CONTRA D´OIS
ESTAR CONTRA O D´OIS, O TRÊS OU O QUATRO, CONTRA OS QUE ESTÃO CONTRA E A FAVOR, CONTRA TUDO E TODOS E O QUE CALHAR, DESDE QUE NÃO NOS BATAM... * contradois@hotmail.com
01 Fevereiro 2012
||| O PALHAÇO E O ZÉ POVINHO...
Os portugueses habituaram-se demasiada e perigosamente a deixarem-se depenar pelo Estado, que nos leva a guita, a gere mal e porcamente e, depois, nos nega o elementar direito a garantias sociais e benfeitorias de interesse público. A que mais não é que obrigado.
Obrigação de que se desobriga, com a maior das facilidades e numa imensa impunidade, como todos sabemos. Sem cumprir o que promete e dessas contas se dispensando com grande tranquilidade, como se nada fosse com ele - o Estado.
O fim de semana foi razão para, em Óis, se falar da rede de saneamento que começou há para aí uns dez anos e nunca mais foi reatada. Portanto, está por concluir, faltando servir mais de 2/3 da população.
Disse-me amiga minha de escola e de infância que já nem vale a pena insistir, pois a Junta diz que é a Câmara e a Câmara diz que é a ADRA e anda-se assim de Herodes para Caifaz.
A verdade, porém, é que quanto à rede de saneamento, viste-la por um canudo. Foi pelo cano abaixo. E nestes 10 anos políticos há que se candidataram e recandidataram, sem cumprir o que prometeram. No fundo, o palhaço é o Zé povinho!!!
30 Janeiro 2012
||| OS HOMENS PÚBLICOS FORAM VER O BENFICA..
O que se passa por Óis da Ribeira merecia um estudo sociológico: os políticos promovem uma reunião para analisar a extinção ou o casamento da freguesia com outra e não aparece ninguém. O Contra sabe que a proporção dos homens da mesa para o público foi quase igual à das escravas da instituição na almoçarada dos 33 anos: quatro ou cinco por um. Talvez 6!
Assim sendo - e nem a comunidade blogueira da terra debita uma linha sobre o assunto - isso quer dizer que Óis da Ribeira está em regressão social e política.
A discussão proposta pela Assembleia de Freguesia, valha a verdade, era muito interessante. E extremamente louvável o intuito dos autarcas eleitos, que até deram um bom exemplo.
Mas quem é que os foi ouvir?
Poucos! Quase nenhuns. Nem os famosos políticos e homens públicos locais.
Por exemplo, ex-candidatos à Assembleia e Junta de Freguesia! Ex e futuros eleitos.
Por exemplo, os dirigentes associativos locais!
A forças vivas!!!!
Devia estar todos a ver o Benfica, coisa provavelmente muito mais interessante que observar o que, dentro de pouco tempo, pode acontecer à freguesia.
28 Janeiro 2012
||| À ESQUERDA E À DIREITA DO VERBO ARCORAR
Há governações que parecem cegas, bárbaras e pouco cultas. Não conhecem nem reconhecem. Apenas desconhecem. Cada acto (seu) é um acto de frustração, como frustrantes foram todas as direitas que nos governaram desde que o princípio foi princípio.
Hoje falamos do princípio do verbo... arcorar.
Direitas na Arcor?
Hei, ó Contra, a gastroenterite está a provocar-te perturbações.
Aqui, o Contra suscitou-se para uma análise (analítica, mas objectiva, digamos assim) de quem tem sido os governadores da instituição.
Desde o princípio do verbo arcorar.
E, quer se queira quer se não queira, inevitavelmente tem de falar do padrinho - já se sabendo que vão aparecer comentadores a criticar-nos, por nos metermos com ele. E, então, o padrinho, é de direita ou de esquerda, do Benfica, do Sporting ou do Porto? Pois não sei e leva 9/10 anos de presidência arcoriana (própria), mais os que mandou na sombra.
E os outros PD? São de direita ou de esquerda, seja lá isso o que for?
O sucessor, dos primórdios arcorianos, é o pê-esse Ferreira, o Armando, quem de tanto armar, desapareceu do mapa. Será de esquerda?
E José Maria Gomes? Pê-esse!
A seguir, e mais tarde, Sesnando Reis, do cê-dê-esse. Será SR de direita? É que apareceu mais tarde como independente por Requeixo e até criou uma equipa de canoagem com as sobras da Arcor.
José Melo, no intervalo, pê-esse? O Contra não conhece a cor.
Tavares, o António José, é pê-esse.
Fernando Reis, que lhe sucedeu, foi candidato do cê-dê-esse.
Outro Tavares, o Agostinho, tomou o gosto de agora ser pê-esse, ora pê-esse-dê, ora outra vez pê-esse; é versátil!
Temos agora João Gomes, a versão quê? De direita, sem dúvidas.
Temos, então, uma maioria de esquerda nas presidenciais arcorianas: 4 pê-esses.
Uma gestão de direita: 2 cê-dê-esses.
Dois híbridos.
E uma direita radical.
Não deixa de ser interessante observar a coisa, por este ângulo- ainda que seja algo aleatório.
Aceitam-se comentários.
27 Janeiro 2012
||| O SALÃO MEIO-CHEIO OU MEIO-VAZIO...
Uma mal-querida gastroenterite reteve o Contra em casa e o dia deu para navegar na net, embora já sem muito assunto para reflectir ou polemizar. Não parece, mas a frase idiota de Cavaco já lá vai e até a dos pastéis do Álvaro está morta de interesse. O Contra concentrou-se a net ribeirinha.
Uma despertou especial curiosidade: a página oficial da Arcor, sobre a grande efeméride de domingo. Apenas 3 linhas:
Ipsis verbis, tanti quanti...
O Contra achou pouco e procurou mais.
- Blogue da canoagem: zero! O último post é de 24 de Dezembro de 2011, a, simpaticamente, desejar bom natal à malta!.
- Blogue do Grupo de Teatro: zero. O último post é de 12 de Julho de 2011, já lá vai meio ano e tal.
O Contra achou que eram zeros a mais e fez mais buscas, até chegar à página de facebook da paróquia. Aqui, sim há o verbo da palavra do padre Júlio e a beleza e rigor informativo das fotografias, mostrando um salão muito longe de cheio e com mesas meio-cheias.
A Tuna, que não tem a dimensão social da Arcor, juntou 210 amigos (segundo a imprensa), no seu último aniversário. O da Arcor, no domingo passado, tinha quantas?!
Nem todos os actuais eleitos lá estavam, garantiu quem lá comensou. Se estivessem, com os respectivos consortes, seriam logo 44 pessoas. Se cada um levasse um casal de filhos, já seriam 88! Se cada funcionária levasse, o marido, eram mais 20 e tal (vêem-se 19 delas, numa das fotos do facebook da paróquia)! E se lá estivessem todos os membros do Grupo de Teatro e respectivo(a)s consortes, quantas mais seriam?! E os atletas e treinadores de canoagem??
E os utentes, os pais das crianças e os filhos dos idosos?!
O salão não chegaria para os convidados, mas estava meio-cheio. Parece aquela história do copo: meio-cheio, que é a versão optimista. Meio-vazio, que é a negativa. Ficamos na primeira versão, a mais optimista.
Uma despertou especial curiosidade: a página oficial da Arcor, sobre a grande efeméride de domingo. Apenas 3 linhas:
| «A Direção da ARCOR agradece penhoradamente a presença e os contributos de todos os que se juntaram a nós na comemoração de mais um ano de vida da Instituição. Bem hajam». |
O Contra achou pouco e procurou mais.
- Blogue da canoagem: zero! O último post é de 24 de Dezembro de 2011, a, simpaticamente, desejar bom natal à malta!.
- Blogue do Grupo de Teatro: zero. O último post é de 12 de Julho de 2011, já lá vai meio ano e tal.
O Contra achou que eram zeros a mais e fez mais buscas, até chegar à página de facebook da paróquia. Aqui, sim há o verbo da palavra do padre Júlio e a beleza e rigor informativo das fotografias, mostrando um salão muito longe de cheio e com mesas meio-cheias.
A Tuna, que não tem a dimensão social da Arcor, juntou 210 amigos (segundo a imprensa), no seu último aniversário. O da Arcor, no domingo passado, tinha quantas?!
Nem todos os actuais eleitos lá estavam, garantiu quem lá comensou. Se estivessem, com os respectivos consortes, seriam logo 44 pessoas. Se cada um levasse um casal de filhos, já seriam 88! Se cada funcionária levasse, o marido, eram mais 20 e tal (vêem-se 19 delas, numa das fotos do facebook da paróquia)! E se lá estivessem todos os membros do Grupo de Teatro e respectivo(a)s consortes, quantas mais seriam?! E os atletas e treinadores de canoagem??
E os utentes, os pais das crianças e os filhos dos idosos?!
O salão não chegaria para os convidados, mas estava meio-cheio. Parece aquela história do copo: meio-cheio, que é a versão optimista. Meio-vazio, que é a negativa. Ficamos na primeira versão, a mais optimista.
26 Janeiro 2012
||| OS ALFINETES, OS ENVELOPES E AS PEVIDES...
O dia de hoje “deu em chuvoso”, como escreveu Álvaro de Campos. O tempo, por isso, ficou algo soturno, diria melancólico e até mesmo deprimente, o que deu ao Contra para ficar por casa e saber mais novas do histórico almoço da instituição.
Afinal, parece que não deu para os alfinetes e os senhores governadores ficaram um bocadinho desiludidos. Diríamos até que algo tristes. O povo é ingrato. Foi ingrato e parece não reconhecer a grande obra governamental.
Ao Contra, a propósito de tal desfeita da arraia miúda e já nem falando dos vips, que nem lá puseram os pés, ocorre a desgraçada situação em que se encontra o Presidente Cavaco, coitado, que não tem vencimento que dê para os dele - os alfinetes.
E também aquele ministro dos Negócios Estrangeiros, cujo nome infelizmente não recordo e que, sobre o seu ministerial salário, terá dito que não chegava para os charutos.
Se os alfinetes já não dão para eles, muito menos para os charutos, como darão para a arraia miúda que semi-encheu o palácio da governamentalizada instituição?
O Contra falava de alfinetes e de dificuldades e, ora bem, todos as temos. O mês de Janeiro, por exemplo, está a ser uma desgraça pró Contra, com uma mão-cheia de contas para pagar e já sabendo que o ordenado não vai chegar.
Sobre a instituição, o que parece certo é que os alfinetes não chegam pró popó. Pouco mais que para as rodas e os travões da frente, mais a embraiagem. Isto apesar de o padrinho ter sido visto a entregar um envelope e ter estado em pé de orelha com o austero, militarizado e introvertido e emproado 1º. ministro da governação. Teria pevides, o envelope?
25 Janeiro 2012
||| TRRRÉU-TÉU-TÉU, PARDAIS AO NINHO, POPÓ NOVO E RENOVÁVEIS ENERGIAS
Os briosos ribeirenses juntaram-se no adro da instituição, para apoiar a notabilíssima governação - que ali se plantou de fato domingueiro e açafate na mão, para receber a proverbial generosidade ribeirinha.
A governação precisa de popó novo e nada melhor que a festa de anos, para pegar no ancinho e juntar as notas.
Os notáveis ribeirenses aparecerem todos, todos em procissão, de opa vermelha e pegando nas varas do andor, que ali já estava decorado de muitos euros, seguros nas pétalas das flores com alfinetes. Eram notas de 5, eram notas de 10, de 20 e de 100, até duas de 500 euros ali estavam penduradas.
A fila de ex-presidentes apareceu de pedra de ouro pregada no nó da gravata e o pin do grande dia colado no bolso pequeno do casaco - do lado do coração.
Tocou ao rancho e a arraia miúda logo apressou o passo e ocupou as mesas do fundo, saboreando croquetes e traganitos de chouriça e pão torrado, pitéus da casa, levados em bandejas pelas alvas e devotadas colaboradoras da agremiação presidida pelo grande e distante líder. Devotadas e devotas, pois.... o melhor é aguentar, não se vá perder o emprego, se a governação se aborrecer com elas. Como já aconteceu.
Veio o caldo e o resto! E saboreou-se o banquete!
Veio o caldo e o resto! E saboreou-se o banquete!
Aos trrrréu-téu-téu pardais ao ninho, oraram os senhores e a senhora da mesa em rectângulo, exponenciando e potenciando os valores da instituição que, agora, com os açafates cheios de graveto, vai já não só comprar popó novo como também investir nas energias renováveis, sabe-se se lá se até também no céu e nas nuvens, ou num armazém de exportação de lagostins.
Todos eles foram brilhantes, todos talentosos e bem-falantes!
Todos eles foram brilhantes, todos talentosos e bem-falantes!
Os briosos ribeirenses, já então de barriguinha cheia e espantados e deslumbrados com tamanha sabedoria e já sabendo do dinheiro que era preciso dar pró popó novo, e agora também para a energia que vem do sol e do vento e da água, abriram e anafaram os envelopes pousados na mesa, ali expectantes, a desafiar a sua generosidade e a convidá-los a abrir a bolsa.
A receita da arraia miúda, já se sabe, é curta para a manga consumidora e a reforma mal dá para a farmácia. Mas a generosidade ribeirense multiplicou-se e, como sempre, os pobres mostraram ser capazes de dividir o pouco que têm.
A governação esfregou as mãos!!
A almoçarada foi um sucesso e até gabaram o corte do casaco do presidente e o rimmel discreto da vogal. Esteve linda a festa, pá!
A almoçarada foi um sucesso e até gabaram o corte do casaco do presidente e o rimmel discreto da vogal. Esteve linda a festa, pá!
19 Janeiro 2012
||| OS PORTUGUESES JÁ QUEREM É MESMO UMA DITADURA...
O Contra não se surpreendeu muito ao ler que os portugueses estão cada vez mais descontentes com a democracia. E que pouco mais de 56% dos cidadãos inquiridos numa sondagem consideram ser este o melhor sistema político.
E ocorreu que ainda, há bem pouco tempo, Salazar foi considerado o Português do Século XX, numa votação nacional.
Por outro lado, 15% já consideram que, nalgumas circunstâncias, um governo autoritário é preferível a um sistema democrático. A gente lê e parece que nem acredita.
Já agora, preocupante é também o facto de quase um em cada seis inquiridos considerar que um sistema autoritário poderá ser melhor em determinadas situações. Eh, pá!!!
Será que estes portugueses estavam a pensar nalguma democracia especial, em particular? A norte-coreana?!
Ou a lembrar-se da democrática governação ribeirense?
16 Janeiro 2012
||| OS COLÓQUIOS E OS COMÍCIOS DA VIDA PÚBLICA...
O fim de semana esteve sobrecarregado e encontrei-me, sem dar por ela, numa reunião de gente jovem, outra mais madura e mesmo outra já mais avançada na idade, que surpreendentemente muito atenta, ouvia um orador a falar da história e as lendas da freguesia.
O colóquio era do programa de aniversário de uma associação - porque é que em Óis as associações não organizam coisas destas? - e reparei como, à margem de todas as crises, há pessoas, dirigentes e associados, ou outras que nem por isso, interessada e continuadamente convictas, cheias de afazeres, mas partilhando-se por causas de interesse colectivo.
O Contra pôs-se a pensar se estes salutares comportamentos seriam possíveis em Óis. Se calhar, não! Há capacidades de criação de laços e de compromissos que são inatos, nascem com as pessoas, não se criam ou recriam pela vida fora.
Quando o Contra se sentiu envolvido naquela roda de vizinhos e de amigos, pôs-se a pensar se isso seria possível em Óis. Talvez! Talvez! Mas que haja lembrança, a coisa mais parecida que me lembra em Óis são os comícios. E esses são para dizer mal da concorrência, botar abaixo a adversário. Não são para promover o futuro.
14 Janeiro 2012
||| O ANO QUE ESTAMOS A VIVER...
O Contra já há algum tempo que não ia a um restaurante e foi hoje. Tinha apenas um cliente. E não entrou mais nenhum, depois de nós.
Os restaurantes, vim depois a saber, atravessam uma fase difícil e estão a fechar. O pequeno comércio esse, coitado, vai fechando as portas e basta ir à net para ver que encerram aos milhares. Nos dois casos, porque a classe média deixou de ter poder de compra, não pode consumir e está a adoptar os hábitos da classe operária dos anos 60, indo de marmita para os empregos ou almoçando apenas um bolo e um copo de leite.
Os meus tios, hoje em Óis, deram-me conta que os aflige a probabilidade de um dos meus primos ir perder o emprego, porque a empresa onde trabalha já entrou em lay-off. E que há famílias em Óis com imensas dificuldades.
O país está envolto em medo e revolta, parece uma panela de pressão prestes a rebentar.
As tais agências de ratting atiraram o país para o lixo, seja lá isso o que for.
O governo mostra-se claramente incapaz de dobra o cabo das tormentas deixado por Sócrates - que hoje foi visto a almoçar em Lisboa com os amigos, no Solar dos Presuntos. À rica e à francesa.
Os portugueses nossos irmãos do Banco de Portugal já receberam o subsídio de férias - enquanto os funcionários públicos e os reformados vão ficar sem ele e sem o de Natal. Catroga vai ganhar o que vai e nos mercados, nas ruas, nas empresas, nas repartições, nos transportes públicos cada vez mais se ouve a voz doída de um povo revoltado, triste e teso que nem um carapau.
O governo mostra dar passos gigantescos da incompetência para a irresponsabilidade e não sei bem se alguma vez vai ser capaz de enfrentar a cada vez mais explosiva realidade a que reduziu este país.
Onde irá parar este país, esta terra e a nossa gente?
10 Janeiro 2012
||| OS MAÇONS E A EXTINÇÃO DA FREGUESIA D´ÓIS
O Contra já sabe que caiu mal a nossa ingénua referência a eventuais e virtuais maçons ribeirenses. À caixa do correio e à de comentários, chegaram reacções muito indignadas, como se de repente caísse o mundo, o carmo e a trindade sobre o espírito santo ético de alguns senhores e, quiçá, senhoras.
Assim, de repente, diria o Contra que, quase de chofre, os impolutos e honestíssimos comentadores descobriram que em Óis é tudo gente virgem em malandrices, influências e outras coisas que tais. Só que, todavia, reagiram ao nosso remansado falar sobre as coisas de Óis como verdadeiros ayatollahs em defesa da tal fé e de uma qualquer virgindade.
O Contra não é maçon, nem sabe bem o que isso é. E não se incomoda nada que quaisquer ribeirenses tal sejam. É lá com eles e com quem lá for à loja deles e lá (ou noutro sítio) ponha o avental maçónico.
Num país como o nosso, onde há lojas para tudo, para traficar de tudo e engendrar tudo o que mais interesse aos mais poderosos, como não haver maçons ribeirenses?
E como há-de o Contra por tal coisa se incomodar?
Incomoda e até aflige é que esses tais poderes não se liguem e façam a terra d´Óis mais forte e influente, por exemplo na discussão do latente problema da anexação/extinção da freguesia. Aí é que eu os queria ver!
Assim, de repente, diria o Contra que, quase de chofre, os impolutos e honestíssimos comentadores descobriram que em Óis é tudo gente virgem em malandrices, influências e outras coisas que tais. Só que, todavia, reagiram ao nosso remansado falar sobre as coisas de Óis como verdadeiros ayatollahs em defesa da tal fé e de uma qualquer virgindade.
O Contra não é maçon, nem sabe bem o que isso é. E não se incomoda nada que quaisquer ribeirenses tal sejam. É lá com eles e com quem lá for à loja deles e lá (ou noutro sítio) ponha o avental maçónico.
Num país como o nosso, onde há lojas para tudo, para traficar de tudo e engendrar tudo o que mais interesse aos mais poderosos, como não haver maçons ribeirenses?
E como há-de o Contra por tal coisa se incomodar?
Incomoda e até aflige é que esses tais poderes não se liguem e façam a terra d´Óis mais forte e influente, por exemplo na discussão do latente problema da anexação/extinção da freguesia. Aí é que eu os queria ver!
07 Janeiro 2012
||| A MAÇONARIA RIBEIRENSE...
O país não pode passar uma semana sem futebol, que logo tem de inventar uma coisa para se distrair. Desta vez, lembraram-se da maçonaria - seja lá isso o que for.
O Contra, que não é maçon, não lhe prestou grande detalhe de atenção mas foi tal a insistência nas tv´s que resolveu ler sobre o assunto. E do que leu, para alguma coisa saber, concluiu que as maçonarias portuguesas nada têm a ver com a origem histórica, jacobina, iluminista e republicana dos maçons verdadeiros. Não passarão, segundo li, de meros biombos para o tráfico de influência. Portanto, coisa para deixar dúvidas.
Não sei porquê, mas associei maçonaria a Óis?
Haverá maçons em Óis?
Se pensar que as lojas de maçons são lugares onde se pratica o tráfico de influências e o "uma mão lava a outra", diria que sim. Há gente por Óis que, para estar no palanque e fomentar intrigas, até lava as duas e as enxuga no avental maçónico.
Se pensar que há pessoas influentes, ou poderes paralelos que interferem com as hierarquias oficiais, também em Óis me parece isso existir. É sabido o que influencia a palavra de uns (poucos) senhores. E aqui resisto à tentação de citar quaisquer padrinhos, ou alguns afilhados menos ortodoxos - daqueles que não se comprometem com os poderes (visíveis), mas os influenciam e são soberanos no seu próprio poder (oculto). E sendo maçons, se forem..., nunca se sabe que outros poderes subjugarão.
Acha o Contra, por isso e muito mais, que não será tão infantil e abstracta a probabilidade de, embora disfarçada, haver maçonaria na terra. Só que não andam de avental e penduricalhos ao peito. Vestem-se como nós, mas não são como nós.
04 Janeiro 2012
||| O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...
O Contra é contra o acordo ortográfico e não o vai praticar, continuando a usar a velha grafia portuguesa - a que aprendeu na escola e continuou pela vida fora.
O Contra não toma esta decisão por mero capricho cultural, sequer de protesto ou convicção. A atitude justifica-se unicamente porque aprendemos a escrever desta maneira e dela não queremos sair, pelo menos até que isso pague imposto.
O Contra adopta esta opção ortográfica, por convicção e por acreditar que este facto é insusceptível de lesar quaisquer interesses nacionais ou locais.
Em Ois, por exemplo, é um facto (facto leva cê) que faz falta executar o projecto do lar. O projecto, de facto, é uma acção, ou acto, que deveria levar a actual direcção associativa a tentar evitar tal decepção ao colectivo ribeirense, sem excepção ou ferimento de susceptibilidades. É objectivo que directamente deveria injectar de optimismo quem o adoptasse e seleccionasse como excepção à actual abulia associativa.
Um projecto que baptizasse a nossa gente de fé num pacto colectivo e na concepção de que o futuro está no passado
As regras concepcionais do novo acordo são quase desconhecidas ao Contra, que tem imensa preguiça em aprendê-las e não as recepciona, por opção.
Haja ou não projecto para o lar.
03 Janeiro 2012
||| UMA COMUNIDADE BEM INFORMADA É A QUE LÊ JORNAIS...
O Contra não dispensa a leitura do blogue OIS DA RIBEIRA, onde encontra pedaços da nossa história antiga e actual. O padrinho é mestre nessa arte.
Ontem, por exemplo, ficámos a saber que há 10 anos foi distribuído o Jornal da Arcor, de porta em porta e enviado pelo correio. Era o caso do Contra, que o recebia pelos CTT e o devorava com gosto. Mas o jornal desapareceu, logo após o fim do mandato dele (supomos), já lá vai uma meia dúzia de anos.
O último fim de semana deu também para ficar a saber que os jornais cada vez mais perdem mais leitores. O JN, por exemplo, chegou a vender mais de 120.000 por dia e agora não passa dos 78.000. É o Correio da Manhã que lidera, vendendo 124.000.
Os chamados jornais de referência, esses então estão uma desgraça: o Público vende 26.000, o DN apenas 17 mil e o «i» menos de 5 mil. No sector dos económicos, o Diário Económico não chega aos 5 mil e o Jornal de Negócios aos 3,5 mil. Isto tudo, segundo a Marktest - que faz as audiências.
Quer isto dizer que os portugueses deixaram de ler?
Discussões à parte e medindo a coisa pela tigela de Óis, talvez não surpreenda: sem informação (e da boa) os leitores não querem saber de jornais. E sem jornais não há opinião pública informada e bem formada.
Será por isso que a Arcor deixou de publicar o seu jornal, editando um boletim que a comunidade não conhece e que deve ser feito e lido apenas para quem o escreve?
Por estas e por outras é que o padrinho fez a obra que fez, durante a sua governação: mostrou a instituição, não a escondeu de ninguém. Mandava-a para a nossa casa, embrulhada no jornal, para que a sentíssemos nossa. Agora, parece que é só de alguns, que se calhar também não a conhecem.
* NOTA: Por favor, não venham dizer que estamos contra o padrinho. Não é nada disso. Citamo-lo como elogio e é merecido.
31 Dezembro 2011
||| BOM ANO NOVO DE 2012!!!!
O Contra vem aqui hoje, antes um bocadinho das badaladas do novo ano, para desejar que todos os ribeirenses sejam felizes em 2012. Que se pratique mais o amor e menos a intriga e a raiva; se cultive mais o dar de mãos que os distanciamentos. Que os cidadãos assumam a cidadania e não suscitem divisões. O Contra é a favor de isso tudo e o muito mais que pode fazer-nos mais felizes!
29 Dezembro 2011
||| NATAL DOS ALMOÇOS...
A moda dos jantares de Natal das empresas, escolas, repartições, etc., passou para almoço. Assim aconteceu este ano e juntaram-se 20 e tal pessoas de diversas idades e feitios para a paparoca, que foi rematada com o tradicional bolo-rei e espumante. Nada de mais.
Acabado o almoço e com a dispensa de trabalho da parte da tarde (trabalhámos até à uma e meia), ficámos por ali, armados em meio-tolinhos e a fazer de conta que o almoço de Natal estava muito agradável.
A média de idades do grupo, sei lá, andava aí pelos 30 e poucos anos. Quase com nada para dizer uns aos outros. Assim, não surpreendeu que metade do grupo se pusesse a tirar fotografias entre si, tipo apanhados, para depois de botarem a gargalhar feitos tolinhos, e a outra metade agarrada aos telemóveis a jogar. Sobraram os mais vélhitos (o chefe saiu mais cedo) até que se chatearam e se puseram falar de futebol (eles) e das revistas do social (elas). «No meu tempo não havia almoços de Natal, só em casa à noite de consoar», disse uma das companheiras, já a compor a prega da saia e levantar o dito cujo para se pôr na alheta. Foi assim o Natal dos que durante um ano de trabalho quase não se vêem.
Acabado o almoço e com a dispensa de trabalho da parte da tarde (trabalhámos até à uma e meia), ficámos por ali, armados em meio-tolinhos e a fazer de conta que o almoço de Natal estava muito agradável.
A média de idades do grupo, sei lá, andava aí pelos 30 e poucos anos. Quase com nada para dizer uns aos outros. Assim, não surpreendeu que metade do grupo se pusesse a tirar fotografias entre si, tipo apanhados, para depois de botarem a gargalhar feitos tolinhos, e a outra metade agarrada aos telemóveis a jogar. Sobraram os mais vélhitos (o chefe saiu mais cedo) até que se chatearam e se puseram falar de futebol (eles) e das revistas do social (elas). «No meu tempo não havia almoços de Natal, só em casa à noite de consoar», disse uma das companheiras, já a compor a prega da saia e levantar o dito cujo para se pôr na alheta. Foi assim o Natal dos que durante um ano de trabalho quase não se vêem.
26 Dezembro 2011
||| MENSAGEM DE NATAL...
Ao primeiro, toda a gente reconhece a dificuldade de mensajar. Ele é mais para executar as mensagens soarianas e celestinianas. Quanto ao segundo, não se sabe. O homem entra na instituição que lhe puseram na mãos, de borla e a seco, e nem se lhe conhece a voz.
Razão porque o Contra vem mensajar.
Razão porque o Contra vem mensajar.
Assim e humildemente pedindo desculpas pelos seus pecados, aqui o Contra desde já os expia. E começa pelo da preguiça que nos levou a deixar de postar como até aqui. É preguiça e é cansaço.
Depois, desculpa por não ter o condão e a varinha, para informar quanto devia e gostaria. Mas o Contra tem as suas dificuldades e despotenciou-se, quiçá influenciado pela instituição. Ou pelo corte dos feriados nacionais e do meio subsídio de Natal.
Dito isto, lembremos que o país está uma desgraça, está tudo uma calamidade, e os pilantras dos portugueses - e dos ribeirenses, claro - não compreendem este governo, que trabalha que se mata para nos servir - das 5 da manhã até quando calhar. Ora se o ministério trabalha desde a cinco da manhã, porque é que nós também não podemos? Claro que todos os portugueses, e todos os ribeirenses, o podem fazer.
Sem mensagens presidenciais, os ribeirenses sentir-se-ão órfãos.
Assim sendo, o Contra mensaja e promete estar disponível para todos os sacrifícios, para que a Junta possa ter dinheiro para os balneários da pateira e a instituição o suficiente para o que gere correntemente. E, quem sabe, se para fazer andar o projecto do lar.
O Contra vai pedir ao patrão para, em 2012, deixar trabalhar mais horas, para pagar mais impostos. E aceita receber apenas o rendimento mínimo, sem direito a subsídios e com corte do que o governo bem entender. Até comerá menos, para não engordar. Quem precisa de engordar são os porcos.
23 Dezembro 2011
||| CHINESICES!!!
Estamos em época de Natal, por isso ninguém leva a mal ver um governo de direita vender a jóia da coroa à China, que por acaso é um país comunista e já nos pôs a andar de Macau, com uma mão atrás das costas.
A situação não deixa de ser inusitada e curiosa: um governo, vamos, vá lá, chamar-lhe liberal, um governo que nos esportula tudo o que pode, agora, despreocupadamente, alija as suas responsabilidades num bem público tão relevante com é a energia eléctrica e vende o que lhe sobra de uma empresa pública portuguesa a uma empresa pública... chinesa. Não deixa de ter piada.
Realmente, é um gozo danado ver os representantes do capitalismo ocidental que se aproveitam da crise para forçar Portugal a vender-lhes o país ao preço da uva mijona ficarem, agora, a ver os chineses se aproveitarem do seu oportunismo e ganharem o concurso. Será a isto que se chama chinesice!
O que dirá Merkel a Passos? Puxar-lhe-á as orelhas?
22 Dezembro 2011
||| A CRISE E OS INTERESSES INSTITUCIONAIS...
Andam por aí uns génios, uns sábios, a dizer imbecibilidades a torto a direito. E têm quem lhes bata palmas.
Há poucos dias, o 1º. ministro disse aquela palermice dos professores emigrarem e bateram-lhe que nem cegos. Mas também houve quem o defendesse. E quem viesse dizer que o que ele disse faz algum sentido. Há gente para tudo.
A governação institucional local, a braços com a crise que justifica todas as incompetências e asneiras, retirou regalias ao pessoal e, a outro, mandou-o embora. Cortou, e corta, a torto e a direito. Porque não sabe fazer o mais sábio: criar riqueza e aumentar receitas. Diminuindo despesas com equilíbrio e sem fragilizar que herdaram.
É velha a história: as crises são alturas de oportunidade. E esta não está a ser.
É velha a história: as crises são alturas de oportunidade. E esta não está a ser.
Há meses, o governador geral proclamava aos ventos que ia potenciar a instituição. Conhecem-se os resultados da tonitroante afirmação aos jornais.
E sabe-se também como, jornalisticamente, o padrinho o promoveu e o tornou pessoa pública. Pois ninguém conhecia - e/ou conhece... - tão presidencial figura.
O resultado é o que se vê e o que não se sabe, pelo medo de se dizer.
Óis tem um belo exemplo, e bem recente, de como a crise criou oportunidades: há 10 anos, em pleno «governo da tanga», o do actual presidente da União Europeu (Durão Barroso), olhou para a frente e construiu o centro social.
A crise da «governo de tanga» deu-lhe coragem e competência para unir os não-unidos, angariar meios, criar riqueza, arranjar perto de milhão e meio de euros (julga o Contra, tendo em conta o que se disse na altura e depois), comprar terrenos e viaturas, concluir o hangar e construir os balneários do polidesportivo, deixar saldo de mais de uma centena de milhares de euros, aumentar o quadro de pessoal e sei lá o que mais.
A crise da «governo de tanga» deu-lhe coragem e competência para unir os não-unidos, angariar meios, criar riqueza, arranjar perto de milhão e meio de euros (julga o Contra, tendo em conta o que se disse na altura e depois), comprar terrenos e viaturas, concluir o hangar e construir os balneários do polidesportivo, deixar saldo de mais de uma centena de milhares de euros, aumentar o quadro de pessoal e sei lá o que mais.
Isto vem a propósito da crise e das imbecibilidades
Num momento da dita e das sobreditas, quando o país parece ir pelo cano abaixo e a governação se deixa atar de mãos, importante seria que todos tivéssemos a humildade de reconhecer limitações e, de outro lado, a capacidade de gerar união.
Talvez um primeiro-ministro possa dizer imbecibilidades como essa de os portugueses emigrarem. É lá com ele e com seu retrato. Mas quem governa de perto, quem o faz lado-a-lado com as pessoas e com elas (deve) partilha(r) as dificuldades e o desespero que leveda nas famílias, não se pode dar ao luxo cometer imbecibilidades e desleixar os interesses institucionais.
15 Dezembro 2011
||| O DEPUTADO CALOTEIRO...
O país acordou hoje com o fantasmagórico chorrilho de asneiras proferidas por um deputado do PS, por acaso do distrito de Aveiro (a cuja comissão política distrital preside), dizendo, entre outras barbaridades, que Portugal não deve pagar a dívida.
Que temos uma bomba atómica na mão: não pagar e, com isso, «deixar as pernas dos banqueiros alemães a tremer».
Isto, dito por um políticozeco como este, pode até parecer uma brincadeira. Mas foi a sério que o rapazinho falou, muito senhor de si e da sua autoridade. debitando um chorrilho de alarvidades de que devia ter vergonha. E é ele vice-presidente da bancada socialista da Assembleia da República.
Então, é assim: ou estamos todos a endoidar, ou somos um país de caloteiros.
O homenzinho chama-se Pedro Nuno Santos, é um viçoso deputado de S. João da Madeira e falava em Castelo de Paiva, numa festa de Natal.
O Contra abismou-se, mas o que vale é que a Europa, o mundo, Portugal, a França e a Alemanha não querem saber coisa nenhuma das palermices que diz o senhor vice-presidente de bancada do PS. Deus lhe perdõe e que não endoide.
É verdade que todos os partidos políticos têm as suas cavalgaduras a escoicinhar parvoíces. É verdade. Mas ao menos deviam redimir-se do chorrilho destas suas excrescências. Deveriam ter vergonha.
14 Dezembro 2011
||| OS BLUFFS E OS BONS PADRINHOS...
A leitura da nossa imprensa da manhã deixa-me quase sempre irritada, principalmente pelo deprimente número de notícias de acidentes, mortes, agressões, assaltos, violações e tribunais, aumento de impostos e das recessões que nos comem o que ganhamos a trabalhar.
Outra coisa que me impressiona, e impressiona negativamente, é a superficialidade com que se titulam as notícias, o que muitas vezes as transforma e imprecisas, confusas e manipuladoras. A gente lê o título e vai ver a notícia e conclui que pouco ou nada tem a ver uma coisa com a outra.
A leitura matinal que faço, confesso, é sempre apressada, entre o café ou o chá com torradas da manhã. Pouco é mais que os títulos. Os mesmos títulos que nos ludibriam. Se os aprofundar, isto é, se ler a notícia como deve ser, logo desatino com as imprecisões, mistificações e inverdades que encontro.
A quem está fora de Óis, interessa, obviamente, saber o que se passa em Óis.
Pois bem, se lermos as notícias da terra na imprensa regional, parece que por Óis vai tudo na paz dos anjos!
O que dá para concluir que é preciso é ter padrinhos. E dos bons. E se forem jornalistas, tanto melhor. Têm o poder de não destapar a nudez da incompetência e da asneira, do oportunismo, do carreirismo, das injustiças, dos bluffs que por Óis crescem como cogumelos. E é para os bluffs que a coisa está a correr.
É velha a história: quem quer bons padrinhos, arranja-os.
Outra coisa que me impressiona, e impressiona negativamente, é a superficialidade com que se titulam as notícias, o que muitas vezes as transforma e imprecisas, confusas e manipuladoras. A gente lê o título e vai ver a notícia e conclui que pouco ou nada tem a ver uma coisa com a outra.
A leitura matinal que faço, confesso, é sempre apressada, entre o café ou o chá com torradas da manhã. Pouco é mais que os títulos. Os mesmos títulos que nos ludibriam. Se os aprofundar, isto é, se ler a notícia como deve ser, logo desatino com as imprecisões, mistificações e inverdades que encontro.
A quem está fora de Óis, interessa, obviamente, saber o que se passa em Óis.
Pois bem, se lermos as notícias da terra na imprensa regional, parece que por Óis vai tudo na paz dos anjos!
O que dá para concluir que é preciso é ter padrinhos. E dos bons. E se forem jornalistas, tanto melhor. Têm o poder de não destapar a nudez da incompetência e da asneira, do oportunismo, do carreirismo, das injustiças, dos bluffs que por Óis crescem como cogumelos. E é para os bluffs que a coisa está a correr.
É velha a história: quem quer bons padrinhos, arranja-os.
09 Dezembro 2011
||| OS MENTIROSOS E OS COXOS...
O país, e o mundo, vivem tempos de mentira!! Nem precisa o coxo de correr muito, para achar o mais mentiroso!E ele há cada um...
A governação mente com os dentes todos da boca!
O debate político não é mais que um jogo de mentiras e habilidades verbais, de paleio fiado, irresponsabilidade e leviandade. O país mergulha nas maiores injustiças sociais que há memória e a governação, recorrentemente, não faz mais, na prática, que destruir a classe média e aumentar a pobreza e as desigualdades.
A respeitabilidade das instituições navega em mar de lama.
O país precisa de ajuda.
A governação precisa de ajuda.
As instituições precisam de ajuda!
Quando se perde quem apoia!
Quando foge quem auxiliava a crescer e desenvolver!
Quando a família institucional se torna mais curta!
Quando a governação não sabe (ou não é capaz de) desapertar as mãos e desamarrar os problemas!
Quando os novos fascismos espartilham o futuro, porque condicionam o presente, algo vai mal na governação! Seja qual for.
A governação, uma boa governação, não é incompatível com a solidariedade e a boa gestão. Não precisa é de mentiras para impor soluções, ou explicar decisões.
Uma governação, porém não vai longe, quando pretende legitimar os seus actos na mentira. Isso não é uma governação, é uma cambada de mentirosos! E esses apanham-se mais depressa que um coxo! Sejam eles doutores, engenheiros, trolhas ou pescadores. Sejam o que forem!
08 Dezembro 2011
||| AS DÍVIDAS NÃO SÃO PARA PAGAR..
O Contra não resistiu e vem blogar e falar de Sócrates, esse inimitável ex-líder da governação que, em Paris, não se coibiu de arregimentar os seus apaniguados para colar o PS a um irresponsável voto negativo ao Orçamento de Estado e, agora, despudoradamente e, a falar num colóquio (ou lá o que foi), elogiou a caloteirice como pilar da política governamental. Meu Deus!!!
Sócrates, imaginem, disse, e disse sem papas na língua e sem gaguejar, que “pagar a dívida é ideia de criança”, que foi isso que ele aprendeu. Não surpreende, por isso, que nos seus 6 anos de governação tenha mais que duplicado a dívida pública - que passou dos 83 mil para cerca de 170 mil milhões - e lançou Portugal nesta miséria em que vamos crescendo e sofrendo, levando Portugal para a bancarrota e obrigando o povo aos sacrifícios a que todos estamos (e estaremos) obrigados a fazer.
O falar leviano e caloteiro que Sócrates exibiu - o Contra já viu o vídeo, veja aqui - , condiz bem com o despudor que já revelara quando uma vez afirmou que “digam o que disserem, mas ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice”. Ganda lata!
Aqui chegados, e em vésperas de Natal, rezemos e olhemos para o que se torna prioritário acorrer: à pobreza das pessoas, à falência das pessoas, das famílias e das empresas. Olhar para os que não frequentam casas de luxo ou vernissages, se transportam em carros de grande cilindrada. Para quem não tem dinheiro para a sopa, ou dar um presente ao filho. Os que vivem envergonhados do mundo, na pobreza verdadeira e na solidão humilhante.
Há demasiados portugueses em sofrimento - porventura, também ribeirenses, quem sabe?!... - e é tempo de se atender à realidade e acudir às pessoas, às famílias, às empresas, às instituições. Essa é a mais genuína fórmula partilhar o amor e sermos solidários.
01 Dezembro 2011
||| NÃO CUSTA CHEGAR AO GOVERNO, CUSTA É GOVERNAR...
O Contra não faz ideia do que poderá salvar o país e a governação. Uma governação na qual o principal entretém vem a ser os ministros e secretários de Estado andarem a desdizerem-se uns aos outros.
O Contra não faz ideia de qual poderá ser a alternativa a este poder, mas sabe, todos sabemos, que Portugal chegou a um ponto desgraçado, em que o Estado asfixia os cidadãos e as empresas, aumenta a carga fiscal de forma verdadeiramente suicidária e, mesmo assim, não consegue amortizar dívida nenhuma.
O que o Contra sabe - e sabe por experiência própria - é que o país, as empresas e as famílais estão a empobrecer cada vez mais.
Cada vez mais teve menos ponta por onde se lhe pegue.
Há 371 anos, uma mão-cheia de patriotas abotoou a Duquesa de Mântua e atirou pela janela o traidor Miguel de Vasconcelos.
Hoje, será o último dia que, em feriado nacional, se comemora essa data de heróis - pois o governo, na sua febre extintora, quer acabar com feriados e este será um dos que vai de vela.
Parece simtomático: é a própria governação que não quer festejar a restauração da independência. Já não a temos? Se calhar!
Há governações que se deveriam demitir.
Como diz o outro, não custa chegar ao governo, custa é governar. E a carapuça serve a quem a enfiar.
30 Novembro 2011
||| O CARRO DO MINISTRO
O Contra, sem saber bem porquê, simpatiza com o ministro da Segurança Social, já desde que ele era líder da bancada do CDS. E achou interessante a sua «aparatosa» chegada ao Palácio de Belém, no dia da tomada de posse. De scooter, uma vespa. Espantou-se, por isso, ao vê-lo agora acusado de andar num carro de 86 mil euros. Foi um choque!
Independentemente da manipulação que os jornalistas (esses grandes artistas, lembrem-se só de alguns bem perto de nós!) tenham feito sobre o facto, uma verdade é... verdade: os políticos têm de perceber a revolta das pessoas.
Vamos por partes: se o Governo anterior tinha encomendado um carro deste custo, este Governo tinha naturalmente de o recusar.
Um governo que todos os dias anuncia cortes e hoje aprovou o orçamento que aprovou, não pode ter um ministro a andar em carros de 86 mil euros. Tenham lá paciência!
Não é que tenham de ir de scooter, não exageremos, mas um carro destes, deste preço e deste luxo, é um abuso e um insulto aos portugueses.
Outra parte: a situação em que o país se encontra, implica e torna urgente uma nova cultura de serviço público. Mas não é este serviço que o ministro da Segurança Social exemplifica, mesmo que explique, como explicou, que o carro tinha sido encomendado pelo governo de José Sócrates. Bastava-lhe recusar a viatura e algo se haveria de acertar com o vendedor.
Aqueloutra parte: se o país está pré-falido, não pode pagar salários e se todos os dias se aumentam os impostos, não é curial que vejamos ministros a passearem-se em viaturas de 86 mil euros.
A desculpa de invocar Sócrates, já não pega.
Sócrates já foi julgado, pelas asneiras que fez. E fez muitas!
29 Novembro 2011
||| AS AUTORIDADES POLÍTICAS LOCAIS...
O que os consultórios médicos têm de melhor é a oportunidade de se lerem revistas e jornais antigos. Às vezes, reencontrando-se notícias que já nos aliviaram o dia, ou o castigaram. Hoje, foi dia de dentista, coisa que detesto, mas também de encontrar um Diário de Aveiro de há uma semana, que me fez saber que as freguesias de Aradas, Glória e Vera Cruz, todas de Aveiro, são contra as fusões que o governo decretou sem ouvir ninguém.
Isto vem a propósito da eventual fusão de Óis com não sei que freguesia? Com Travassô? Com Espinhel? Com a Gocha?
O Contra já aqui comentou a questão, mas a reflexão ficou-se pelo blogue, por meia dúzia de comentários e, quanto ao mais..., cala-te boca.
A autoridade política local, que foi eleita para defender o povo e os interesses da freguesia, pouco diz e o que diz é a admitir a extinção de freguesias. Bonita autoridade.
Quanto à oposição, moita carrasco..., como nem mora em Óis, terá mais que fazer e esquecido os interesses da freguesia e o sagrado dever de defender os seus interesses.
É a favor ou contra a extinção e/ou a fusão?
Não se sabe. Nem se sabe se se virá a saber.
O presidente da Junta ao menos disse o que quis e o que sabe, embora apoucasse os nossos interesses e identidade da freguesia.
É caso para dizer que, com política desta, não vai Óis a lado nenhum.
28 Novembro 2011
||| O BENEFÍCIO DA DÍVIDA...
A alma do Contra emparvece: Portugal vai pagar cerca de 35 mil milhões de euros em juros e comissões pelo empréstimo da “troika”. O de 78 mil milhões.
O quê?! 35 mil milhões pelo empréstimo de 78 mil milhões?
Exactamente, sem tirar nem pôr.
O Contra pôs-se a fazer contas e concluiu o óbvio: 35 mil milhões é 45% de 75 mil milhões.
Quase metade.
Certo?
Infelizmente está certo. Mas foi isso mesmo que o imponderado Sócrates negociou com a troika e o vaidoso Passos assumiu em nome do Estado Português - como ele costuma dizer, todo inchado!
O Contra tem por hábito dar o benefício da dúvida, quando tem... dúvidas!
Mas este dramático caso é... caso para dizer que a troika, aos portugueses, deu foi o benefício da... dívida.
E ganha meio por meio, levando-nos à falência.
27 Novembro 2011
||| DEDOS APONTADOS E MÃOS PARA UMAS BOFETADAS
Estar na terra e saber de novidades (desculpem lá o aparente pleonasmo) é simpático: a gente senta-se, ouve, e mesmo que a conversa não seja connosco, sabem-se coisas. Serão fiabéis? Não todas, de todo.
A visa ensinou o Contra: quando se trata, em Óis, de beliscar terceiros, afia-se o bico e diz-se-diz-se, ai não sabe isto, ai não sabe aquilo, mas nunca se fala de nomes, ficando tudo embrulhado em segredos. A notícia de que há gente a comer à conta do Estado (logo, à conta de nós...), não é propriamente novidade. Que essa gente não faz nenhum e recebe subsídios e ajudas alimentares e outras, também não é coisa nova.
Novidade, para o Contra, é a indignação que alastra entre gente da nossa, inesperadamente preocupada com o futuro da governação, ate já citando nomes e soluções.
A questão governativa é recorrente, numa comunidade posta em hasta pública.
O Contra espantou-se com uma octogenária observação sobre a dita governação: «Tu achas que o povo dá algum crédito a essa gente que por aí anda?».
Eh pá: a malta d´Óis anda sabida p´ra caraças!!!
E que delícia foi ouvir o par de «octos« e dois jovens (talvez trintões!!!) a falar de economia, dizendo verdades que a gente conhece mas sem dar por elas, embora frias como punhais. Disse um deles que todos nós colaboramos com o engano com que nos enganam.
O Contra gostou de ouvir as ideias e apreciou a forma da sua expressão. Afinal, em Óis há massa crítica. Pensa-se e até se fala alto. A governação que se cuide.
Ao exame público já não escapa. Há dedos que lhe apontam defeitos. Mãos dispostas a dar-lhes umas bofetadas, ai se pudessem! Ó gente, ponham-se a pau!!!
26 Novembro 2011
||| TROIKA ANDA A XINGAR OS PORTUGUESES...
Os portugueses já se começavam a habituar a ver aterrar na Portela três homens que por cá vinham com a missão de humilhar os portugueses.
A Troika!
E, valha a verdade, tal tem conseguido com esmero e distinção e sem nos passar grande cartão. Agora, vão deixar de aterrar, pois já procuraram e encontraram escritório em Lisboa. Fica-lhe mais fácil e mais à mão xingar o governo e a carteira dos portugueses.
Isto, porém, é uma humilhação para todos nós.
Eles não vêm verificar as contas, coisa nenhuma!
Para tal, na era dos computadores e tal coisa como a net, bastar-lhe-ia, de lá de onde eles vêm, consultar tais contas e enquanto o diabo esfregava um ou dois olhos. Eles vêm cá é para humilhar os portugueses, falar na tv e deixar dito, e dito com todas as letras, que quem manda em Portugal são eles.
A humilhação, direi, será até maior que a sofrida diante dos ingleses e do seu famigerado ultimato.
E alguém, do governo ou da oposição, barafusta?
É o barafustas!
O governo amocha e estende-lhe a passadeira. As oposições resmungam só para a fotografia e a comunicação social ver; e esta quer é um boneco para encher o telejornal, o noticiário da rádio ou mais uma página do jornal.
O Portugal de 2011, infelizmente, não tem ninguém - ninguénzinho, mesmo!!!... - capaz de se opor a esta afronta. Não tem quem o defenda. Estamos cada vez mais vulgares!
25 Novembro 2011
||| UNS BONS PARES DE ESTALOS...
O Contra escutou hoje, na hora do almoço, uns anormaiszinhos a considerar, com ar de muito sábios e gente madura da vida, que as IPSS's são maioritáriamente da Igreja Católica e, por isso, o Estado, ao ajudá-las, está a ajudar a evangelização do catolicismo!
Esta teoria, diz o Contra, é verdadeiramente cabotina.
As IPSS´s não são todas da Igreja, mas todas auuxiliam quem mais precisam. E até quem não precisa! Mais: são instrumentos de apoio à família. E mais: substitutem o Estado em muitas das suas obrigações.
Ademais, o Estado anda a mingar-lhe os apoios, em nome da crise - o que, e Deus queira que o Contra se engane, vai acelerar a dita crise e a tumultuação social do país.
Aliás, ainda que fossem maioritariamente católicas (e não são), o que teria isso a ver com o papel social que assumem no dia-a-dia? Ajudando e substituindo a família, da creche aos seniores?
Os senhores enfarpelados da mesa do lado são ignorantes. O Contra não sabe se têm filhos ou pais idosos, ou quaisquer outros familiares que precisem de apoio de uma IPSS. Mas reparou que tinham cara suficiente para levar uns bons pares de estalos.
O leitor do Contra, que é inteligente, poderá, a propósito, pôr-se a perguntar: o que seria de Óis da Ribeira, hoje, se não existisse a Arcor?
24 Novembro 2011
||| GREVES E LIXO !!!...
O Contra abriu o dia de hoje a ver/ouvir notícias sobre a greve dita geral. Notícias, por exemplo, de piquetes grevistas que tentavam impedir não grevistas de assumirem o seu posto de trabalho. isto é: os grevistas não respeitam quem trabalha. Ora, a greve é um direito, claro que é, mas não pode nunca ser uma imposição. Em nome da mesma lei.
Pelo dia fora, em viagem, o Contra ouviu falar de cocktail molotov em três Serviços de Finanças lisboetas. E ouviu o cantarolar de slogans contra tudo o que cheira a governo, troika, fmi e por aí!
Já a chegar a casa, a tsf dá conta da invasão da escadaria da Assembleia da República e dos atropelos e bastonadas que por lá se bateram. Acabei de ver as imagens na tv.
Ora bolas!...
O que o Contra entendeu, com o devido respeito, é que as manifestações grevistas são essencialmente dos trabalhadores do sector público - que, agora, como qualquer português, também sentem a crise nos bolos. Já ia sendo tempo de, para algumas coisas, não haver portugueses de primeira e de segunda.
Estavam mal habituados.
Os trabalhadores do sector privado já há muito que suportam o peso da crise e pagam do seu trabalho as desmesuras dos desgovernos que nos larapiam os bolsos.
Ouço mais tv e José Rodrigues dos Santos anuncia que uma agência de ratting carimbou Portugal como lixo. Nem de propósito, logo no dia da greve dita geral: L-I-X-O!!!!
Os sindicatos deveriam repensar o que decidem, aparentemente em nome do interesse dos trabalhadores que os seguem de forma arrebanhada.
A greve dita geral leva-os aonde? E em nome de que deusa sacrificam os seus filiados desta maneira? Terão eles, mesmo, consciência da tragédia que se vive nas ruas e nas casas de Portugal? Ou estão a pensar, apenas, no próximo slogan para atrair trabalhadores para o seu próximo gáudio de dirigentes eternos das centrais sindicais?
23 Novembro 2011
||| NÃO HÁ DINHEIRO, FECHAM-SE AS PORTAS...
O Contra apreciou a decisão do Secretário de Estado da Cultura: demitir o director do Teatro Nacional D. Maria, que se armou em carapau de corrida porque, por causa das medidas de austeridade, lhe cortaram o orçamento.
E, assim, já não podia brincar às programações.
O que Diogo Infante, o tal director, tinha a fazer era, no tempo das vacas menos gordas que se passa, fazer obra com o que tem. Isso é que era avaria de gajo competente. E não comportar-se como menino mimado e birrento, a quem tiraram a chupeta - neste caso, a massa para ele desbaratar com a tal programação, que ele mesmo programou, para gastar o dinheiro que lhe davam e dando tachos aos amigos.
Foi demitido, caso arrumado.
Outro virá.
O surpreendente nisto tudo é a coragem do Secretário de Estado da Cultura, que não se pôs de cócoras a estes pequenos ditadores instalados na área da cultura, que agem como querem, gastando o dinheiro que lhe dão, pois quanto a arranjá-lo, tá quieto.
Portugal inteiro sabe dos dramáticos constrangimentos financeiros que o país atravessa, com muita gente (centenas de milhares de portugueses...) a reclamarem pão para a boca.
O Contra, logo por isso, acha perfeitamente normal que o orçamento para a cultura seja limitado. Não querendo fazer populismo barato, diríamos até que mais vale ter pão para a boca que palmas para o palco.
Outras governações assim parecido fazem: cortam, cortam, cortam..., sem buscar receitas, ou procurar alternativas.
Sem trabalhar para justificar e honrar o lugar.
Vão pelo mais fácil: não há cego, não se toca viola.
Pelo mais dramático: não há dinheiro, fecham-se as portas.
A história e os valores institucionais não contam para alguns governadores.
22 Novembro 2011
||| A TUNA, AS CORDAS, A PERCUSSÃO E OS SOPROS...
Tudo o que é informação da zona (jornais, facebooks e blogues) fala da Tuna de Óis da Ribeira e o Contra, que de música nem a escala sabe - sabendo, porém, silabar e cantarolar o básico dó-ré-mi-fá-sol-lá-si... - presta aqui homenagem aos seus dirigentes, instrumentistas e colaboradores.
Não deve ser coisa fácil manter viva a chama da cultura, como a Tuna faz, por modesta que seja. A mesma Tuna de que o Contra já ouviu tanta coisa e a ela viradas tantas espingardas. Tantas ironias e desatinos, tanto mau-dizer.
O Contra aprecia a Tuna, sem dela conhecer muitos pormenores. Mas diz por onde anda que «na minha terra há uma Tuna». Perguntam-me que instrumentos de cordas tem. E o Contra não sabe dizer. Como no sábado a vimos passar, garbosa e afinada, quis saber mais da Tuna. Falaram-me de muita coisa que eu não entendi, mas forçaram-me uma nota (e não é musical): que a Tuna está muito melhor. Mas não tem cordas!
Cordas?! Quais cordas?
Fui saber quais. Pois bem, leio que uma Tuna é um grupo musical de instrumentos de cordas. E dão-me o exemplo das tunas universitárias.
Ora, a Tuna de Óis não tem cordas.
Só instrumentos de sopro e de percussão.
Bom e isto e bom ou é mau?
O Contra não sabe responder. Mas tem orgulho de dizer que «a minha terra tem uma Tuna fundada em 1897!».
Não deve ser coisa fácil manter viva a chama da cultura, como a Tuna faz, por modesta que seja. A mesma Tuna de que o Contra já ouviu tanta coisa e a ela viradas tantas espingardas. Tantas ironias e desatinos, tanto mau-dizer.
O Contra aprecia a Tuna, sem dela conhecer muitos pormenores. Mas diz por onde anda que «na minha terra há uma Tuna». Perguntam-me que instrumentos de cordas tem. E o Contra não sabe dizer. Como no sábado a vimos passar, garbosa e afinada, quis saber mais da Tuna. Falaram-me de muita coisa que eu não entendi, mas forçaram-me uma nota (e não é musical): que a Tuna está muito melhor. Mas não tem cordas!
Cordas?! Quais cordas?
Fui saber quais. Pois bem, leio que uma Tuna é um grupo musical de instrumentos de cordas. E dão-me o exemplo das tunas universitárias.
Ora, a Tuna de Óis não tem cordas.
Só instrumentos de sopro e de percussão.
Bom e isto e bom ou é mau?
O Contra não sabe responder. Mas tem orgulho de dizer que «a minha terra tem uma Tuna fundada em 1897!».
21 Novembro 2011
||| ENTRAR NOS BOLSOS DOS CIDADÃOS...
O tempo de almoço de ontem deu para falar de muita coisa, do futebol à política, à agricultura que fechou portas e ao comer que temos de importar, da vida da família (como vai este e aquele; olha, fulano de tal já faleceu e fulana divorciou-se...) e à crise que se vive e nos queima esperanças.
Também da crise, que de há uns tempos a esta parte nos aflige, por causa dos sucessivos cortes na receita das famílias.
O Contra anda por esse mundo fora e, sem pretender tirar conclusões redutoras sobre a situação que conduziu a tamanha e trágica situação como a que os portugueses vivem, vislumbra algumas fissuras na estrutura deste notável edifício argumentativo da governação - que tudo intui e conclui para nos ferrar as garras nos bolsos.
Se quem quer que seja, através da reorganização e racionalização da área de governação que tutela, chegar à conclusão que pode cortar na despesa aqui ou acolá, não o deverá fazer? O Contra acha que sim.
A governação deve fazê-lo, desde que não seja posta em causa a qualidade dos serviços e os postos de trabalho, o prestígio e história da instituição que se governa.
A governação deve renegociar contratos ou reafectar de efectivos e meios, desde que isso signifique a majoração de serviços? Pois claro.
Mas não pode, indiscriminadamente, entrar nos bolsos dos concidadãos.
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