22 junho 2012

||| O MUNDO É DOS MAIS ESPERTOS...




O Contra já não tem pachorra para  tanta literatura sobre as PPP, os resgates, as socratices, as scut´adas, as sucatadas, os freeports e tudo o que por aí enche tudo o que é telejornal e folha de jornal. Agora, leio que o sr. Paulo Portas mandou cancelar o contrato com a fabricante dos famosos mini-computadores para as crianças, que até o venezuelano Chavez quis comprar, ou comprou mesmo.
Fim de bola e vitória da Alemanha sobre a Grécia, por quatro a dois, e o Contra dá-se conta, com espanto e até estupefacção, de que há problemas dos grossos na Parque Escolar - com milhões e milhões de trabalhos não realizados e pagos e um comboio de eteceteras que até assustam,
O Contra, que de inocente se gosta de afirmar muito pouco, acaba por concluir que não passa de mais um dos muitos portugueses parolos que por aí andam com as contas em dia e acreditando que é tudo gente séria à sua volta.
Parece que a retirada das ardósias de uma só escola foi considerada muito urgente e por isso se pagaram três mil euros. E a lista de trabalhos pagos a peso de ouro e que nem sequer foram realizados é enorme, tanto quanto parece. Tão urgentes, tão urgentes que o empreiteiro não chegou a tempo e por isso só recebeu e contrato cumprido. Ao que isto chegou!
Será isto de admirar? O Contra poria as mãos no fogo por este código de contratação pública por estas contas? O Contra tem alguma coisa a ver com engenharias financeiras que anestesiam e simulam custos e receitas?
Bom, cala-te boca, pois para engenheirar contas, também é preciso saber fazê-las, ou não fosse este mundo dos mais espertos.

20 junho 2012

||| A TRAGÉDIA PODE SER TRÁGICA...


A moção de censura do PCP ao governo equivale-se, muito, ao que se passa em outras governações, muito mais próximas de nós.
Quando alguns socialistas, como Manuel Alegre, dizem que a moção é mais contra o PS que contra o governo, isso faz-nos lembrar o diz-que-diz-que, regularmente de amonta contra quem governa, seja onde for.
Se olharmos bem, o Seguro secretário geral do PS também já tinha feito queixinhas da moção, porque vem na “pior altura”, disse ele; porque é muito importante a “estabilidade política”, frisou; porque o “sentido de estado”..., trrréu-téu-téu, pardais ao sol e mais algumas das “violentas” nulidades que costuma produzir, nitidamente para encher pneus. É um líder de oposição no vácuo, como no vácuo andam opositores à governação local
Estas coisas deixam-nos preocupado. Se o facto de o PCP censurar o PSD/CDS é, afinal, censurar o PS isso quererá dizer que, muito provavelmente, sempre que apresentou moções de censura a governos do PS, acertou, sem querer, no PSD ou no CDS.
Tal falta de “pontaria pode acabar, sabemos lá, numa enorme e injusta tragédia para muito boa gente, gente de boas intenções, preocupada em fazer o mundo melhor e que quer, no dia-a-dia, governar com justiça, tolerância e sabedoria.
Pensar que quem censura, ou critica, quer destruir é, por exclusão de partes, um desregrado pensar e uma temerária conclusão.  Quem assim desabafa faz lembrar a tendência que alguns actores da vida pública têm para a comédia. Que nem sempre é tragédia, mas às vezes é trágica.

19 junho 2012

||| O STRESS E AS FANTOCHADAS DO DIA-A-DIA!!!





Não é de agora, mas de sempre que o Contra se conhece, que as coisas governamentais são conduzidas numa espécie de piloto automático. Em deixa-andar!!!... Há algumas orientações gerais, uns piquenos vão às assembleias molhar o bico com umas desmaiadelas verbais, uns piropos com mais ou menos insolência e toca a andar que se faz tarde, pois a vida continua e temos mais que fazer.
A malta governamental lá vai, entretanto, fazendo o que pode, o que sabe e não sabe, e agora, num tempo em que se tornou moda falar de crise, ele é invocar crises atrás de crises (para justificar tudo) e proferir repetidas afirmações que a seguir são desmentidas pelas realidades. As realidades... reais.
A malta do governo, meus amigos, precisa é de massa para realizar e potenciar, não fechar portas, não matar decisões e banir projectos, para não aumentar o desemprego e/ou levar as esperanças à falência. 
Os últimos tempos tem sido, para a governação, períodos de verdadeiro stress - embora se diga, na surdina do dia-a-dia, que isso do stress não passa de uma fantochada e de uma mera desculpa de mau fazedor. Está em stress e em crise, quem não é capaz de fazer coisas, de criar, de dinamizar e de potenciar! Esse é que é o verdadeiro stress governamental. 

15 junho 2012

||| PONTOS DE VISTA SOBRE GOVERNAÇÕES..



Anda por aí muita gente a sugerir que um bocadinho de vergonha já tinha levado a governação a demitir-se e há até quem chegue a defender que a saída seria a única forma de tais senhores e senhoras recuperarem a credibilidade e evitarem à instituição a desvalorização em crescendo, que a tem levado a despotenciar-se e a despotenciar. 
Esta posição, todavia e salvo melhor opinião, revela alguma ignorância e mesquinha e vil estupidez.
  Anda muita gente esquecida de que a governação foi necessária pelo descrédito em que entrou aquela a que sucedeu e que se tais governadores lá estão é porque nenhuns outros lá quiseram estar. São um remendo, pois serão... mas tiveram a ousadia de assumir as rédeas da governação, porque os tais outros não quiseram, por isto ou por aquilo, ou pura e simplesmente porque se acobardaram.
Estes ditos salvadores da pátria, só por isso, merecem mais respeito.
O Contra não vem defender quem quer que seja. Mas como tem sido crítico, numa terra onde tal falta, atreve-se a referir que essa gente parece ignorar que não de pode botar abaixo só porque apetece, ou meramente porque sim.
O Contra está tanto mais à vontade quanto nem sequer navega nas mesmas águas da governação e esta não está lá com o seu voto. O Contra não faz como alguém que, apadrinhando a governação, a abandonou ao desnorte, com quem atira os cães para a moiteira. É esta a opinião do Contra. Mas cada qual tem, sobre tudo, o seu ponto de vista!

12 junho 2012

||| QUEM NÃO QUER LER, MUDA DE CANAL!...



O Contra não simpatiza coisa alguma com o correntemente chamado politicamente correcto. Logo, porque não é dado a políticas. Depois, porque se há coisa para a qual tem cada vez menos paciência é para a clique de zelotas que permanentemente se arvoram em defensores da moral e da ética públicas.
O Contra não tem pachorra para tal coisa e não pretende tê-la.
Os dias que passaram desde o nosso último post encheram de bobagens o nosso correio, com  beras palavras e medíocres intenções, em paleio de esplanada sem sentido, de gente de quem se adivinham  conhecimentos poucos profundos sobre os temas que abordam, por serem cheios de ideias feitas, manifestamente tendenciosas, pseudo-inteligentes e desonestamente intelectuais.
O Contra tem andado atarefado e não tem dado conta, quanto desejava, é verdade, das realidades que sobressaem na sociedade ribeirinha. Nem se tem visto notícias que valham a pena, ou porque não as há ou porque o jornalista da terra não as quer dar, pura e simplesmente, lá por razões do seu feitiozinho menos ortodoxo. Mas também a isso não é obrigado. Escusam, pois, todos os que não gostam do Contra de se incomodar muito connosco. Podendo, legitimamente, ter opinião sobre nós e emiti-la. Mas não ameacem, nem sugiram coisas feias. É feio e, ao fim e ao cabo, quem não nos quiser ler pode, pura e simplesmente, mudar de canal. Tão simples como isso!

07 junho 2012

||| AI OS PASSOS DESTE GOVERNO!!!...


Hoje, que é dia de Corpo de Deus (até quando?) deu para fazer figura de corpo presente em casa e não pus os pés na rua. Andei por aqui às voltas na net e aterrei no site do governo, tentando satisfazer a curiosidade sobre as medias para ganhar à crise.
Surpreendi-me e pela negativa, ao ver que a primeira mensagem é do primeiro-ministro a dizer que a "Grécia deve permanecer na Zona Euro e respeitar os seus compromissos". Mas que coisa espatafúrdia!! Então a mensagem principal do Governo de Portugal é o primeiro-ministro a falar da Grécia!?  E as coisas que e por  cá deveria resolver e não resolve? E porque há ele falar da Grécia, se dirige um país que tem ajudado a enterrar e já está perto da bancarrota? Qual é a moral desta gente, que não olha para os seus telhados e deixa, dia atrás de dia, que nos arrisquemos a sair da Zona Euro e de não cumprir os seus compromissos. Ai os passos deste governo!!! Valha-nos Deus!

05 junho 2012

||| O ESTADO É PRODUTOR DE FALÊNCIAS



Pessoa amiga pousou-se hoje nos meus ombros (é uma forma de dizer), queixando-se de uma execução fiscal de que é alvo. Não perguntei pormenores, naturalmente, mas sei que entre capital, coima e juros, vai ter de pagar cerca de 2500 euros. 
A ida às Finanças não lhe resolveu coisa nenhuma, para além de ter ouvido um desconsolador «pague e depois reclame». A alternativa é a penhora, mais juros e mais multas. E depois, queixem. depois as mais que certas falências.
A situação desesperante que esta pessoa minha amiga vive, por não ter os 2500 euros para pagar, levou-me a pensar na forma como o fisco persegue e ameaça os contribuintes, penhora bens e se apodera do que as famílias produzem. Ora o fisco é o Estado e o Estado é essa mesma instituição que deve a toda gente e não pagar juros a ninguém. É o mesmo Estado que, porque não paga, impede o crescimento que a economia portuguesa poderia ter e não tem.
O Estado perseguidor cobra os seus (supostos) créditos fiscais de forma descabida e abusadora e lança empresa e famílias para a falência. O Estado, não tolera, antes cobra, abusa e impera. É um produtor de falências.

31 maio 2012

||| AS TEORIAS CONSPIRATIVAS...

O Contra está desanimado e irritado: não foi alvo das secretas, de nenhuma escuta telefónica e nem sequer  alguma teoria conspirativa nos quis derrubar nas últimas semana. Pelo menos, nenhum relatório foi tornado público, nenhuma fuga de informação nos fez perder o sono. Continuamos, pois, presumivelmente inocentes.
Inocentes mas tristes e, insistimos, desanimados e irritados. Muito irritados!
O Contra presumiu, com algum pretensiosismo, que alguém por aí apareceria a puxar a ponta do cordel de alguma estorieta alicerçada em fugas de informação e de contra-informação, como as que fazem girar o turbilhão de estupefacções que fazem este país cada vez mais parolo e não suficiente.

O hiperactivo Relvas é um caso já em extinção, pois deixou de ser excitação. Nem o facto de ser enredo policial com espiões e tudo o tornará duradouro nesta portuguesa mania de seguir os conselheiros Acácios que sobraram de outras polícias que por aí pulularam, em tempos bem mais dignos e honrados que este que atravessamos.
Portugal é sempre assim, dir-me-ão. Pois será! Somos uma terra de bons rapazes e no caso presente, nem o Relvas cai, nem a gente almoça. Até para fazer chantagem é preciso saber. Até para manipular e pressionar, ainda que possamos ser moralmente menos éticos e legalmente menos sérios.
Onde é que o Contra ia? Ah, não foi alvo das secretas, nem de escutas telefónicas e está chateado. Ninguém nos liga nenhuma.


28 maio 2012

||| SOMOS UM POVO INSATISFEITO COM A VIDA...



Ouço, com tristeza, que os portugueses são dos povos menos satisfeitos com a vida - nomeadamente considerando-se vítimas de insuficiências tão relevantes como a saúde, a educação e o trabalho
O Contra não se tem na conta dos mais tristes mas, fazendo fé no que se lê neste relatório da OCDE que avalia o bem-estar em 36 países europeus, já fica a pensar.
O relatório, por exemplo, dá conta que, quanto à própria satisfação de vida, estamos mesmo muito próximos do fundo da tabela. 
É evidente que estes estudos, assim como as sondagens, têm o seu quê de empírico, são uma mera opinião e valem o que valem. Mas a verdade é que os portugueses parecem cada vez mais infelizes, mais medrosos e mais ressabiados, desconfiados do dia de amanhã e pouco crentes no sucesso e na felicidade que todos ambicionamos.
Transportando o caso para a nossa dimensão de fregueses ribeirenses, se calhar dá para pensar porque é que é tão lenta a libertação do subdesenvolvimento e a mora exagerada em se fazer uma obra qualquer, por pequena que seja.
A guerra instalada entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal é exemplo dessa praga que não nos leva a lado nenhum e anda ao sabor dos climas emocionais dos donos dos pequenos poderes que nos governam. 
E a culpa, a inconfessável culpa é de quem? 
De ninguém, pudera. 
Os culpados escondem-se  sempre nos outros e nas circunstâncias casuais ou propositadas, enleando-nos para os abismos da impotência e do sem-futuro. É uma das razões, havendo outras, porque o povo é triste e não anda satisfeito com a sua qualidade de vida.

25 maio 2012

||| APOIAR CEGAMENTE QUEM GANHA FORTUNAS




O Contra não tem fanático pelo futebol, mas também se deixou embriagar pela loucura nacional do Euro 2004 - aquele em que o Scolari nos pôs a deitar bandeiras nas janelas e varandas. Achei piroso, mas tomei-lhe o gosto e surpreendi-me a armar posição para a bandeira.
Pensei, porém, que seria coisa para passar de moda, mas eis que, de dois em dois anos, o país é varrido por uma loucura absurda em volta da selecção de futebol. Ele é selecção para tudo e para todo o lado. Fico sem pachorra!
Não é que não queira que Portugal ganhe. Claro que quero. A Pátria, para o Contra, é para se sentir e viver todos os dias, só que não é por se ter a maior bandeira nacional do mundo, ou uma varanda de bandeirinhas a tremular ao vento, que se é mais português, ou se resolvem os nossos problemas económicos e sociais, seja ela comprado aos chineses ou no Pingo Doce, a 50%.
O Contra, confessa, acha uma coisa totalmente bimba essa de andar a apoiar cegamente um grupo de rapazes que ganham e gastam fortunas, enquanto a maiorias dos portugueses já mal tem para comer. O país, convenhamos, tem muito mais e mais graves coisas para resolver e preocupar.


21 maio 2012

||| AS INTERPRETAÇÕES DO DR. RELVAS E OS JORNALISTAS


O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acusou Maria José Oliveira de praticar um “jornalismo interpretativo”, citando vários textos daquela jornalista do público e apontando um "erro grave” na notícia sobre a sua (dele) audição parlamentar propósito do caso das secretas e da sua alegada ligação a Silva Carvalho.
A carta enviada à ERC, de cinco páginas, refere várias notícias assinadas por Maria José Oliveira sobre esse tema onde, segundo o ministro, se verificam omissões e a construção de um “quadro narrativo inicial”, onde tudo se faz “para que a realidade se adapte a esse quadro». O homem narra bem!
O Contra, que não navega por tão altas e coturnas paragens, ousa dar parecer sobre o assunto, considerando que a jornalista e o jornal Público inventaram tudo. Aliás, os jornalistas só diziam verdade quando o Correio da Manhã escrevia(e) sobre José Sócrates.
À escala local, como reagirá o nosso jornalista às pressões que certamente recebe do poder local? Ou será ele o agente pressionador? Sobre tudo isto, só apetece gargalhar. É o país que temos.

17 maio 2012

||| O ELOGIO QUE ERA PARA SER E JÁ NÃO É!

O Contra ao regressar a casa do emprego, regalou-se a ouvir o ministro Álvaro: não só não tinha medo dos lóbis e interesses instalados, como estava disposto a combatê-los, nomeadamente na questão das rendas às produtoras de electricidade. E prova disso era a redução hoje decidida.
Eh pá, temos homem!, pensou o Contra. 
Para mais, o ministro Álvaro garantiu não recear os papões da produção eléctrica, a chinesa EDP e as duas espanholas que por cá nos andam a queimar a carteira.
Logo, porém, o Contra se desiludiu.
Primeiro, não vai haver nenhuma redução nos custos ao consumidor. Vamos continuar a pagar, como pagamos. 
Depois, as rendas ascendiam a 5500 milhões, mas o governo apenas reduziu 1800 milhões. Portanto, quis o ministro Álvaro tapar-nos o sol com a peneira, pois não há algum fundamento para o Estado continuar a pagar 3700 milhões à EDP, à Endesa e outras eléctricas - valor que é superior ao que arrecada com o corte dos subsídios de natal e férias.
O ministro Álvaro não precisaria de pedir desculpas aos senhores da EDP, dizendo que todos têm de fazer sacrifício. O sacrifício que lhes está a impor é muito inferior ao que impõe às famílias. O que anuncia como um grande feito do governo, não passa, afinal, de uma ilusão.
La se foi o direito ao elogio.

14 maio 2012

||| ALGUÉM POR AÍ VIU A OPOSIÇÃO?


Ouvir o secretário geral do PS afirmar, aparentemente convicto, que está disponível para ir para a rua, à frente de manifestações contra o governo, daria para rir, se não fosse patético. 
O homem não se segura no que diz e não mede as palavras, ou tem-nos por tolos.
Na verdade, ninguém acredita que o jovem político profissional seja capaz de uma coisa dessas, até porque não é tolo. Onde é que já se viu António José Seguro de megafone na mão e calças de ganga, a disparar palavras de ordem contra o seu amigo Coelho? 
Seguro não despe o fato como não larga o seu discurso redondo e, como se tem visto, não consegue um gesto mais rápido que pestanejar os olhos às perguntas dos srs. jornalistas, sempre com um discurso redondo, decorado e carregado de palavras, tantas e tão banais que, sem precisarem de ser bem espremidas,  mostram a vacuidade com que quer meter medo ao governo e ao mesmo tempo impressionar os seus eleitores.
Esta oposição é parecida com a de Óis: não diz nada e, quando diz, é o mais corriqueiro que se possa imaginar.
Alguém conhece alguma proposta da oposição ribeirense ao sistema instituído? Se conhecem, digam.


10 maio 2012

||| A DESCOBERTA DA PÓLVORA CONSTITUCIONAL...

A magna assembleia  aprovou, em Março de 2011, a constituição de uma comissão de revisão e actualização da constituição. Foi há já 14 meses, passaram-se mais duas assembleias gerais e não se falou mais no assunto.
A proposta dos então efebos governantes foi surpreendente.
Realmente, não se entendeu muito bem como é que uma governação, formada por gente inscrita à última da hora para se poder candidatar no acto eleitoral - sem, por isso mesmo, ter qualquer cadastro na história do que queriam  mudar... -, poderia querer alterar a magna carta institucional, apenas mês e meio depois de tomar posse. Que sabedoria teria esta nova gente, que tanta gente anterior nunca se lembrou de fazer? Que pólvora teria descoberto?
A tanta sabedoria governamental, afinal, ficou-se pela intenção, qual noiva no altar à espera do noivo que nunca mais chega para casar. 
Coisas da governação que temos! 

07 maio 2012

||| A ESPERTEZA DOS MANIPULADORES....


Não é novidade: uma das mais comuns características nos manipuladores é a duplicidade do discurso, a vastidão do uso da palavra, a contradição camuflada e o paradoxo como lógica ao seu serviço, o empestamento dos factos e a insinuação de dúvidas. 
Óis da Ribeira não é o melhor exemplo neste campo, bem pelo contrário.
Um dos principais rostos da manipulação é sobejamente conhecido, embora faça tudo por não se mostrar. Mas, quando tem de se fazer valer, tem telemóvel perto e, de pronto, tecla orientações que, inexplicavelmente, para muitos se tornam absoluta obediência. E obediência... cega. 
O Contra não encontra explicação para tal coisa, até acha absurdo.
Quando se fala na impagável e celestial figura, (quase) todos lhe apontam defeitos de feitio, que, porém, lhe aceitam e desculpam, não sei em nome de que santo, ou de absolvição de que pecados.
A manipulação é evidente e torna inevitável o resgate de qualquer acção. O manipulador utiliza a mesma situação para se ilibar de responsabilidades e para castigar os que toma como adversários, não fazendo, nunca, qualquer referência ao contexto onde foi (ou é...) protagonista decisivo e intencional. Poderia o manipulador dar mais a cara e assumir os custos das suas intenções? Poder, bem que podia, mas, como diz o outro, não era a mesma coisa. E assim, sempre a manipular, nunca falha, nunca lhe apanham um erro. Esperto, o manipulador. Muito esperto!

05 maio 2012

||| DIABINHOS, DIABRURAS, DESENGANOS E DESAPONTAMENTOS...




O prazo de validade da governação encurta-se e conhecida, como é, a posição oficial do actual 1º., a de não renovar o mandato (e alguém se surpreende?!!!...), nasce um problema: quem vai suceder? 
As dificuldades da sucessão institucional são  conhecidas. Aqui, ao Contra, ocorrem as dificuldades em encontrar dirigentes, desde  sempre, e o processo eleitoral que reelegeu o padrinho, quando, qual mestre de malabares, lá apareceu com os seus muchachos, pondo alguns dirigentes na borda do prato. Isto é o que se chama uma diabite, ou diabrite..., embora tacticamente perfeita. 
O Contra lembra também a sucessão que não sucedeu nos mandatos que lhe sucederam, arrastando governações híbridas e fragilizadoras, até que umas almas se emprestaram como nadadores-salvadores de uma nau, que, como diria o antigo Bispo de Aveiro, tem tormenta «maior que a freguesia». 
A governação foi-se gradualmente desperdiçando, com saídas e substituições que mais a fragilizaram, e a forma como a situação tem sido gerida, se não desastrosa (não exageremos...), é pelo menos periclitante e pericladora. A governação, na verdade, não tem tido os rins necessários.
Há muito quem julgue que as coisas  se conduzem com habilidades e truques espertalhões, desviando o rabo à seringa, mas esses são quem se desenganará muito mais rapidamente do que seria de supor. Desapontar-se-ão e abandonarão! Ó triste fado, governações!!

04 maio 2012

PATETICES E DEPRIMÊNCIAS À PORTUGUESA...


A política portuguesa está cheia, lamentavelmente, de episódios patéticos e deprimentes, diríamos mesmo que vergonhosos. Este país, que se assume como um Estado de Direito, viu um PS sem cor na cara a defender quem não podia para Juiz do Tribunal Constitucional. E a insistir, a insistir, como quem faz flexões.
A história só poderia acabar como acabou: em anedota!
O país, que precisa de recuperar a sua economia e pagar as suas dívidas, andou a entreter-se com estes  trocos de políticos de trazer por casa e agora com o sr. Zorrinho a fazer birra e a atrasar o que deveria estar já concluído: a indicação do juiz socialista.  Mas isto, pasme-se, só depois de o inefável Conde Rodrigues (o juiz que não é juiz ou já foi e não é) se anunciar indisponível para o cargo que não podia assumir. Então, se já não é!
A maioria esmagadora da classe política não tem noção do ridículo e só olha para o seu sobrado e os seus interesses. O problema é que, enquanto se divertem eles com estas patetices e deprimências, o povo continua a empobrecer. E não é alegremente, bem pelo contrário.

02 maio 2012

||| O PINGO DOCE QUE SE FEZ MAIS DOCE...

Cansou de ouvir, ler e ver o que por ontem e hoje se disse por Portugal fora, sobre o desconto de 50% feitos pelo Pingo Doce. E a carrada de nomes que chamaram ao rico do patrão da rede. Rico, pois, pobre é que ele não é. O que não é justo, pois o homem deu dinheiro a  ganhar a todos.
Em primeiro lugar, ganhou o Zé Povinho, que poupou 50% em tudo o que comprou. E isso é importante,
se formos a ver bem, pois o seu orçamento mensal foi bem aliviado.
Em segundo, ganharam os trabalhadores do Pingo Doce, pois receberam, ou vão receber em triplicado e ainda mais um dia de férias. E têm salário garantido ao fim do mês.
Em terceiro, o Estado, pois arrecadou ou vai arrecadar mais uns milhões em impostos. 
Portanto, ganharam todos, pelo que não se entende a crítica dos sindicatos, que atraíram muita gente às suas manifestações mas não lhe deram nada em troca, a não ser rouquidão e inchaço nas pernas, da caminhada.
As empresas são para dar lucro e, dando lucro, pagam impostos ao Estado e salários aos trabalhadores. O que, portanto, devia preocupar os sindicatos e os grandes defensores das lutas dos trabalhadores e do feriado do 1º. de Maio era que existissem muitas empresas a dar lucro e a pagar impostos e salários. E não, e nunca, as que, porque não vendem não pagam impostos, nem salários, e atiram, os trabalhadores para a miséria. Ou vivem à conta das transferências do Estado.

28 abril 2012

||| OS FANTASMAS E OS DIABOS A FUGIR DA CRUZ!!!



 O sr. governador tem feito o que pode, e o que não pode e porventura não deve, para descredibilizar a obra de anteriores governos, palavreando em geniais relatórios que não fosse ele e já acabado o mundo. Não é bem assim.
O sr. governador pensa e, como se sabe, age de maneira feudal e muito embora use modernas tecnologias de engana-tolos, não explicou nunca como está a  potenciar a governação e/ou é a salvação do mundo. Desligou a corrente da realidade e criou o seu auto-brilho, mas enfatuado e acinzentado e demasiado enfático para o que vale.
É que qualquer governação, qualquer que ela seja, não começou hoje, nem ontem, foi antigamente e não vai acabar quando qualquer governador bater com a porta - como batem os menos audaciosos.
As pessoas passam e, como se sabe, as obras e as governações continuam. Ficam para outros governadores. Dá-se mais por umas que por outras, é verdade, mas isso é a lei natural da vida. 
Uma boa grande parte, aliás, faz-se notar pela simples razão de que anda com campaínhas atadas aos cotovelos e pisca-piscas pendurados das orelhas, para se fazerem ouvir e ver. Outros escrevem para alguém ler, mas preferiam pegar em megafones e andar a proclamar virtudes - que só eles vem e só os outros lhes podem reconhecer. E muitas vezes não reconhecem.
Há gente que, para fazer prova de vida, passa-a a mostrar-se, mesmo quando não tem nada para mostrar, ou já é personagem do passado.
Há gente que, para governar, tem de matar fantasmas, sejam eles Sócrates, ou simplesmente coabitantes do nosso meio social! Fogem desses fantasmas como o diabo da cruz, embora todos saibamos que o diabo não existe e cruz todos a tenhamos. Isto aplica-se a actuais e antigos governadores, por menos disléxicos que pareçam e mais padrinhos sejam, ou tenham.

24 abril 2012

||| QUEM FICAR, QUE JUNTE OS CACOS !!!

O Contra não tem ideia formada sobre se o Rei de Espanha fez bem ou fez mal em aceitar o convite do empresário árabe para ir caçar elefantes para o Botswana, precisamente numa altura em que o seu país está à beira de ser intervencionado pelo FMI. O melhor é dizer que à beira da bancarrota, seguindo o real exemplo do vizinho ibérico.
O real senhor não nasceu ontem e lá saberá o que melhor fazer. Ponto final.
Supostamente, porém, um Chefe de Estado não pode comportar-se como se a crise do país nada tivesse a ver com ele e, pura e simplesmente, ir caçar elefantes.
Por cá, supostamente, não há elefantes, mas há quem se porte como eles, em loja de cristais e louça fina. A partir tudo e a cortar a torto e a direito, sem olhar a quê e a quem! Há governantes que, de olhos cegos e coração duro e empedernido, insensível e deslumbradamente letal, só sabem contar números e fazer contas de sumir, destruindo o aparelho social que herdaram. Não ficam na história, ou, se ficarem, ficarão por motivos menores.
O rei de Espanha, sábio e humilde, já admitiu que errou: "Sinto muito. Enganei-me e não voltará a acontecer,", disse ele aos seus compatriotas.
Por cá, os elefantes partem a louça toda, esfrangalham a «selva» onde pavoneiam autoridade mas, quando lhes chegar a hora da veneta, pura e simplesmente, vão-se embora. São elefantes de outra estirpe. Sem a humildade do rei. Quem ficar, que junte os cacos!

22 abril 2012

||| OS FOLARES DA PÁSCOA E AS EXCLUÍDAS !!!


O nosso querido ministro das Finanças foi a Nova Iorque dizer, com aquelas falinhas mansas que o tipificam, que estamos no bom caminho e o Contra deu-se a pensar como é confortante saber que não foi em vão que os funcionários públicos ficaram sem os subsídios até qualquer ano, que os combustíveis subiram mas afinal isso é fixe, que o IVA que pagamos a mais da alimentação é maior que língua de palmo, que também o IMI que nos dobraram é porreiro para as Câmaras continuarem a  fazer rotundas e obras na cidade.
Quando a taxas moderadoras, olhem, que se lixe!!! O Contra está de boa saúde e até com muito trabalho e, muito melhor que todo este ramalhete de coisas, é consolador e gratificante saber que estamos no bom caminho, com o défice controlado e essas aldrabices todas com que os políticos não têm vergonha de nos azucrinar os ouvidos.
E que se lixem também os cortes nos benefícios fiscais e sociais. O importante é estar no bom caminho, mesmo que este esteja armadilhado.
Assim se entende melhor o relaxe da despesa pública e a distribuição de folares da páscoa que a governação  fez aos trabalhadores, muito embora, fazendo contas - três vezes 9 são 27, vezes 50, são, são, são.., olhem, é só fazer as contas -, fazendo contas, se calhar o superavit da papelada não dá com a perdigota e lá se foi o orçamento para o caraças.
O Contra não sabe se o rebuçado adoçou e amaciou a paz social de que tanto carece a governação. Mas sabe que as exclusões ficam sempre caras. Porque raio não houve folares para toda a gente? Deus abençõe as excluídas e lhes dê o reino dos céus!!!



16 abril 2012

||| O PROBLEMA DE MILHÕES DE PORTUGUESES...



Convém sermos justos e objectivos: as medidas que o governo sucessivamente tem anunciado não são de austeridade. Isso, sim, são de autoridade. A autoridade que o próprio governo sente ter, por ser... governo.
O primeiro-Passos disse recentemente que não via motivos para mais austeridade e parece estar certo. De austeridade, ou de crise. De crise, como ainda hoje dizia Almeida Santos na TV -, já não se ouve falar em Portugal, desapareceu dos jornais e da televisão.
O problema é que elas - a austeridade e a crise - estão entranhadas nas nossas vidas, nas nossas carteiras e nos nossos futuros.
A crise não desapareceu só porque mudou o vocábulo: Passos, o primeiro, chama-lhe medidas correctivas! 
Corrigem, aparentemente, os nossos maus hábitos, o termos vivido acima das nossas possibilidades. 
O problema e que eu não tenho culpa de nenhum mau hábito e muito menos de viver acima das possibilidades e como pela mesma medida. É esse o problema de milhões de portugueses. É o estarmos a ir ao fundo, com o país!

12 abril 2012

||| O SENHOR QUE NÃO FALA DE REFORMAS E SUBSÍDIOS...

Todos conhecemos aquele senhor que aparece muitas vezes na televisão e que um dia destes disse que estava por nascer alguém mais honesto do que ele. E que, coitadito..., recebia pensões que mal davam, ou não davam mesmo para as despesas. O mesmo senhor veio agora dizer que os jornalistas disseram que ele disse o que não disse e porque disse ou não disse, não diz mais nada sobre o assunto. 

Não se percebe muito bem a coisa: se é o senhor quem mente, ou se mentem os jornalistas. Sobre estes, todos nós sabemos bem a peste que temos, ou não se conhecesse bem a rês ribeirinha. Mas não o temos por mentiroso, bem pelo contrário. 
Ficamos, assim, por saber qual é, afinal, a verdade do senhor que não quer falar das suas pensões e que faz por ignorar que o governo acaba de mandar mais uma machadada nos pré-reformados, cortando-lhes as asas, o dinheiro e a pré-pensão. Desses não fala ele, como agora não quer falar sobre se irá receber os subsídios de férias e de Natal do Banco de Portugal. Deve cheirar-lhe a esturro!
Para acabar, os culpados são os sacanas do jornalistas. Obviamente!Ora lembrem-se das pestezinhas que conhecemos daqui por perto!

09 abril 2012

||| MENTIR POR DÁ CÁ AQUELA PALHA...


Mentir, infelizmente, tornou-se coisa vulgar. Mente-se por aí com todos os dentes e a propósito de tudo e de nada.  A classe política, então... louvado seja Deus! Ouve-se, por exemplo, o 1º.-Ministro dizer que não será preciso mais austeridade mas todos ficamos com a sensação que ao outro dia coisa diferente será dita, por ele ou algum ministro. E para pior!
O problema não é novo entre a gente que nos governa, vem de trás e de longe. Em situação normal, a palavra de um governante era palavra de verdade. Agora, nem por isso. Não íamos ter aumentos e temos; não seria cortados os subsídios de férias e natal e foram; e a lista é interminável.
Por poucas palavras, os governantes falam e já ninguém acredita neles. Se calhar, nem eles próprios acreditam no que dizem e fazem. O que menos erra ainda é o das Finanças que fala devagar, devagarinho e assim estampa-se menos com a verdade. Mas também já ele mete água.
Cartoon de Henrique Moreira 

04 abril 2012

||| OS MENINOS E AS MENINAS NO JARDIM DOS VOTOS

Era uma vez um grupo de meninos que andavam a brincar no jardim, jogando às escondidas e as meninas às barbies. Eram todos muito bonitos e bonitas, qual deles o mais formoso e qual delas a mais bela.
Elas puxavam as trancinhas e faziam bolinhas de sabão e eles, mais irrequietos, brincavam aos donos de casa. «Quem manda mais aqui sou eu!», dizia um deles, e batia com o pé no chão.  «Não, não e não... quem manda sou eu!», dizia outro, erguendo os punhos, em jeito de vitória. «Qual quê, quem aqui manda sou mesmo eu!», argumentou um aqueloutro, muito veemente.
Chegou então o sr. professor, que mandou calar os meninos e as meninas! E os meninos e as meninas calaram-se e deixaram de brincar no jardim, de jogar às barbies e fazer bolinhas de sabão!
«A lição de hoje é para os meninos e as meninas aprenderem a eleger qual de vocês é o mais bonito», disse o sr. professor.
«E como é, sr. professor?!», perguntou uma das meninas, a corar nas bochechas e puxando a saínha para cima dos joelhos.
«Eu vou ensinar....», disse o sr. professor. «Vamos fazer uma votação».
«E como é uma votação?», perguntou outra menina, a dos cabelos negros pendurados pelos ombros.
Foram ensinadas as meninas e os meninos e todos eles e elas puseram, depois, o dedo no ar e quiseram saber quem era a mais bonita de todas.
«Isso agora é só para eu saber», disse o sr. professor.
Disse, mandou acabar a aula, foi-se embora e os meninos e as meninas ficaram muito tristes, por não saberem qual delas era a mais bonita. Tão tristes ficaram que mais pareciam a cinderela quando fugiu do baile, por lhe servir o sapato e não poder casar com o príncipe.

01 abril 2012

||| OS CACIQUES...

* CACIQUE: Indivíduo que tem influência política em determinada região e que, na ocasião das eleições, arranja eleitores a favor de certo candidato. - Dicionário Universal da Texto Editora. 
O termo «cacique» é muito vulgarmente usado, mas nem sempre com o significado correcto. Até o utilizam de forma pejorativa e normalmente  fora de contexto. 
O termo, em Portugal, o tornou-se sinónimo de um líder local que arregimenta votantes e favores, que promove (ou despromove) candidatos. 
Em Óis da Ribeira, há dois tipos de caciquismo: o A e o B.
O cacique Tipo A, dá a cara e entrevistas, fala para os jornais, rádios e até televisões, pavoneia-se, mostra-se, é vaidoso, gosta de dizer que influenciou aqui e ali, que se não fosse ele não teria acontecido isto e aquilo. Gosta de mostrar que é ele quem manda, que é o patrão, o dono, o presidente, o dirigente, o mandão... Em Óis, há caciques destes.
O cacique Tipo B influencia verdadeiramente, joga em vários tabuleiros, é discreto e não diz que faz ou vai fazer. Não dá entrevistas. Não manda mas sugere, não se mostra nem se faz ver, mas dá instruções subtis. Apadrinha. É o verdadeiro cacique. Não está nunca, mas manda recados e ai de quem lhe saia do goto: morde-o como um verdadeiro escorpião.
Quem são os caciques A e o B? Ui, é tão fácil que nem vale a pena dizer nomes.

31 março 2012

||| QUERES F(ER)IADO? TOMA!!!


A crise que por aí vai, leva o povo a precisar de ser mais criativo para vencer! Pudera! A tal tanto obriga e isso mesmo defende e propõe a actual governação. É desenrascar, desenrascar...
Alguns feriados vão deixar de tal ser para a classe trabalhadora, dois civis e dois religiosos. Outros trabalhadores, vão perder outro.
É a cruz que têm! E se quiserem beijar a outra, na segunda-feira da dita, olhem, metam férias, metam .. férias. Queriam f(er)iado de borla, não? Tomem!!! Também, para que querem a páscoa à 2ª-feira?! Mudem o dia, já que não podem mudar de governo.

28 março 2012

||| O DESTINO E A GOVERNAÇÃO, OU GOVERNAR POR GOVERNAR...

A pretexto da crise, vão-se inventando desculpas para não pagar, para cortar na casaca de segundos, para desdenhar de terceiros, para não fazer, para não ter objectivos, para se gerir à correnteza e sempre com a estafada explicação de que não se pode ir mais além, porque, porque e  porque... há a crise.
É a isto que se chama a tal falta de capacidade, ou de moral e ética dirigente.
A este governo pode-se atirar uma pedra: diz que não faz mais porque há compromissos do governo anterior. E não faz mesmo.
É a falsa razão e o falso moralismo. 
Falso por não ser moral nem ético invocar erros ou passos de outrém, para se justificar inércia própria, incompetência e falta de golpe de asa.
A governação cumpre um caminho igual, apobretado e cinzento, porque não sabe fazer melhor e é mais fácil justificar-se com o lapso alheio. Sabe fazer contas, o que qualquer contabilista faz. Ou qualquer merceeiro de bairro.
A governação faz por ser moralista, exemplificando-se e ampliando-se na velha tradição portuguesa do "olha para o que eu digo e não para o que faço". Depois, e por isso, é o que se sabe: é uma avenida aberta para o empobrecimento, para a desertificação e o pouco, ou o pouquinho mais que nada, para a falta de esperança e fé no futuro.
A governação tem coisas e faz coisas que nos tiram do sério e fazem lembrar as beatas que circulam pelas sacristias, com um olho na caixa das esmolas e outro na sotaina do padre, a cheirar o aroma do incenso. E da mirra. E mirram as causas colectivas.
Quem deambular pelos caminhos da governação, bem sabe que a qualidade do que faz (ou não faz) e do que diz (ou não diz) e do que outorga em representação do colectivo, é muito mais, e vale muito mais, que o que qualquer governador valha. Dele se desconfie do título académico, ou se tenha certezas da bestialidade ou da sabedoria.

Os moralistas, os isentos e os cinzentos, bem sabem o que sabem e preferem, para não terem de se esforçar. Navegam pelos mares de outros navegadores e quando o tsumani aparece, concentram elaboradas justificações para o naufrágio, remetendo-as para o destino, a sorte ou o acaso, ou para a vontade divina, como se o futuro não fosse consequência dos seus próprios actos e o seu não determinismo não resultasse da abstenção de o contrariar.
Há governações assim: governam por governar. 

26 março 2012

||| TRABALHAR GRATUITAMENTE E À BORLA...

O Contra não resiste à narrativa evocativa de um domingo de verão na Feira de Março, entre farturas, bifanas e carrosséis, coisa que não lhe acontecia vai para anos e onde a casualidade deu para engendrar ironias.
Assim, respaldado em cadeira de plástico e com o cheiro da broa com chouriço e das farturas a endrominar o meio ambiente, a mais com o barulho brutal da feira, o Contra deu-se de ouvidos feitos para uma conversa de ribeirenses, a traulitar sobre a assembleia geral da instituição. 
Não deram pelo Contra, que estava de costas e em mesa com gente da cidade, pelo que se ouviu tudo, com as orelhas que a terra há-de comer. E começa o Contra, nesta confissão de rua que é o blogue, por não resistir - é assim mesmo, não resistir... -, a partilhar convosco uma perplexidade: os senhores dirigentes trabalham «gratuitamente e à borla».
Ora isso não se faz, é injusto, deviam ser pagos com ordenado equivalente a ministro. Ou, vamos lá, ao menos a secretário de Estado, com direito a viatura, motoristas e cartão de crédito, viagens aéreas em 1ª. classe, secretárias, chefe de gabinete, subsídio de residência, de alimentação e deslocação, telemóvel, ipod, ipad, iphone, pc pessoal e as mordomias a que se tem direito, para além de antecipação de reforma. Pelo menos três aninhos de antecipação, por cada um de mandato.
A conversa dos empertigados ribeirenses estava a dar para a paródia, assim parecia (tal era tom irónico usado para com as fidalgas figuras) e o Contra até pensou, por momentos, que, afinal, a rapaziada e suas consortes estavam era a gozar com a história, quando um deles se deu a cuidados de explicar, tim-tim-por-tim, que não senhor, por quem és, foi mesmo assim que foi dito, tal e qual, era o que faltava, vê lá tu uma coisa destas, agora a modos que a mandarem o barro à parede, para serem remunerados, pode lá ser!...
O Contra, que já confessou perplexidade, perplexo fica por se verificar que a magna assembleia não trata de tão melindroso caso. 
Em fim de conversa, o que se lamenta é que ande gente a trabalhar «gratuitamente e à borla». Não é justo, alterem lá a constituição, ninguém pode andar nestas coisas de graça e a seco. Gratuitamente e à borla é que nunca! Fáxafor...

24 março 2012

|| CONTAS APROVADAS MAS SEM PAPÉIS ANTECIPADOS...

O Contra informou mal no último post, quando anunciou que as contas da Arcor estavam disponíveis na secretaria desde o dia 19. Era o que estava (e está) no site oficial da associação, mas não foi isso que aconteceu, pois as secretárias, afinal, tinham ordem para não dar os documentos.
E não deram.
Quem quisesse que os lesse lá.
Tal estranheza palpitou nos trabalhos de ontem, presididos por Diamantino Correia (na foto, à direita), mas o seráfico presidente João Gomes (à esquerda) pouco se importou com o incómodo e deu ordem à rodagem do power-point para explicar a proeza de apresentar saldo positivo num ano de crise. 
Que é proeza e excelente! 
Excelente, entendamos, o saldo positivo! Não a recusa em fornecer os documentos.
Sobre estes, não se entende muito bem porque anunciou que os iria disponibilizar, se a ideia não era tal. O que é desconcertante.

As contas, e isto é que é o mais importante, foram positivas um pouquinho mais de 380 euros e justificadas no habitual emaranhado de números que só os especialistas sabem ler. E foram aprovadas, com um voto contra, 14 a favor e dois abandonos da assembleia.
Salvé!

22 março 2012

||| CONTAS DA ARCOR...

Amanhã é dia de assembleia de contas da Arcor e o que se pode dizer desde já é que, pela primeira vez nos últimos anos, os documentos estão disponíveis antes da reunião - o que permitirá aos associados apreciar os números e deles extrair as conclusões contabilísticas e reais que as fundamentam.
Os documentos foram disponibilizados pela direcção no dia 19, na secretaria, e há a convicção generalizada, face aos cortes efectuados, que as contas sejam positivas. Mal seria que não fossem, depois da (de)caracterização dada aos serviços internos da instituição, em crédito do elenco directivo liderado pelo inspector João Gomes.
O Contra lembra-se que os dois últimos exercícios foram deficitários e que foram essas duas razões fundamentais para a «exoneração» da última direcção. A severidade inspectiva do actual presidente já deixou marcas, para o bem e para o mal, pelo que vamos aguardar para ver. Por favor, ponham lá uns eurozitos de superavit, para não desiludirem a malta arcoriana.

19 março 2012

||| DISCUTIR ÓIS !!!...



A blogosfera, como todos sabemos, alimenta quotidianamente um enorme manancial de opiniões, de todo o tipo e feitio. A de Óis não foge à regra.
 Estes dias de molho que a médica e Deus me deram deu-me para andar a vadiar pela blogosfera d´Óis e essencialmente aqui no Contra. O que concluo é simples e quase tenebroso: os anos passam (o Contra está a poucos dias dos seus 6 anos) e damo-nos conta de algumas contradições.
Não é coisa que preocupe muito. Afinal, só os burros não mudam de opinião.
O possível perigo é que alguém descubra as nossas eventuais debilidades e contradições políticas, as nossas inconsequências programáticas, as nossas posições menos felizes ou qualquer pescadinha de rabo na boca, ou cão preso por ter rabo, ou não ter.
A situação não é a mais simpática, mas também não é preocupante.
Ao Contra sabe bem, agora, divagar sobre o que divagou estes quase 6 anos de blogosfera. Um facto lamentavelmente facto incontestável é o de várias matérias locais do interesse público se manterem actuais.
Sabe menos bem, por outro lado, constatar que o bom que produzimos foi (é) liminarmente esquecido (até por nós) e desagrada a evidente tendência para preservar o medíocre e o desprezível, ao lado de outra tendência que persiste varrer o que nela se produziu de sublime, de elevado e de íntegro.
O Contra, mais ou menos consciente dos perigos que espreitam, aceita que o sacrifiquem à pérfida leviandade dos tempos que correm e nele (no Contra) celebrem aquilo de que aqui falámos, quando não gostaram do que nós escrevemos.
O blogue compreende bem que, para muitos, não cumpriu muito daquilo de mais nobre a que se propôs: discutir Óis!

18 março 2012

|||| EXTINÇÃO OU NÃO EXTINÇÃO DA FREGUESIA

Essa coisa das freguesias não ata nem desata, apesar as divinas inspirações e dissertações do ministro Relvas - que se afirma não regionalista, mas afinal quer regionalizar. A coisa não anda  nem desanda, que é como quem diz nem o pai chega nem a gente almoça.
Ontem à noite, fiquei à conversa com a vizinhança e foi-me dada uma explicação para esta sonolência toda: os autarcas em exercício não se mexem porque querem ficar na história como os últimos presidentes. As oposições não se mexem porque não querem ser acusados de culpas!
Assim fica (fica?) explicada a sonolência ribeirense em relação ao processo, embora seja justo lembrar que organizaram uma palestra sobre o assunto - a que foram meia dúzia de pessoas e nem sequer todos os eleitos da freguesia.
O Pires-presidente quer ficar na história como o último cacique.
A Carla-candidata não quer que seja nas mãos dela que a freguesia se extingue
Será esta explicação racional? Será por isso que nenhum mexe os calcanhares? Se calhar, não é e, então, desculpem lá, foi o Contra a fazer confusão. Não liguem.

14 março 2012

||| ISTO JÁ NÃO VAI LÁ COM REZAS...



O Contra é católico, apostólico e romano, isto é, ribeirense. E nesta qualidade invoca o Bispo de Beja como exemplo, para lho seguir e rezarmos para que chova e, em Óis, se tomem as decisões que não se tomam. E como isto é questão de chuva, pois façamos chover no molhado e insistamos na rede de saneamento que não se conclui, no pólo educativo que se foi, nas estradas esburacadas, no tal balneário da pateira que não se faz e traz amuados os imitáveis Pires, presidente da Junta, e o vereador Jorge Almeida.
A crer no Bispo, e devemos crer no representante de Deus na Terra, "há muitas semanas que a terra não recebe umas pingas de chuva" porque os crentes "não se fazem ouvir e a maioria da população não acredita na providência divina, mas somente na previdência de Bruxelas".
O honorável Bispo disse também que noutros tempos já se teriam levantado súplicas ao Céu a implorar a graça da chuva", mas que agora, "algumas pessoas ainda falam da ajuda de S. Pedro, mas com pouca convicção".
O Contra apela à convicção e fé dos ribeirenses, para que rezem, se vistam de opa em procissão ou vão até a Fátima, a pé, para que Deus nos ajude nesta cruz de fazer Óis uma terra melhor.
Isto é que, se calhar, já não vai lá com rezas!

12 março 2012

||| OS MILHÕES DA PONTE..





Os portugueses estão cada vez mais empurrados para a miséria mas ficou a saber-se nos telejornais que nos vão debitando notícias, que o governo Passos Coelho acaba de dar uma gorjeta de quatro milhões de euros à Lusoponte - uma empresa que. como se sabe, tem beneficiado de benfeitorias públicas desde que foi criada.
Os portugueses estão cada vez mais tesos mas, porque assim quis Passos Coelho & Cia, teve de pagar a passagem na ponte 25 de Abril em Agosto, se por lá passou. Não teria, pois, a Lusoponte a receber qualquer compensação. Não entendeu assim o secretário de Estado dos Transportes e toca de lhe mandar os 4 milhões - 800 000 contos.
Num país decente, o secretário de Estado era posto na rua e a Lusoponte devolveria a massa. Mas nada disso aconteceu e apareceram, em vez disso, umas esfarrapadas desculpas, que mais não serviram que para tentar iludir a questão.
Um governo normal reflectiria sobre isto e disto tiraria consequências.
Mas a questão real é que, neste país, os incompetentes são protegidos e acima dos interesses do país está a imagem do governo. O Contra não entende muito bem é o que andam a fazer as oposições, para além das larachas do costume e para entreter a malta.

06 março 2012

||| OS PANHONHAS...



A palhaçada em que se transformou a fusão, extinção ou seja lá o que for das freguesias não passa, salvo melhor opinião, de uma habilidade para distrair os mais... distraídos. As questões de fundo são esquecidas. Por exemplo, o que pode acontecer a uma pequena freguesia como Óis? Essa, é a questão.
Questão elementar!
Outro dia, a assembleia de freguesia, meritoriamente, organizou um colóquio na Junta, pouco frequentado e menos esclarecedor, do que sabe pelo que dele transpirou. Falaram uns senhores e ficou tudo caladinho. Saiu disso alguma moção, alguma posição? Não se sabe e, a existir, certamente a imprensa daria notícia.
Os senhores autarcas de Óis - e nem, todos os eleitos estiveram na tal sessão de esclarecimento - deram o seu trabalho como feito, arrumaram a sua responsabilidades num cantinho e foram tratar da vida deles. 
O Contra não conhece suficientemente a lei, mas interroga-se sobre o que pode acontecer quando, derretida a freguesia, fique ela sem a Junta. E sem escola - quando, já por razões de saúde, tem de ir a Travassô, a Águeda ou a Recardães. Isto é, vai gradualmente perdendo o que tem. Como não vai ter o famoso pólo educativo, que tão prometido foi. Como a própria paróquia já é um «anexo» de Travassô. Como a escola já é do agrupamento de... Fermentelos.
O que é que vai sobrar?
A ideia que ressalta apatia é de que, todos juntos, não passamos de uns panhonhas, para quem está tudo bem.
O passado histórico da freguesia que já foi sede de concelho e teve foral manuelino, isso não existe. Fomos terra de referência! Mas já não somos e sorrimos a olhar para a identidade que se perde! 



03 março 2012

||| O MILAGRE DA CHUVA E OUTROS (DESEJADOS) MILAGRES...



Choveu!!! Milagre!!! Tanto os portugueses, e os ribeirenses, rezaram e se ajoelharam a S. Pedro, que o conhecido milagreiro da chuva deixou de ser surdo como as portas, às portas do céu e, sendo especialista em questões pluviométricas, pôs-se a fazer chover!!
Assim feito, brindou-nos com uma valente carga de água, durante todo o dia e de que eu fui vítima ingénua, molhando roupa e sapatos, já que desprevenidamente deixei o guarda-chuva em casa. 
Aqui entra outra coisa local: se houve o milagre da chuva, porque não há-de haver o da conclusão da rede de saneamento, e da da água, e o do pólo educativo, e o das estradas sem buracos, e dos tais balneários da pateira. Ou o que quer que seja que seja do interesse da comunidade, por exemplo o lar de idosos, a sede da tuna, as valetas limpas, as casas abandonadas pintadas e recuperadas.
O melhor, para concretizar tal missão, é combinar uma novena por todas as capelinhas, ou rezar uma dúzia de via-sacras, para ver se o milagre acontece.