21 maio 2009

||| OS CACHOS ROUBADOS NO RABUSCO!...


Sou do (bom) tempo em que íamos aos cachos, aos trincadeiras, os João Paulo e os Maria João, os bical, brancos e tintos. E era uma formidável aventura, já depois da vindima, irmos todos ao rabusco, a roubar o que sobrava nas latadas. Que delícia!!!
Ainda hoje, se calhar por influência disso, umas boas uvas são a minha melhor sobremesa. Uma vez, tivemos de saltar por cima de latadas e erva a nascer, numa terra dos serrados, porque apareceu o dono ao fundo do cabeceiro!
E não nos livrámos de um ralhete daqueles..., por que o homem conheceu-nos, denuncionou-nos e não falhou a acusação lá em casa!
Hoje, quando às vezes passo a pé por essas terras onde roubava uvas, sinto saudades! E havia as do remoínho e dos adouros, por onde íamos às tardes de domingo! E como nós gostávamos de as ir comendo pela tarde fora, depenicando uma agora e outra mais tarde! Como devem imaginar, não desperdicei hoje a oportunidade de as trazer para a mesa! Foi um luxo que me encheu as medidas da gulodice!

18 maio 2009

||| SOCIEDADE ABERTA E DESCONFIADA AO MESMO TEMPO...

Não é novidade para ninguém que vivemos numa sociedade aberta, na qual, dizemos nós, deveria prevalecer a confiança e o estímulo da amizade - que é chave de muitos sucessos, como todos sabemos!
Porém, ou estamos enganados ou, afinal, vivemos num outro tipo social, que é ficcionalmente aberto e onde todo a gente desconfia de toda a gente.
Pessoalmente, gostava mais de que a versão real fosse a primeira, mas ou muito nos enganamos ou estamos é mesmo e decididamente a enveredar por uma insuspeita sociedade da suspeição! Será que há engano nesta suspeição?! Queria acreditar que sim!

16 maio 2009

||| NASCER NO TEMPO DO TUDO FEITO...

Sou do tempo, o actual, em que tudo se compra tudo feito. Vai-se ao Continente ou ao Feira Nova, ao Fórum ou ao Glicínias. Mas na verdade o tudo feito também é feito por... alguém. Olhem, reparem nas meias que calçamos no inverno, para aquecer os pés.
Ainda hoje uso umas velhas meias dadas por minha avó, que mos aquecem, quando me esfriam e são um consolo. Meias de lã que ela dobava nas intermináveis noites de inverno, quando ver televisão era só até ao telejornal, porque ao outro dia tinha de ir para a escola, enquanto os mais velhos ficaram a falar na cozinha, à lareira e a ver novelas brasileiras.

15 maio 2009

||| OS DIAS EM SÓ NOS SAEM DUQUES!!!


Há dias em que só nos saem duques, costumamos dizer quando as coisas não nos correm bem!
Ontem e hoje só me saíram duques!! Logo pela manhã, ontem, o meu habitual gasolineiro borrou a escrita toda e atirou-me gasolina para dentro do carro. Ao fim da tarde, hoje, uma promessa de instalação de uma antea parabólica no prédio nao foi cumprida.
A história de só nos saírem duques, que nós pensamos que é uma carta reservada aos outros, também nos calha a nós! Mas se olharmos bem, do nosso tempop em que jogávamos ao burro, as 52 cartas do baralho têm quatro duques - que necessariamente têm que sair a alguém.
Porque é que pensamos que as «desgraças» acontecem sempre aos outros? Pronto, para mim fiquei a saber que também calha a nós. Como se viu!

14 maio 2009

||| O FIO DA MEADA E AS CURVAS DA VIDA!!!

Apanhar o fio à meada é das coisas menos fáceis do mundo, principalmente quando não conseguimos ver alguma coisa, na frente dos nossos olhos. Ou porque estamos algo receosos de qualquer situação, ou porque temos algum pecadilho a esconder!
Finalmente, ou também, porque não conhecmos o caminho para onde queremos ir.
Por todas estas coisas, e outras, é sempre importante descobrir o fio à meada, para que não fiquemos com a sensação de termos um novelo na garganta! E sejamos apanhados em qualquer curva da vida!!
Saber onde estamos, como estamos ali e porque ali estamos... já é quase sermos semi-deuses! Apanhar os fios das meadas da vida é um acto verdadeiramente heróico!

12 maio 2009

||| DROGAS? CALA-TE BOCA!!!...

Um comentador curioso veio aqui perguntar a que tipo de drogas nos referíamos há dias!! E citou o álcool, o tabaco, derivados de cânhamo de canabis e do ópio, como uma droga. Perguntou se a cocaína, o ecstasy e quantos comprimidos não são uma droga!!
E então, vai daí, acha que devemos aqui especificar e esclarecer as diferenças! Suspeitosamente, fala que seria um bom serviço público, para que de uma vez por todas a sociedade tivesse um real conhecimento de causa.
Acontecem aqui duas coisas: por um lado, eu não sei explicar isso! Por outro, sei quem faz a pergunta e, sabendo, sei que não precisa da resposta!
Digo apenas que seja qual for a droga, a dispenso! E Óis da Ribeira deve dispensá-la!

10 maio 2009

||| OS DIVÓRCIOS E AS DROGAS...


Recebi um mail provocador: que eu não tenho nada a ver com os divórcios dos outros e para me cuidar com o meu, que eu não faço ideia do que passa debaixo dos telhados dos outros e que devo, por isso, estar de boca calada.
Bom, eu de boca calada ando e tenho cuidado com o meu divórcio, por isso não tenho divórcio! Entendo que um casal que não se entenda, se entenda divorciar. Mas não entendo que o façam de forma aligeirada e precoce! A senhora de quem eu falava no post de ontem, já não tem existência terrena, Deus me livre de vir aqui falar de pessoas do dia-a-dia, e fiquei a saber hoje que, afinal, a conhecia bem das missas - que a senhora religiosamente frequentava.
Outra coisa: aqui não se hostiliza ninguém! E muito menos por essa razão.
Mas hostilizo o tráfico e consumo de drogas que me dizem ser praticado a olho nu em Óis da Ribeira! Outra vez?! Foi o que eu perguntei quando me disseram e sorriram-me como resposta.
Desses, divorcio-me já!!!

09 maio 2009

||| DIVÓRCIOS...


Nasci e cresci num tempo em que casar era para toda a vida: um divórcio era um escândalo e divorciado nem enterro católico tinha! Divorciados de Óis, só conhecia uma senhora, do que eu ouvia lá por casa. E se não era ostracizada pela sociedade ribeirense, eu acho que não era, mesmo assim era apontada a dedo. Eu mal a conheci.
Actualmente, os divórcios ou separações, o viver maritalmente, tudo isso é coisa como figos; é aos montes!
Estas coisas são pessoais, mas quase em atrevo a dizer que deveriam ser proibidas pela Constituição. Porque nos desgosta e porque dá cabo de qualquer esperança de que o nosso próprio casamento/relação amorosa venha a resultar.
É o nosso próprio envolvimento emocional que está em causa. Sim, porque nós também lá estivemos. Com os separados que conhecemos... Nos primeiros tempos do namoro. Nas viagens apaixonadas, nas festas, no dia em que se decidiu casar. Nós vimos fotos do casamento e não contivemos uma lagrimazita comovida, aprovámos o vestido, tão lindo, dissemos mal das pindéricas das convidadas. Nós recebemos com alegria a notícia do primeiro filho, gostámos de saber que era um menino, e a seguir uma menina, e regozijámo-nos com tanta felicidade partilhada. E depois, em troca, o que recebemos? Desgostos. Desgostos atrás de desgostos. Gente casada há 15 anos que se separa, gente casada há 25 anos que se separa, gente, enfim, que dá cabo de nós.

07 maio 2009

||| QUEM É QUE CONSTRUIU O CENTRO SOCIAL E A SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA?

Leio os jornais de hoje e não sei o que dizer: um diz que a Câmara Municipal do PSD é que construiu a sede da Junta de Freguesia e o centro social da Arcor. Nas palavras de Bruno Reis, que é o presidente da JSD, o filhote do partido laranja.
Fui ver o outro jornal e, moita carrasco, não diz lá nada disso.
Reparo melhor e vejo que terá saído um comunicado da JSD sobre uma visita a Óis da Ribeira, para um encontro de trabalho com a Junta de Freguesia. O palavreado é o mesmo, a foto é a mesma. Comunicado aproveitado por ambos os jornais, tanto quanto parece.
Olho melhor e reparo que o jornal do anterior presidente da Arcor - como as pessoas tem nome, lembro que é Celestino Viegas, por acaso o director-adjunto - foi o que censurou a informação. Vejo o outro e noto que a correspondente local é vogal da direcção da Arcor - a dra. Carla Tavares.
Qual dos dois fala verdade? Foi ou não foi a Câmara Municipal do PSD que construiu o centro social e a sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira?
Um dos dois jornais falta à verdade.
Convinha que isso ficasse esclarecido!

05 maio 2009

||| QUE EMENTA POLÍTICA TEREMOS ESTE ANO EM ÓIS DA RIBEIRA?!


A política, nos dias de hoje, vive muito das parangonas, pouco de ideias e menos de obras. Mais do «venha a nós o vosso reino» e do seja feita a nossa vontade, assim nos comícios como nas urnas dos votos.

A propaganda agressiva suplantou a divulgação de ideias e projectos, é como a publicidade enganosa. O que mais vende, hoje, não é o partido e o pensamento ou a ideia política, mas o candidato e a forma como este é apresentado. Como vem embrulhado.
Ontem, dei na net com um cartaz das eleições autárquicas de Óis, em 2005 - por acaso do PSD, mas podia ser de outro qualquer. Não é o nosso caso de querer chatear, mas num mundo perto da perfeição, o que estaria sempre em causa e primeira seriam os valores das ideias, a discussão. Como isso não existe, vivemos um bocado do qUe nos impingem e nós mesmos não discutimos - porque nem estamos para nos chatear.

Olhei para este cartaz, que não me lembra ter visto em 2005, e apetece-me perguntar que prato político vamos ter este ano, em Óis. Qual será? Que ementa teremos?

Cartaz do blogue Autárquicas em Cartaz.

03 maio 2009

||| O MEU (NÃO) DIA DA MÃE EM ÓIS DA RIBEIRA

Andaram obras cá por casa, umas paredes com rachadelas e meio-sujas, um problema no telhado, enfim.... uma porcaria de fim-se-semana mais comprido.
E não foi só para mim. Foi também para o pintor, o rapaz que andou lá por cima do telhado (e eu com medo que ele caísse...) e para o senhor do papel da parede, que passaram o fim-de-semana enfiados lá em casa, atafulhados e a assobiar, para disfarçar! E foi também, já me esquecia, para o homem das electricidades.
Um fim de semana para esquecer e que me fez perder a oportunidade de ir a Óis, para dar um beijo e uma prenda a minha mãe - hoje, que é o Dia da Mãe!
Ela perdoa-me, vou lá no sábado!
Beijinho, mãe! Que me geraste e puseste neste mundo, me acarinhaste e me ensinaste tantas coisas! Ainda hoje, quando não sei, olha lá ó mãe, como é que é?!

02 maio 2009

||| OS LIXADOS DA VIDA E OUTRAS COISAS QUE TAL

Se há tema para falar é o da tal pandemia, mas como já ontem falámos dela, não falamos hoje. Hoje vamos falar da crise da economia nacional - que é coisa de quem ninguém fala. E muito menos da crise de Óis da Ribeira.
Realmente, quanto à crise nacional, a de Óis fica para outras núpcias, os economistas vêem-se em palpos de aranha para entender a coisa. Ficam mesmo de cabelos em pé, como se costuma dizer. Os políticos, esses, coitados, que até ganham mal, reúnem-se e deixam-se fotografar juntos, falam de confiança em público mas, em privado, desapertam do nó da gravata e limpam o suor da testa. Não têm soluções.
Os governos gerem empréstimos milionários para salvar os bancos. Os ricos tornam-se humildes e deixam de pensar (no momento) que o automóvel que compraram o ano passado já está ultrapassado. O resto do mundo aperta o cinto para aguentar o temporal. Os afortunados que ainda têm emprego rezam ao seu deus mais amigo para que os ajude a não perdê-lo.
Lixados da vida, mas lixados mesmo, estão os que já ficaram sem emprego, sem casa e sem um qualquer deus que os ajude a pagar as contas do apartamento e da prestação do carrro, os livros, a roupa e a farmácia dos filhos.

01 maio 2009

||| A MULHER QUE NOS AJUDA LÁ EM CASA!!!

Quando a vida melhorou um bocadinho, arranjámos uma senhora para, umas horas por semana, ajudar cá em casa, na limpeza e nos arrumos, lavar e passar a roupa a ferro. Às vezes, também levar as crianças à escola. E, tanto quanto possível, adiantar a comidinha!
É verdade que a dona Cecília trabalha, trabalha, trabalha, mas às vezes mete-me uma raiva desgraçada. Então, quando vem com os azeites, ninguém a atura, faz o que quer e lhe apetece, não liga nenhuma parece, uma desvairada enunca fica satisfeita, porque, acho eu, o caos em que a casa fica em muitos finas de semana, peturba-a e obriga-a mais trabalho.
Já várias vezes ameaçou que se vai embora. E a verdade é que, à cautela, procurei no jornal mulheres que se ofereçam para esse tipo de serviço.
Recebi dias, no meu trabalho, e chumbei ambas: uma, de unhas excessivamente cuidadas; outra, digamos que mal encarada, quase boçal e a pedir 5,5 euros por hora e inscrição na caixa.
Fiz as minhas contas e a solução é esta: vou ter de continuar a aturar a D. Cecília!

30 abril 2009

||| AS NOSSAS ARMAS DE QUANDO CRIANÇAS!!!

Hoje, na padaria, perguntaram-se se por acaso não queria pão de centeio, em vez da habitual broínha! Isto lembrou-me de cada vez que nós, em crianças, tantas e tantas vezes brincávamos com o centeio que os nossos pais e avós colhiam nos campos...! Utilizavamo-lo como "setas", que arremessávamos com as mãos, ficando espetadas nas camisolas ou no cabelo dos «inimigos» que connnosco brincavam!
À saída da escola, ou da catequese, a correr ruas abaixo e a cima, era um vê-se-te-havias de ataques com centeio. Eram essas nossas «armas». Tínhamos que inventar brincadeiras, à míngua de brinquedos!
Agora, as brincadeiras são outras. Bem mais perigosas e menos sublimes! E muito pouco pessoais e humanas
!

29 abril 2009

||| SORTE OU O AZAR!!!


Amanhã é fim de mês e hoje recebi o meu salário. Mas sei que nem toda a gente tem essa sorte. A mesma sorte nem sempre nos sorri a todos!
Também é verdade que nem sempre o azar nos bate à porta! É como os jogos de azar, por exemplo o das cartas. A vida é feita de altos e baixos, se bem que possamos contribuir em grande medida para a sua ocorrência. Mas há coisas que, como todos sabemos, são inevitavelmente... inevitáveis. Há que estar preparado para elas... para as boas e para as más!
Por ora e por Óis da Ribeira, vamos preparar-nos para olhar melhor e atentamente para as próximas eleições locais. E para elas nem é preciso jogar ao... azar! Temos essa sorte! Sempre há-de aparecer alguém que faça o extremo sacrifício de se candidatar e servir o povo!

28 abril 2009

||| PAGAR IMPOSTOS JUSTOS... EMBORA CUSTE!


Estreei-me este fim de semana no multibanco de Óis e logo a pagar impostos. Não vos vou dizer quanto paguei, mas custou-me. E muito. Antes de mais deixem-me dizer que gostei do multibanco. Para quem, como eu, anda sempre a bater em teclados já partidos e em ecrãs que não se vê nada, o de Óis é moderno. Sim sanhôra!!
O que me lixou foi pagar impostos, logo eu que não quero ser mau contribuinte, o que não paga impostos, os discute, tenta fugir-lhes, exporta capitais, etc. Eu que, para tal combater, nem invento bodes expiatórios para explicar as minhas dificuldades financeiras.
O bom contribuinte, como eu, seria aquele que deixa o Estado pesquisar todos os seus bens, tributá-los como quer, segundo as necessidades do Estado, e paga os impostos pelo máximo. O máximo que devo, bem entendido! O cidadão só é obrigado a pagar impostos justos, não os injustos. Embora custe!

26 abril 2009

||| O DIA DA MÃE!!!

Eu sei que pode parecer um pouco estranho, mas lá por casa nunca se deu muita importância ao Dia da Mãe, o que era um grande desgosto para mim, pois sempre levava da escola uma prenda para ela e ela não ligava nenhuma, mandava-ma pousar na cómoda.
Talvez, por isso, imaginem, passei também a dedicar pouca atenção a essas datas muito especiais, porque, afinal, parafraseando alguém, o Dia da Mãe é sempre que um(a) filho(a) quiser!
Hoje, nã sei porque, dei-me a sentir nostalgias desses dias, porque vi numa revista do social não sei qantas mães dessas modernas a falar dos seus filhos, para o Dia da Mãe!

25 abril 2009

||| CRAVOS DE ABRIL


Do que me lembro do 25 de Abril foi que nesse dia não tive aulas. Foi uma festa! E lá em casa, moita carrasco, nada de dizer tal coisa. Mas a ver o telejornal estava tudo muito sério, sem falar palavra. Até que o meu pai me perguntou: «Mas tu tiveste aulas hoje?»
Já devem ter percebido que a coisa não correu bem para mim.
Chegados ao dia de hoje, 35 anos depois, começo a interrogar-me se valeu a pena a festa.
Hoje, em Óis soube que mais dois rapazes estão desempregados. Um deles, tenho ideia que foi meu colega de escola.
E Portugal tem meio milhão de desempregados e dois milhões de pobres, a ser verdade o que se lê. E na verdade a gente olha para os lados e vê famílias com dificuldades em alimentar os filhos e dar-lhes de vestir. Os velhos e reformados já descobriram que não são cravos os cravos que foram prometidos em Abril.
A televisão mostrou-nos hoje como a elite política continua a enfeitar-se de cravos nas lapelas e embrulhar-se mo melhor que pode arranjar. Para o povo, sobra o que a gente bem sabe!

22 abril 2009

||| OS CONTENTORES DA LAGE NA DA RUA ANTÓNIO BERNA


Alguém acusa este blogue de ser céptico e crítico demais e de às vezes não dizer o que devia, na hora que seria certa.
Não tenho essa ideia e até penso que falamos das coisas de Óis muito pela rama, até porque nem há muita coisa para dizer numa terra tão pequenina quanto é Óis da Ribeira.
De todo o modo, sugeriram-nos que devíamos falar mais das coisas de Óis, do dia-a-dia. Por exemplo, de um ponto de contentores que terão posto nas Lages, na Rua António Berna. Não conheço o assunto e não tenho conhecimento suficiente para emitir opinião abalizada. De todo o modo, não me parece mal.
Retorquiu-me o comentador que estava mal sim senhor, que aquele lugar até área turística. Pois será, quem sou eu para dizer o contrário?! E então não é área turística a entrada do restaurante, onde ainda há uma semana destas lá vi um virado de rodas para o ar?!

20 abril 2009

||| OS RIBEIRENSES SÃO NOSTÁLGICOS...

Os ribeirenses são nostálgicos, isto não é novidade. Muitos dos que nasceram em Óis da Ribeira estão espalhados pelo mundo, roendo as unhas de saudade. Rodeados de água por todos os lados menos pelo dos gatos e uma ponta dos requeixeiros, talvez por isso a partir de certa altura da vida, todos nos tornamos nostálgicos em maior ou menor grau e sem poder fugir para lado nenhum. Mas muitos emigraram!
Há sempre algo que se recorda, há sempre algo que se quer vivenciar (ou não se pode, não se enganem! E não chegamos lá.
Ser de Óis é um bocadinho assim. Às vezes queremos chegar lá e não chegamos, ficamos no mesmo sítio, nem vamos ver quem amamos!

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19 abril 2009

||| A REFORMA DO MEU TIO...


O meu tio telefonou-me preocupado, por lhe ter sido dito que iam deixar de pagar a reforma. Eu não sabia de nada e valha a verdade que não me preocupei. Esta tarde, estive a ler pela net e em algum lado que não fixei, vi que a Segurança Social está com dificuldades para as pagar.
Bom, se deixar de as pagar, este govermo até consegue uma coisa extraordinária - que é fazer a Segurança Social dar lucro!!
Os portugueses reformados já vão tendo as suas expectativas goradas, como todos sabemos. Desconaram para um fundo que se vai rompendo. E já há quem diga que, daqui a 15/20 anos as reformas terão diminuído a cerca de 50% do último vencimento.
Os mais jovens que se vão prevenindo: estão a ser verdadeiramente enganados e prejudicados. Passarão dezenas de anos a trabalhar para manter as actuais reformas - como a maior parte dos reformados de hoje - e quando chegarem à sua velhice alguém lhe dirá que a Segurança Social faliu como era previsível. Correm esse risco!
Há mais: além do pagamento inglório à segurança social, os jovens de hoje terão de pagar uma carga enorme de impostos, para pagar a gigantesca dívida do país à banca internacional.
Diria Sócrates: «Porreiro, pá!...»

16 abril 2009

||| UM CÃO DE ÓIS PARA A CASA BRANCA, JÁ...

As televisões não se cansaram, ontem, de mostrar o cão de água português que Barack Obama levou para a sua Casa Branca presidencial.
Ao ver esta verdadeira histeria nacional, a propósito de um cão, seja de água ou de vinho, apeteceu-me enviar um mail do presidente Obama para lhe pedir que, agora, escolhesse um dos cães que vagueiam nas ruas de Óis e no largo do centro social me parece que são um problema para as crianças do dito.
E quem sabe se, vendo como reagem os portugueses à presença de um cão de água português na Casa Branca, não ficaríamos nós também tão famosos como ele.
Nem estranharíamos que o dito canídeo, mesmo que cheio de pulgas e carraças, viesse a ser proposto para dar nome a uma rua de Óis. Já se viram coisas piores!

15 abril 2009

||| HÁ 3 ANOS


Um blogueiro mandou-nos um recado, com a referência ao facto de ontem se terem feito três anos desde que começámos a blogar. Fomos ver e é verdade.
Respigamos o primeiro post, até porque hoje não nos apetece fazer nada, depois do Porto ter sido eliminado da Champions.
Foi assim:
«Olá!!! Nascemos hoje, em tarde santa, de uma sexta-feira, 14 de Abril - por pouco o dia do azar, dia 13!!! Que foi mesmo ontem... Olha do que nos livrámos. Nascemos para dizer o que os outros blogues e sites de Óis não dizem e precisa de ser dito. Vamos falar do que for preciso. De cá, dali e de onde calhar. Vamos dizer aqui coisas que podem (não) ser verdade mas podiam (não) ter sido. Ou o contrário. Sempre, sempre do contra (contra qualquer coisa...). O que até pode ser a favor de alguma, ou algo. Mas nunca contra ninguém. Isso é que nunca! Não é do nosso feitio.Vamos ver-nos por aqui!».
Foi muito comentado mas não tardou que, quanto a comentários, tivessemos de lhe pôr freio, pois apareceu gente a abusar.

14 abril 2009

|| IR FALANDO DAS COISAS QUE POR AÍ VÃO...


«Todos os dias é preciso ir falando das coisas», era o conselho sábio de meu avô. Aos dias de hoje é preciso, em Óis, ir falando do saneamento, dos buracos, do cães soltos na rua, no deixa-andar em que se sentou o poder instituído.
Óis não pode ficar no meio da viagem e precisa de lutar, mais..., não que se sentem na sombra do que está por fazer. Todos os dias, para isto melhorar. Lutar todo o dia. Mas as coisas não mudam. Não querem que mudem. Não as deixam mudar. E tudo não muda. E nada muda. Porém, é preciso (re)tomar a luta, as lutas... Retomar e avançar, sem dúvidas... Pode ser que amanhã… que amanhã as coisas mudem. Sem desistir. Isto por cá não anda lá grande coisa, pois não? E pode melhorar, não pode? Onde anda a oposição e onde está o poder dos grandes senhores d´Óis.

13 abril 2009

||| O OVO «GÔLO» DA GALINHA...

Falei aqui de ovos gôlos, os que desperdiçam criação, não fossem eles sair a alguma franga ribeirinha. Pois bem, Conceição mandou-me a piada:
Não é gôlo o ovo, não/Ovo de franga ribeirinha/É ovo bom e bem são/Não é de qualquer galinha.
Gôlo é o galo e a maneira/De falar das nossas franguinhas/São jeitosas, mesmo à maneira/De se fazerem comidinhas.
E quem come e desdenha/É porque gosta do comer/Venha a franga daí, venha/Para se botar já a cozer...

11 abril 2009

||| OVOS DA PÁSCOA À MODA DE ÓIS...

Páscoa é sempre que uma mulher quiser e um ovo (da Páscoa) se descascar!!! E não adianta andar por aí com pensamentos e obras mais ou menos libidinoso(a)s, só porque o pinto que sai do ovo é já uma franga descascada!
Por falar nisso,
como vai o aviário de Óis da Ribeira? Como estão os frangos e as frangas?!
O melhor é nem pensar nisso, antes que o ovo saia gôlo!

09 abril 2009

||| ESTAR DOENTE EM CASA DA AVÓ...


Não creio que exista alguém que goste de estar doente. E não há quem, para conseguir uma cura rápida, não faça de tudo um pouco: vá ao médico, ao hospital, ao curandeiro, ao endireita, à bruxa, faça promessas, vá à Fátima a pé, ponha emplastros, dê pontapés das portas e cabeçadas nas paredes, ou consulte o Professor Bambo.
O prof. Bambo é, como todos sabemos, um poderoso mágico africano, que é perito em magia branca e negra, maus-olhados, amarrações e arranjinhos em geral, ou o que quer que seja o cliente «encomende».. Esta manhã fui a Águeda e encontrei um papel de propaganda dele, no pára-brisas do carro.
Lembrei-me de ser gente pequerruxinha e ter apanhado o sarampo e ter ficado uns dias em casa da minha avó - que depois apanhou a zona, ela própria!
E o que me fez ela? Passou a vida a dar-me umas coisas esquisitas de tomar e a por-me ver tv no sofá, a olhar, olhar ou a ler qualquer coisa. Como é evidente, tudo isso acompanhado pela possibilidade de se lanchar umas cinco vezes por tarde, o que não faz senão bem - e brincar o tempo que me apetecia, embora não me apetecesse nada. Enchia-me de actividades ao ar livre, quando a doença não era o sarampo, desde passear e apanhar flores, até ir comprar um brinquedo qualquer, culminando quase sempre num gelado puramente medicinal, evidentemente. Em conclusão, ir para a casa dos avós é como ir para as termas, sem a chatice da parte das termas. Chato era ter de ir à igreja, para rezar o terço!
Veio tudo isto a propósito dos efeitos curadores das casas dos avós, quando somos pequeninos e ainda andamos ao colo.

08 abril 2009

||| AS PETAS POLÍTICAS DE 1 DE ABRIL




Estamos no mês de Abril, cujo dia primeiro é dito ser o das mentiras. E cada um espeta a peta que quer, a quem melhor lhe apetecer. É a tradição!
Também engoli uma, que me deixou a pensar: aqui no correio chegou-se a notícia de uma nova lista independente em Óis da Ribeira, nas autárquicas que aí vem, talvez lá para Outubro. «Uma lista sem ressabiados», dizia a nossa correspondente.
Não percebi essa dos ressabiados, mas pelos vistos muito atenta, lá explicou ela que a LIOR de 2005 tinha nos três primeiros lugares estavam ribeirenses que já andaram por listas partidárias, dois deles candidatos a presidentes de Junta.
Ficou-se por aqui e chamou a minha atenção para os bastidores locais: vai haver outra lista independente dos partidos, verdadeiramente independente.
Eu não sei bem o que é isso de listas verdadeiramente independentes e acho até a destrinça delas com as dos partidos como um gesto inútil – que não adianta nem atrasa.
Dei-lhe resposta e tive outra: era mentira do 1 de Abril. Não vai nada haver uma lista verdadeiramente independente. E disse ela: vão continuar as raivas, os ciúmes, as acusações, os ataques, o sangue inútil das violações do respeito, as traições aos interesse de Óis, o implacável duelo entre classes separadas pelos quilómetros que os separam no poder - como nas novelas da TVI, cheias de (des)amores e perfídias, para alimentar as históricas desavenças entre os homens.

06 abril 2009

||| DROGA PARA ISTO...

O fim de semana de Óis fez-me deitar com preocupações: disseram-me que anda droga à solta. Interroguei-me e interroguei: mas então o(s) fulano(s) não desapareceu(ram) do mapa? Então se foram de frosques, como é há droga?
Bom, responderam-me com um sorriso
Lembro-me de há alguns anos, ter havido uma reunião na Junta de Freguesia, para o povo analisar a questão da droga, na qual um jovem drogado se confessou publicamente, num depoimentos impressionante e dramático que deve ter constrangido e atemorizado muita gente.
Desapareceram, então - ou não?!... - os pulhas dos traficantes de droga e outros cadastrados! Os assaltos pararam, como que parecendo terem caído num buraco enorme, que como que os engoliu!
O que me dizem agora é que o ambiente se tornou-se de novo irrespirável.
Será que teremos de nos voltar a ralar com estas coisas!

05 abril 2009

||| 50 E TAL CONTOS DE REIS POR MÊS...


Qualquer um de nós gosta de surpresas, embora ninguém goste de ser apanhado de surpresa. Isto que aqui deixo dito, até parece contraditório, mas não é.
Vem isto a propósito de im mal aqui recebido - em contradois@hotmail.com - comentando que este blog se espalhou demasiado, ao entrar em considerações sobre as próximas eleições autárquicas de Óis. Pensando bem, não entendemos porquê. E porquê, realmente?!
Fiz um rápido e sucinto tempo de reflexão, e não vejo modo de perceber onde está o nosso pecado. Limitámo-nos a ver o que toda a gente vê: não se conhece quem possa aventurar-se a ir a votos. Ou há? Eu não conheço e a quem pergunteim não me souberam dizer!
Não errarei se pensar que os mais velhos, não estão para se chatear. E os que se aventuraram a concorrer, levaram que contar!
Os mais novos, viram sempre o sr. Pires na Junta, com o Capitão e o Rui. Então, para quê pensar em ir para o lugar deles? Só para ganhar os tais 50 e tal contos de reis por mês?! Ora, ora... 50 e tal contitos de reis, para acabar com a monarquia laranja?! Não vale a pena! Ou vale?

04 abril 2009

||| O PRAZER DE TER UM BLOGUE!!!


Um comentador deste blogue veio há dias comentá-lo, falando da possível participação das pessoas responsáveis por este blogue nas proximas eleições autárquicas.
- Resposta: Não vamos, nem podemos!
Reclama, depois e em segundo lugar, que não nos ficava mal ter «um bocadinho mais de consideração pelas pessoas que regularmente visitam o vosso blog».
- Ora bem, têmo-la toda. Acontece até uma coisa que passará despercebida: a maior parte das postagens aqui feitas são inspiradas em comentários que nos chegam, no endereço contradois@hotmail.com. E, no blogue, sempre diremos que repetidamente tiramos comentários, por serem impróprios - do nosso ponto de vista! Pode enviá-los para o endereço!
E diz o comentador que, sobre as próximas eleições, «o que vai estar em causa não é o eleitor escolher entre o morto e o defunto, mas sim, entre o agente funerário e o resto!!!!».
- Olhe, concordamos, mas não tínhamos visto a questão por esse ponto de vista. Quer ser dos nossos e colaborar? Olhe o endereço electrónico. Como supomos que mora por aí... será boa ajuda e bem-vinda!
Finalmente, pergunta-nos se preferimos que as poucas pessoas que aqui participam desistam de inserir comentários, ou continuem a fazê-lo, de forma a fazer deste blog uma referência ribeirense?
- Não, não... preferimos que o façam, sempre. Mas daremos sempre prioridade aos comentários para o endereço elctrónico.
Blogue de referência:
- Obrigado, gostámos e desafiamo-lo. Mande sempre!
Equipa Contra d´Óis

03 abril 2009

||| MORDAÇAS MODERNAS...


Ouvi sempre dizer que, no tempo do Salazar a ditadura era às claras, com todas as barreiras bem definidas, todos sabiam com que contavam, o que podiam fazer e dizer. Só se metia em problemas, quem bem entendesse!
A ditadura actual, todavia, é feita veladamente, com uns sins e uns nãos providenciais, ou casuais, fazendo uns favores aos primos do partido, aos filhos, aos genros, às noras, às namoradas, aos amigos e afins! E fecha-se a cancela dos favores a quem não for da cor, ou se atrever dizer não. Ou mesmo nim!
É o país e a terra em que sobrevivemos. Liberdades, pois está bem, é muito justo mas só se fôr para engrossarmos a procissão de devotos do partido do poder elamber as botas à trupe que manda e andarmos por aí a balir a maioria, com o restante rebanho.
Actualmente, para se dizerem umas verdades sobre as trapalhadas que vemos à nossa volta, é preciso ter cuidado!

01 abril 2009

||| GENTE QUE MORRE POR ÓDIO...

As televisões e os jornais todos os dias nos trazem notícia de gente que morre por ódio. O ódio leva pessoas a um sórdido pacto com a morte: matam-se aos poucos. Morrem para arrastar consigo outras pessoas, o maior número possível delas. Não querem morrer a sós!
A indústria do ódio - e há por aí espalhados muitos "empresários" do ódio... - prolifera em grupos organizados e especializados, em certas alturas do ano. São como as moléstias, as ervas daninhas, o gramão das nossas terras, os vírus, os pecados mortais e veniais que se confessam na quaresma! É uma indústria empresariada numa alguma cobardia e em sordidez vegetal que estigmatiza os seus actores. Todos nós conhecemos gente desta!
Esses empresários do ódio prometem tudo e de tudo, falando muitas vezes do que não sabem, mas do que apenas ouviram falar! Em troca, prometem bem-aventuranças para a eternidade, obviamente a pagar - conforme o ancestral método dos caloteiros, sejam civis, religiosos, ateus, altos, lagos, gordos, mas todos gerosamente imbecis...
A vida, no entanto, também nos ensina que há quem morra de desinteressado e gratuito amor. Todos conhecemos quem, após a morte do companheiro, não resista muito e se vá para o além. Também sabemos, e nem precisamos de ir à universidade para saber, que também muitos animais, como os cavalos-marinhos morrem de amor. E os nossos animais de estimação não resistem à morte dos donos!
Os homens são os únicos animais capazes de morrer de ódio...
Que morram em paz e o amor os acompanhe!!

31 março 2009

||| O NÚMERO 7 EM ÓIS DA RIBEIRA...

Os números tem curiosidades interessantes: o 7, por exemplo, além de primo é um número mágico, místico, misterioso, labiríntico e futurologista. E tem muitos familiares, que se sentem nas suas sete quintas!
Querem ver: foram sete os dias da criação.
E mais: são sete os dias da semana, os pecados capitais e os sacramentos da Santa Madre Igreja . Lisboa tem sete colinas. Nos Açores há a lagoa das sete cidades. O gato tem sete vidas. Sete foram as pragas do Egipto lançadas por Moisés. Sete eram as maravilhas da antiguidade e as torres de Constantinopla. O sete, para a maçonaria, é o número absoluto. O sete é o número da camisola do Cristiano Ronaldo e foi a do Figo.
O número é de sucesso, portanto.
Em Óis, são sete os eleitos da Assembleia de Freguesia! E serão sete os mandatos do PSD na Junta de Freguesia, se o Pires voltar a ganhar, como toda a gente sabe! Brilhante, portanto! O número 7!

30 março 2009

||| AS MULHERES D´OIS NA POLÍTICA E O UMA EM TRÊS!

O assunto de hoje, na minha hora do almoço, a comer peixinho grelhado com vinho branco, foi a questão das quotas: 30% de cada lista de candidatos nas próximas autárquicas terão de ser .. mulheres.
Já por aqui, há algum tenpo falámos disso para dizermos que, do nosso ponto de vista, tal coisa é um... um disparate. E ofensivo justamente para as mulheres! Porque carga de água há-de estar uma mulher em cada três candidatos?! E porque não duas? Ou três!!! E porque não há-de estar obrigatóriamente um homem, se os dois primeiros candidatos forem mulheres? E porque não exigir também que entre cada três esteja um pedreiro ou um pescador, um gay ou uma lésbica, ou um gajjo que use calças de ganga e chinelos de dedo, ou outro que só faça a barba duas vezes por semana e vá à missa todos os domingos?!
A ir para o chato do emprego - hoje, para falar verdade, era dos dias que não me apetecia trabalhar, por causa do sono e da hora a menos de cama... - ocorreu-me o que pode acontecer em Óis da Ribeira: onde é que vai arranjar tanta rapariga para a política? Como irão fazer os partidos locais, para numa lista de 15 candidatos, ter de pôr pelo menos cinco mulheres? Onde é que eles as vão buscar?!

E já repararam que o trio da Junta vai ter de ser desfeito, porque nos três tem de estar uma mulher? Vai embora o Pires, vai o capitão ou vai o Rui? Grande problema, ó malta!! Ou algum eles vai fazer de travesti!!! Sem ofensa, ó rapazes!!

29 março 2009

||| REMOAGENS DA VIDA VISTAS AO ESPELHO...

Anda por aí muito boa gente a remoer sobre a vida. Muita gente, coo todos sabemos, passa por aí a vida a remoer sobre os outros. Até sobre eles próprios, sobre o vizinho, a filha ou a namorada do vizinho, os calotes na loja, as dívidas ao banco, os pecados e os pecadilhos de terceiros, qual cartilha de mal-dizer do... outro.
Raramente olham o espelho, não vêem a figra que fazem e não cuidam se se ajeitar a ser gente de melhor poiso e pose. Alguns alguéns dependem da colagem mais ou menos ajeitada do rimel ou do baton, ou no desfazer da barba de manhã. Olham sempre a correr... Porquê? Porque remoem sobre a vida dos outros e não olham para a eles!

28 março 2009

||| OS APEADEIROS DA VIDA...

A vida é assim: às vezes, basta uma pequena rotação na imagem para que ela adquira um significado completamente diferente. É como as palavras: usamo-las e nem sempre tem o memso significado.
As palavras são intrigantes.
Mais intrigantes são ainda quando usadas granel, para chamar a atenção... usadas por quem quer ser diferente! E às vezes indiferente!
No entanto, a vida é mesmíssimo assim: uma imagem, com apeadeiros e estações.

26 março 2009

||| VIOLAÇÃO ANIMALESCA DE UMA CRIANÇA DE 12 ANOS...

Uma adolescente de 12 anos! Adolescente? Uma criança de 12 anos, de Arrancada do Vouga, aqui mesmo ao nosso lado, foi vítima de abuso sexual por parte de um homem de 26 anos, desempregado, com tempo para pensar nas piores asneiras. Um energúmeno, dir-se-á melhor!
Pior que isso, se pior há: as violações foram gravados em telemóvel por dois rapazolas de 17 e 19 anos, amigos do violador! Divertiram-se com isso? Claro, farejou-lhe o cio animal!
E que fizeram depois? Pois, «inocentemente», fizeram circular o vídeo da violação entre amigos da escola onde a criança ia às aulas,
A PJ, como lemos, caçou o animal e os predadores companheiros. E o que fez o tribunal? Mandou o animal para casa, com uma pulseira para ele olhar descansado. Aos outros, mandou-os ir visitar as autoridades, semana a semana!
Passemos o caso para Óis: imaginemos que isso acontece com uma nossa filha, sobrinha prima, afilhada, vizinha, conhecida. O que faríamos? Espetávamos-lhe uma coça, cortávamos-lhe o instrumento do pecado e íamos parar à cadeia.
Que Portugal este!!!

25 março 2009

||| ENTRE O MORTO E O DEFUNTO...

O facto de duas ou três vezes aqui termos falado em eleições locais não quer dizer que pessoalmente estejamos interessadas nelas, no sentido de nelas participar como membro de qualquer lista de candidatos.
Fiquem lá descansados alguns comentadores, dos poucos que temos e que aqui vieram pôr o bico, não sendo para tal chamados, embora bem vindos.
Olho até meio de soslaio para a classe política, embora nenhum mal lhe queira.
Olho de soslaio e o que vejo, com toda a franqueza, nem me agrada muito. Em Óis, por exemplo, os ribeirenses terão de decidir entre um partido farto de ser poder e já sem olhos de ver ao longe (o PSD) e outros pequenos partidos locais mergulhados em águas de bacalhau, desfuncionais e sem eleitores - a viverem longe das suas identidades, tornando-se defuntos das suas próprias orientações programáticas. No fundo, e sem querer ofender, o que vai estar em causa é o eleitor escolher entre o morto e o defunto.

24 março 2009

||| ROTINAS DIÁRIAS E MAIS NÃO SE DIZ!!...

A lei da vida é esta: há rotinas diárias a que não podemos fugir. Tem de ser e tudo o que se torna numa obrigação é-nos custoso, torna-nos mais odiosos e impiedosos, muito pouco contemporizadores. Ora, não podendo isso ser evitado, há que transformar esse tempo passado na vida em momentos de gozo -com os quais se vai fabricando a felicidade com mais ou menos imaginação e divertimento. A puxar pelas coisas melhores da vida!
Pensando melhor, se pensarmos no prazer que vamos ter daqui a pouco, amanhã, além, então tudo se modifica - porque continuaremos a viver na esperança. E a esperança é o que mais e melhor nos condimenta a vida, como quem condimenta a comida, pis mais uma pitada de sal na panela, para a hortaliça nos saber melhor! E espreitemos o sol, para aquecermos a alma!

23 março 2009

||| SER!...

Todos nós sabemos que adianta esconder: a solidão é uma das situações que mais fazem doer a qualquer um. É, na verdade, algo que não se vê mas que nos corrói as entranhas, impedindo-nos de reagirmos aos estímulos mais elementares. E a solidão no meio de muita gente?! Dessa nem é bom falar!
Pois é isso que muitos de nos sentimos quando olhamos para o lado e não vimos como nos ver melhores na vida, mais felizes, mais venturosos, quiçá mais ribeirenses. E somos muitas vezes invejosos, porque não fomos capazes de ser o que gostaríamos de ser, ou não fizemos o que vimos outros fazer e não fizemos nós!

21 março 2009

||| A POLÍTICA AUTÁRQUICA DE ÓIS...


Não há partido político que não tenha os seus excluídos, que não reagem da mesma maneira: uns vão para outros partidos (que os aceitam) e outros armam-se em carpideiras arrependidas. Porque perdem eleições, porque não ganham eleições, porque são o que são.
Um dia, os PS´s de Óis perguntarão-se-ão de contas uns aos outros, sobre quem tem assinado por baixo as derrotas eleitorais que vêm desde os anos 80 d0 século passado. A ponto de desaparecer do mapa eleitoral e já nem sequer apresentar listas para a Junta de Freguesia, como todos sabemos.
E também sabemos, ou melhor, desconfiamos, por onde andaram esses rapazes e raparigas este tempo todo, envergonhados de não serem capazes de apresentar uma lista sequer: uns foram para o PSD, outros para a Lista dos Independentes, outros mandaram a política para o tal lado que nós não podemos dizer.
O que fará esta gente quando chegar a hora dos votos locais? Vão todos pôr a cruz na Lista dos Independentes?

20 março 2009

||| A POLÍTICA LOCAL...

Há coisas d´Óis da Ribeira que se tornaram imutáveis: as da política, por exemplo. Este ano é de eleições e vem á calha, por isso, o que por cá acontece: não há oposição, o PSD está no poder desde 1988 (mais ou menos por aí, há mais de 20 anos!) e a oposição deixou de existir há uma porrada deles.
Como um dia, ou mais, já aqui se disse, a oposição local faleceu, liorizou-se, passou-se..., não existe. E o poder instituído assobia para ao lado e para o ar, como todos nós sabemos, cristalizado que se sente e, cristalizado, pensando e agindo.
Do que se vai sabendo, nada indica que as coisas possam mudar muito. Da CDU nem se ouve falar, nunca se falou muito em Óis. O CDS é, dir-se-ia, o partido da 3ª. idade, o PS desapareceu do mapa e não se desconfia sequer de quem ouse deixar pôr o nome nas listas; o Bloco de Esquerda está evaporado por natureza e das famílias políticas locais sobram os chamados independentes - os únicos que actualmente fazem alguma frente ao PSD!
A política, em Óis, é o que é, vale o que vale!

19 março 2009

||| AS DUAS RIBEIRENSES TODAS EMPIRIQUITADAS NO FÓRUM...




Não é muito normal, bem pelo contrário, passar no fórum a uma quinta-feira à tarde. Mas passei hoje. E como ia com tempo para o que ia, andei por ali a ver montras. E o que vi eu: duas garridas e maduras ribeirenses em alegra parlapeé, empiriquitadas e perfumadas, de corações ao alto, engalanados, a fintar a velhice na medida do possível.
Fiquei em bom tempo a olhar para elas e a invejá-las, encostada depois ao balcão, para as ver melhor e de mais perto. Fizeram-me lembrar quando a minha mao me mandava à loja do Albertino e eu me perdia a espreitar para o café, a ver os homens a jogar as cartas, a dizer asneiras e a beber vinho com tremoços. Era assim naquele tempo e dei comigo a ir para trás 25 para 30 anos.

18 março 2009

||| AS COISAS QUE VEMOS E OUVIMOS NO PARLAMENTO...


Acabo de ouvir, na tv, as propostas avulsas que o 1º. minstro apresentou hoje, no debate quinzenal do parlamento, para, disse ele com aquele modo muito emproado que tem, para acudir às famílias.
Cá para mim, que ele nem ouve, o camarada primeiro-ministro anda com muita falta de imaginação e esta sua oportunidade de emendar a mão relativamente a algumas medidas mal medidas que tem aplicado foi mesmo... perdida. Aco eu..
O 1º. ministro, como que já a correr contra o tempo eleitoral – e sabendo que as medidas à boca das urnas são mal vistas pela generalidade do eleitorado –, anunciou uns míseros 100 milhões de euros para oferecer aos que mais precisam. E nem saberemos alguma vez quem é que mais precisa. E mesmo este valor equivale a cerca de 5% das ajudas colocadas à disposição da banca e de algumas grandes empresas. Um mixoriquice!
O que mas custou ver, foi a forma indiferente como o 1º. ministro é tratado pelos parlamentares, como se fosse um vulgar mentiroso de rua. A demagogia é de tal forma e já tão recorrente que também já lhe perderam o respeito. Creio que a situação não tem paralelo em 34 anos de democracia e ninguém sabe onde chegaremos. Por este andar, sei lá...

17 março 2009

||| O CARTÃO ÚNICO NUNCA MAS VEM...


Há muito tempo que anda com esta fisgada na cabeça: a de tirar o Cartão Único para pequenada. A primeira tentativa resultou num fracasso absoluto, quando resolvi ir à Loja do Cidadão. E lá fui eu.
Para começar, nem o "ticket do talho saía". Depois, cá para mim, que nem percebo nada de bola, devia estar mais gente na Loja que em alguns jogos da 1ª. Liga de Futebol. E por lá me vi no meio de ucranianos russos, angolanos, portugas e até uns chinoas que precisam de um BI para emigrar lá consegui "vês" (à magalhães) e lá se preencheu os papéis para o BI.
Disseram-me que estarão prontos dentro de uma semana. Quanto ao Cartão do Cidadão na melhor das hipóteses dentro de quatro semanas, pois são feitos na Casa da Moeda em Lisboa e ao que parece estará por lá tudo entupido. Mesmo à portugesa...

15 março 2009

||| OS CAMINHOS DA PRAIA... E O FUTURO

A praia é um sítio sem caminhos, que dá para todos os caminhos! Caminhos que dão para parar e pensar a vida, o ontem e amanhã! Isto, se nós quisermos pensar, claro está... e há por aí muita gente que não gosta de pensar, mas só de dar pontapés para a frente.
Parar para pensar, para muita gente, nunca fez mal a ninguém. É um imperativo compreendermos como chegámos ao dia de hoje e delinearmos o que pretendemos para o futuro. Não com a pretensão de dominarmos todas as condicionantes, mas entrevermos, ou antevermos, o que poderá ele ser e podermos estar preparados (em parte...) para ele. Quem assim não fizer, não acha caminhos! Perde-se neles.

13 março 2009

||| PASSEAR NA AREIA DA PRAIA...

Não sou quem mais gosta de passear na praia, mas digamos que me deixo cair por uma praia meio deserta, daquelas assim sem muita gente, são, a jeito para a uma passeata calma.
É um tempo em que, a meter areia entre os dedos - coisa que me irrita solenemente -, se vai pensando nisto ou naquilo, questionamdo ou recordando um ou outro assuntos que por vezes deixamos cair da memória.
É nestas alturas que me vem à ideia aquela cantigado mar que enrolava na areia. Como este fim de tarde, quando antes de entrar em em casa fui fazer voar ideias por entre as areias da praia.

11 março 2009

||| SAUDADES DO ESCUDO E OUTRAS COISAS...

Acredito que a maior parte dos portugueses já têm saudades do escudo, de quando se bebiam umas cervejas e uns champarrions no Pires, ou no Nélson, ou mesmo no restaurante, e sempre sobravam uns trocos.
Saudades de quando as empresas de Ágeuda estavam em dificuldades e graças às desvalorizações até com os chineses eram capazes de concorrer, por exemplo na área das ferragens, ou dos têxteis.
Saudades do tempo em que a inflação tinha dois dígitos e o primeiro era o dois. De quando não havia problemas orçamentais, nunca faltava dinheiro ao Estado.
Era um tempo simpático, se a coisa dava para o torto na balança comercial, acordávamos uma desvalorização, coisa que nem ocupava o tempo do café em discussão, a indústria passava logo a ser competitiva e o nosso dinheiro, mesmo desvalorizado, ainda valia mais do que o dólar. E ninguém se queixava dos impostos, não havia evasão fiscal nem devedores ao fisco em listas na internet. Nem havia internet...
Com a inflação nos dois dígitos e idem nos aumentos, e com das dívidas do Estado ao estrangeiro, apertávamos o cinto mas tínhamos a sensação de nadar em dinheiro. Andávamos felizes, se os trabalhadores faziam greves era mais a pensar na revolução do que na devolução do que tinham perdido. Agora, com o euro, é o que se vê!