12 setembro 2012

||| O QUE TEMOS A FAZER É PAGAR E CALAR....



O Contra tem extrema dificuldade em     
  perceber a razão que leva a comunicação social e o país inteiro a terem de ouvir a classe política neste brréu-béu que ataca o governo do pobre e cada vez mais empobrecedor Passos Coelho.
Por favor, não entendam isto como um favor a quaisquer outros senhores da política. A minha perplexidade tal não pretende, Deus me livre!!!!, mas gostaria de entender o que é qualquer outro governante faria de diferente. Se for para melhor, obviamente!
O escarcéu que os políticos têm feito, como ainda hoje se viu, na Assembleia da República, vale exactamente nada e é absoluta tolice e demagogia dizer que os portugueses não devem fazer mais sacrifícios. Temos de os fazer até ao limite, para pagar os colossais erros e as intermináveis calotes que repetidos governo têm feito.
É evidente que todos nós gostaríamos de fazer menos sacrifícios e pagar menos impostos, ter menor custo de vida, mas a questão é que isso não é um problema de vontade, mas, isso sim, de facto. 
Com troyka ou sem ela, com este governo ou com outro qualquer, vamos ter de pagar e calar. Se pudermos, é claro.

11 setembro 2012

||| OS DIABOS DA POLÍTICA PORTUGUESA...



O governo meteu a Constituição na gaveta e faz que dirige o país mas à margem de qualquer regra ou princípio constitucional e com uma política de austeridade excessiva, que notoriamente é um falhanço em que insiste, provocando os compatriotas com mais e mais austeridade.
O ministro das Finanças não se vê há semanas, ou meses, notoriamente como quem se esconde dos portugueses e encobre as consequências da incompetência que grassa neste país a caminho da ruína
O governo aproveita-se da grave crise financeira que ajudou a agravar, esquece-se de combater a crise e vinga-se nos portugueses quando se sente incomodado pelo Tribunal Constitucional.
O governo  actua como se detestasse o país e não gostasse dos portugueses. 
O governo, porventura, é aquilo que nós merecemos, porque não lhe batemos o pé e não lhe chamamos os nomes que têm, na verdade! São uns verdadeiro diabos!
  

09 setembro 2012

||| POLÍTICOS SÃO TODOS FARINHA DO MESMO SACO...

O Contra acaba de ouvir António José Seguro a dizer que não quer mais austeridade e que com ele não haverá nada disto. Com ele, não conte o governo. Respondeu-lhe o lider parlamentar do PSD, acusando-o de demagógico e populista. E Jerónimo de Sousa ia perdendo os bofes no bota-abaixo do governo e de Passos, na convenção do Avante.
O Contra não acreditou em nenhum deles e está certo que já poucos portugueses acreditam nesta conversa fiada com que os políticos enxameiam as televisões e nos enganam, nos iludem, nos ludibriam, nos roubam. São todos farinha do mesmo saco.
Os portugueses lembram-se bem é de Durão Barroso prometer um choque fiscal e diminuir impostos mas aumentar o IVA, mal chegou ao poder. Santana Lopes nem teve tempo de fazer nada. José Sócrates prometeu baixar os impostos e criar 150 mil de postos de trabalho, mas o que fez foi aumentar o desemprego e a dívida pública, até que a troika pegou nela e com ela nos esmaga. Sobre Passos Coelho já nem vale a pena a falar.
O Contra conclui, por tudo isso e muito mais, que os portugueses não devem confiar nos políticos.
Porque havia, então e agora, de acreditar em António José Seguro, se ele é um político rigorosamente igual aos outros, com o mesmo discurso populista, com a mesma estratégia de poder, a mesma incompetência e leviandade? Se alguma vez chegar ao poder, fará o contrário do que anda a dizer.
O Contra acha que, para além da crítica e indignação a que todos (ainda) temos direito, mais nada os portugueses podem fazer - para além de pagarem, pagarem, pagarem... enquanto puderem! E protestar, protestar, protestar... contra estes clones saídos da jotas, que não sabem o que é a vida e são, todos eles políticos sem nível, sem competência, sem classe, sem respeito pelos que menos podem.

07 setembro 2012

||| O ROUBO DO DIA DEPENA-NOS O BOLSO DE UM MÊS DE SALÁRIOS


O 1º. Passos, com o ar mais angelical do mundo, acaba de anunciar na TV que vai surripiar um mês de salário em 2013, aumentando em 7% a contribuição dos portugueses que ainda trabalham para a segurança social. Pagamos 11%, vamos passar a pagar 18%, mais 7%. Ora 7% vezes 14 meses dá... 98%. Enquanto isso, baixou 5,75 a contribuição das empresas. Era de 23,75%, passou para os mesmos 18%
O que verdadeiramente nos apetece é alfabetar uma lista de nomes e clamá-los alto e bom som! Mas não valeria de nada. O homem não só não sabe o quer anda a fazer, como não ouve ninguém, para além da trupe que o assessora e com ele come da gamela governamental.
Portanto, vamos pensar positivo.

1 - O melhor será o 1º. Passos, para promover as empresas e a economia (diria ele), passar os 36% da SS (os 18+ 18%) exclusivamente para os trabalhadores. Pagam eles a crise e pronto, não se fala mais nisso.


2 - A medida anunciada pelo 1º. Passos vai, afinal,afectar muito poucas pessoas: apenas aquelas cujo emprego sobreviverá a ele próprio. 


Ninguém será capaz de explicar ao homem que só anda a fazer disparates e a enterrar o país?

05 setembro 2012

||| OS COZINHEIROS DE LISTAS...

O PS e o PSD, pretendendo acrescentar algum valor à pobreza, previsibilidade e mediocridade dos seus discursos e acções políticas, inventaram as pomposas “universidades de verão”. Nelas, cozinham os futuros políticos do chamado arco da governação. Passos Coelho e Seguro passaram por elas e olhem o que temos a governar o país e, do outro lado da barricada, quem para o tacho quer ir. 

As «universidades» partidárias são um sucesso mediático! 
Uns quantos jovens encafuam-se numas salas, todos embonecados e de rouas frescas, e os “senhores professores” lá vão debitando   generalidades - cada qual com as suas, mas todas das que nada adiantam de bom ao futuro - a não ser que de tais cozinhados vão sair quem futuramente nos comerá impostos e moerá o juízo. 
Atendendo à velocidade a que estas modas se vulgarizam, qualquer dia não há quem não tenha a sua “universidade de verão”. Talvez, inté, em Óis, tenhamos, um dia, quem sabe?, uma «universidade» de verão, ou de inverno, ou de qualquer estação, que forme políticos e dirigentes institucionais, preparando-os para as crises que se adivinham. 
Sabe-se, para já, que o grande cozinheiro de listas da incidentada terra ribeirense já anda em aulas de formação para a próxima futura direcção. 
Aulas de formação, diz o Contra, pois deu-se mal a longuilínea e altiva figura com as universitárias candidaturas que escolheu, está agora a fazer dois anos. E, por isso, nada mais quer com gente de canudo, que, por qualquer razão, o ponham da porta para fora. 
Vamos esperar pelo cozinhado do grande chefe, para dele saber os condimentos e que lista sairá do lume dos seus fogões eleitorais.

04 setembro 2012

||| O CULPADO FOI D. AFONSO HENRIQUES E OS FUNDADORES




O país está como está, a troika diz o que diz, o governo defende-se como pode e as oposições abrem o bico. 
Dito isto, chega-se à conclusão que alguém deu cabo disto mas não foi ninguém. Não foi o Governo. Nem este, nem o anterior. Como a troika também não foi e muito menos o memorando, ninguém é culpado e... pronto.
Porém, recuando no tempo e na história, a conclusão, afinal, é de a culpa é do Afonso Henriques.
Algo parecido se passa na comunidade institucional ribeirense: os tempos são, diz-se, de crise e a culpa não é dos actuais actuais governadores, que a empurram para outras, de certeza que os culpados foram os fundadores, pelo que o mais certo é culpá-los e calá-los. Fundaram a instituição para quê?

02 setembro 2012

||| ESTA COISA DE (DES)GOVERNAR...

O manda-chuva do PS, de nome António José Seguro, disse hoje que o Governo do seu amigo Passos Coelho não acertou uma e que, enquanto governante, falhou em toda a linha. Admitamos que sim e o Contra é dos que pensa que estamos muito mal entregues.
Assim sendo, o socialista Seguro, deveria, para ser coerente com o que diz, apresentar a correspondente moção de censura na Assembleia da República e atirar com o Governo para a rua. Se o não fizer, concluiremos que não é capaz de fazer mais que mandar bocas e de, como todos os políticos profissionais, se por na bicha e apenas estar à espera da sua vez de não acertar uma e de falhar em toda a linha. Isto é, de ir para o governo.
Em Óis passa-se coisa parecida: toda a gente malha no ceguinha da governação (até o Contra!), mas candidataram-se é que está quieto. É sempre mais fácil azucrinar quem se atreve a tentar gerir uma instituição, seja ela qual for, que aceitar o lugar de governação. A não ser que seja remunerado, aí já há candidatos que bondem.

CITAÇÃO:
«Omelhor governo é o que absolutamente não governa”, e quando os homens estiverem preparados para ele, será o tipo de governo que terão. Na melhor das hipóteses, o governo não é mais do que uma conveniência, embora a maior parte deles seja, normalmente, inconveniente – e, por vezes, todos os governos o são.
HENRY DAVID THOREAU
A Desobediência Civil
Edição L&PM, 1997.

31 agosto 2012

||| OS PRECONCEITOS E OS TACHOS PARA AMIGOS E FAMILIARES



O Contra é contra os histerismos e se o ministro Relvas teve a brilhante ideia de oferecer a RTP a um grupo de amigos, devemos partir do princípio de que sua excelência está velando pelos nossos interesses. O homem, não esqueçamos, até é muito aberto ao estudo e ao conhecimento e, enquanto nós andamos na boa vida, ele estuda, estuda, estuda... que se farta. 
Assim, e por assim dizer, se ele diz que oferecer a RTP a amigo(s) e ainda lhes pagar algum por fora é a melhor solução, então não temos mais é que agradecer-lhe a brilhante ideia e não sermos histéricos. Diz-se isto porque isso de opinar é um direito, tá certo, mas não é, e não deve ser, entendido como histeria.

O Contra é também de opinião que devemos evitar ser preconceituosos.
O preconceito é uma coisa que não nos assiste, apesar de vivermos neste país sem regras, sem princípios e muito menos com preconceitos.
Se assim fosse não se assistia, dia a dia, à distribuição de tachos a amigos e familiares. E olhem que, neste campo, nem precisamos de ir muito longe. Basta olhar para a governação local. Onde se despedem uns e se dá emprego a familiares e amigos.

29 agosto 2012

||| OS ELEITOS QUE NÃO SÃO ELEITOS...

O governo de Passos Coelho conseguiu a proeza inédita de, em democracia, atribuir funções governativas a alguém que não foi eleito mas, afinal, age e fala em nome dele (governo) como se fosse, embora exerça simultaneamente a sua actividade profissional em grupos económicos privados. 
A situação é aberrante, por tão notória e descarada e nem se trata de um mero acaso, uma situação de simples amiguismo ou de mera e desleixada permissividade - seja ela política, ou pessoal, seja lá o que for.
 O 12º. ministro, na verdade, move-se na política portuguesa como eminência parda, como ainda agora se viu relativamente à privatização da RTP.
Há outros governos e verdades idênticas, desde há vários anos e por outras bandas.
Na verdade, há sombras que pairam eternamente. Sombras não eleitas, mas activas e intervenientes, que dizem e se fazem ouvir, que decidem e fazem agir. A lenda - de lenda se trataria, numa sociedade normal - vai fazendo saber que a próxima queda governamental já tem solução. Já há trabalho de sapa, sempre a cargo do(s) mesmo(s) intriguistas e, diríamos, traidores. Tal & qual como há dois anos, por este tempo.
O que pensará disto o actual governador geral, é que não se sabe bem. É um enigma. Mas bem arrependido deve estar a professoral figura de se sujeitar a este descaminho institucional.

27 agosto 2012

||| A SILLY SEASON E AS (NOVAS) GOVERNAÇÕES...



O Contra é do tempo em que o Verão era uma época de calmaria institucional e a governação ia a banhos sem que nada a incomodasse e dela nada se dissesse. A isso se tornou moda chamar-se a silly season. E porquê? Porque, segundo quem sabe, deveríamos todos aproveitar o verão e andarmos entretidos com coisas ligeiras e suaves, umas boas mariscadas e muita praia - que é como quem diz areia nos pés (ou para os olhos).
Agora já não é nada assim.
A comunicação social, que devia sugerir-nos leituras tranquilas, entrevistar as donas de casa sobre as ementas de verão e coisa mais aligeiradas e peuris, enche-nos de notícias hardcore. Lembremo-nos de D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas que se lembrou de fazer umas críticas mais agressivas ao governo do intocáveis. E de José Roquete a queixar-se dos critérios de concessão do crédito da CGD, embora tenha recebido fundos comunitários e ainda se queixa!
Há também aquela história do ar condicionado da FNAC de Alexandre Alves, o Barão Vermelho, e, mais recentemente, a RTP, que o brilhante dr. (Serás) Relvas quer privatizar não se sabe bem como. Falou-se e logo se ficaram a conhecer pormenores íntimos da dita RTP, o último dos quais o de os srs. administradores terem comprado mais de 50 carros de luxo.
A governação, a isso, disse nada.
Não de sabe dela, por onde anda e o que faz.
Em outras bandas e outras governações, sabe-se que há clientes a ir embora, por se sentirem  explorados; que há desemprego para uns e tachos para outros; que há demissões (de responsabilidade) atrás de demissões; que ninguém sabem quem manda, embora exista um mandador. Ditaduras, só a de Salazar e nem nos lembramos dela.

25 agosto 2012

||| POLÍTICOS DESAPARECIDOS EM... FÉRIAS!!!


Este mês de férias que está a acabar, assinala, principalmente, o desaparecimento do inefável ministro Miguel Relvas (certamente a tirar mais alguma equivalência), no que é igualado pelo silencioso desaparecimento de António José Seguro - o suposto líder do PS. E do 1º. ministro Coelho!
O Governo falha a política económica e financeira ao ponto de já não ir atingir o acordado com os credores e faz pré-anunciar mais impostos. Falha as políticas de emprego e, não tendo já qualquer solução para apresentar, mostra claro desgoverno na gestão da sua comunicação política.
Transparece desta espécie de governo um ambiente caótico na coligação e já se notam reacções do CDS, por exemplo no caso da privatização da RTP.
Explicações, ninguém as dá. Nem o 1º. ministro as dá, há semanas que está desaparecido em férias. E nem sequer Seguro as pede. Será que estão juntos de férias?
Por Óis, a coisa é idêntica: a Junta e a oposição devem ter ido juntas em alguma excursão de praia. Ninguém os vê, nem ninguém sabe deles.

22 agosto 2012

||| A FORMA DE LIXAR O PINGO DOCE...


O Contra não entende grande coisa de supermercados, para além da obrigatória peregrinação que serve para abastecer a dispensa e lá deixar parte do salário. E nem sequer é habitual cliente do Pingo Doce. 
Ontem, estranhou a notícia de que vai deixar de aceitar pagamentos em cartão, em, compras inferiores a 20 euros. Não julgamos que tal coisa seja assim tão preocupante, a ponte de encher chouriços nos telejornais,
Afinal, há uma maneira de lixar o Pingo Doce. E lixá-lo bem:  basta fazer compras no valor de 20,01 e, zás, já tem de aceitar o cartão.
Afinal, a habilidade não passa de ser tão igual como aquela do Pingo Doce vender artigos a 19,99 euros.
É fácil e dá para usar o cartão, tornando amargo o pingo do sr. Soares dos Santos.


21 agosto 2012

||| OS EUFEMISMOS, AS DINASTIAS E OS AI-AIS D´óIS!

O Contra achou piada ao facto de Francisco Louçã, o já venerando patriarca do Bloco de Esquerda, ter anunciado que abdicará aos 55 anos, após 30 e tal de coordenação daquele convento de opiniões, fracionado e fracionário que é o tal BE.
E mais piada ainda ao facto de ter indicado um senhor e uma senhora para o suceder - na tal direcção bicéfala e dinástica de que tanto se fala. Só um bom ditador se atreveria a indicar um seu sucessor, quanto mais dois!
A questão não é explicada exactamente assim, pois há sempre que recorrer a eufemismos, mas para uma pessoa de Óis isto não passa de uma manobra de Louçã, que, depois do arrombo nas eleições de 2011, salta fora antes do mais que previsível desastre bloquista nas próximas autárquicas. 
Espera-o o retorno à vida académica e toda a sorte de actividades circum-partidárias. Ele próprio o disse ontem, na entrevista à  TVI.
O BE, esse que se dane. 
A chefia bicéfala do BE é, realmente, algo de espantoso. Ainda para mais, com um casal - ele, um simpático sexagenário; e ela, uma jovem bem apessoada, com idade para ser sua filha. O louceiro arranjo matrimonial parece tirado de uma telenovela.
O Contra, sem saber bem porquê, lembra-se de gente de Óis que, ante a mais que evidente previsão de não atingir  objectivos na sua governação, cedeu o poder a afilhados pouco espertos, que se embrulharam em metáforas e não perceberam o logro em que caíram. E o padrinho? Seguiu a sua vida, administra os seus bens, dirige o que sempre dirigiu e até tem lugar na banca. Eh, eh, eh,.., quem diria?! Ora tomem e digam lá quem é que sabe a quantas anda e o que faz. Os ai-ais d´Óis que se danem!

19 agosto 2012

||| COMENTAR O COMENTÁRIO EM FAVOR DE ÓIS DA RIBEIRA


Comentário de um leitor do blogue, 
sobre o post de ontem:

«Pena é que o Contra não releve também o que de facto é importante para a nossa terra, mas apenas temas que, pela sua controvérsia, fomentam a intriga e o ódio entre os que por todos os motivos deveriam estar cada vez mais unidos. Será com agrado que estarei atento a um Contra eclético e desapaixonado». Ver AQUI

O Contra concorda que é pena não relevar o que, de facto, é importante para a nossa terra. Gostaria de relevar.
Mas o que é importante para a nossa terra? 
Ainda não termos rede de saneamento? 
A Junta de Freguesia ter andado a alimentar uma guerra patética com a Câmara Municipal, que só resultou em prejuízo para a comunidade ribeirense?
A mesma Junta não ter plano que passe além de limpar valetas e caminhos, sem manifestar (tal qual a oposição) qualquer estratégia para o futuro imediato e mais próximo, ou mais futuro?
A Arcor ter posto para canto a candidatura ao lar de idosos e não ter respostas sociais para os ribeirenses mais idosos? 
A actividade cultural desta associação estar limitada a uma peça de teatro que se exibe meia dúzia de vezes por ano (ou nem isso), com uma ou duas em Óis?
As marchas populares estarem em evidente decadência e desinteresse?
A canoagem nem sequer ser evidenciada nas ferramentas de comunicação da mesma Arcor, mais  parecendo um órgão clandestino da associação?
O polidesportivo estar abandonado (quase) o ano inteiro?
A Tuna achar que o seu manifesto cultural é assinar contratos, ter a escola de música (que este ano programou um excelente concerto, diga-se) e organizar a festa do peixe?
A questão pode ser posta de outra maneira:
- O importante para Óis é o povo virar as costas aos políticos, como na reunião sobre a reforma administrativa, em que se recusou a votar?
É importante que, ante tal situação, continuam esses políticos no poder, sem se demitirem?
O Contra fica aberto à opinião do comentador, nomeadamente sobre a face caciqueira que essa assembleia claramente manifestou. 

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O Contra não concorda que apenas desenvolva «temas que, pela sua controvérsia, fomentam a intriga e o ódio entre os que por todos os motivos deveriam estar cada vez mais unidos». 
O comentador não nos lê bem, ou lê-nos pouco. E o que é que já fez para unir os ribeirenses?

17 agosto 2012

||| PARTILHAR OPINIÃO, SEM QUALQUER INGENUIDADE...

O Contra não é, nem pretende ser, figura pública embora bote faladura sobre coisas e gente pública, nacional e local. É um direito, digamos que é uma obrigação, mas tal não obriga a mais de que expor  pensamentos e opiniões. 
O Contra não se sente, nem se julga narcisista e, por isso mesmo, não sente qualquer necessidade de se dar a conhecer. A equipa do Contra não pretende notoriedade para além daquela que lhe é absolutamente necessária para o desenvolvimento das suas actividades profissionais, como qualquer pessoa, mas essa não é aqui que se consegue. 
O Contra é contra canais de influência, a cunha, o demérito e o burlesco, mas não abdica de se afirmar nas organizações a que pertence - nas quais, porém, não precisa de se colocar em bicos de pés para parecer mais alto. Nem precisa de as anunciar.
O Contra não é ingénuo nem considera ingénuos aqueles que aqui vêem ler o que talvez gostassem de dizer alto. Ou opinar, o que quer que seja e sobre o que seja.

O Contra sabe que tudo isto faz parte de um jogo que também envolve militância informal desenvolvida fora dos circuitos tradicionais. E também sabe que a irreverência, sempre necessária à criatividade, é um meio de transmitir mensagens de combate à indiferença e à abulia em que está transformada a coisa pública ribeirense.
O Contra sabe-se odiado, como sabe da pseudo-indiferença com que é lido. Sabe que o que diz (embora nem sempre...) é uma química na evocação dos fantasmas que evoluem mas pasmaceira ribeirense. E pensa que nem sempre os que nos lêem terão capacidade de ler, assim como sabe que, questionando a vida pública ribeirense, algumas magnas questões não se esquecerão.
Por isso tudo, materializamos a nossa opinião, partilhando-a com quem a quer ler e discutir.

15 agosto 2012

||| UMAS CERTAS GOVERNAÇÕES, TÃO IGUAIS E TÃO DIFERENTES...

O nosso 1º. Ministro protegeu-se ontem dos olhares mais indiscretos (e previsivelmente ruidosos), na pouco popular festa de rua do Pontal, que já nem é festa, nem é popular, nem é na rua, nem é no Pontal, lá falando aos seus indefectíveis adeptos e senhores dos tachos que lhes distribui.
E botou faladura, com aquele ar pretensamente professoral e de menino que não faz nada a ninguém mas nos lixa os bolsos e a vida.
Anunciou um série de coisas e, entre elas, o “fim da crise”, ou, dito de outra maneira, mais técnica e mais política, o “fim da recessão para 2013”.
O Contra, como é paciente e tolerante, vai sentar-se à espera do programa detalhado para o fim da dita cuja, com indicação do mês, dia e hora. E propõe-se pôr uma descarga de foguetes.
Não sei porquê, mas o nosso 1º. Ministro fez-nos lembrar uma certa governação, também muito professoral, que, ao tomar posse, anunciou ir potenciar tudo e mais alguma coisa. Ano e meio depois, não se sabe o que foi potenciado ou despotenciado, sendo certo que houve despedimentos e cortes e, áreas elementares a dita governação. Será por isso que toda a gente quer que se vão embora?
Mas que raio de governações, tão iguais e tão diferentes!

13 agosto 2012

||| PAGAMOS, PAGAMOS E NEM... BUFAMOS!



Os portugueses vivem oprimidos sob o jugo duma feroz ditadura fiscal. Desde que se levantam até que se deitam - e até mesmo quando dormem - os cidadãos alimentam essa sanguessuga insaciável que é o fisco!
Pagamos IRS, porque ganhamos dinheiro; e IVA, porque o gastamos; oneram-nos com contribuições pelo que temos, e até pelo que não temos.
Abundam por cá os casos de dupla tributação e de impostos em cascata. Bizarria suprema, os portugueses pagam ainda impostos, até… pelo facto de pagar impostos. Esta situação é anacrónica e ocorre em múltiplas situações, na alegre inconsciência do dia-a-dia.
Quando um cidadão abastece o seu automóvel, por exemplo, paga o preço do combustível, acrescido do imposto sobre produtos petrolíferos; e, sobre essa soma, ainda o imposto sobre o valor acrescentado. Este último, para além de incidir sobre o preço base do combustível, recai assim, e em acumulação, sobre o valor do imposto sobre produtos petrolíferos.
Feitas as contas, a carga fiscal é bem superior ao preço de base do produto e há aqui uma inadmissível sobreposição de impostos num mesmo acto jurídico. (...).
País do caraças!!!

11 agosto 2012

||| A CRAZY SEASON E OS NOVOS IMPOSTOS


Uma pessoa vai ali e vem já e, quando regressa, encontra uma carta do fisco a dar conta de que tem de pagar x euros até ao dia y.
Isto não se faz.
Isto é: não de fazia.
Esta novidade da crazy season é a resposta do governo que temos aos problemas que cria aos portugueses - já cheios de, taxas, acrescidas,e que, privados dos subsídios. recebem, em pleno período de férias, a factura anunciada.
Mais grave ainda é que este problema não é de passagem, e para ficar. Pior, ainda, é que o Estado não aplica como deve o produto dos impostos e continua a esbanjar como se fosse um novo rico, mas falido.


09 agosto 2012

||| PEDIR A EQUIVALÊNCIA A UMA LICENCIATURA QUALQUER



O Contra sempre foi aberto à opinião, à crítica e ao conhecimento. Muitas ideias aqui debitadas foram bebidas em comentários que aqui chegaram e nos deram algumas novas aprendizagens. O Contra pensa e crê que tudo isto é útil e conducente à criação de uma sociedade melhor.
O Contra acredita que as mudanças criam novas oportunidades de qualificação e que esta vivência prática é tanto mais rica quanto nos questionamos sobre onde teremos mais oportunidades de aprender: se no dia-a-dia da escola de vida ribeirense, se numa sala de aulas de uma qualquer universidade como as que licenciam alguns políticos e gente que pensa que, tendo canudo, é dona do mundo, da verdade e  da razão.
O dia de hoje, para o Contra, foi de ler coisas amargas que aqui chegaram sobre hipotéticas realidades ribeirenses - que nos apetece enxotar como se enxotam as moscas. E assim as enxotámos.
A esta noite que cresce, o Contra vê os jogos olímpicos e olimpicamente se dispensa de gastar o seu tempo com algumas mediocridades, por muito licenciadas que sejam. E fica permanentemente  aberto ao conhecimento e ao enriquecimento da sua bagagem curricular e, com ela, pedir equivalência a uma licenciatura qualquer. É o que está a dar.

07 agosto 2012

||| CONTRA ALGUNS HÁBITOS POLÍTICOS...


Afirmar que os ribeirenses podem estar a fazer uma inversão nos seus hábitos políticos é coisa bem mais séria que o que se possa pensar. A política tem ciclos, que se acabam, dando lugar a outros e é assim que se faz política, com sentido de estado.
A «revolução» popular de 28 de Julho pode ser o princípio de um. Ou nem tanto, também não nos podemos pôr para aqui a adivinhar.
É verdade que é muito difícil mexer na pesada máquina política instalada no país, na região e nas autarquias locais. Uma máquina cheia de vícios, de quintas e quintinhas, de caciques e pequenos caciques, de gente que se faz grande, sendo anã da política e das ideias.
Mas também é verdade que o projecto de reforma administrativa poderá ser apenas uma razão, um meio e um princípio da inversão que se exigirá dos hábitos políticos instalados. O abaixamento de interesse, ou distanciamento dos ribeirenses pela política, exemplarmente mostrada aos seus actuais actores locais na assembleia popular de 28 de Julho, poderia levar-nos a várias conclusões.
Uma delas, a de que os hábitos de consumo político estão mesmo a mudar.
Outra, a de que os ribeirenses, se não estão já a substituir os eleitos a que viraram costas nessa noite, pelo menos estão a manifestar o desejo de deixar de consumir os seus projectos. Se é que há projectos e sendo certo que foram prometidos.
Ouvir, como se ouve, que não se faz obra porque não há dinheiro ou porque não se é do partido do poder, é má e fraca desculpa. Assim fosse e Óis não teria obra feita, como a que tem - o que, indo por partes, significa que não é a economia (ou a finança) que precisa de mudança. O que é preciso é que o futuro permita sonhar e dar a volta por cima e voltar a ter hábitos políticos que respeitem o povo e não o clientelismo.
Como a fé é a última coisa a morrer, será relevante inverter hábitos. Pensa o Contra de que...

04 agosto 2012

||| A NOVA RELIGIÃO DO NOVO PREGADOR...




O Contra não tem partido mas também não se toma por lorpa, assim como não pode ser indiferente (por muito que nos acusem de anonimato) às piadas que esta tarde escutou sobre o plenário popular no qual o povo mandou os políticos dar uma volta ao bilhar grande. 
Quer crer, o Contra, que alguns dos figurantes da cena política local (presentes e ausentes), se terão sentido meio “zombies” e entaramelados, ante a impensável e espontânea atitude popular que lhes arrefeceu o siso.
Acontece que, muito provavelmente, estas coisas não sucedem por acaso. São consequência de estudo e prática de um cérebro frio, de um executor sem “estados de alma”, de um consciente mandador  e manipulador de opinião, um tirano à nova maneira democrática. Foi com votos do povo que Hitler chegou onde chegou.
Há gente assim: fria, calculista, que não serve donos, mas é dono. Gente que manda no mundo, sem estar, sem se mostrar, sem se ver; gente que decididamente não é figura risível da política, é promotor do futuro de muita gente, sem se ver, sem se mostrar, sem estar.
A sociedade ribeirense é um bocadinho de isto tudo: enquanto uns vão papagueando bitaites, outros vão semeando as suas ideias propositadamente ensonadas, mas que abrem buracos entre as “promessas” dos pobres poderes, buracos por onde passarão, muito brevemente, as ideias e propósitos de quem sabe da poda, ou da sementeira.
E o povo, empolgado e embriagado pelas boas-aventuranças do apóstolo pregador, adere à nova religião. Assim o Contra vê a assembleia popular de há uma semana!|

03 agosto 2012

||| LIDERES POLÍTICOS E GAIOLAS PARA PARDAIS...





A assembleia popular de sábado deu em bronca, se assim se pode dizer, e não chegou ao fim, como o Contra já aqui falou, mas não contava que meia-dúzia de comentários viessem encharcar de maledicência a caixa de correio. 
O Contra deu conta do que a imprensa falou da assembleia popular e soube mais pormenores por fontes de que depois bebeu. Deu conta que o maior «incendiário» da noite - permitam a expressão... -, foi o  «padrinho», o que nunca nos passaria pela cabeça. Mas foi e desta vez nem há enigmas de que o acusem, nem mistérios que lhe apontem: pôs a boca no trombone e disse o que entendeu, sendo aplaudido por mais de uma vez. Isto é suficiente para que o Contra o considere líder político, o líder que nasceu nessa noite em que o povo virou as costas aos políticos de Óis? É evidente que não e se tal sugerimos (e sugerimos, realmente) foi em mero exercício retórico. Ou um provocação, digamos.
Um comentador veio à liça, argumentando que não estava em causa a liderança de nada, portanto não há líder nenhum a nascer ou a morrer. Pois não. Mas nenhum líder vigente se mostrou à altura de... liderar. Muito menos de defender a história da antiga vila, mais antiga que a nacionalidade. 
O Contra, sobre a inimitável e misteriosa figura ribeirense, limitou-se a constatar, o que aqui sempre lhe criticou: o homem deu a cara por uma causa. Coisa que não fizeram os eleitos, como seria previsível e era seu dever. E estes é que são os registos a... registar.
Um dia, perguntaram à grande atleta Rosa Mota o que a teria feito perder uma corrida internacional, que aparentemente ganharia. Respondeu ela de forma que é, para mim, um dos melhores exemplos de sabedoria e fair-play”: Ela correu mais do que eu!...». Ela, a  vencedora.
Extrapolando este caso atlético para a política local, digamos que o que faltou aos políticos, na assembleia popular, foi  exactamente não correrem mais em defesa do povo e a terra que os elegeu, mesmo quando e porque estão na liderança. E o povo borrifou-se neles e abandonou a reunião.
É por estas (e muita outras), se calhar, que se vai dizendo que uma grande parte das máquinas políticas já não levarão muito tempo até que nem sirvam para forrar os fundos das gaiolas de periquitos, canários, rolas, papagaios... e pardais. 

02 agosto 2012

||| O PADRINHO NA VIDA POLÍTICA ACTIVA...

O mistério da assembleia popular de Óis da Ribeira está desfeito, chapado que foi em letra de imprensa e com os ribeirenses a rirem-se do ridículo: o povo de Óis mandou os políticos para a outra banda e virou-lhe as costas na altura de votar. É de homem! Ninguém votou e abandonaram a sala.
O Contra surpreendeu-se com tal atitude e como a imprensa (do padrinho) foi muito soft, veio a saber que os trabalhos claramente foram manipulados e empolgados por ele (o padrinho), que usou da palavra e pôs o povo a bater-lhe  palmas, de pé e repetidamente. Nem mais nem menos.
Os relatos recolhidos pelo Contra falam do elevado nível das intervenções do padrinho sobre a reforma administrativa, que calaram a mesa, os presidentes da  Assembleia e da Junta e Freguesia e fizeram levantar o povo, como uma mola, aplaudindo o que disse  e repetiu, muito enfático e quase soberbo, banhado de aplausos e irrebatível. Quem diria? Quem sonharia que tal viria a acontecer.
Vendo bem as coisas, tudo foi estudado pelo padrinho: o local, o tempo, o público, a forma, o verbo - em que é mestre.
O local, que ele mesmo fez: o salão da Arcor.
O tempo, a 4 meses do lançamento das eleições associativas e a um ano das autárquicas.
O público, mais de 70 pessoas de Óis, que o ouviram e aplaudiram - embebecido com a sabedoria dos que sabem o que dizem e falam no tempo e no termo certos.
A forma, empolgante e empolgadora, motivadora, sábia e serena. «Não sabia que falava assim, que sabia tanto», disseram hoje ao Contra.
O verbo, usando a palavra certa, clara e na hora e da forma certa, sem rodeios e com os termos que o povo entende. 
O Contra ousa levantar uma lebre da política ribeirense: estará a começar a inversão dos hábitos políticos locais, que tem sido perversos e insignificantes, caciqueiros, redundantes e irrelevantes, incapacitados e incapacitantes.
O padrinho, ao abrir-se ao povo de Óis, dando a cara, sendo aplaudido e admirado pelos ribeirenses desta assembleia popular, certamente só tem um caminho a seguir: o do êxito eleitoral. O Contra, pasmado e surpreendido, só não sabe é se assume o desafio.


28 julho 2012

||| O QUE FAZER EM ÓIS ANTE A CRISE?


A leitura da família digital de Óis traz-nos frequentes surpresas, a maior fatia delas tendo a ver com bicadas e remocadas a este e aquele, como se o mundo estivesse concentrado por essas bandas. Fala-se de tudo um pouco, mas pouco de coisas sérias. Por exemplo, a magna questão da reorganização administrativa. 
Ou a razão porque a rede de saneamento está há tantos anos para ser concluída. 
Ou porque as estradas estão com buracos e não se requalificam.
Ou as consequências que as medidas de austeridade decretadas pelo governo terão na vida dos ribeirenses. 
Haverá ribeirenses a passar forme?
 Desempregados? 
A falirem?
A não conseguirem pagar os estudos dos filhos?
A não terem dinheiro para a farmácia?
O pior, para o país e portanto para Óis, ainda está a caminho. É o que se conclui da leitura de jornais e de ouvir rádios e ver televisões.
O que se ouve e lê e vê é que milhares de pequenas empresas vão falir, que o desemprego vai subir, que vai aumentar a entrega de casas aos bancos, que a pobreza vai deixar de se envergonhar, que as receitas do Estado vão minguar, que as metas do equilíbrio orçamental vão passar a ser uma miragem e as dívidas não se poderão pagar. 
E os ribeirenses, o que farão, ou como estarão neste previsível quadro?

26 julho 2012

||| AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS É CULPA DOS TRABALHADORES...



As notícias sobre mais um aumento do preço dos combustíveis, uma das muitas que “compensam” as "colossais" descidas de há umas semanas eh!!!, eh!!!, eh!!!!...), não se compreendem, como não se explicam.
Todavia, mais uma vez e com toda a naturalidade, os preços vão executar a dança síncrona do costume e sobem.
O aumento, segundo nos dizem, deve-se uma vez mais às oscilações internacionais de preços das matérias primas – explicação que não seria necessária – calando as razões para pagarmos combustíveis dos mais caros do mundo – explicação que é, essa sim, urgente, muito urgente.
Com tudo isto, lembrei-me de uma outra notícia, de há uns dias, que nos contava a grande novidade, de a Autoridade da Concorrência ir fazer buscas domiciliárias aos funcionários das empresas putativamente prevaricadoras.
O assunto chegou a motivar-me para escrever sobe ele, mas desisti da ideia depois de ter uma espécie de epifania sobre a minha grande e ingénua parvoíce. É que concluí que, afinal, todos os movimentos de cartelização, associação mafiosa e «paralelismo na formação de preços» não são cozinhados nos conselhos de administração, grandes almoçaradas ou partidas de golfe, entre os donos e gestores das empresas... mas sim nas casas do seus trabalhadores. E, a estes, eu desejo todo o bem do mundo.

24 julho 2012

||| ÓIS DA RIBEIRA É PARA ANEXAR OU NÃO ANEXAR...

O Contra, antes de mais, faz uma declaração de interesses: não é a favor da agregação de freguesias. Seja lá Óis com Espinhel ou com Travassô, ou com as duas.
O Contra é adepto do «com nenhuma». Isto é: é contra lei que este governo que nos xula os bolsos quer impingir aos portugueses, contra a vontade destes.
Disto isto, declara também não entender bem o brrréu-béu-beu que por aí vai em Óis, sem se dizer cousa nenhuma.
O net de Óis está cheia de mensagens para uma muito importante reunião marcada para sábado à noite, para o povo debitar opinião. Mas debitar opinião sobre o quê?
A classe política de Óis seria o agente ideal para essa explicação. Até já levou a Óis uns senhores políticos de Lisboa para amandar bitaites sobre a cousa. E falaram, falaram... mas pouco se entendeu. Ou nada, para dar palavra ao que não se explicou.
Também não se notou, ou o Contra não sabe, que a imprensa local fale do assunto, para além das banalidades dos costume. Nem o sr. jornalista da terra, que passa por ser muito esclarecido mas de quem também não se conhece opinião, ou parecer. E tanto gosta ele de palavrear sobre tudo, como se soubesse de tudo.
E a classe política, moita carrasco. Ninguém de Óis diz o que pensa.
Será o eminente presidente Pires (PSD) favorável à comunidade ribeirinha de Óis e Espinhel juntos? Ou com Travassô? Ou com as duas? Ou com nenhuma.
E a senhora eleita Carla Tavares (PS) também não tem nada para dizer sobre isto? Não opina, não alega, não defende Óis e a sua histórica independência administrativa? Ou é a favor da colonização?
E os outros 8 eleitos?
Eu diria, parafraseando o nosso 1º. Passos Coelho, que se estão todos a lixar para isso! Ou não sabem o que dizer, porque a situação gira fora dos habitais sound bite´s da política bacoca em que a sociedade se deixou enredar. Se é que isto é política! Se é que há políticos em Óis.

19 julho 2012

||| TANTA CONFUSÃO EM TÃO POUCAS RUAS DE ÓIS...


O rei espanhol, Juan Carlos de Borboun, recebeu o Vladimir Putin (czar das Rúsias) e, segundo acabo de ver na Euronews, tratou-o por sr. Presidente. Dando pelo erro, titubeou, tremelicou, tibuteou... mas logo emendou o tratamento, chamando-lhe Primeiro Ministro.
Esta história não vale de nada mas ocorre-me o mesmo problema sempre que tenho sempre este problema nas ruas de Óis. A do Cabo é Manuel Tavares, mas começa aonde?
E onde começa e acaba a Benjamim Soares de Freitas, que toda a gente conhece por rua da Igreja?
E a do Viveiro, que é Adolfo Pires dos Reis, começa e acaba aonde?
E a da Ponte agora é quê? Rua Jacinto Bernardes Henriques.
Vejam lá, uma terra tão pequenina e com tão poucas ruas e tantas confusões, que a gente nunca sabe qual é.

11 julho 2012

||| MODOS DE VER AS COISAS...







O parlamento português é aquele sítio onde vãos uns senhores (e umas senhoras, também) dizer umas não sei quantas coisas, a atacar-se uns aos outros, culpando os outros de todo o mal que nos acontece e uns dos outros dizem coisas que não se dizem ao diabo. 
O sr. Relvas, aquele senhor que fez 4 das 36 cadeiras e é licenciado, foi lá ao parlamento, no dia de ontem e para falar sobre o caso das pressões ao Público. E disse ele, com uma arrogância que parece que vai bater em todos, que a ERC o ilibou em toda a linha. Se ouvi bem, antes de dizer "em toda a linha", já tinha dito "o relatório da ERC iliba-me".
Ilibou-o?  

Ora vejam lá como é curiosa esta forma de o sr. dr. Relvas ver o caso. Diz ele, senhor grande do seu nariz e sentindo-se intocável neste país que enlouquece, que o relatório "o iliba". Podia, por exemplo, ter dito que estava provada a sua inocência, que estava inocente, que nunca fez pressão nenhuma sobre a jornalista do Público, mas não. Diz que o iliba; isto é, que o reabilita, justifica, isenta, purifica. Não diz que é inocente.
É a falar assim que o ministro prova o que lhe vale o curso de 4 cadeiras tiradas e 36 - trinta e seis - justificadas apenas em papel.  

E o homem não se vai embora? 
E o primeiro ministro não o põe a andar?

10 julho 2012

||| BLOGS E SÍTIOS DO TEMPO QUE PASSA...

O Contra gosta de blogs e sítios (sites), onde gosta de ler e burilar a opinião dos outros, mesmo que com ela não concorde, mesmo quando não diz se concorda. O Contra entende ser importante saber o que pensam os outros, o que dizem, os que são mais para a esquerda ou mais para a direita, os assim-assim e os nem por isso. 
O Contra gosta de saber o que se passa em Óis. 
O Contra, por razões diversas, não tem sido assíduo, antes pelo contrário, mas pensa que é fundamental blogar e argumentar sobre o dia-a-dia da terra e das coisas do país, reflectir sobre as animações diárias que afligem ou descansam o pensar destes que somos nós, os portugueses cada vez mais de tanga.
Há blogs e sítios que o Contra especialmente se habituou a ler e há outros que lê quando imagina o que lá deve estar escrito. Estes, especialmente, fazem-me falta. É o que acontece quando frequentamos o espaço internético de Óis. Faz falta a irreverência de alguns. Faz falta que outros noticiem. Podia aqui pôr nomes, mas não vale a pena, até mesmo os mais fiéis se vão perdendo no tempo e no espaço. Não vamos perder tempo com isso, com pena nossa.

05 julho 2012

||| Ó RELVAS, Ó RELVAS, DOUTORES DA MULA RUÇA À VISTA...





O professor Marcelo disse há dias que o ministro Miguel Relvas devia sair do governo pelo seu próprio pé e o Contra só concordou na metade, mas não o disse. O Contra e o professor não estão de acordo porque, se fosse o Contra a mandar, o ministro Relvas já há muito tinha ido borda fora, com um pontapé naquele sítio que a gente sabe e não iríamos ficar à espera que decidisse ele.
O homem, entretanto, afinal não é licenciado. Melhor, tirou a licenciatura num ano. Tem um curso de mentira e é muito difícil perceber o que faz ele no Governo, além de se defender e sucessivamente se contradizer com desculpas bacocas. Há muito tempo que anda de escândalo em escândalo.
Hoje e a propósito, amiga cá de casa veio lembrar que precisou de cinco anos e mais uns trocos para acabar a licenciatura, cadeiras atrás de cadeiras - coisa que não foi necessária a tão relvada figura, que apenas precisou de um ano para ser diplomado em 36!!!!
A isto chama-se o quê?
Dizia a minha avó eram os senhores como estes os tais doutores da mula ruça!
Já agora, anedota do dia, que circula na net:
«Miguel Relvas chegou à Universidade Lusófona, bate à porta da sala de aulas e pergunta:
- «O senhor professor dá licença?
Responde o professor:
- Está licenciado!».

Isto é tudo ridículo e daria para rir se este senhor não fosse o homem de mão do 1º. ministro de Portugal.

03 julho 2012

!!! OS BOLOS DA PÁSCOA E O DÉFICE ORÇAMENTAL...


O défice orçamental do primeiro trimestre é 7,9%. Sabiam? Então, mas não era para ser de 4,5%, ou coisa que o valha?
Um pessoa olha para estas contas destes senhores ministros que nos andaram por aí a vender banha da cobra e, terra a terra, facilmente conclui da licitude, ou do direito em dizer que este esfolamento do contribuinte, assumido com total descaramento por quem nos (des)governa, é totalmente imerecido.
O zé povinho não merece levar esta tareia de austeridade, este esfolamento das carteiras, este estrafegamento da economia, este esvaziar de bolsos que, afinal, não está a dar em nada.
Mas que bestas quadradas somos nós, que não nos sabemos defender desta austeridade e destes governantes?
Mais felizes são outros governantes que, em vez de aumentaram o que já é austero e deficitário, distribuem mas é bolos de páscoa pelo seu povo.

30 junho 2012

||| VÍCIOS ELEITORAIS, PADRINHOS E AFILHADOS...





O que verdadeiramente importa ao Contra d´Óis, nesta sua viagem pelo mundo blogal ribeirinho, não é que alguém nos mordisque as canelas, ou se faça mosca de verão a morder-nos a pele - de nós dizendo o que achar mais justo. O que veramente nos importa é a discussão sóbria das coisas, da terra, da região e do país; observar os problemas do tecido social e questionar, se for oportuno, o modo como a política, a governação e os vários poderes têm feito o seu papel e, se necessário, estimular-lhes alternativas para o futuro, sem sequelas de passados mais próximos ou distantes.
O futuro, no caso ribeirense, terá a ver com próximas eleições, as associativas e provavelmente as autárquicas, aquelas ainda em 2012, estas virtualmente em 2013. Vale a pena, por uma ou por ambas, aprofundar o debate que a seriedade e responsabilidade das instituições merecem.
Será relevante que, à volta dos caminhos do poder local e do movimento associativo, em tribunas livres, sem vícios ou sectarismos partidários, se discuta o que verdadeiramente interessa ao interesse comum.
Os vícios eleitorais, se não evitados, podem conduzir as instituições por trilhos perigosos, os trilhos da chamada política dos “cérebros iluminados”, que mandam (ou querem mandar) quando estão e não estão, instalando e desenvolvendo interesses, fazendo gestão caciqueira das relações e das instituições - quais baronetes feudais, sejam eles padrinhos ou afilhados.
Óis da Ribeira tem mais forças vivas que as que dão a cara nos diferentes actos eleitorais. Esses, os que não dão a cara (ou só aparecem quando lhes apetece) devem ser chamadas à coisa pública, ao debate sobre as condições do presente e às perspectivas que é crucial abrir nos dias de amanhã. Porque Óis da Ribeira tem um futuro e pode fazer-lhe o caminho. Tem espaço e campo abertos para isso e nem precisa de doutores, engenheiros ou de padrinhos. Precisa é de gente de trabalho e de competência, que não mostre currículos que valem o que valem, mas obra feita.

27 junho 2012

||| UMA MOÇÃO DE CENSURA AOS BLOGUES...







O Contra tem andado meio afastado da realidade ribeirense e só agora deu conta da moção de censura que alguém moveu aos blogues de Óis. Chamou-lhe, à moção, «Blogues Sem Rosto», o que, como título, diga-se que até é uma belíssima imagem cinematográfica. E como filme não estaria mal, seria o mal do menos, não fosse o débito de banalidades da trama que tal juiz enredou à sombra da sua própria eminência.
Há aqui vários problemas a ver, porém.
Em primeiro lugar, antes de o censor se atirar ao ar com a moção, apontando dedos e culpando carmos e trindades de coisas que o Contra não conhece, já o Contra por cá andava, sem nunca se ouvir falar de quem agora (o censor) vem debitar juízos de valor e conceitos que até se contradizem.
Depois, o que apresentou como moção de censura ao que chama «blogues sem rosto» não é mais que uma soma de palavras rebuscadas e ideias teorizadas, para dizer o que não se entende bem e deveria entender-se. Realmente, alguém que age como este censor deve, quando fala e escreve, não esquecer que não fala só de si, ou escreve apenas por ele. É o rosto de uma instituição. Olhem, cá está: um rosto. Faltava um rosto!
O estranho aqui é saber qual é o rosto. E quem é o autor da moção de censura? O que faz, o que fez, quem é, de onde vem, para onde vai, que contas tem de (não) prestar quando (não) fala em nome de interesses terceiros e colectivos.
O autor da moção, paradoxalmente e aparentemente, porém, censura não a auto-faz e muito menos à sua governação - que parece ser o seu maior axe, o de tocarem nela, de sobre ela terem opinião e a mostrarem a quem lê e ouve, de a discutirem e polemizarem. É um direito: o feudalismo já não existe e ninguém da praça pública é não tocável,  dono de verdades absolutas e castelão civilizacional de quem o orbita. 

Aligeirando a conversa, fez ele o quê e o que de novo trouxe à sobredita, a não ser dar o rosto a uma moção de censura a «blogues sem... rosto». É isso o que não disse. Disse nada, pois. Pôs-se a opinar sobre a curva do infinito.
O censor é até ousado, e até pretensioso, quando, à distância 5/6 meses, se anunciou como futuro autor de «uma reflexão desapaixonada, ecléctica, o mais isenta possível, com conta, peso e medida e a mais eloquente lucidez».
Eloquente?
Lúcida?
Desapaixonada?
Com conta, peso e medida?
O mais isenta possível?
Isto é até atrevimento, que não fica bem a ninguém! Adiante!
O censor fala da necessidade de «congregar opiniões, esforços e vontades para ultrapassarmos a tempestade», mas é ele mesmo quem esta faz num copo de água. Logo, quando fala em «águas revoltas» e em «tempos tempestuosos», dirigindo-se a quem não sabe e como se andássemos todos aos pontapés uns aos outros - e não andamos. Depois, quando se atira de palavras em riste, no faz de conta de que é ele mesmo o paradigma do direito e da verdade, da ética e da moral institucional. Do que se sabe dele, é o que faz e o que dele escreveu (e apagou) o padrinho.
O motor da censura a «blogues sem rosto», por outro lado, não percebeu o direito, o paradigma (diz ele), que é integrar uma sociedade plural, que tem um fio condutor e faz do social um caminho para uma comunidade melhor, mais solidária e afectuosa, na qual não se atropelam direitos, nem se limitam aspirações.
O autor da moção de censura não percebeu duas coisas principais, de entre outras. 

Uma, a de que enquanto democraticamente eleito, tem direito e dever de dar a cara pela sua própria governação, com a legitimidade e obrigação estatutárias que lhe assiste, mas deve fazê-lo com prudência e não como franco-atirador. 
Outra, a de que esta moção só conta mesmo como prova de vida da sua governação, porque é inócua desde o início (a moção) e não acrescenta nada a uma magistratura governativa de que se esperava muito, mas mesmo muito mais - se levado a sério o  discurso de posse.
A moção de censura, de verdade e claramente, não traduz mais que falta de imaginação e engenho para potenciar as soluções que anunciou para o seu governo - durante o qual foi criando problemas novos e sem, em algum tempo, apresentar propostas positivas e construtivas, para ajudar a enfrentar o futuro e, e citamo-lo, «vencer as tormentas que a cada vaga nos vão assolando».
Como escreve o seu vice-presidente, «o espírito de disponibilidade e vontade de assumir papéis nas causas comuns e comunitárias não combale». 

Então, senhor motor de censuras, não se deixe combalir pois, se assim não for, parecerá que a moção ficará feita ao bife e a governação às avessas, sem estratégia, com convicções ao sabor do vento e da maré (para usar a sua linguagem náutica), num exercício do poder pelo poder, sem qualquer ambição maior que não seja a de acabar o mandato, bater com a porta e deixar cacos partidos na loja.
O Contra apreciou a ideia da moção de censura, achou-a quiçá interessante e um bom princípio de conversa, que nos poderia levar longe. Divertiu-se até. Mas pensa, e tem a certeza, de que para tudo é preciso ter lastro, mais força e menos amuos.