-nos a derrubar osopositores, sempre que estes começarem a incomodar. Uma boa parte das notícias podem ter duas leituras, a que o cidadão comum lê e o objectivo simulado da própria notícias.
(continua amanhã)

16 janeiro 2009

||| FICÇÕES DA POLÍTICA LOCAL !!!! - III


No segundo episódio explicámos como se tinha operado a metamorfose do Camaleão em D. Camaleão, Neste vamos explicar como é que o D. Camaleão consegue sobreviver ao longo do tempo, pois com os sucessivos governos mudam os governantes e, em consequência, os dirigentes o que poderia pôr em risco a influência dos seus afilhados.
Aqui reside o sucesso de D. Corleone. O homem de várias caras.
Antes de mais o nosso padrinho teve a arte de se manter resguardado de lutas partidários não perguntando o partido daqueles que lhe pedem favores, nem aparentemente distinguir os seus afilhados em função das suas opções partidária. O nosso D. Camaleão, como um bom padrinho que se preza, é supostamente apartidário embora dê a cara por um partido, é um verdadeiro exemplo para a nossa moderna gestão pública.O nosso D. Camaleão não conta apenas com posições sólidas ao nível dos dirigentes do partido onde empreita as suas notáveis obras públicas, cuida também de um viveiro de futuros dirigentes e é ver o ver-se-avias de candidatos que ele muda de umas listas para as outras. Quem não lhe é fiel, paga caro.
Quando um qualquer é substituído a probabilidade de ser substituído por outro afilhado é muito grande - pois D. Camaleão quer manter intocável a sua influência. É por isso que o seu poder se mantém e até se poderá ter reforçado ao longo de 20 anos.Os únicos que o D. Camaleão não pode nomear são poucos, mas isso não é problema para o nosso padrinho. Mas se o D. Camaleão não pode nomear este ou aquele, pode derrubá-los, que é bem mais fácil. Quando o começam a incomodar, ou aos seus os afilhados, D. Camaleão activa-lhe logo a contagem decrescente.Como consegue D. Camaleão isto tudo? Esse vai ser o tema do próximo episódio.
(Continua amanhã)

15 janeiro 2009

||| FICÇÕES DA VIDA POLÍTICA... LOCAL!!!!! - II


Como foi dito no primeiro episódio, o D. Camaleão é pura ficção e as muitas coincidências que possam existir são isso mesmo, puras coincidências.
Ao retomar a história do D. Camaleão, vamos voltar um pouco atrás e traçar o seu perfil, explicar como se passa de figura desconhecida ao estatuto de padrinho. No caso do nossos D. Camaleão, a história começa há para aí vinte anos na figura de um jovem "assessor" todo-poderoso de um poderoso governante. Nessa altura era conhecido só por Camaleão e era o braço direito do governante que nele queria delegar o imenso poder, o que lhe permitia já - a Camaleão - nomear ou influenciar algumas coisas. Isto é, ainda não era padrinho e já não lhe faltavam afilhados.
Embora conotado com o partido nunca lhe foram conhecidas grandes fidelidades partidárias, para isso contava com o apoio de um grupo de outros camaleões bem colocados no partido.Ao fim de anos de trabalhar na governação o nosso Camaleão já tinha uma vasto número de afilhados, um verdadeiro viveiro de futuros dirigentes, dos quais haveriam de sair chefes de divisão, subdirectores-gerais, directores-gerais e mesmo directores-gerais.
Apoiantes incondicionais do Camaleão seriam o seu futuro exército particular.A ideia era, a do nosso Camaleão, era que quando abandonasse os gabinetes do poder ter ás suas ordens uma vasta rede de afilhados disponíveis para fazerem todos os favores que lhe fosse solicitados. E que ele mandasse. Portanto, com o nosso Camaleão, a regra do “rei morto, rei posto« não se aplicaria, quando abandonasse as lides governamentais, pois facilmente encontraria gente disposta a pôr-se de joelhos ao seu virtual poder e interessada nos serviços dos seus afilhados. Ele queria mesmo ser o Padrinho".Estava concluída a metamorfose do Camaleão em D. Camaleão!!! A vida é assim...

14 janeiro 2009

||| FICÇÔES DA POLÍTICA LOCAL !!!! - I


Agora que é passado o festivo período do Natal e ano novo, lembrei-me ficcionar um pouco, promovendo a ressurreição de Don Camaleão sob a forma de... Don Camaleão.
Tratando-se de uma ficção, todas as personagens são fruto da imaginação e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Como o romance é longo, irá sendo apresentado sob a forma de episódios. Até quando calhar.~
*Don Camaleão mexe-se, ou faz por parecer que se mexe nos corredores do poder, e teceu as teias da sua virtual influência fabricando supostas cumplicidades - que faz passar como verdades. E não são, na maior parte das vezes. Ao longo do seu tempo de poder, soube sempre ter a arte de fazer crer que é pessoa de bem, influente e poderosa. É mentira.Tem a singular esperteza de se insinuar próximo do poder e ter afinidades muito particulares com os holofotes da política. Como os políticos e muita gente faz, é capaz de vender a alma ao diabo, embora conviva com Cristo e os seus apóstolos de agora. A alma, tanto está à venda, como á troca, desde que convenha.Don Camaleão preferiu perder o poder do dinheiro ao poder dos votos, embora saiba que é aquele que compra o segundo. É o dinheiro que compra e decide para quem são os votos.
O Don Camaleão é, por definição, o padrinho da família política e protege os interesses da família política, humilha-se aos padrinhos de outras famílias - embora faça crer o contrário. Don Camaleão teceu o seu insinuado poder ao longo de anos, mas é invisível e ineficaz. Faz crer mas não é verdade que nada se faça sem que ele saiba, que ninguém é nomeado sem que ele acene com a cabeça. Os governantes de Lisboa não o conhecem mas ele diz que são seus amigos e estão ao alcance do seu telelé. Os primeiros-ministros ignoram a boçal figura, os ministros são demitidos, os secretários de estado vão caindo, os directores-gerais são derrubados, os presidentes de Câmara mudam, mudam os governadores civis, mas o Don Camaleão, o padrinho, limita-se a esperar que partam, ou a ajudá-los na partida. Para que ele continue no seu "poder" .
Ninguém acusa Don Camaleão e por isso ele continua a conspirar e a mentir.

13 janeiro 2009

||| FALTAS...

«Na cidade, todo o passo em frente encontrava uma barricada de caciques, interesses apadrinhados, grupinhos que faziam da política uma briga entre quadrilhas de trapaceiros. Convicções, sistemas - eram frioleiras para uso de ingénuos. Política era negócio, mando, vassalagem, favores como moeda de troca, aversão pelo homem livre ou pelo rival que fazia o mesmo jogo do outro lado da trincheira» .
in "Retalhos da Vida de
um Médico» - primeira série.
Pela minha parte, foi com alívio que soube que boa parte dos deputados falta mais ou menso quando lhe apatece aos trabalhos do plenário da AR. Pelo menos nas vésperas de fim-de-semanas , nós, os portugueses, corremos menos riscos. Pena é que a moda não pegue cá mais por perto.

11 janeiro 2009

||| DIAS DE PRIO E DE PENSAMENTO...

Estes dias de muito frio e retiro em casa, deram-me para pensar nas vantagens de se ser optimista! E pessimista! Não cheguei a grande conclusão.Cairei mesmo mo habitual lugar comum se disser que no meio termo é que está a virtude. Ser-se precavido, mas sem demasiadas arreatas. Libertarmo-nos das cangas que nos limitam, mas sem cortar as amarras à nossa matriz. Isto é, um equilíbrio com uma dose de loucura salutar. Não é fácil... eu sei! Mss vale a pena tentar!Eu sinto-me mais leve!!!

10 janeiro 2009

||| OS SITES E BLOGUES DE ÓIS DA RIBEIRA




Há algum tempo, navegava pela internet uma curiosa personagem que se assinava Conceição e nos brindava com sucessivos poemas, bem arrimados e com um espírito bem mordaz e actual.
Estivemos esta tarde a reler mensagens deste blogue e encontrámos, em Setembro de 2006, esta novena, que está absolutamente actual.
Ora vejam:

Andar pela internet
Em sites ou a blogar
Não é para quem se mete
A falar só por falar
Dizem-se coisas bem bonitas
E críticas bem á maneira
Porque há pessoas bem catitas
Cá pela nossa Ois da Ribeira

O site do padere é jeitoso
Só com notícias da Igreja
Mas por isso ficou famoso
Tá benzido, amen, assim seja...

O da ESCOLA nem se vê
É mesmo só para inglês ver
Não tem nada, não se lê
O que é que se há-de fazer?

O da TUNA é engraçado
Mas tá sempre pouco actual
Não é bem nem mal-amado
Não faz bem nem faz mal


Não esquecer os do LUÍS
O homem das fotografias
Porque ele assim os quis
E é homem de várias manias

Há também o da ARCOR
Que já muito bem popular
Agora vai de mal a pior
Não tem por onde se pegar

O blogue do d´óisportrês
É uma agradável surpresa
Já lá vai no décimo mês
Sempre com notícias na mesa

Finalmente o Contra d´Ois
Qu´anda sempre com bitaites
Senhores do blog quem sois,
Se sois dos melhores "saites"?

Bom domingo.
São(zinha)
24 Setembro, 2006 10:51

09 janeiro 2009

||| AS MULHERES DE ÓIS NA VIDA POLÍTICA...


A posição das mulheres na sociedade política, a propósito da tal história das quotas, motivou-me uma reflexão e uma pergunta: como vai ser em Óis da Ribeira?
O papel da mulher na política passa quase despercebida, embora já tivessemos uma mulher 1ª. Ministra e várias (muitas) ministras. Em Óis e que eu não me lembro de alguma vez ter visto uma mulher a exercer cargos políticos.
A questão não é tão simples como possa parecer, já que em cada três candidatos, as listas vão ter de pôr uma mulher, Isso quer dizer que este ano será o ano do nascimento da política, no feminino, em Óis. Não sei se vou meter a foice em seara alheia mas não seria desajeitado que se agendasse uma noite destas um debate, uma sessão de esclarecimento, quem sabe... no salão da Arcor, convidando algumas figuras públicas da região, preferencialmente da freguesia, que tenham opinião clara sobre o assunto.
Eu, morro de curiosidade por saber quem vão ser as mulheres de Óis que os partidos vão pôr nas suas listas!

08 janeiro 2009

|| A POLÍTICA À MODA DE ÓIS DA RIBEIRA...


Todos os partidos têm os seus excluídos, quando chegam ao poder, e a principal característica destes excluídos é transformarem-se rapidamente em carpideiras arrependidas.
Quando se trata do PS - o PS nacional... - basta uma inflexão nas sondagens para que estas personagens apareçam logo. Como por aí vemos. Mas o que queremos falar é dos políticos de Óis (e há?!...) . Por exemplo, entre os socialistas algum dia se perguntarão contas a quem tem assinado por baixo as sucessivas derrotas eleitorais, que vêm já desde os anos 80 d0 século passado.
Sobre o PSD, algum dia saberemos porque são sempre os mesmos, sem renovação que se aviste!!
O CDS/PP, quem são os de Óis?! E o Bloco de Esquerda, esse anibalizou-se e desapareceu. Olhem que pena!
Fica uma questão: o que farão os excluídos do poder de Óis, ou os que são outras cores, afastados pelo sobranceria cega e compulsiva de quem o exerce? Vão todos para a Lista dos Independentes?

07 janeiro 2009

||| O DESENRASCANÇO DO DIA DE HOJE...

Os ribeirenses, assim como a generalidade dos portugueses, dividem-se em dois géneros básicos: os enrascados e os desenrascados. Os primeiros dependem dos segundos, e os segundos dependem dos primeiros.
É um ciclo vicioso (e viciado). Desenrascar, aqui, significa resolver um problema que não existiria se não tivéssemos pensado em qualquer coisa que nos pudesse enrascar.O problema é que este comportamento se repete nas mínimas coisas. Ser ribeirense é andar à rasca e à espera que alguém o desenrasque. Há aqui uma espécie de demissão de responsabilidade a favor de alguém que ainda é mais irresponsável que nós. Fantástico, não é?
E acabei agora mesmo de desenrascar o post de hoje. Amanhã vou-me enrascar para escrever o próximo. Mas já sabem: podem sempre contar comigo para desenrascar.

06 janeiro 2009

||| O ORDENADO MÍNIMO NACIONAL E OS PROFISSIONAIS DO DESEMPREGO


Ouvi hoje na rádio, a caminho do trabalho, um qualquer senhor a reclamar o aumento do ordenado mínimo nacional, poderá passar para 400 e não sei quantos euros - na ordem dos 90 contos. Eu ganho bem mais que os tais 90 contos e assusta-me cada dia depois do 20 de cada mês. O salário é curto...
Há muito que deixei de me preocupar com os rótulos de esquerda ou de direita. Independentemente deles, na verdade, entendo que a melhor política é defender os direitos humanos, a igualdade de oportunidades, o acesso ao ensino, o direito aos cuidados de saúde, o direito à justiça, o dever dos impostos, a compensação dos descontos para a Segurança Social, o direito ao trabalho e à justa remuneração, o combate à pobreza e à exclusão.
E isso é o que menos se vê por aí.
Óis da Ribeira é terra de cultura geral mediana, diria mesmo que é média/baixa... Logo, os ordenados de cada ribeirense não devem ser grandes. Como sobrevirão os de mais modesta condição financeira neste tempo de consumismo louco, tempo em que nem o próprio Estado cumpre a sua obrigação social e constitucional?! Vai continuar-nos subsídio-dependentes? Como aqueles que nós conhecemos por aí, verdadeiros profissionais do desemprego?

04 janeiro 2009

||| O HOMEM DA LUA E AS NOITES DO FRIO D´ÓIS!!!


Anda por aí um frio de rachar egora que as noites sãoo mais frias e a Lua se esconde mais, vem ao acaso dizerem que ela é inspiradora. A Lua!!! Quase somos levados a acreditar nisso, de resto e dada a beleza da imagem.
Que a Lua possa ser romântica, até que eu aceito e entendo! Mas romântica só aos olhos de quem está apaixonado.
Tirem dúvidas e experimentem olhar para a Lua num dia em que os seus humores estiverem em baixo e vejam lá se ela muda o vosso estado de espírito. Quanto à inspiração, ela é génio, quer é muito, muito trabalho.
Agora, por acaso, lembrei-me daquela lenda que ouvíamos nos verões de Óis, quando nos punham a olhar para a Lua e a ver o homem com a paveia de palha ás costas. De castigo!!!! Eram outros tempos!!!

03 janeiro 2009

||| IMPOSSÍVEL MUDAR ALGUMAS COISAS QUE POR AÍ VEMOS...

Tive hoje conmhecimento de uma coisa bem desagradável, passada em em Óis. Substancialmente desagardável. É conveniente dizer, que o quecomento não tem a ver com questões pessoais. Nada disso!!
Mas dei comigo, depois, a pensar como há dias em que sentimos uma raiva imensa devido à impotência de mudarmos o rumo das coisas. Atenção, é uma impotência que nos é inculcada, porque, efectivamente, nós temos o poder de mudar... tudo. Até a nossa vontade e a nossa disposição. Ou a nossa impressão sobre as pessoas e as coisas. O que aconteceu e não aconteceu. E devia acontecer!
É uma questão de o querermos apenas e para alcançar isso só temos que nos unir e organizar. O poder é efectivamente nosso. E eu não tenho poderes. Para nada. Muito menos para influenciar a morte da mentira e da falta de ética e de moral de muito boa gente!
Não começámos mal o ano e desculpem-me de não explicar por quê? Gostaria de me ter enganado! Francamente!

02 janeiro 2009

||| O NATAL QUE JÁ LÁ VAI!!!...






Agora que o Natal já lá vai, e até o ano novo, talvez valha a pena reflectir sobre o frenesim que passou, mesmo não tendo havido dinheiro para comprar as prendas.
Pelo que dei, o que interessou mesmo e mais foi sentir o frenesim e lá foram eles, os ribeirenses e muitos outros, encher lojas e centros comerciais, cheios frenesim e de carteira vazia, numa perfeita simulação do que seria o Natal se não houvesse desemprego e o Estado não lhes tivesse ido buscar o dinheirinho todo em impostos e em mais-valias absurdas.
O que verdadeiramente interessa, afinal, é desarrumar a cena. Desarrumar paulatinamente e sequencialmente todas as lojas abertas. Revirá-las do avesso. Levar os comerciantes à loucura ,perguntando os preços de tudo, até mesmo do que não está à venda. Para comprar... nada!
O frenesim das compras de Natal deu lugar ao frenesim da desarrumação natalícia. Se não podemos comprar, ao menos que tenhamos a sensação que podemos escolher. Até ao infinito e em direcção a lado nenhum.
O costume… destas coisas dos Natais!!! Melhor ano de 2009!

01 janeiro 2009

||| O ANO DE 2009 JÁ COMEÇOU...

O ano 2008 acabou e aqui temos o de 2009, a entrar de mansinho para se não dar por ele e trazendo amEaças de mauS tempoS e algumas coisas boas para alguns (falamos da inauguração do centro social) e más (a tal crise recessiva...) e ainda mais outras coisas boas (tão poucas que nem me lembro quais são!!!
Isto do ano de 2009 entrar de mansinho até parece brincadeira, com o aumento generalizado dos preços, incluindo nos produtos de primeira necessidade - o pão, os transportes, o gás e a electricidade... - o que deve ter sido bom para muitos, dado os festejos com que comemoraram a sua chegada. A do ano novo! Como ainda agora vi no telejornal. Só o Alberto João gastou um milhão e duzentos mil euros no Funcjal. Toma lá!!
O ano 2009 entrou, lá isso entrou, até porque não havia forma de o fazer esperar e resta-nos, um ano mais velhos e mais sabidos, que seja ano de concretização de muitos dos nossos desejos, daqueles que temos e dos outros que nos desejaram. Principalmente espera-se que seja um tempo em que, mesmo com as calças largas e o cinto apertado, nos traga felicidade e progresso e onde comecemos a preparar a tal felicidade e progresso que tarda em se concretizar.
Como o ano não é bissexto, estaremos menos um dia no ar, a blogar!!! Que chatice!!!