16 setembro 2013

||| OS SOCIALISTAS DIZEM QUE CONTAM CONNOSCO?!

O convite para contarem connosco apareceu na caixa do correio, vestido de verde e a respirar cheiros de rosa socialista. O convite parece irresistível, porque, lê-se no verso, «a obra do assado é a confiança no futuro». Isto é o PS a falar, para que a malta ribeirense os vá ouvir amanhã à noite. 
Olha-se o convite e, insiste o Contra, respira-se «confiança, segurança bem-estar e união». Fala-se de jovens, idosos e colectividades, tudo enlaçadinho na grande experiência que nos anunciam os candidatos, na sua capacidade de trabalho e vontade de fazer mas e melhor. O Contra, aqui, franze o sobrolho e interroga-se sobre o que, por Óis, fizeram estas raparigas e rapazes tão bem apessoados. O melhor é ir lá ver, para saber.  

13 setembro 2013

||| A CANDIDATA SOFIA DE OLHAR MATERNO...





«Sofia é o olhar materno. É sorriso de verdade.
É a serenidade de quem encontra na família a força para enfrentar os desafios da vida.
É franca. É direta.
Adora trabalhar, porque é a agir, em ação, que se sente plena.
A Sofia é comercial de profissão e é lutadora por convicção.
Faz pelos outros, porque não sabe viver de outra forma.
A Sofia é candidata à União das Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira, porque não podia ficar alheia à vontade de colaborar para a melhoria da sua terra».

- SOFIA. E qual é a tua terra? É Travassô ou Óis da Ribeira?
Ah, é Travassóis.
E tu, mulher de olhar materno, como olhas para o futuro, que projectos tens para Travassóis? Tu, que és comercial e lutadora, convicta candidata, que nos podes garantir para que acreditemos e votemos em ti?!

11 setembro 2013

||| O CANDIDATO FLORICULTOR DA LISTA DE TRAVASSÓIS...



«

O Germano é a  dedicação completa.
É o primeiro a dizer “presente” quando convidado a participar numa atividade que considera que pode vir a enriquecer a sua terra e a melhorar a vida dos seus conterrâneos.
É bastante introvertido, por isso, quando ri sente-se que vem realmente da alma.
É homem minucioso. É homem trabalho.
É versátil em profissões. Já foi agente de seguros e já trabalhou em contabilidade. Licenciou-se em Negócios, nos EUA, onde esteve emigrado muitos anos. É floricultor há três décadas.
O Germano é de Óis da Ribeira e candidato à União das Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira».

- BINGO! O Contra já sabe ao certo quem é o candidato de Óis na lista do PSD de Travassóis. A lista da coligação do PSD com o CDS. Quando se ri, ele que é introvertido, é porque sente o riso na alma. Bingo!!! E quer enriquecer e melhorar a vida dos seus conterrâneos. Bingo, bingo, bingo!!! Era mesmo o que estava a faltar!
É floricultor há 30 anos! Licenciado em negócios e nos Estados Unidos, é o nº. 2 da lista. Deveria ser o primeiro!!!
Era mais justo!!
Página de facebook de Sérgio Neves

09 setembro 2013

||| O SÉRGIO DE CORAÇÃO NA BOCA...



O Sérgio é “coração na boca”.
Em si reside o inconformismo, a energia e a capacidade de ação.
É lutador e irreverente.
O Sérgio batalha pela certeza de construir uma freguesia que se orgulhe das suas tradições e se projete no futuro.
No seu jeito ser fervilha o querer e a capacidade de inovar.
O Sérgio é solidário, amigo e arrisca pelo bem comum. Assume todos os projetos em que se envolve com a máxima dedicação e empenho.
O Sérgio é o candidato da coligação Todos somos Águeda à presidência da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.

- CONTRA: O Sérgio tem Neves como apelido e é o candidato à presidência de Travassóis.
As palavras não são nossas, são da página de facebook 
da Coligação «Todos Somos Águeda». Não conhecemos, não comentamos.
Vamos esperar para ver.

08 setembro 2013

||| AS AUTARQUIAS E A CONSTITUIÇÃO...



Os senhores Juízes do Tribunal Constitucional, afinal, admitem que os srs. presidentes de Junta com três mandatos, ou mais, se possa candidatar nas próximas autárquicas  às novas unidades territoriais - as chamadas Uniões de Freguesia. 
Ai quantos políticos com três ou mais mandatos não estarão agora a rapar nas orelhas por não se terem candidatado...
Sobre os senhores Juízes, o Contra recorda-se de, recentemente, quando o Primeiro-ministro se manifestou pela forma interpretaram a Constituição, terem chovido criticas às "criticas" de Pedro Passos Coelho, designadamente do lado esquerdo
da opinião (incluindo analistas e jornalistas e alguns ex-PSD´s).
Agora, o dr,. Jorge Miranda, um dos «pais» da Constituição, «discorda da decisão que permite a candidatura dos presidentes de Junta com três mandatos a freguesia agregadas».
O Contra, que nada percebe de leis e muito menos de Constituição, fica na expectativa de conhecer as opiniões dos analistas/jornalistas e homens de esquerda sobre o ponto de vista de Jorge Miranda. Isto, porque porque se disse que Pedro Passos Coelho "criticou" os Juízes do TC e agora se comenta que Jorge Miranda "discorda" dos Juízes do TC. Onde está a diferença entre "criticar" e "discordar"?
E porque é que o TC não opinou há mais tempo? Alguns dinossauros das autarquias seriam de novo candidatos, certamente. 

05 setembro 2013

||| AS MENTIRAS, OS CARTAZES E AS ELEIÇÕES



O Contra julga que está a ser dada pouca importância às próximas eleições autárquicas locais. Ainda não vimos cartazes, com aqueles slogan espatafúrdios, enganadores e mentirosos com que os candidatos prometem enganar os solos - os eleitores.   
Slogans que nos parecem pouco genuínos e que, mal julgue o Contra, não passam de uma caricatura dos candidatos, que se mostram com cara diferente da que lhe conhecemos no restante tempos dos quatro anos de cada mandato.
Os meios de propaganda são, assim, mal utilizados, porque são enganadores. Iludem.
Claro que cada caso é um caso,mas cada um de nós conhece, de certeza, pelo menos um parente, um amigo ou um vizinho que concorre nas autárquicas e quem agora, como que pro encanto muda de disposição (para melhor) e nos sorri e nos fala de forma doce, para nos engatar o voto.
O espectáculo da propaganda em cartazes servirá para o que serve e valerá o que vale. Mas se não servir para mais nada, ao menos que sirva de espelho aos próprios candidatos.
  

01 setembro 2013

||| PARA QUE LADO CAI O GATO?

O Contra fez o exercício domingueiro de ver quem, da política local de há 4 anos, continuará activo pela futuramente falecida autoridade administrativa de Óis da Ribeira.
1 - Já se sabe da melodramática retirada do inimitável presidente Pires, embora muito contra a sua vontade, pois, segundo disse, se dispunha a continuar a servir a terra, mesmo mudando de camisola e de projecto. Isto, para o caso de ele alguma vez ter tido um projecto. Era do PSD, quis ser do PS, ficou em lado nenhum. É a vida...
2 - O guru Santos, idem, aspas, aspas. Mais conhecido por Soares, também vai de frosques, ficando na história como o presidente da Assembleia de Freguesia que assinou a certidão de óbito. Não é para todos!
Eram inimagináveis estas trocas &  baldrocas, mas, qual saco de gatos, saiu o que saiu. E nada há a fazer...
3 - Germano Venade, Manuel Capitão, Rui Fernandes e Pedro Soares, honra lhes seja feita, continuaram fiéis aos seus pergaminhos partidários.
4 - Os socialistas Carla Tavares, Luís Neves e Carlos Pereira desaparecem do mapa eleitoral. Eram os três primeiros da lista de há 4 anos e deles só há notícia de que a advogada está na lista do PS para a Assembleia Municipal de Águeda. Nada mau...

29 agosto 2013

||| ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2013




O dia de hoje a um mês, 29 de Setembro de 2013, é o de eleições autárquicas, o que significa, quanto a Óis da Ribeira, que é o princípio do fim da sua independência administrativa e política, não sabendo o Contra se não será, também, mesmo a morte da sua identidade territorial.
Os caprichos dos imensos monos da vida pública e da governação local talvez ajudem a compreender o mau gosto e a irresponsabilidade leviana com que se brincou aos territórios, desrespeitando a história e se conduzindo à auto-mutilação de uma autonomia multi-secular, própria e honrada.
O Contra não sabe, e provavelmente nunca saberá, se tal magistério de incompetência aconteceu por incúria ou por maldade. Ou algum interesse menos claro.
Este final de Agosto acelera a contagem decrescente para as eleições autárquicas. Desconchavados pensamentos assolam as gentes ribeirenses, atropeladas que foram por mexidas políticas que surpreenderam.
De hoje a um mês, novos donos (donos estranhos...) gerirão o que Óis da Ribeira administra desde antes do princípio da nacionalidade. Cada terra tem os homens e as mulheres que merece!

27 agosto 2013

||| EXPLICAR O INEXPLICÁVEL... É TEMPO PERDIDO



Há questões que não podem ser decididas noutro sítio que não seja no próprio. Agora, há choradinhos e lágrimas porque Óis foi agregado a Travassô e Travassô faz questão de, sobranceiramente, fazer de conta quer Óis não passa de um território dependente, politica e administrativamente.
As duas freguesias cresceram e desenvolveram-se separadas e têm vida própria, nunca dependeram uma da outra. Óis até é uma vila, como se vê no seu brasão, com os seus nobres 4 castelos. Mas quis a governação vigente ignorar a história e os valores  herdados de séculos e, olimpicamente, lavou as mãos e a alma das suas obrigações e responsabilidades.
Agora, chorar é tempo perdido!
Agora, explicar o inexplicável é confissão de culpa!

25 agosto 2013

||| A TROCA DE CAMISOLAS...



O Contra, ontem à tarde, em má hora decidiu elogiar efusivamente a opinião de um ribeirense, que animadamente brincava sobre o processo eleitoral autárquico. Dizia ele que não havia melhor exemplo que Óis da Ribeira, onde, por via das dúvidas, dois marmanjos se aprontaram a continuar a governar, mesmo mudando de partido e de camisola.
Interrompeu o miúdo, filho do interlocutor e muito prolixo no palavreado, com palavrões à mistura, tratando de dizer que era ao mesmo tempo do PSD e do PS, porque o pai ia votar na lista dos laranjas e a mãe na dos socialistas.
Os pais estão divorciados, cada qual é do seu partido, ele usa a camisola adequada, conforme está com um ou outro, e, assim, ficavam os dois felizes. O Contra embatocou com a esperteza do miúdo.

22 agosto 2013

||| OS DIVORCIADOS DO PODER...

As listas de candidatos vieram a lume e sem os nomes que se anunciaram e muito menos os ferros-velhos que andaram e enferrujar a política local durante uma carrada de anos e sem fazerem coisa que fique para a história da terra, a não ser a patética e implausível mudança de partido, chumbada, afinal, para não haver misturas.
Uma coisa é registável, da parte do PSD - que de repente se via órfão dos seus «padrastos» e se manteve em família, ignorando os que deram à sola, à procura de tachos.
Registe-se também o facto de os dois elementos social-democratas do actual executivo se manterem fiéis ao partido (ao PSD) que os elegeu anos a fio: Manuel Duarte Marques de Almeida, actual secretario, é o nº. 4 da lista conjunta: Rui Jorge dos Reis Fernandes, actual tesoureiro, é o nº. 8.
Assim se dão lições aos foragidos, aos aviadores dos tachos, aos emigrantes da guita, aos amantes do poder, aos que que indefinidamente querem ser caciques - seja a que preço e qual for e de que cor seja.

20 agosto 2013

||| O PODER E O DINHEIRO...




Isto de ser político é uma maçada... E político local, então o Contra nem percebe, e até admira, como ainda há tanta gente disponível para servir as suas terras, mesmo que tenham de mudar de partido e perder a vergonha na cara. Os que ainda a têm.
Ele é só chatices: tempo perdido, inconvenientes de toda a ordem, prejuízo da vida profissional, pessoal e familiar, despesas, telefones, deslocações, sacrifícios, ralações, sei lá.
Mas vai-se a ver e esta malta é remunerada: um presidente de Junta de Freguesia pode continuar a exercer a sua actividade profissional e, pela maçada para que se voluntariou, a incómoda presidência da autarquia, recebe 274,69 euros por mês, ou 3 296,30 por ano. Ou 659 contos, na moeda antiga e por ano. 
O secretário e o tesoureiro embolsam 219,75 mensais, ou sejam 2 637,04 por ano. Ou 527 contos por ano.
Quer isto dizer que um presidente, em 10 anos, afinfa com 6590 contos. Ou o dobro, 13 180 contos, se por lá andar 20 anos a sacrificar-se. 
Percebe-se melhor porque é que há gente que, para continuar no poder, faz de tudo. Sabe bem o tacho!

19 agosto 2013

||| OS CANDIDATOS SALTA-POCINHAS...



A mania de haver um momento em que os eleitores são quem manda, devia acabar. Os poderes, dos senhores a governança, deveria perpetuar-se para que os senhores pudessem acabar a sua obra e albardar uns cobres. Esta chatice das eleições é terrível e um(a) candidato(a) até deixa de dormir bem, a pensar na vida.
Os senhores governadores deveriam governar até morrer, deveriam profissionalizar-se, sem quaisquer limitações de mandatos na mesma autarquia.

Um coisa destas só pode criar problemas, é a parte chata da democracia, quando os eleitores dirão aquilo que eles próprios entendem sobre o assunto.
Eventualmente, será por assim não ser que nasceram e apareceram o candidatos salta-pocinhas, aqueles que para se perpetuarem no poder mudam de camisola e até de cuecas, se for preciso. 

 

16 agosto 2013

||| PARA ONDE FORAM OS LIDERES RIBEIRENSES DO PS...

Nenhum dos três primeiros membros da Lista do PS de há 4 anos, candidatos à Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, está na lista de Travassóis, em 2013. A Carla Tavares, o Luís Neves e o Carlos Pereira, os tais ditos candidatos de 2009, desapareceram do mapa autárquico local.
Vá lá saber-se porquê!
Porque não concordaram com a agregação?
- Então, tiveram hipótese de votar contar ela, na Assembleia de Freguesia convocada para o efeito.
Porque não concordaram com a entrada de novos socialistas, os que afinal não entraram?
- Então, afinal não entraram.
Porque tal mandato tiveram, que outro não valia fazer?
- Não sabemos conjecturar. 
- Porque era necessário a renovação da lista?
- Não nos parece.
Seja como for, e pelo que terá sido, a verdade é que não fazem parte e, provavelmente, nunca saberemos as razões.
Mas teria sido bonito vê-los na mesma bancada do sô Pires e a votarem para o mesmo lado. Ou o sô Pires, de braço dado com os seus futuros ex-inimigos políticos, a erguer a mesma bandeira, como «braço armado» operacional do santos guru da política ribeirense. Eh, eh, eh...

13 agosto 2013

||| A LIMITAÇÃO DE MANDATOS NAS AUTARQUIAS LOCAIS


O Contra não acha correcta a lei que impede um eleito de ser candidato por mais de três vezes seguidas na mesma autarquia. Porque é que, por exemplo, um senhor deputado pode ser eleito indefinidamente? Porque são os deputados quem faz as leis?
A lei de limitação de mandatos autárquicos, para o Contra, nem deveria existir! A única limitação devia ser a comprovada falta de honestidade, transparência, verdade e competência dos eleitos.
A lei, porém, existe e com ela temos de coexistir. Infelizmente, coexistir com uma lei feita de forma suficientemente incompetente (??) para permitir interpretações divergentes. 
Vejam-se as decisões de hoje, anunciadas para várias Câmaras Municipais: a mesma lei que a uns permite, a outros impede.
O Contra acha que é uma vergonha para a política, para a justiça (e para a democracia) esta sucessão inevitável de decisões contraditórias dos tribunais. Seja por dar lugar a interpretações, ou porque os juízes fatalmente ficam sob a suspeição de tomarem decisões por simpatias partidárias. O que não os prestigia.
O Contra surpreende-se (se é possível a surpresa, em política) como ninguém se lembrou, na união de Travassóis, de cassar a candidatura de Mário Martins - candidato que, face à lei, não o poderá ser. Ou poderá, segundo outros juízes.
Imaginemos, agora - e porque a imaginação ainda não paga imposto - que, passadas as eleições, uma lista candidata perdedora as resolve impugnar, ao abrigo da mesmíssima lei e com as mesmas “limitações».
E dizem, depois, que os tribunais andam atafulhados de processos.

10 agosto 2013

||| AS NEGOCIATAS DA GOVERNAÇÃO DA UNIÃO...




O Contra soube das negociatas de bastidores que alguns candidatos, ao jeito de «é assim e assado, fazemos assim, um para ti, outro para mim», se aprestavam a dividir os cargo da governação da futura união.
Os putativos governadores do condado travassoisense já tinham, até, trocado lembranças, no dia do cicloturismo e mostraram-se de braço dado e boca aberta a sorrir - ou a desdenhar do povo que pensavam que os iam eleger - e continuaram a autorizar-se a decidir nas costas do povo. E, disseram, tudo com ilimitada transparência e feito aos olhos do sobredito povo.
O Contra sabe, como toda a gente sabe, que prometer transparência é coisa que qualquer político faz, como se isso fosse preciso. E não fosse uma obrigação. E fosse preciso prometer.
Prometer assim  está ao nível da promessa do “Candidato Vieira”, um boneco criado pelo putativo cantautor Manuel João Vieira, que também é artista plástico, músico, humorista... e o que for preciso, quando se anunciou candidato a Presidente da República e prometeu um Ferrari para cada português.
O Contra, porém, acha que Manuel João Vieira tem mais piada... e, além de tudo isso, a vantagem de também prometer que a primeira medida que tomaria, caso fosse eleito... será pedir a demissão.
Ora aí está uma boa piada, para uma boa solução.

07 agosto 2013

||| BARBEIROS, POLÍTICOS E TAXISTAS...


Os barbeiros, os políticos e os taxistas têm em comum o hábito de fazer conversa fiada e de falar por eles e por todos.
Os taxistas, porventura maçados dos seus pesados turnos, são muitas vezes desastrados e virulentos, aproveitando os encontros fortuitos com os fregueses para aliviar as tensões. Os barbeiros, abrem as orelhas de pavilhão a pavilhão e, curiosamente, estão sempre do lado da opinião do freguês.
O político, nomeadamente o autárquico, tem prosa redonda e calculada, e muda de clube conforme a vontade  do freguês, normalmente de 4 em 4 anos.

05 agosto 2013

||| A BURRICE DA POLÍTICA FEITA PARA GANHAR DINHEIRO...



Portugal sofre de dose suplementar de austeridade, que é brutal, mas continuam a disputar-se os dinheiros fáceis, ganhos por uma classe de políticos de baixa escala e que principalmente querem é tacho e as prebendas que dele advém.
Compreende-se melhor, por isso, a rapaziada que faz pecado mortal à sua divina crença partidária e se agarra, com as mãos e os pés e menos com a cabeça, a outras fés partidárias: o que interessa é o tacho e o cheque e que vá pró diabo o respeito pelo partido por que se deu a cara anos atrás de anos.
Estes senhores querem não só o governo, mas governar-se à conta da boa fé de quem neles acredita, ou acreditou. 
Estes senhores, pensando que os outros são parvos e agindo como tal, começam por inventar esqueletos no armário, para se justificarem do ridículo e da falta de ética, não hesitando, se necessário, a recorrerem à mentira manhosa e maldosa para arregimentarem desculpas e explicações.
Estes senhores, até por uma questão de auto-respeito, deveriam ter o cuidado de não inventar explicações para o que está explicado: mudaram, ponto final. Arregimentar fracas desculpas é prova de burrice.

03 agosto 2013

||| AS DINASTIAS E OS DIVÓRCIOS DA POLÍTICA AUTÁRQUICA



Há a ideia, em Portugal, de que as autárquicas são um mundo de gente exemplarmente dedicada à causa pública, empenhada no bem comum, que se sacrifica - e à família, e à profissão, ao lazer e à carteira... - para servir os seus concidadãos. E esquece-se que, em muitas terras, significa incompetência, populismo, jogos sujos e, caciquismo do mais banal e boçal. 
O Contra não dá novidade alguma, dizendo que a política autárquica se tornou monárquica, sendo-se eleito porque, principalmente, se está próximo dos eleitos e dos pequenos poderes e caciques. Estar próximo de uma dessas personalidades é (foi) sinal de carreira fácil na política local. É tudo em família, de compadres e comadres.
Estar próximo destes pequenos caciques é praticamente certo de continuar na dinastia. A vontade do povo pouco conta para a nobreza instalada. O fundamental são os laços familiares, os interesses do clã, a notoriedade resultante dos favores passados e das intrigas de todos os presentes. 
Uma boa parte das candidaturas autárquicas não é outra coisa que continuar dinastias, o que torna muito difícil votar nas autárquicas de acordo com convicções, com princípios ou com projectos. Vota-se no eleito ou no sucessor. Os partidos são incapazes de inverter esta tendência, de combater estes compadrios e os jogos sujos que empestam o poder autárquico. Quando há algum divórcio, e há alguns, troca-se de partido. Quando se zangam as comadres há políticos que se tornam compadres dos inimigos de ontem. 

30 julho 2013

||| MUDAR DE POLÍTICA COMO GENTE GRANDE...



A enormíssima falta de vergonha com que muitos políticos passeiam o focinho pela república, não é mais que uma evidência viva do país miserável e de oportunismo em que estamos. 
Os chamados políticos tartamudeiam banalidades, bocejam promessas de mau pagador e não fazem outra coisa que não seja desfilar em procissões de engajamento de lugares - mudando de palavra e de partido com quem troca as meias suadas do dia.
Assim lhes cheire a eleições e a poder!
Os políticos coligam partidos e agora também “coligam” freguesias, como quem muda de  camisola, de uma cor para outra e de um dia para o seguinte. 
Uns, poderão demorar mais tempo a mudar, demorar até alguns anos ou decénios, mas mudam. 
Ora, se tantos o fazem porque não poderão fazê-lo outros (os mais pequenos da política) e ter os mesmos direitos ao exercício de falta de ética? Por que diacho haveria a sociedade política rural não poder entrar nestas equações partidárias, em vésperas de eleições?
A mudança é um direito de todos. Muda-se de carro, de amante, de mulher e até de partido político, desde que seja esse o interesse pessoal.  Só não se muda é de clube de futebol.

28 julho 2013

||| MUDAM AS MOSCAS DE PARTIDO...





O Contra esteve algum tempo  auto-afastado, por um variado grupo de razões que não vem ao caso, mas, aos dias de hoje e depois de animada e inesperada conversa na aldeia, não resistiu a um comentário sobre o mudar de moscas que assentou na praça política ribeirense. 
Nomeadamente, falamos da surpreendente e espalhafatosa  passagem de conhecidas eminências laranjas da política local, para os ares eleitorais cor de rosa e socialista da União de Freguesias - união que eles mesmos aprovaram, embora contra a expressa vontade do povo de Óis da Ribeira. 
Lembram-se?
Espantoso!
Percebe-se agora porque o fizeram e porque agora abandonam o seu partido de sempre e se passaram, se transferiram e se alocaram nas listas do adversário político de dezenas e dezenas de anos. Coisa inimaginável!
O Contra, para ser franco, até aprecia umas boas cambalhotas, mas não cambalhotas de todo o tipo e feitio. E não resiste à tentação de imaginar estes políticos num “reality show” qualquer, que bem poderia chamar-se, sei lá... “Querida, mudei de partido!”.
Por agora, imaginemos a indignação que irá na alma dos ribeirenses que votaram e acreditaram nesta gente, ante o imprevisto voo político de semelhamtes personagens e para a forma recorrente como a ambição pelo poder não tem fronteiras, nem limites, nem cores partidárias.

17 maio 2013

||| DERRUBAR O GOVERNO PARA NOVA GOVERNAÇÃO


Quando Jorge Sampaio derrubou o governo de Santana Lopes, invocou que estava em perigo a democracia. Nunca se percebeu bem porquê, pois liderava um governo legítimo, eleito pelos portugueses e com toda a justificação constitucional. Na verdade, goste-se ou não se goste de Santana Lopes, não havia ponta de inconstitucionalidade no seu governo.
O Presidente da República não pensou assim e não agiu como tal, antes ditadorialmente: dissolveu o Parlamento, convocou eleições e o resultado deu no que deu, numa maioria absoluta para o PS e José Sócrates.
A esquerda, pelos vistos, quer repetir a história e, diante de um governo legitimamente eleito e com suporte parlamentar, o PS, quiçá recordando-se do paio que Sampaio lhe pôs na sandes, proclama a crise no regime e o perigo em que incorre a democracia, para pedir eleições antecipadas - coisa para que o actual PR não parece muito inclinado. Sem pudor e sem vergonhosa, a esquerda quer voltar ao poder através de mais um golpe palaciano, aposta tudo na desgraça do adversário para alcançar o poder de mão beijada. E, convém dizer, o Contra está longe de defender este governo que a democracia nos deu.
 A esquerda - o PS e os camaradas do PCP e do Bloco - gostam de apregoar a democracia e os socialistas até se fazem seus padroeiros. Ora, como se vê, a democracia é que tem sido padroeira da esquerda, protegida pela Constituição que invoca conforme melhor lhe dá jeito. São todos uns democratas do catano.


13 maio 2013

||| A PRAGA DOS SALÁRIOS EM ATRASO




A gente lê e nem acredita:  O inspector-geral do Trabalho  defende - e muito bem - a criminalização dos salários em atraso. E sabem o que diz o patrão da  Confederação do Comércio Português? Que não pode ser, porque isso "só serviria para acelerar o encerramento de empresas".
Isto é, o tal patrão acha que as empresas podem continuar a trabalhar sem pagar ordenados.
O Contra não entende bem (ou entende?), mas, afinal,... o que faz  aberta uma empresa que não paga os salários aos seus trabalhadores? 
Pode sobreviver?
E paga aos fornecedores?
E os impostos? 
Estes, pagará, pois não pagar impostos já é crime. Não é crime é não pagar aos trabalhadores. 
O trabalhador aguenta-se bem, não tem que pôr pão na mesa para a família e pagar os seus impostos, os estudos dos filhos, as despesas com a saúde e a habitação, essas mixuriquices todas. E muito menos receber a justa paga do seu trabalho.
Ele há cada um..
 

11 maio 2013

||| OS PASSOS DA GOVERNAÇÃO...




A governação é o que é e os portugueses continuam sujeitos a sucessivas rondas de porrada. Primeiro, foram os funcionários públicos, porque, na ideia de Gaspar e Passos, são eles os principais culpados de todos os males. Os políticos não tem culpa nenhuma do que se passa.
Os pensionistas são os novos culpados, porque, supostamente, são outro tanto culpados, nada produzem e nunca descontaram para os cofres do Estado e da Caixa Geral de Aposentações. Por isso, o camarada Gaspar quer financiar o ajustamento à sua custa (à dos funcionários públicos e dos reformados e pensionsistas).
O Estado, esse maldito, tem a faca e o queijo na mão: pode despedir sem pagar subsídio de desemprego e mandar para casa os seus funcionários sem qualquer indemnização, coisa que o mesmo Estado não autoriza, por lei, no sector privado, apesar, de por razão do neo-liberalismo vigente, penaliza a competitividade das empresas. 
É este o estado do Estado e da governação que temos.


09 maio 2013

||| AS ABDICAÇÕES DO SINDICALISTA CARLOS SILVA DA UGT...





A UGT mudou de presidente mas, como diria o ditado, não mudou de moleiro. O sr. Carlos Silva não fala menos que o antecessor (até fala mais) e perde-se no seu próprio  “emaranhado” de versões sobre o que ele próprio diz. Por exemplo, a propósito das declarações de Pedro Passos Coelho, sobre a possibilidade de o governo “abdicar” da nova taxa sobre as pensões.
A palavra “abdicar”, em primeiro lugar, não me parece bem aplicada e, no caso, soa até algo estranha. Na verdade, se um assaltante desistir (ou for impedido) de roubar a carteira a uma velhota indefesa, ou de tal for impedido, poder-se-á concluir que o ladrão abdicou da carteira?
A palavra, na boca de Carlos Silva, parece ainda mais deslocada, já que, como o ele próprio disse, Passos Coelho não está disposto a “abdicar” do roubo das pensões “coisíssima nenhuma” (como diria Vítor Gaspar). Ora. ao dizer isto, feiro papagaio falante, mais não faz Carlos Silva que ter perdido uma ocasião excelente para apresentar uma medida “alternativa”  este estado de coisas. Por exemplo, exigir a demissão deste governo - nunca abdicar dessa  exigência. A palavra abdicar nunca fica bem na boca de um dirigente sindical.

07 maio 2013

||| AS MUTÁVEIS OPINIÕES DOS COMENTADORES POLITICOS



O inefável Marques Mendes proclamou esta noite, na SICN, ser um grande fã de Passos Coelho, o seu 1º. Ministro, do seu partido e de Portugal. Disse tal baboseirada a propósito do que considerou ser  «o enorme sucesso» da emissão de dívida a 10 anos, a 6 e não sei quantos por cento.
O Contra tem ouvido, do mesmo MM, indisfarçáveis críticas a Passos Coelho. Toda a gente ouviu. Agora, surpreendentemente,  não lhe poupa elogios e destaca a sua coragem. Ele e outros comentadores.
Somos um país estranho, de estranhos governantes e estranhos comentadores políticos.
Quando o Governo mete água os pés pelas mãos, são os primeiros a criticar, com opiniões e ataques dos mais ferozes, às vezes até insolentes e mal-educados. Mas, quando surge novas de bons resultados, tal como hoje aconteceu, são lestos a virar o bico ao prego e a esquecer tudo o que criticaram, claramente pondo-se em bicos de pés para ficarem perto da governação.
É desta matéria que é feita a política portuguesa. A governação tem mais militantes que os que supomos.

03 maio 2013

||| A GRÂNDOLA E A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Os trabalhos da Assembleia da República foram ontem momentaneamente interrompidos pela “Grândola”, cantada por aposentados, pensionistas e reformados da APRE, em sinal de protsto. Nenhum português normal, não político, deixará de ser solidário com estes espoliados que, como milhões de portugueses, lutam com dificuldades.
Inusitada foi a inclassificável desfaçatez da Presidente da Assembleia, que teve a distinta lata de criticar os manifestantes dizendo que o seu cantar «não ajuda à democracia o que os senhores estão a fazer».
O Contra, modestamente, pensava que o que não “ajuda a democracia”, entre tantas outras coisas conhecidas, é o facto de a descaradona doutora Assunção Esteves, como «recompensa» por uns escassos anos de trabalho, estar reformada desde os 42 anos de idade, recebendo milhares de euros mensais. Uma reforma tão choruda, que a fez prescindir do ordenado de Presidente da Assembleia da República! 
O Contra acha, senhora presidente da Assembleia da República, que o que não “ajuda a democracia” é que, aposentada desde tão “tenra” idade, não vá ter uma palavra de incómodo, quando presidir à votação do aumento da idade da reforma para os 66 anos para milhares e milhares de portugueses, há momentos anunciada pelo presidente do seu partido, Passos Coelho - por acaso 1º. ministro deste país de roubalheira e falta de vergonha.

01 maio 2013

DIA DO TRABALHADOR, O CARAÇAS...



Hoje foi dia do trabalhador, o 1º. de Maio, e, tanto quanto sabe o Contra, foi a primeira vez que, na história da democracia portuguesa, um primeiro-ministro foi o protagonista principal.

O Contra supunha que qualquer TV que se prezasse daria hoje atenção particular aos movimentos sindicais no 1.º de Maio, «desprezando» o governo que espezinha os trabalhadores, roubando-lhe o pão e o emprego.
Pois não. O que se viu foi o 1º. Ministro presenteiro e dramático, a dar a entender os próximos cortes dos vencimentos e o despedimento de funcionários públicos.
O Contra não é desse tempo, mas pelo que sabe nem Salazar ou Marcelo Caetano se atreveram a tal, nos seus 48 anos de governo e apesar de o regime de dizer corporativista. A encenação dos TSD, uma organização que serve para os militantes do PSD se instalarem na máquina do Estado não passou de mais um passo nesta caminhada de destruição dos trabalhadores em que o governo parece estar empenhado, servindo interesses estrangeiros e não os nossos.

DIA DO TRABALHADOR, O CARAÇAS...





Hoje foi dia do trabalhador, o 1º. de Maio, e, tanto quanto sabe o Contra, foi a primeira vez que, na história da democracia portuguesa, um primeiro-ministro foi o protagonista principal.
O Contra supunha que qualquer TV que se prezasse daria hoje atenção particular aos movimentos sindicais no 1.º de Maio, «desprezando» o governo que espezinha os trabalhadores, roubando-lhe o pão e o emprego.
Pois não. O que se viu foi o 1º. Ministro presenteiro e dramático, a dar a entender os próximos cortes dos vencimentos e o despedimento de funcionários públicos.
O Contra não é desse tempo, mas pelo que sabe nem Salazar ou Marcelo Caetano se atreveram a tal, nos seus 48 anos de governo e apesar de o regime de dizer corporativista. A encenação dos TSD, uma organização que serve para os militantes do PSD se instalarem na máquina do Estado não passou de mais um passo nesta caminhada de destruição dos trabalhadores em que o governo parece estar empenhado, servindo interesses estrangeiros e não os nossos.

29 abril 2013

||| O PRIMEIRO MINISTRO E AS COESÕES QUE TEMOS...


O nosso 1º. ministro está longe, mas mesmo muito longe, de ter a classe que se exigia a um  governante, nestes tempos trágicos que a nação atravessa. Mas não é e não tem. É mesmo bem capaz de ser o pior que o Contra conheceu e nem estou a esquecer o inefável Sócrates e todos os males que trouxe ao nosso mundo.
Passos Coelho será dos piores, dizemos nós, e garantidamente é o que tem mais mais veia humorística. na verdade, só mesmo alguém muito bem humorado, ou manifestamente irresponsável, se lembraria de dizer que este governo «trabalha com grande coesão».
Não sabe o Contra porquê mas lembrou-se de outras coesões e outras governações, como foram as que nos levaram ao descalabro em que estamos.

26 abril 2013

||| AS QUEIXAS DOS MENINOS DO PS QUE QUEREM SER GOVERNADORES


O Contra não entende bem o alarido socialista sobre o discurso de Cavaco Silva, no 25 de Abril. Até parece que foi a primeira vez que, em vez de discursar como Presidente da República, alguém discursou como presidente de um partido. O camarada Mário Soares era especialista em tal coisa, lembram-se? E bem atazanou a cabeça ao 1º. ministro Cavaco, esse mesmo que agora acusam de prática idêntica.
Há bem menos tempo, outro PR socialista não se ficou por menos e demitiu um governo (o de Santana Lopes) que tinha maioria parlamentar, coisa nunca vista em nenhuma parte do mundo e em tempo algum. Foi essa parcialíssima decisão que acabou por levar Sócrates ao governo.
Os socialistas, agora, coitadinhos, queixam-se de Cavaco. Mas Cavaco, ao pé de Soares e Sampaio é um verdadeiro menino de coro.  Queixam-se mas têm memória curta. O que querem é o poder e, para isso, vale tudo.

25 abril 2013

||| AS FRALDAS DA GOVERNAÇÃO...



Basicamente, não temos governação que se cheire. Ou melhor: a governação é o que é. Basicamente. a oposição é chata, não faz nem diz coisa de jeito e quanto a propostas alternativas, viu-se. Fala-se em eleições e metem todos os rabinho entre as pernas e tem de aparecer gente de mais coragem na governação.
É aqui que nasce o incómodo à oposição: se não quer governar, porque anda a mandar bocas?
A governação, como todos sabemos, só sabe arranjar problemas por todo o lado. E continua sôfrega por dinheiro, para não ter de começar a pegar nas coisas pela cernelha, a despedir trabalhadores e a meter contribuintes no tribunal. Sim, porque cobrar em géneros é coisa que não dá coisa, graveto, arame, grana...  
A crise diz que é gravíssima e não parece que a governação tenha pedalada para as enormíssimas responsabilidades que tem para resolver.
Basicamente, a governação tem um filho no colo, um filho que não fez mas a que tem de dar de comer, vestir e calçar, a quem tem de mudar a fralda e levar à escola, ferver o leite e pagar os ténis novos, o telemóvel e o  ipade da última geração.
Basicamente, a governação não sabe como sair da alhada em que está metida, mas quer governar.