22 abril 2013

||| GOVERNAR OU IR À BRUXA!



Já todos ouvimos aquela velha máxima: em política, o que parece, é». Acrescentaria o Contra que parece, sobretudo, quando se deixa que continue a parecer. Outros, acreditam que, em política, o tempo cura e que esquece, mas também se enganam. O que torna tudo ambíguo.
Em política, essa ambiguidade não leva a lado nenhum, pois rapidamente se esgota a paciência, principalmente de quem governa.
Alguma governação, na verdade, pensa que governar é como manejar uma caixa de velocidades, com apenas três mudanças: a de andar para trás, a de parar e a de andar para a frente. Começou por parar, para ver em que modas paravam as ditas, já começaram a andar para trás e esperam, um dia próximo, começar a andar para a frente, correndo, porem, o sério risco de dar cabo dos carretos.
Enquanto isso, e o austero governador aprende a lidar com as papeladas, já se vão conhecendo bagos de arroz perdidos na barca da legislatura e não admira que, de remodelação em remodelação, nunca mais se acabe com a austeridade. Nem santos lhe valerão, para assegurara a fiabilidade governamental. O melhor é ir à bruxa.

19 abril 2013

||| OS POLÍTICOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS POSTOS NA RUA...



Portugal vai no que vai e os portugueses estão como estão. Pouco há a fazer. Não há romance,  novela ou filme que mostre o Portugal verdadeiro. Não há canção, mesmo de intervenção, que o cante como é e faça entender a experiência por que passa. Portugal está nàs mãos da incompetência, da ignorância e da leviandade, que não é de agora e vem de muito de trás. 
O vexame é grande e a pobreza aumenta, sem que alguém a estanque, porque não há políticos desta geração capazes de o fazer. São uma medíocres, que andam a  mamar na teta do Estado e não se cansam de nos enganar.
Mais de 12 000 professores vão para a rua. Seguir-se-ão outros funcionários públicos. Os políticos, esses continuarão a vociferar na Assembleia da República e a perorar sobre a sua inabilidade, sem se renderem à sua impotência. Prestaria um serviço ao país e aos portugueses.

18 abril 2013

||| O INEFÁVEL ÁLVARO DAS MODERNAS ECONOMIAS...





O Contra encontrou, na habitual consulta digital, várias pérolas que ilustram a caída no cadafalso para que caminha este país. Uma delas, dando conta que o «Governo quer “redesenhar” contribuições a pagar pelos beneficiários de subsídios»
subsídios a “redesenhar”, entendamo-nos, não quer dizer outra  coisa que cortar... as cada vez menos regalias dos trabalhadores, nos subsídios de doença e de desemprego e por aí fora. E esta intenção de “redesenhar” é para  piorar, sem dúvidas,  a já tão difícil situação de desempregados e doentes. os mais pobres e os de pior quinhão da sociedade.
Outra pérola é «Álvaro Santos Pereira dizer que Portugal está no “pós-crise” - o que me parece ainda mais caricato. 
O desemprego está nos níveis que se conhecem, os cortes nos deveres sociais do Estado estão cada vez mais generalizados e as falências ultrapassam largamente o número de novas empresas. Sabe-se isto e o inefável ministro da Economia aproveita a inauguração de um empreendimento multimilionário, destinado exclusivamente a multimilionários, para fazer esta insólita declaração. Como é possível, ó Álvaro?

14 abril 2013

||| O QUE DIZ SOARES...



Uma pessoa vai ali e vem e dá-se com espantosas declarações de Mário Soares, relacionando a actual situação política com o regicídio: por muito menos mataram D. Carlos, disse ele, fazendo pontaria para o Governo de Passos Coelho.
Já se sabe que Mário Soares não gosta do PSD e muito menos de um PSD no Governo, com o CDS ou com o seu PS. Mas afirmar isto, meu Deus, se não é tolice é uma evidente manifestação de insurreção, um convite a um assassínio ou, então, uma debilidade debilidade cognitiva. 
A afirmação de Mário Soares é alarmante e surpreendente. Já se esqueceu dos seus tempos de 1º. Ministro e dos FMI´s que para cá trouxe, do que dele se disse como governante e dos sustos que os gorilas segurança não lhe evitaram na rua.
A afirmação de Mário Soares é exemplo do universal catastrofismo que as querelas políticas fomentam, especialmente em tempos de crise. Soares esqueceu-se disso, dos seus tempos de governante e do que bem recentemente disseram do seu camarada e afilhado Sócrates, comparando-o a Hitler.
Com,o diria o rei de Espanha, «porque não te calas?!»

11 abril 2013

|||| ELE HÁ-DE VOLTAR, DEPOIS DE ESTUDAR...



Ao Contra, contaram que o homem foi estudar, tal como o tal outro, quando deixou a governação. Foi estudar e quem fica que se governe. Ele, ele há-de voltar. Entretanto, perdeu o país a governamental figura e muitos de nós deixámos de ter um bo(m)bo p ´rá festa.
O 1º. governador, por isso mesmo e por outras coisas, anda nervoso e mais nervosos e ansiosos todos quantos andam à sua volta. Os técnicos de informática que cirandam ao seu nariz, já andam atarefados para inventar o próximo power-point, para explicar o que, afinal, não é perigo sistémico nenhum, mas antes e apenas uma questão da azia. Tão só.  
O Contra gosta de apreciar a espiral de diversão que se respira na governação e cujos efeitos colaterais abafarão as más vontades que se desenham na frente do nariz de surpresas. Afinal, há ou não há uma espiral recessiva? Que passos deverão ser dados?
O Contra, de sua parte, acha que  enquanto a espiral vai e vem, folgam-se as costas, que é o que mais interessa! 

09 abril 2013

||| ASSIM VAI A GOVERNAÇÃO, DESPEDIR É A SOLUÇÃO...


A governação fechou-se a 7 chaves, prevenindo-se dos aguaceiros e das trovoadas, não vá o diabo tecê-las e o sr. 1º. ministro e os ajudantes serem apanhados sem guarda-chuva e apanharem alguma pneumonia. Numa altura destas, não vinha mesmo nada a calhar.
O nosso 1º. anda a apalpar terreno e a fechar e a abrir portas, cuidando que nenhuma lhe bata no sítio que todos sabem. O 1º. adjunto, com a tutela do desporto, anda a pôr azimutes e não sabe bem que norte tem a bússola, pois só o incomodam com chatices e o poder dele é muito limitado. Os outros ministros, apalpam terreno e escutam o 1º. com o respeito de gente bem educada, enquanto ele tartamudeia e resmunga. É há muitas botas a não baterem com as perdigotas.
A solução é reduzir os encargos e despedir pessoal, começando pelos menos amigos e continuando nos não filiados no partido.
A moção de censura cresce e anafada-se e já se benzem os mais puritanos, por causa do porque é que nos metemos nisso. Vai assim a governação...

07 abril 2013

||| O PAÍS DE PASSOS COELHO E COMPANHIA...




O camarada Passos acaba de dar aos bofes na TV, depois daquela sarilhada em que o Tribunal o meteu - e aos portugueses todos, pois somos nós quem, como sempre, vai paga a factura.

Trréu-teu-té..., blá-blá-blá, o que o nosso 1º. veio dizer é que vamos ter menos Estado nas escolas, na acção social e nos hospitais na saúde. Um destes dias, vai-se querer ir ao médico e não se poder, porque falta o carcanhol e os hospitais e os centros de saúde também não tem lá gente que chegue e, se tiver, tem de ser bem pagas.
O país está teso e falido e isso já todos sabíamos. Mas ainda andamos embalados e anestesiados com os parlapiés dos políticos, esses cães danados que comem tudo e não nos deixam nada.
O que Passos Coelho veio dizer é aquilo que ele sabe há muito, mas que o engana a ele mesmo.
E já viram as oposições? Ui, meus Deus: Mudam a farinha mas não mudam de moleiro. Mudam as moscas.

05 abril 2013

||| O PAÍS ESTÁ F... ALIDO!



O país esteve suspenso dos senhores do Tribunal Constitucional. Os telejornais estiveram suspensos do Tribunal Constitucional. Os noticiários estão quase na hora do fim e nada de se saber coisas do Tribunal Contitucional. Ufff!!!... E ainda vamos ter de ouvir aqueles senhores todos, os comentaristas. Os que sabem tudo e de tudo e que deveriam, eles sim, estar na governação.
A moção de censura já passou mas não chegam as senhoras e os senhores constitucionalistas. Nem o pai chegam nem a gente almoça!!!
As senhoras e os senhores das togas constitucionais, finalmente, aparecem e formam frente às câmaras de televisão, como se fosse uma equipa de futebol. Marcam 4 penáltis e  a governação perde o jogo. Isto é, perdemos nós, os contribuintes, os portugueses que nada têm a ver com a incompetência de quem nos tem governado, mas que têm de  pagar as favas ao dono.
O Passos vai ter de inventar outra forma para nos sacar 1 224 milhões de euros.
Isto é, Portugal está f.... alido!
Estamos frente ao precipício, para dar um passo em frente!

01 abril 2013

||| A MOÇÃO E A GOVERNAÇÃO, A DE LÁ E A DE CÁ...

A moção de censura que a (in)segura rapaziada socialista amanhã vai apresentar, com o intuito de derrubar o governo, mete uma imensa confusão ao Contra. O Contra acha que é um tremendo desrespeito dos políticos para com a realidade e revela uma enorme imaturidade política e pessoal.
O Contra nem entende como os chamados senadores socialistas alinham com desta cowboyada.
O Contra, por uma questão de declaração de interesses, quer desde logo dizer que está profundamente desapontado com este governo e com as suas políticas. E enormemente desiludido com a inabilidade política e falta de coragem reformadora demonstradas.
Mas uma moção de censura, numa altura destas, cheira a irresponsabilidade e oportunismo.
É um pouco como, para com a governação local, começarem já  questioná-la os que não se arrojaram a assumi-la.

28 março 2013

||| A GOVERNAÇÃO E A COBRANÇA DE IMPOSTOS



A governação fez o que aparentemente julgava que lhe competia: propôs um aumento de impostos. Uma boa governação, uma governação que se preze, aumenta impostos. Ponto final! E fá-lo, supostamente, para melhor servir a comunidade. 
Uma governação ao jeito da nossa, não ouve o povo e a sua sabedoria nem não cuida do mais social, apenas impõe a sua vontade. Impõe a sua duvidosa perspicácia. Ou tenta impôr.
Proposto o aumento de impostos, foi a coisa a votos e os senhores senadores acharam melhor que não, que não podia ser, pois os tempos vão maus, o país está na bancarrota, de tanga, e precisa é de uma comissão liquidatária, não de quem saque massa aos concidadãos.
Não quer o Contra dizer que a governação não presta para nada. Presta. Mas começar a governar com o desejo de tributar impostos, convenhamos que não é a melhor maneira de socializar a governação.

26 março 2013

||| ESTES SENHORES QUE QUEREM SER DA GOVERNAÇÃO...



O dia passou-se depressa, numa visita à família e uma rápida passagem por uma loja dos chineses; já em casa, apressa-se o jantar e, enquanto escalda fervedura na panela, dá-se uma saltadela ao google. E o que é que se lê, o que é? Que «Seguro escreve à troica a explicar porque pretende derrubar o governo». Sem tirar, nem pôr, como se pode ler.
Diz o bom pachá do camarada Seguro que os srs. troicanos podem estar sossegadinhos que ele, Seguro, vai cumprir tudo o que está no famigerado memorando. Quer isto dizer, por outras palavras, que o mesmo homem que quer derrubar o governo e já lhe aponta a espada de uma moção de censura, irá (no governo e se lá chegar) fazer a mesmíssima figura do Passos Coelho.
Isto é, estamos fritos.
E que necessidade teve Seguro de explicar aos srs. de troica? Que figura fez ele? É uma tristeza termos esta gente que quer governar.

24 março 2013

||| A LIMITAÇÃO DE MANDATOS E A LEI ELEITORAL



O Contra acha que a lei de limitação de mandatos nunca deveria ter visto a luz do dia e muito menos nas autarquias! O que deveria existir, isso sim, era um rigoroso “controlo da qualidade” dos mandatos dos autarcas, em termos de promessas cumpridas, ou cumpríveis dentro da legalidade, honestidade e trabalho feito.
Não cumpriam x% do que prometeram e, pronto, iam de vela. E há formas simples de fazer essa fiscalização.
Os mandatos deveriam ser ilimitados, mas sempre sujeitos à intervenção democrática das populações, que os avaliariam - nem que fosse apenas nos votos eleitorais. E não pelos seus partidos - que lhes dão ou tiram a confiança, O Contra não acha também que os lugares de pessoas eleitas em listas de partidos políticos, passadas as eleições, devam passar a “pertencer” a essas pessoas e não ao partido que deu a cara pelo programa e arrostou com todas as tarefas que levaram até à eleição, como hoje acontece. Nem em autarquias, nem no Parlamento. Isto, assim, até parece confuso.
A verdade é que, seja como for, vamos continuar a viver uma democracia em que os direitos políticos de um cidadão ficam reféns de um “da” ou de um “de”... ou da disposição momentânea de um qualquer juiz e da sua pessoal interpretação de uma lei que, já que existe (e, repito, não deveria existir!)... deveria, pelo menos, ser clara. 
Uma lei que trata com pretensa igualdade aquilo que não é igual, nºao é uma lei justa. Um político que serve, não pode ser tratado como o outro que se serve! E, por ser serve, não presta.
O mal pior é que, com esta lei injusta da limitação dos mandatos, muitos bons eleitos terão de ir borda-fora.

21 março 2013

||| A GOVERNAÇÃO E A FALTA DE OPOSIÇÃO...


Portugal aderiu a uma Europa que não esta, na qual há uma Alemanha e um grupo de colónias - sendo umas de primeira, outras de segunda e outras de terceira e por aí fora. Portugal, nem se sabe bem onde está.
O que se sabe é que cada vez mais está na hora de os portugueses tomarem uma atitude que os defenda da incompetência que grassa ma governação, sem que se vislumbre alternativa credível, capaz, competente, audaz, corajosa e patriota.
O país, só porque tem esta governação, não pode continuar a aceitar a sua desintegração como sociedade solidária, debilitada por cada vez mais impostos e cada vez menos regalias sociais. A governação não pode continuar autista e golpista, a debitar contribuições e fragilizando o povo, que empobrece.
A governação tem de abrir os olhos e ser portuguesa. E ter uma oposição à altura, não sendo este o caso.

20 março 2013

|||| SALAZAR DE ONTEM E GASPAR DE HOJE...



O país vai no que vai e são inevitáveis as comparações entre Salazar e Gaspar, dois ministros das finanças em alturas diferentes, mas ambas aflitivas.
A comparação não beneficia nada o actual. Realmente, para além das óbvias diferenças culturais e intelectuais, Salazar era inteligente e bem mais culto que Gaspar. E não só, pois há uma outra grande diferença entre os dois ministros das Finanças: Salazar em momento algum deixou de colocar o interesse nacional à frente do das potências estrangeiras.
Tenho dito. São estes pormenores que fazem as grandes diferenças, entre os grandes e os pequenos homens, os grandes e os pequenos países.

18 março 2013

||| UM PORTUGAL SEM ESPERANÇAS...




O país está sem esperança e do Chipre chegam-nos notícias trágicas: a corrida aos depósitos bancários e o aviso de morte para as poupanças de quem as tem. Não tardará que tal chegue a Portugal. Não duvidemos.
O Portugal dos coelhos, dos seguros e dos portas, dos jerónimos e dos semedos, não vai longe. Não há esperança que nasça, que raie. As esperanças perderam-se entre tralha e o lixo tóxico e político em que resmungamos, sempre a encaixar e a aguentar as esfaqueadelas de quem supostamente nos governa.
Portugal e os portugueses não podem esperar algo de bom da Europa dos Barrosos e dos partidos. Nada há a expectativar de um PSD sem nível, de um PS de falhados, de um CDS de órfãos, do PC ou de um Bloco que vivem num outro mundo.
Chegámos a isto, que é radical e perigoso e irrespirável e desconfortável e é sobretudo arriscado. Falta falar na Constituição, que nos propagandearam das mais avançadas e progressistas do mundo, dando garantias e mais garantias? Mas cadé, onde estão elas?

15 março 2013

||| O 1º. MINISTRO CONVIDA À VIGARICE...


Passos Coelho é o 1º. Ministro de Portugal! É, por via disso, é o principal culpado do que se passa no país. Para o bem (pouco...) e para o mail (muito).
Pois o nosso primeiro-ministro apelou hoje em Aveiro, à sociedade civil (disse ele, como se houvesse outra sociedade, que não seja civil), às empresas e às instituições que façam um uso "responsável" dos fundos estruturais, avisando que o Governo não pode ser "polícia" dessa utilização». 
Isto é inacreditável!
Ou o homem não está bom da cabeça, ou é literalmente irresponsável, incompente e leviano. Deus lhe perdõe, que os portugueses já não tem pachorra para isso. 
Um 1º. Ministro vir dizer uma coisa destas é a mesma coisa que confessar a sua visível inaptidão para o lugar. É a mesma coisa que dizer para se fazerem vigarices, pois o governo já nem se vai dar ao trabalho de fiscalizar. É tonto e irresponsável.

13 março 2013

||| TEMOS PAPA!!! PARA UMA NOVA IGREJA??!!!


Já temos Papa, Francisco I !
É Jorge Mário Bergoglio, 76 anos, argentino, jesuíta, arcebispo de Buenos Aires... e, dizem, um homem de profundas convicções progressistas. É o Papa Francisco!! O único assim chamado em toda a História da Igreja, um Papa que pede a benção antes de benzer, que se anuncia pastor e vê Roma como centro de evangelização e tem a escola formativa da exigente formação jesuíta.
Escolher o nome do pobre de Assis, deixa o Contra alegre e muito esperançoso e esperançado. Emocionado, consolado e feliz.
O nome escolhido, invoca a pobreza de S. Francisco de Assis, mas também, e não será por acaso, o missionarismo e a grande cultura científica de S. Francisco Xavier, o co-fundador da Companhia de Jesus, o padroeiro das Missões e grande apóstolo do Oriente.
O Contra tinha a convicção de que o novo Papa seria um não europeu e acreditava que fosse um brasileiro! Não é do país irmão, é lá «do fim do mundo», como ele disse do país onde o foram buscar - a Argentina.
A maior surpresa tem a ver com a sua origem jesuítica e o que o Contra d´Ele espera e deseja é que seja um Papa que se assuma contra os erros contemporâneos de uma Igreja embrulhada em escândalos. Um Papa contra o mundo de miséria e por uma Igreja voltada para todos. 

11 março 2013

||| O MAR ENCAPELADO DA GOVERNAÇÃO




O Contra, ontem, caiu acidentalmente no meio de uma animada conversa sobre a governação e, pese embora a profusão de palavras à volta do desporto, via-se à vista desarmada que o assunto principal andava à volta da política. A de lá e de cá, a de aquém e além-mar...
O Contra logo percebeu que a conversa não era propriamente sobre a militância partidária de cada um dos tertulianos, mas, isso, sim, das suas simpatias políticas e da cor e das características governo salvador, como este se faz passar na opinião pública. 
O Contra tem noção do quanto é inassumível o criticar por criticar, e não quer nessa tentação, mas concluiu, ao final da conversa, que há novos heróis, os do tudo e por tudo.
 Ai, ai, ai... se não fossem eles, lá se ia a nação pela ribança abaixo, era a morte e a tragédia, o drama - um drama sem palco, mas ao vivo.
A troika, entretanto, dilatou o prazo (ai tão bons rapazes que eles são...) e a gente, por ora mais sossegadita, vai esquecer porque ainda ontem tantos eram contra a governação e o que ela representa.
O melhor, no entanto, é esperar para ver e não nos pormos já a apontar dedos a quem, tão generosamente, tão heroicamente, se tirou da sua zona de conforto, para enfrentar os males encapelado da governação.

10 março 2013

||| A ESQUERDA E A DIREITA, TRABALHADORES E POVO


A governação é o que é - nada a fazer... - e quem a suporta e a contesta é a mesmíssima coisa: espelhos uns dos outros. Olhe-se o exemplo, o Bloco de Esquerda está à nora com cisões internas e dissidências e o PCP, qual abutre, começou a rondá-los num ápice, alegando-lhes que a inscrição no Bloco não incomoda nada os patrões.
E o PCP incomoda, ou já ninguém liga nada aos seus gargarejos revolucionários?
Tirar os patrões, esses reaccionários, exploradores e capitalistas, da zona de conforto é missão que muita gente aplaudiria. O Contra, também. O problema é que o PCP e as suas extensões (Os Verdes - e os vermelhos... -, a CGTP e quejandos) já não  incomoda tanto o patronato como julga e as preocupações sobram é para o povo desempregado e o mal pago.
A angústia, a depressão e as dúvidas existenciais são para a classe operária, mal representada por quem dela se faz representante: sindicatos e partidos de esquerda. É este o país que temos e temos de aguentar.

08 março 2013

||| UM CICLISTA ELÉCTRICO E COM ÁLCOOL A MAIS...


   
«A GNR de Águeda deteve um homem, de 42 anos, que conduzia uma bicicleta eléctrica carregado de álcool: com uma taxa de 4,41 gramas de álcool por litro de sangue. O que é obra.

A notícia tem o seu quê de insólito: era, afinal, um ciclista bêbado, como se diz em bom português. Não é dito onde foi que tal coisa aconteceu, pois apenas se fala numa rotunda da estrada nacional 333.
É caso para dizer que o ciclista ia de  carga a mais, ou a utilizar energias renováveis. De tal forma e feitio que não podemos deixar de soltar uma sonora gargalhada sobre tal acidente. Será que o homem ia com gás a mais?
A notícia foi recolhida AQUI

05 março 2013

||| AS ALTERNATIVAS DO TOZÉ...




Pronto, malta, calma... lá nos vão adiar o pagamento do calote e dos juros, mas não vamos folgar de vez as costas, nem fugir com o rabo à seringa. Vamos amochar e pronto e, sobre o assunto, nem quero ouvir mais nada na TV. Por cá, o Tozé Seguro, entretanto, apresentou na semana passada as propostas alternativas do seu PS (não sei se de todos os socialistas, dos costistas, dos alegristas, dos soaristas, dos socratistas e outros apêndices) que muito entusiasmaram tudo o que é papagaio que fala na televisão e nas rádios ou escreve nos jornais.

Mas quais propostas? 
O que o Tozé disse não passou adiante das habituais vacuidades pseudo-keynesianas sobre a «política de crescimento», blá-blá-blá..., obras para aqui e investimentos para acoli, tudo com o dinheiro dos contribuintes, como é óbvio.
E vai-se a ver e o que é? 
Pois nada mais nada menos quer 3 medidas para aumentar a despesa pública: exactamente as ditas obras, a suspensão dos cortes nos vencimentos públicos e pensões e o aumento do salário mínimo.
Chama-se isto ser exactamente igual ao Pedrito que anda a passo de coelho e ter  a inexplicável presunção de que este PS sabe governar.
Sabe o quê? Sabe nada... 

01 março 2013

||| A DEMOCRACIA DE ASSIS NÃO VALE 7 MILHÕES DE VOTOS...




O Contra achou um piadão ao deputado socialista Francisco Assis (que raio de nome para um político), quando escreveu, no Público, que a "Vitória de Beppe Grillo é uma poderosa manifestação de irracionalidade". Beppe Grillo, recordemos, é um italiano que, mas eleições lá da «bota» dele, acaba de ter 7 milhões de votos, o que não é coisa pouca. -  São mesmo 7 milhões, leram bem! O que é mais que o número de eleitores de Portugal inteiro e arredores.
Percebe-se bem que um politeco cá do bairro, como Francisco Assis (que até para António José Seguro pertdeu...), se impressione com Beppe Grillo. 
E porquê? Justamente porque, lá pela bela Itália, Beppe Grillo não chegou aos 7 milhões e votos por ter andado a lamber botas. Nem a fazer o que faz Assis e a esmagadora maioria dos políticos portugueses, que é andar por aí a correr, a dizer amen ao chefe do partido, a lançar perdigotos em tudo o que for sítio para botar faladura, achando o que o líder acha, repetindo o que ouve e lambendo botas, para que continuem nas listas em lugares elegíveis. Beppe Grillo conquistou 7 milhões de votos sem nenhuma base partidária e sem fazer anda disso.
O exemplo italiano, de resto, deveria ser seguido em outros lados, por ser caso de democracia evidente, sem a sombra e as garras dos monstros partidários que engajam os portugueses e os iludem.
Francisco de Assis (que raio de nome para ser político...) não entende isto e por isso mesmo e com grande descaramento é que chamou irracionais aos 7 milhões de italianos que votaram em Beppe Grillo.

27 fevereiro 2013

||! GOVERNAÇÕES MODERNAS E OS LITTLES BOYS


A mudança de governação, para o Contra, é um tédio um pouco igual a toda a histeria gerada à volta da entrega dos Óscares. Alguém vai ganhar, como por cá alguém vai governar - ontem o PS, agora o PSD não regenerado, porque não foi capaz, em 30 e tal anos, de criar uma figura nova na vida política.  
Olha-se, então, para a nova governação e o que se vê são velhos senhores e littles boys, na sombra soalheira de velhos padrinhos. 
Muito há a esperar da nova governação, feita de gente de intuitiva competência e com provas dadas. Como se viu na discussão do estado da nação, em relação ao novo estatuto autonómico. Mas também é preciso coragem, é justo dizer, para este tipo de atitudes. 

25 fevereiro 2013

||| A ANTIGA E A NOVA GOVERNAÇÃO...


O país está endividado e empobrecido e as pessoas dividem-se entre os que ainda apoiam a antiga governação e os que sonham e ambicionam influenciar a actual. São os novos e velhos padrinhos.

Há pessoas que acreditam que, comparativamente e em perspectiva, a anterior governação  foi melhor (ou o menos má) que o que se diz dela e até mais reformista que qualquer outra,  mesmo que lhe apontem defeitos ou vícios. Pessoas há, ao contrário, que acreditam que as reformas encetadas pela mesma governação foram úteis e muito importantes, mas minadas (então) e desvalorizadas (agora). Confuso? Algo confuso, realmente.
O Contra acha que a antiga governação, nalguns casos, pisou o risco de uma certa ideia de autoridade e falta de equilíbrio. E acredita que a generalidade dos indicadores económicos e sociais publicamente conhecidos têm fundamentos mais acessórios, que decisivos. Mas isto que se escreve agora, vale o que vale.
A nova governação vai ter sobre ela o peso das decisões e consequências da propaganda da anterior. Não é difícil adivinhar tal cenário. Isso é certo.
As diferenças entre as duas governações adivinham-se substanciais e putativamente incómodas para alguns e não é certo que a experiência dos novos actores, muito mais politizada que os anteriores, seja ramo  de flores que se cheirem para os interesses da nação. 
Há pessoas para quem um estilo quezilento, é sinónimo de autoridade. Mas isso é autoritarismo. Vamos ver...
O mais certo é que, dentro de pouco tempo, já ninguém se lembre dos mais próximos antigos governadores. Como já ninguém se lembra dos outros. É a vida.

22 fevereiro 2013

||| OS INCOMPREENDIDOS E INJUSTIÇADOS DAS GOVERNAÇÕES



A maior injustiça que muitas vezes se presta aos governantes, é não compreender a grandeza da sua missão e a importância da sua obra, seja por ignorância ou por malvadez, ou despeito, ou ódios mal digeridos.
Abundam os exemplos.
O Contra, que nem sempre é do contra, quer prestar homenagem aos incompreendidos e injustiçados das governações, os mal-tratados a quem uns quaisquer regateiam valor e sabedoria, talento e capacidades que vão além do vulgar. O Contra presta homenagem a esses Messias que salvam pátrias e renovam ambições ao povo e este servem com sentido de sacerdócio e fraternidade.
O Contra homenageia aqueles que, para fortuna de terceiros, diligenciam o futuro da sociedade e a ela se dão em partilha que, porém, mal-injustiçadamente,  quase os levam à imolação e ao despeito.
As coisas, às vezes, correm melhor do que o esperado e  o que se pensa e o que se diz!
Os governados deixaram se preocupar com o futuro, por terem a fortuna de beneficiarem da benfeitoria sabedora de quem dá o corpo ao manifesto pelas causas de todos.
É verdade, realmente, que tarda o crescimento, mas isso coisas que vêm de trás. Também não se pode ter tudo. O lamentável é a compreensão lenta e o reconhecimento tardio, que se delonga a entender o que lhe dizem e o bem que lhe fazem, porque são cegos como o amor cantado por Camões. Vivam os incompreendidos! Deles será o reino dos deuses.

19 fevereiro 2013

||| MAS QUE DIA, O DE HOJE...



O dia de hoje foi daqueles de andar num virote e para esquecer. Começou logo pela manhã, com o carro a deixar-me mal e a ter de pedir ajuda ao vizinho. Lá me safei.

Depois, já a caminho do trabalho, um telefone familiar a dar-me contar de problemas de saúde, se eu podia passar por lá. E não podia. Depois, nas finanças, tive a ingrata surpresa de saber que o meu registo predial vai multiplicar-se por  quase três. Ao fim da manhã, uma razão de serviço chagou-me a cabeça e atarantou-me o suficiente para me fazer perder o apetite para o almoço. A meio da tarde, quando liguei para saber de notícias da familiar, fiquei a saber que morreu um ribeirense, de morte súbita e ainda relativamente novo. Uff, mas que dia!
Ao chegar a casa, na TV, vejo aquela cena do Relvas a ser invectivado no porto e aquela cena de ontem, a tentar cantar a «Grândola, vila morena». Só tristezas.
Venho à net e dou conta de que a GNR prendeu um indivíduo de Óis que andou a partir coisas num café, a cortar pneus e a incomodar os pais, por volta das 2 horas da manhã. Mas que dia!!
Ao menos, o meu Porto está a ganhar aos espanhóis. É para já, o que se safa do dia de hoje.

17 fevereiro 2013

||| DA POLÍTICA PARA A ACÇÃO SOCIAL...


O dia de hoje, na terra santa de Óis da Ribeira, ficará marcado pela eleição de dois dinossauros da política local para actividades de solidariedade social: Manuel Soares e Fernando Pires, presidente e vice-presidente da direcção da Arcor.
Um, o primeiro, foi 8 anos presidente da Junta e é o actual presidente da Assembleia de Freguesia - posição em que soma já 11 anos. O outro, o segundo, é presidente da Junta desde 1900 e troca o passo. Desde 1994, precisamente. E tem mais 4 anos de secretário, Somam, de política activa, mais anos que os que tem a própria Arcor. É só somar: 8+11+4-19: 42!!! 
Já era tempo, pois, de tamanhos currículos de gestores da coisa pública se deixaram apaixonar pelas causas sociais - a mais que a Junta e a Assembleia de Freguesia vão acabar!!! Nas suas mãos, com os seus votos e assinaturas.
A sua eleição para a acção social, certamente e é o que se deseja, é uma aurora de amanhãs radiosos, para a Arcor. É o que desejamos!

14 fevereiro 2013

||| O CONTRA ACEITA UMA DECLARAÇÃO D´AMOR...

O Contra, neste dia de S. Valentim, não resiste em vir publicamente aceitar o namoro insistente de um notável romanceiro da nossa praça, que não resiste a açucarar a nossa relação com mensagens de incomensurável paixão. 
A figura adora-nos, ama-nos e deixa-nos o coração em fanicos. 
O Contra não resiste mais e cai-se d´amores! Pronto, é o destino!
Declara o Contra, por isso e resistindo às lágrimas de emoção, que aceita..., aceita, pois, aceita sim senhor e com gosto e enamoradamente, muito e assumidamente apaixonado, a relação de amor e de paixão, para toda a vida, de braço dado e coração a palpitar, a suspirar, a boaventurar futuros eternos.
Agrada ao Contra esta paixão!! Não é todos os dias que os dias são eternos e de amor jurado para sempre.  
O Contra, em nome dessa ventura, já reservou num resort de luxo no céu. E a ele subiremos, grande amor, meu amor, de braço dado e em segredos de orelha que nos corarão as faces e acenderão labaredas de paixão.
Xau, amor!!!
Amo-te!!!
Contra d´Óis

- PS: Amor, não digas obscenidades, manda-me beijos e regaços de flores!!! Ama-me com palavras bonitas, não percas ou desperdices a tua paixão em vernáculos que podem esfriar a nossa paixão.
Ai lâve iú!


13 fevereiro 2013

||| A CRISE, AS OPORTUNIDADES E AS TRETAS...

A crise, diz quem sabe, gera oportunidades. Mas também se diz que nada se faz sem trabalho, sendo certo que trabalhar faz calos. Trabalhar deve ser obrigação de toda a gente: do cidadão mais modesto ao governante mais ousado e competente. 
A solução dos problemas está principalmente na força do trabalho, passando também pelos capitalistas e empregadores, que têm de deixar de olhar só para o próprio bolso e umbigo e fazer alguma coisa pelo país e pelos cidadãos.
Conversa, qualquer que seja ela, é fiada se não tiver saída. São tretas, nada mais. Tretas de políticos e governantes, quaisquer que sejam, se não forem solução, continuando problema.
A política, seja do estado ou de qualquer instituição, só é boa se bem conduzir a nação e/ou os meios governados. Falar e anunciar mão passará de treta, se não tiver consequência.

11 fevereiro 2013

||| A RESIGNAÇÃO DOS PAPAS...





A resignação do Papa Bento XVI, salvo as devidas distâncias, compara-a o Contra à demissão de uns conhecidos heróis que há dois anos proclamavam ir potenciar o mundo e fazer milagres.

Os argumentos racionais da demissão de Ratzinger, há-de o Contra um dia, se calhar, exercitar-se neles e neles ponderar as razões da razão. Por agora, a renúncia do Papa Bento XVI faz o Contra sentir-se abandonado, como todo o  mundo católico.
O estado físico de Ratzinger, leio na net, não lhe permite já gerir a barca da Igreja. Eu até o compreendo, e bastará lembrar o sofrimento de João Paulo II, que padeceu e foi sepultado à vista do mundo, que nada lhe pôde fazer.
Ao perto, outros papas resignaram, depois de um magistério que excomungou fieis e não atraiu novos crentes. O reinado papal que agora resigna ao magistério local traiu a fé de quem nele acreditou.
Ratzinger é um filósofo, uma inteligência e foi um grande papa. Outros papas, à vista do coração de Cristo e do povo, não podem mais que pedir ao filho de Deus que os perdõe, pois não sabem o que fazem, ou fizeram. Deus e os homens lhe perdõem.

09 fevereiro 2013

!||| OPINIÃO É OPINIÃO, NÃO É AGRESSÃO!


O Contra não se tem por ser o melhor exemplo do mundo, mas cuida valores essenciais. Como o do respeito pelas pessoas e pelas instituições, embora não abdique de ter opinião, mesmo que controversa.

O dia de hoje reteve-nos em casa e, com a gripe a espetar-nos baba e ranho no nariz, deu-nos para estar a reler muitos comentários não editados neste blogue. Um deles, dizendo o comentador que não gosta  da nossa escrita.
Acontece que, por vezes, nós  também não. Ninguém é bom juíz em causa própria, mas o Contra confessa que, no prazer na escrita, não busca a perfeição, ou a cultura de uma estética mais ou menos literária. 
O Contra procura comunicar de forma reflectida, expondo ideias para que as pense quem nos lê, ou fazendo delas um princípio de ideia e a transmissão de uma sugestão, sem a trabalhar com muitas  subtilezas, embora também procurando a ironia ou a provocação, para que as insípidas coisas de Óis ganhem algum sal, tenham algum tempero.
O Contra não nasceu para ser simpático, mas principalmente para ginasticar o espírito e provocar a contínua a construção de uma linha para o futuro, acendendo discussões mas também moderando excessos. Por isso, guarda dezenas de comentários que a tal não obedecem, antes visam (supomos) a provocação e a ofensa banal e leviana. Como os que, a propósito de um momento eleitoral,
tem enchido a nossa caixa de correio e que lavamos da luz do dia deste blogue.

05 fevereiro 2013

||| OS LORPAS, AS AZIAS E AS LESÕES PSICOLÓGICAS



A máfia enredou a rapaziada de modo fatal e, como na história dos bolos com que se enganam os tolos, aí temos estes de pescoço empinado e a pré-saborearem o êxito que lhe trará azias estomacais e lesões psicológicas.

O Contra tentou perceber a suposta mestria de quem, sem mexer uma palha que se veja, gere múltiplas facções com anormal facilidade e alegadamente lhes indica rumos, sem nunca queimar sobrancelhas ou fama, vagueando incólume.
O Contra quis perceber o que genuíno acontece sempre que, para ultrapassar uma crise, tal criatura faz soltar uma ou outras soluções, como por magia. E, aparentemente, todos ouvem o sr. fulano de tal.
O Contra constatou que tudo isto é tudo um trama! É uma habilidade.
Tudo é da natureza da vida, mas não se compreende como tanta gente não compreende coisas tão básicas com estas.
E, com isso tudo, aí vão mais uns quantos lorpas armar-se em reis da capoeira.
O que se aqui diz é uma fábula! 

02 fevereiro 2013

|||| O PODER POLÍTICO CHEGA AO SOCIAL...

O poder directivo da Arcor vai passar para as mãos dos dois homens que, na política, «cacicaram» Óis da Ribeira nos últimos 27 anos. Nem mais nem menos, 27!!! Uff!! É d´homens!
Manuel Soares, o futuro presidente da direcção (à direita na foto), foi presidente da Junta de 1986 a 1993. É o actual presidente da Assembleia de Freguesia.  Fernando Pires (à esquerda) é o seu delfim e  presidente da Junta desde 1994. A eles se deve o que hoje Óis da Ribeira é ou não é, como intrépidos autarcas que são, vencedores permanentes de oposições fracas e conquistadores continuados do poder. Glória aos vencedores!!! Sempre glória, pelos séculos, séculos fora!
A sua próxima eleição, no entanto, prova a fraqueza e as debilidades do associativismo ribeirense e nomeadamente o da sua maior associação: falharam duas assembleias eleitorais e, à terceira, vai ser de vez, provando o que não era preciso provar. Provando, se tal fosse preciso, como as famílias políticas sabem aproveitar momentos determinantes para usar o seu talento para o jogo partidário e sempre à espreita de mais uma e mais outra cadeiras do poder - mesmo debelitando as legítimas expectativas da comunidade associativa.
Mas o mais importante, porém, é que as duas maiores figuras da política executiva dos últimos 27 anos dão agora a cara pelo social. Já não era sem tempo. Certamente irão provar a razão porque se governa uma freguesia durante 27 anos consecutivos, até à retirada final.