04 Fevereiro 2010
||| UMA BOA DESCULPA...
Qualquer um de nós passa uma boa parte do tempo da vida a criar e a apresentar desculpas. E as energias que não gastamos a arranjá-las, a inventá-las, a prepará-las, a ensaiá-las, a burilá-las e a dá-las. Isto quando não temos de as improvisar num enrascanço e nos vemos gregos para as encontrar.
Há alturas em que pensamos nelas, que as justificamos, e que até achamos que são bem boas. «Uma boa desculpa... », sorriem-se para nós, de gozo e ironizando o verbo.
O pior é quando somos nós os recepcionistas das desculpas e perdemos a paciência quando as recebemos esfarrapadas e à pressa. «Ó pá, vai espetar essa a outra...», reagimos mais ou menso assim, ou fazemos de conta que a engolimos.
As melhores desculpas deixam-nos tranquilos, principalmente se são bem justificadas. Mas irritamo-nos quando são as desculpas chamadas de mau pagador. Quando são como as escamas e aparecem mal amanhadas. Hoje, venho aqui com uma desculpa: vou ter uma intervenção no meu pé de estimação, não vou poder estar aqui por alguns dias. Não é desculpa. E se fosse, seria boa! Nem a parceria funciona, até depois da páscoa!
03 Fevereiro 2010
||| CASAMENTOS, DIVÓRCIOS E O RECEIO DE DIZER COISAS EM VOZ ALTA
Ainda estou na ressaca da seca tribunalícia de ontem e, para azar meu, uma pessoa amiga telefonou-me hoje com grande pressa de me falar pessoalmente. Imaginem: quer que eu vá ser testemunha dela, num processo de divórcio. Faltava-me esta!
Aqui frente ao pc, acabando de falar com ela na cozinha e com a criançada a fazer um barulho dos diabos, só porque o Benfica marcou um golo, deixo-me a pensar na vida, nas comunhões e nos divórcios que se matromoniam. E escrevo aqui e agora porque tenho receio de dizer algumas coisas em voz alta. Sou contra os divórcios, como sou contra os casamentos sem amor, os de conveniência. É o caso desta minha amiga, a quem tantas vezes «avisei» dos perigos que corria com o mulherengo do namorado/marido. Mas ninguém quer ouvir nada, quando arde a paixão e o interesse.
02 Fevereiro 2010
||| O TEMPO QUE SE DEMORA NO TRIBUNAL PARA SE ABONAR ALGUÉM...
Hoje estreei-me no tribunal, para servir de testemunha, num processo de difamação e para abonar o arguido. Éramos mais de dez envolvidos e gramámos à espera as horas que o diabo não quis.
A hora marcada começou atrasada meia hora, com uma chamada meio patética das partes - uns de um lado, outros de outro. Aquilo, dentro do tribunal, era um corropio e a gente à espera, à espera... sem um banco ao menos para nos sentarmos. Quase uma hora depois da chamada, foi chamada a primeira testemunha e já passava das 11,30 quando nos disseram que passávanos para a tarde. Resultado, às 14,30 lá estávamos nós para, por volta das 15,15, nos dizeram que estávamos dispensados, marcando-nos nova data para voltar, lá para Maio.
Com esta história toda, eu e mais uma dezena de pessoas não fizemos ponta de um chavelho durante o dia e já ficamos a contar que o mesmo irá acontecer em Maio - o mês em que pariu a poupa.
Reparámos que noutros Juízos foram vários os julgamentos adiados, ora por erros processuais ora por falta de qualquer coisa mais, ora não sei porquê. É assim vai a justiça portuguesa, lenta e a prejudicar muita gente.
Ouvi lá dizer que é normal acontecer este tipo de coisas. Porra, pá... então isto é que é o simplex? A minha estreia não me agradou.
01 Fevereiro 2010
||| ANDAR NA ESTRADA COM ABRÓTEAS E JAVARDOS ASSASSINOS...
Quem, como eu, todos os dias anda na estrada já reparou, concerteza, nos nomes que sem mais nem ontem se chamam a quem conduz. Qualquer condutor(a) que ande mais devagar, é um(a) abrótea? Aquele(a) que andar mais rápido é um(a) javardo(a) assassino(a)! Chamamos os nomes e até sentimos alívio.
No meio de tanto(a)s abróteas e javardos, é caso para dizer que é quase um milagre chegarmos ilesos a qualquer lado. É que ninguém conduz à mesma velocidade que eu. Devagar, devagarinho... e sempre com medo de cortar a esquerda.
Eu sou o que se diz, uma avécola: se olho para o espelho e vejo um tipo a tentar ultrapassar-me, reduzo. Deixo a alminha passar... Gosto de conhecer o estilo de condução de quem anda à minha volta. Aliás, há vezes em que nos sinais vermelhos lhes pergunto há quanto tempo é que têm carta. Nunca é demais sermos cuidadosos. E antes que me perguntem a mim.
É, atenção, eu nunca bati e ando há mais de 10 anos na estrada.
31 Janeiro 2010
||| ISTO DE BLOGAR... SEM TER ASSUNTO DO DIA!
Isto de andar a blogar tem que se lhe diga: ter uma tema e a disposição para ele, não é coisa que se compre no LIDL, ou no Pingo Doce, no Modelo ou no Fórum. E muito menos nas lojas de Óis, se ainda as há.
Ter de blogar leva-nos, porém, a ver as coisas e as pessoas de um outra maneira e a percepcionar o quão parecidos são os blogueiros com os funcionários públicos.
Realmente, não duvidem, é mesmo verdade. Mesmo que não precisemos deles para nada, eles continuam aqui, os blogueiros – firmes e hirtos - numa espécie de vida suspensa, à espera que os autores se lembrem de os actualizar ou de os apagar. Tal qual um funcionário público a contar as horas atrás de um qualquer balcão, sempre a carimbar as mesmas folhas com os mesmos carimbos, eternamente à espera da idade da reforma.
Hoje, quis saber de assuntos de Óis e o da actualidade era necessariamente o aniversário da Arcor, mas bati com o nariz da curiosidade na porta: nem, uma letra encontrei. Nem o site da Arcor, nem no blogue da Arcor, nem no site de Óis da Ribeira, ora bolas d´Ois!!!
30 Janeiro 2010
||| OS PRJECTOS DE VIDA, A MOSCA E O EUROMILHÕES...
V.Exª.s, senhores leitores, podeis imaginar o monte de coisas que eu tenho de fazer para pôr a mesa com alguma fartura, pagar os bifes no talho e as contas no caixa do supermercado, para além da farmácia, da escola, da sapataria e os etcs. com que todos nós temos a mania de nos candidatarmos a ser felizes.
A vida, realmente, é uma ralação. É muita trabalheira para tão parco resultado e uma grande canseira para tão cansada cabeça e este corpo já a pedir férias mais de uma vez por ano. Para além do mais, trabalho que me desunho, porque os bifes que aqui se comem não ganham em blogues, recebem-se lá. E há mais contas a pagar: a casa, os telefones, a net, o raio do carro que nas últimas semans tanta chatice me tem dado.
Fosse só (!!!!...) isso e, olhem, teríamos de fazer pela vida, como toda a gente. E faríamos, como fazemos. Mas é que tenho a mania de fazer projectos, sempre adiados, e, como todos os tugas, também tenho o projecto supremo de ganhar o euromilhões.
Eu sei que vocês não têm nada a ver com isto, eu sei!!! Mas apeteceu-me, enfim, deu-me na mosca de dividir estas intimidades com V. Exªs. para não me sentir o frio deste dia de sábado!
29 Janeiro 2010
||| FAÇA-SE LUZ E DEMOCRACIA...
Todos andámos na catequese e nos lembramos de que, e cito de cor, no início não existia nada. Então Deus, sempre misericordioso e bom, lembrou-se de criar e disse: «Faça-se luz!» E fez-se luz.
Assim, digamos, continuou a não existir nada, ou muito pouca coisa - e por alguma razão havia o paraíso, onde nunca havia coisas más... - mas pelo menos via-se tudo muito melhor.
Nos tempos de hoje, em que há luz a rojos por tudo quanto é canto, põe-se a questão de saber não a diferença que há entre a luz e o escuro mas a diferença entre a democracia e a ditadura. Diz aqui o meu conselheiro que não há diferença - embora reconheça que, na primeira (na democracia) as pessoas votam e acatam as ordens depois. Manda, quem ganha! Na segunda, nem sequer perdem tempo a votar. Porque acham que é uma perda de tempo!
Assim, digamos, continuou a não existir nada, ou muito pouca coisa - e por alguma razão havia o paraíso, onde nunca havia coisas más... - mas pelo menos via-se tudo muito melhor.
Nos tempos de hoje, em que há luz a rojos por tudo quanto é canto, põe-se a questão de saber não a diferença que há entre a luz e o escuro mas a diferença entre a democracia e a ditadura. Diz aqui o meu conselheiro que não há diferença - embora reconheça que, na primeira (na democracia) as pessoas votam e acatam as ordens depois. Manda, quem ganha! Na segunda, nem sequer perdem tempo a votar. Porque acham que é uma perda de tempo!
28 Janeiro 2010
||| TER OU NÃO TER ALGUMA COISA PARA DIZER...
As semanas de chuva que nos molharam neste princípio do ano, deram para ficar mais tempo por casa e para leituras esquecidas nas gavetas e nas estantes e também nesta prática de blogar que por aqui nos traz.
Achámos coisas interessantes e menos interessantes, é a vida... (diria Guterres) mas concluímos que vale(u) a pena este lavar de alma.
E vale a pena, por enquanto, continuar a blogar - embora o tempo pareça que se sume pelos dedos e em dias seguidos.
Andei a dedilhar e ocular sites e blogs, sem grandes preocupações e conclusões. Uma coisa, todavia, concluí: metade do mundo é formada por pessoas que têm alguma coisa para dizer e não podem (ou não querem) e a outra metade por pessoas que não têm nada para dizer, mas podem e não se fartam de dizer. E às vezes sai asneira!
27 Janeiro 2010
||| CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS E O SANTO ANTÓNIO
Anda para aí uma fona de opiniões sobre os casamentos de Santo António, que desde criança fazem fazem parte do nosso imaginário e se popularizaram nas festas do dito, em Lisboa, apesar da feição sensacionalista e mediatizada que tornou os casais em concorrentes de uma espécie de reality show.
Bom, mas isso seria o mal menor. Ou nem seria mal.
A polémica que agora se instalou - e por ela aqui viemos - tem a ver com a possibilidade de viável de os casais homossexuais também entrarem na tradição casamenteira de Santo António sem que isso se torne a morte da tradição e da sua simbologia. Eu nem sei o que dizer.
Os mais puritanos, moita carrasco..., nem pensar nisso: a inclusão de casais homossexuais na tradição seria o romper da tradição. Os mais vanguardistas dirão que isso dos homos é coisa do progresso social e religioso, transformado em retrato mais justo e tolerante da sociedade. Francamente, não sei o que dizer! Mas não estou a ver santo António a abençoar uma coisa destas! Não estou, não!
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26 Janeiro 2010
||| A PLASTICINA E OS OPINADORES
A opinião pública é um bocado como a plasticina: tem imensas cores, todas e diferentes e perfeitamente moldáveis.
Há gente, na verdade, para quem a opinião se molda consoante as ocasiões. Por Óis, chamava-se vira-casacas a esse tipo de gente. E não é só por Óis, como é evidente.
Não teria isso nenhum problema se esse tipo de opinadores não fosse também um problema semelhante à plasticina: é que quando misturamos as várias cores e a moldamos excessivamente, fica a modos que acinzentada. Como cinzentos são alguns opinadores. Penso eu de que...
Há gente, na verdade, para quem a opinião se molda consoante as ocasiões. Por Óis, chamava-se vira-casacas a esse tipo de gente. E não é só por Óis, como é evidente.
Não teria isso nenhum problema se esse tipo de opinadores não fosse também um problema semelhante à plasticina: é que quando misturamos as várias cores e a moldamos excessivamente, fica a modos que acinzentada. Como cinzentos são alguns opinadores. Penso eu de que...
25 Janeiro 2010
||| OS BITAITEIROS...
Os portugueses tem a original mania de mandar uns bitaites sobre tudo e mais alguma, mesmo que não percebam um chavelho do que estão a falar. De futebol, por exemplo.
São os chamados treinadores de bancada - normalmente associados ao fenómeno futebolístico, mas que encontramos em áreas como o desporto, os negócios, nas nossas vidas pessoais, nas associativas, nas políticas e por aí fora.
O que não pode deixar de nos deixar preocupados. E intrigados.
Realmente, olhamos opara o lado e não há modo de não encontrar alguém que não goste de mandar bitates que lhes apetece, sobre tudo e mais alguma coisa. O que não taria mal nenhum ao mundo, se não fosse grave por aí andarem algumas alimárias a meterem bedelho em tudo o que lhes cheire a cortar na casaca.
E o chato é que os bitateiros, os nabos que por aí pululam como opinadores, são mais do que se pensa e fazem crer verdades que são mentiras. Juro que não estou a pensar em ninguém, em particular.
São os chamados treinadores de bancada - normalmente associados ao fenómeno futebolístico, mas que encontramos em áreas como o desporto, os negócios, nas nossas vidas pessoais, nas associativas, nas políticas e por aí fora.
O que não pode deixar de nos deixar preocupados. E intrigados.
Realmente, olhamos opara o lado e não há modo de não encontrar alguém que não goste de mandar bitates que lhes apetece, sobre tudo e mais alguma coisa. O que não taria mal nenhum ao mundo, se não fosse grave por aí andarem algumas alimárias a meterem bedelho em tudo o que lhes cheire a cortar na casaca.
E o chato é que os bitateiros, os nabos que por aí pululam como opinadores, são mais do que se pensa e fazem crer verdades que são mentiras. Juro que não estou a pensar em ninguém, em particular.
24 Janeiro 2010
|| RECEITAS DE BERBIGÕES...
A ida ao mar deu nisto: comprar berbigões e conquilhas. E afanosamente prepará-las em casa, na cozinha. Esmagado o alho (ou dois, ou três...), junta-se uma malagueta fresca, partem-se os coentros à mão, para não lhes cortar o cheiro, e mergulhem-se esses aromas em azeite quente, deixando de fora uma parte das ervas para as juntar no fim.
Assim diz o livro das receitas. E mais: com os alhos loiros, juntem-se as bivalves, para retirar logo que as conchas abram, e polvilhe-se com o verde antes apartado. Assim fiz. Aliás, assim devia ter feito. É que o cozinhado saiu de uma maneira que me encheu de dores de barriga e tive de ir à farmácia cá da casa. Ganhei a indisposição e o tema para falar aqui, hoje.
Assim diz o livro das receitas. E mais: com os alhos loiros, juntem-se as bivalves, para retirar logo que as conchas abram, e polvilhe-se com o verde antes apartado. Assim fiz. Aliás, assim devia ter feito. É que o cozinhado saiu de uma maneira que me encheu de dores de barriga e tive de ir à farmácia cá da casa. Ganhei a indisposição e o tema para falar aqui, hoje.
23 Janeiro 2010
||| SAUDADES MORTAS DE UM DIA DE MAR...
Desejado e feito, hoje vi-me a ver praias, a cheirar as maresias e a ria, a olhar a alegria dos pequenos pescadorEs de bivalves e até comi tremoços.
Vi a alegria de um barco voltando, como diria o poeta. O dia foi uma verdadeira folga, embora com a aragem a bater-me nas ventas!
Quis estar por lá e bem. E que, como diz a cantiga de Ribeiro Carlos, que tudo mais vá pró inferno. Quis simplesmente... estar! Acham que é pouco?! Para mim é muito. Deixei-me estar e depois concluí que, pelos vistos, me contento com pouco!
Por exemplo, passear no paredão pelo mar adentro é dos meus passeios favoritos. Mas não vou lá muitas vezes e chego a ter saudades. Hoje, matei-as. Saio pouco e quando dou um passeiozito para fora da terra, é logo essa ideia que me assalta. É repousante, acreditem e sabe-me lindamente! E foi lindamente que voltámos a casa. Que dia bom!! Ou um bom dia?!
22 Janeiro 2010
||| O DIA..., AS SETAS E O TAPARUERE
O mais engraçado, para mim, claro está..., é como emergem estas provocações e aguilhoadas a torto e a direito, com quem atira setas ao alvo. Umas acertam, outras nem por isso, algumas caem antes de bater. Enfim, até que é divertido.
Acordei com boa disposição mas a caminho do emprego tive de me desunhar numa emergência, na estrada. Lá telefonei para onde devia e lá me desenrascaram. Ao passar pela repartição, tive de ir de boleia à oficina, buscar a papelada que lá tinha deixado esquecida, por causa da pane. Fui e vim e atolei-me de trabalho o dia todo, passando com uma sopa ao meio dia. Fiquei com dores de cabeça e lá tomei mais uma droga, das genéricas (mais baratas...). Ligaram-me da oficina para ir buscar o carro. Fui!
Pelo caminho, uma das crianças lembrou-me a promessa de lhe comprar um jogo qualquer e deixou-me a pensar que no meu tempo não era nada disso, prendas só em dia de anos e coisa pobrezinha. Para me irritar ainda mais, o trânsito atrasou-me a viagem do regresso a casa e passei pelo restaurante habitual para trazer o taparuere com uma janta de emergência.
Abriu o telejornal e, com todo o respeito pela horrível tragédia, já não consegui mais ouvir falar do Haiti. E é aqui que bate o ponto: a tragédia deveria fazer-nos mais humanos. E ás vezes não somos!
O taparuere já está limpo, pode ter de ser necessário na próxima semana. Amanhã, sem dúvidas, vou dar uma volta pela Barra e pela Costa Nova. Se calhar, vou ao cinema. Hoje, o taparuere foi a melhor coisa que me aconteceu.
21 Janeiro 2010
||| A VIDA IGUAL QUE SE REPETE CICLICAMENTE...
Todos nós mais ou menos sabemos o tempo mítico que significa a nossa integridade e realidade religiosas – que se caracterizam pela sua circularidade. Por outras palavras, para alguns sábios o tempo mítico é cíclico. Não há futuro, há o presente que repete sempre o passado fundador.
O tempo mítico está também presente na vida pública, que se renova a cada presente, indo buscar sempre os mesmos símbolos e recuperando sempre os mesmos modelos míticos-heroicos. Isso explica perfeitamente a permanência de popularidade de alguns actores da vida pública.
São eles, a maior parte deles, uma renovação presente de um passado público, não heroico mas miticamente repetido. Isso explica também a cíclica insistência de gente que insistindo no que lhes parece o óbvio, obviamente podem enganar-se. Que Deus Nosso Senhor os abençoe e proteja. Sempre!
20 Janeiro 2010
||| PAGAR E DAR TROCO...
Há malta que, por mais anormal que pareça, aprecia e pratica o insulto gratuito. Há gente que fica chocada com essas coisas e reage mal. E dá troco, insulta! Fala e contradiz, de cor e salteado.
Isto acontece num país onde toda a gente quer tudo à borla, pelo que há aqui qualquer coisa que me escapa. Preferem pagar para ser insultados? Façam lá como entenderem! Mas não insultem gratuitamente, sem darem a cara e a honra. Tenho dito.
19 Janeiro 2010
||| BOM DIA, NUM PAÍS EM QUE ESTÁ TUDO MALUCO...
Fui ao médico, com horas de espera no consultório. Deu para ler aquelas revistas já velhas de anos e o Expresso, onde dei conta de uma notícia a dar conta das verbas "extraordinárias" que a Segurança Social paga indevidamente. Interromperam-me a leitura: «Bom dia!...».
Era uma senhora, com uma filha pela mão.
Comentei com ela a história que eu lia: uma mulher tinha sido despedida e entregou os papéis a requerer o subsídio de desemprego. Só que, entretanto, fez um acordo com a empresa e voltou a ter trabalho. E foi ao centro de emprego para anular o processo - onde lhe disseram que tinha de ir de à segurança social. O processo dela já lá estava. E lá foi ela.
A funcionária que a atendeu não podia ser mais atenciosa. Resumindo, o processo já tinha sido despachado e ela iria receber o primeiro mês do subsídio de desemprego. Prestimosa, acrescentou-lhe que depois o teria de devolver. Mas a prestações.
Que não, que o devolveria mal o recebesse, que assim deveria ser e assim faria - reagiu a ex-desempregada.
Só que a funcionária pública, sempre muito prestimosa, fez questão de lhe sugerir que, como era devolvido em prestações e sem juros, sempre poderia aproveitar o dinheirinho para o gerir como quisesse, até que liquidasse a dívida, aos poucos.
É este o país que temos!
Saí da consulta e disse bom dia à senhora, na sala de espera. «Bom dia...», respondeu-me ela. Não sem comentar que «este país está é maluco!». E tem razão! Toda a razão do mundo!
Era uma senhora, com uma filha pela mão.
Comentei com ela a história que eu lia: uma mulher tinha sido despedida e entregou os papéis a requerer o subsídio de desemprego. Só que, entretanto, fez um acordo com a empresa e voltou a ter trabalho. E foi ao centro de emprego para anular o processo - onde lhe disseram que tinha de ir de à segurança social. O processo dela já lá estava. E lá foi ela.
A funcionária que a atendeu não podia ser mais atenciosa. Resumindo, o processo já tinha sido despachado e ela iria receber o primeiro mês do subsídio de desemprego. Prestimosa, acrescentou-lhe que depois o teria de devolver. Mas a prestações.
Que não, que o devolveria mal o recebesse, que assim deveria ser e assim faria - reagiu a ex-desempregada.
Só que a funcionária pública, sempre muito prestimosa, fez questão de lhe sugerir que, como era devolvido em prestações e sem juros, sempre poderia aproveitar o dinheirinho para o gerir como quisesse, até que liquidasse a dívida, aos poucos.
É este o país que temos!
Saí da consulta e disse bom dia à senhora, na sala de espera. «Bom dia...», respondeu-me ela. Não sem comentar que «este país está é maluco!». E tem razão! Toda a razão do mundo!
18 Janeiro 2010
||| SEMANA DE CHUVA, DE FRIO E SEM TV...
Os dias desta semana tem estado uma desgraça de frio e chuva. Ainda hoje... O que dá mesmo a calhar é estar por casa. Ouve-se música e toma-se o café da noite na cozinha. Não há vontade de sair. Lê-se uma revista ou jornal e conversa-se com a TV fechada, que é a forma de nos ouvirmos uns aos outros. Custa um pouco a princípio, mas depois até nos esquecemos que ela está ali.
Depois, dá para pensar e com o raciocínio destressado. Está-se sem pressa para ir a lado nenhum, sem nada para fazer e atrapalhar. Estes dias são deliciosos. Nem há eleições a meter o bedelho na nossa vida, a incomodar-nos a alma, a aborrecer amigos, a suscitar raivas e intrigas. Assim, os dias d´Óis são bem melhores..
Depois, dá para pensar e com o raciocínio destressado. Está-se sem pressa para ir a lado nenhum, sem nada para fazer e atrapalhar. Estes dias são deliciosos. Nem há eleições a meter o bedelho na nossa vida, a incomodar-nos a alma, a aborrecer amigos, a suscitar raivas e intrigas. Assim, os dias d´Óis são bem melhores..
17 Janeiro 2010
||| OIS DA RIBEIRA EM SITIO DA BLOGOSFERA
O site de Óis da Ribeira está novamente online, mantendo-se no endereço www.oisdaribeira.net. O editor, Luís Neves (foto), anuncia contar com os seus correspondentes (em cujo rol incluiu o Contra d´Ois) e «com as suas críticas, sugestões e sobretudo, participação!».«Pode começar por divulgar este email e mostrar um pouco mais do nosso lugar... porque não?!», refere o editor Luís Neves.
Por nós, cá está a divulgação. Não custa nada e assim homenageamos aquele que supomos ser o mas antigo site de Óis. Mas antigo, e noutros moldes, mais católicos, julgo que apenas existirá o da Paróquia/Padre Júlio. Mas confessamos que nem gostámos da remodelação. O anterior era mais graficamente mais atraente e neste mister terá apostado o editor. Quanto ao conteúdo, mantém-se o estilo! E nem se faz rogado o editor em sondar isto e aquilo, quando lhe apraz.
16 Janeiro 2010
||| BLOGOSFERA RIBEIRENSE...
É costume da casa ir assistir à procissão dos Santos Mártires, em Travassô - coisa que me lembro de fazer desde criança, depois comendo fatias de regueifa, no regressso, a lambiscar-me pela ladeira de Cabanões abaixo e depois lambê-las com manteiga. Hoje, não aconteceu isso, por causa da muita chuva que caiu todo o santo dia.
O mau tempo, o frio, a chuva... fizeram-me, assim, ficar por casa, coisa que, aliás, já não me lembro acontecer há muitos anos. Nem mesmo o cheiro dos grelos de Óis, me fez arriscar a intempérie. Fica-te por causa, em pijama e chinelos! Nem as crianças foram à piscina!
Fiquei por isso com largo tempo para a blogosfera local, o que nem sempre acontece porque, valha a realidade, tenho coisas para fazer e com a equipa agora manca, pior um bocadinho.
Deu, pois, para apreciar uma novidade local, da qual nem tinha ouvido falar mas que, afinal, já não é tão novidade asssim, a ver pela data do nascimento.
Dei-me conta do nervosismo de alguns elementos da central de blogueiros locais. Nervosismo e provocação, diria até, mas... e se calhar é abuso meu dizer isto, diria até que é má-educação. Mas, nisto, cada um toma a que quer!
E o que vale, então, essa central blogueira, em termos do superior interesse local?
Francamente, parece-me que valha pouco. E quem fala em blogues, fala em sites. Ficamos por aqui, por causa dos agreiros nos nossos próprios olhos.
||| HAITI
Fundação AMI - Assistência Médica Internacional
Rua José do Patrocínio, 49 1959-003 Lisboa
Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199 E-Mail: fundacao.ami@ami.org.pt
Internet: www.ami.org.pt Blog: http://ami.blogs.sapo.pt
15 Janeiro 2010
||| VOYEURISMO E EXIBICIONISMO NOS BLOGUES
Uma amiga minha, que por aqui me lê e deixou de comentar, gaba-me a pachorra de todos os dias aqui escrever. E hoje, sem querer, deu-me o motivo para o tema de hoje: uma teoria mais sobre os bloggers e a blogosfera.
“A blogosfera”, dizia ela na hora do almoço, «é um antro de exibicionistas e voyeurs». «Basta irmos à origem do conceito de blog, onde alguém decide expôr a privacidade do seu dia a dia numa página de internet, para percebermos que cada blog é uma extensão virtual da vaidade pilantra de quem os edita», disse ela.
Calei-me e em silêncio me fiquei, da surpresa.
E ela continuava: «O blog só é um fenómeno com cada vez mais adeptos porque a televisão despertou o interesse generalizado pelo voyeurismo idiota, de gente que não tem interesse nenhum e que esconde atrás de um blog as suas vidas vazias e desinspiradas».
Aqui, senti uma mordidela nas canelas.
Ela deu um gole na taça de vinho branco e continuou: «Para mim escrever um diário, ou um poema, ou outra porcaria qualquer na internet é um acto exibicionista. Se não o fosse as pessoas não teriam a necessidade de mostrar aos outros. Do outro lado tens os voyeurs: tens imensos deles sempre a comentar o que está escrito, fora os que só lêem e não dizem nada…».
Irritei-me!
Depois, pensei mais seriamente no que ela tinha dito. Tinha acabado de me rotular de exibicionista e voyeur (também leio uns blogs de vez em quando, embora não goste de deixar comentários).
Então decidi responder-lhe. Mas como? Levantei-me calmamente, vesti o sobretudo e virei-me para trás: «Então e porque é tu que tens um blogue?».
Ela corou-se um bocadinho e eu ri-me da pirraça aque lhe fiz. Afinal, qual de nós tinha mais razão, era mais exibicionista e menos voyeur! Bloguei-a e prontos! Quero dizer, bloqueei-a!
Ahora dei am volat pelos blogues e sites de Óis e acho que ela não tem razão nenhuma.
“A blogosfera”, dizia ela na hora do almoço, «é um antro de exibicionistas e voyeurs». «Basta irmos à origem do conceito de blog, onde alguém decide expôr a privacidade do seu dia a dia numa página de internet, para percebermos que cada blog é uma extensão virtual da vaidade pilantra de quem os edita», disse ela.
Calei-me e em silêncio me fiquei, da surpresa.
E ela continuava: «O blog só é um fenómeno com cada vez mais adeptos porque a televisão despertou o interesse generalizado pelo voyeurismo idiota, de gente que não tem interesse nenhum e que esconde atrás de um blog as suas vidas vazias e desinspiradas».
Aqui, senti uma mordidela nas canelas.
Ela deu um gole na taça de vinho branco e continuou: «Para mim escrever um diário, ou um poema, ou outra porcaria qualquer na internet é um acto exibicionista. Se não o fosse as pessoas não teriam a necessidade de mostrar aos outros. Do outro lado tens os voyeurs: tens imensos deles sempre a comentar o que está escrito, fora os que só lêem e não dizem nada…».
Irritei-me!
Depois, pensei mais seriamente no que ela tinha dito. Tinha acabado de me rotular de exibicionista e voyeur (também leio uns blogs de vez em quando, embora não goste de deixar comentários).
Então decidi responder-lhe. Mas como? Levantei-me calmamente, vesti o sobretudo e virei-me para trás: «Então e porque é tu que tens um blogue?».
Ela corou-se um bocadinho e eu ri-me da pirraça aque lhe fiz. Afinal, qual de nós tinha mais razão, era mais exibicionista e menos voyeur! Bloguei-a e prontos! Quero dizer, bloqueei-a!
Ahora dei am volat pelos blogues e sites de Óis e acho que ela não tem razão nenhuma.
14 Janeiro 2010
||| NO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM...
Já todos ouvimos falar e falámos, naquela expressão popular: «Isso foi no tempo em que os animais falavam».
Aparentemente, há muito... muito tempo atrás, os animais tinham a capacidade de falar. Ninguém consegue dizer exactamente qual foi a altura em que perderam essa faculdade, mas diz-se que um dia houve um big bang linguístico qualquer e animalagem perdeu o pio.
O papagaio foi o único que se safou. A cobra com sotaque ribeirense, o papaformigas com sotaque quarentão, o jumento que dominava cinco idiomas e passava das cinco décadas de idade, esses também se safaram. O curioso é que nunca se fala no Homem neste processo de perda da fala.
Parece que o crescimento da espécie humana está correlacionado com este silêncio animal. Até então, o homem nunca teve grandes hipóteses de sobrevivência num mundo de animais falantes.
Quando estes perderam a fala, as coisas complicaram-se. Teve de ser a pessoa humana a substituí-los - o que requeria um poder mímico que nenhum animal estava preparado para usar. Como é que um gajo diz «australopiteco» em mímica? E assim se lixaram os animais falantes. Ficaram os outros, a macaquearem-se uns aos outros. A papaguearem-se!
Aparentemente, há muito... muito tempo atrás, os animais tinham a capacidade de falar. Ninguém consegue dizer exactamente qual foi a altura em que perderam essa faculdade, mas diz-se que um dia houve um big bang linguístico qualquer e animalagem perdeu o pio.
O papagaio foi o único que se safou. A cobra com sotaque ribeirense, o papaformigas com sotaque quarentão, o jumento que dominava cinco idiomas e passava das cinco décadas de idade, esses também se safaram. O curioso é que nunca se fala no Homem neste processo de perda da fala.
Parece que o crescimento da espécie humana está correlacionado com este silêncio animal. Até então, o homem nunca teve grandes hipóteses de sobrevivência num mundo de animais falantes.
13 Janeiro 2010
||| OS OUTROS HUMORES E OS SETE SENTIDOS...
Todos nós já ouvimos falar - e muito se fala, aliás... - dos cinco sentidos. Mas ao que se dá uma importância quase mística é ao sexto. Sexto sentido.
Por outro lado, raramente falamos no sétimo e quando falamos dele, nem nos apercebemos que é de um sentido que falamos. É sentido que passa despercebido.
Isto quer dizer que se prova que ele nasce connosco, que é sentido que está para além da aprendizagem, que é contagiante e que diverte toda a gente à sua volta. É assim o sentido de humor... ou se tem, ou não se tem. Para mim ele será sempre o sétimo sentido!
Por outro lado, raramente falamos no sétimo e quando falamos dele, nem nos apercebemos que é de um sentido que falamos. É sentido que passa despercebido.
Isto quer dizer que se prova que ele nasce connosco, que é sentido que está para além da aprendizagem, que é contagiante e que diverte toda a gente à sua volta. É assim o sentido de humor... ou se tem, ou não se tem. Para mim ele será sempre o sétimo sentido!
12 Janeiro 2010
||| SENTIDO DE HUMOR...
Característica notável da espécie humana é a capacidade de se rir de si própria e do que a rodeia. Chama-se a isso ter sentido de humor e é um dos placebos mais eficazes da existência humana: está cientificamente provado que uma boa gargalhada diária aumenta a longevidade, alivia tensões e torna-nos mais felizes, nem que seja por instantes.
Há vários tipos de humor, desde o mais básico ao mais requintado. Mas o sentido de humor é algo transversal a todos os humores - quem o tem, esboçará pelo menos um leve sorriso quando confrontado com um dos vários géneros de humor.
Infelizmente há por aí muito mamífero baboso desprovido de sentido de humor.
E há o humor ribeirinho, o de Óis da Ribeira. E o daqueles que, por mais que se esforcem, vêem tudo à luz da sua realidade e personalidade limitada e desinteressante, sem uma única pontinha de humor.
11 Janeiro 2010
||| FALTA DE VISÃO E DE EMPREGO...
Portugal já vai em mais de 600 000 desempregados.
O trabalho dos portugueses num ano inteiro já não chega para pagar a dívida externa e, ao que lemos, a carga fiscal é superior em mais de 25% à média europeia.
O pais parece falido e vamos ouvindo, quem supostamente sabe o que diz, a dizer que, até Junho, cada português trabalha apenas para alimentar o Estado - Estado que, ainda por cima, gasta mais 10% do que aquilo que confisca e recebe.
Por outro lado, registamos constantemente as piores classificações entre os parceiros europeus e, mesmo assim, entretemo-nos com coisas de somenos, para fazer esquecer o relevante.
Voltemos aos desempregados: valha-lhes a imaginação! Soube agora que uns sem-nada-para-fazer dos nossos arredores arranjaram nova ocupação: prospectar o mercado blogueiro. Mas que falta de visão de futuro e de rendimento! Mais valia que fossem cavar batatas, semear nabos, vender hortículos e caçar subsídios ao Estado. Ou candidatarem-se a lugares públicos remunerados.
Aliviavam o desemprego e seríamos todos mais felizes! Mas têm falta de visão!
O trabalho dos portugueses num ano inteiro já não chega para pagar a dívida externa e, ao que lemos, a carga fiscal é superior em mais de 25% à média europeia.
O pais parece falido e vamos ouvindo, quem supostamente sabe o que diz, a dizer que, até Junho, cada português trabalha apenas para alimentar o Estado - Estado que, ainda por cima, gasta mais 10% do que aquilo que confisca e recebe.
Por outro lado, registamos constantemente as piores classificações entre os parceiros europeus e, mesmo assim, entretemo-nos com coisas de somenos, para fazer esquecer o relevante.
Voltemos aos desempregados: valha-lhes a imaginação! Soube agora que uns sem-nada-para-fazer dos nossos arredores arranjaram nova ocupação: prospectar o mercado blogueiro. Mas que falta de visão de futuro e de rendimento! Mais valia que fossem cavar batatas, semear nabos, vender hortículos e caçar subsídios ao Estado. Ou candidatarem-se a lugares públicos remunerados.
Aliviavam o desemprego e seríamos todos mais felizes! Mas têm falta de visão!
10 Janeiro 2010
||| O LOBBY GAY E OS DESEMPREGADOS NAS BICHAS DOS CENTROS DE EMPREGO
Essa coisa dos casamentos inter-sexuais continua a não me entrar bem na cabeça, desculpem lá... E o tempo que a gente dedica à coisa, o tempo que as televisões, as rádios e os jornais levam a falar do assunto, abrindo telejornais e o mais que se vê e ouve, até me irritam.
Que os homossexuais possam ter um contrato civil que lhes permita uma série de coisas, ainda vá que não vá. Mas quando me lembro daquela anedota do puto na escola a dizer que o pai se chama José e a mãe é o Manuel, não posso.
Não concordo com esse tipo de adopção. E discordo do tempo que se gasta com essa coisa. Eu mesmo discordo até de mim por aqui voltar a falar no assunto.
E lembro o tempo, às vezes anos, que demora um processo de adopção de crianças, por casais normais. Estes esperam. Os ditos especiais são mais influentes. Qualquer dia estamos num país como se lê num título do Público on line do dia 7: "Sócrates apresentará proposta para o casamento no Parlamento gay". Terá sido lapso do jornal, ou de propósito?
Entretanto e enquanto o país que faz estas leis se diverte com estas coisas, crescem as filas de desempregados nos centros de emprego. E não há lobby gay que se lembre deles! E se ocupe deles?
Estamos entregues à bicharada!
Que os homossexuais possam ter um contrato civil que lhes permita uma série de coisas, ainda vá que não vá. Mas quando me lembro daquela anedota do puto na escola a dizer que o pai se chama José e a mãe é o Manuel, não posso.
Não concordo com esse tipo de adopção. E discordo do tempo que se gasta com essa coisa. Eu mesmo discordo até de mim por aqui voltar a falar no assunto.
E lembro o tempo, às vezes anos, que demora um processo de adopção de crianças, por casais normais. Estes esperam. Os ditos especiais são mais influentes. Qualquer dia estamos num país como se lê num título do Público on line do dia 7: "Sócrates apresentará proposta para o casamento no Parlamento gay". Terá sido lapso do jornal, ou de propósito?
Entretanto e enquanto o país que faz estas leis se diverte com estas coisas, crescem as filas de desempregados nos centros de emprego. E não há lobby gay que se lembre deles! E se ocupe deles?
Estamos entregues à bicharada!
09 Janeiro 2010
||| O CASAMENTO HOMOSSEXUAL E O NASCIMENTO DE CRIANÇAS
A Assembleia da República aprovou ontem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Cada um é feliz da maneira que quer e bem entende, mas não sei onde vamos parar - a continuar a andar assim!
Os que discordam da medida têm bom remédio, é verdade: continuam a casar com pessoas de sexo oposto. Está certo. E a lei não obriga ninguém a casar com alguém do mesmo sexo. Mas se todos casarem com parceiro do mesmo sexo, até quanto teremos crianças a nascer e a garantir a civilização humana?
08 Janeiro 2010
||| SEMPRE QUE PUDER...
O andar por aqui a blogar deu-me oportunidade de conhecer pessoas interessantíssimas e outras pela negativa, daquelas que nos fazem surprender, porque... revelam uma face inóspita, desprezível e miserável, com pouco carácter - diria eu.
A conjuntura pessoal e profissional leva-me a entrar numa nova etapa da vida, de que a blogosfera não fará parte durante tempo incerto. Despeço-me pois, desejando aos que ficam que nunca percam de vista a necessidade de encarar o meio que agora deixo como um mero divertimento, válido apenas enquanto melhorar a disposição e servir o interesse comum - sem ofender, sem agredir, sem acusar por acusar, sem questionar apenas porque apetece!
Como eu acho que o Contra d´Óis faz! E muito bem! Voltarei sempre que puder!
07 Janeiro 2010
||| O MULTI-DESPORTIVO COM COBERTURA AMOVÍVEL DA PATEIRA
Leio nos jornais que a Junta de Freguesia de Óis anuncia um espaço multidesPortivo com protecção amovível para o recinto do parque da pateira como propósito para 2010. Até que a ideia é gira!
Mas porém, todavia, contudo ocorre é que há em Óis um polidesportivo que está abandonado. Será porque tem balneário fixos e não é de cobertura amovível?! Se calhar!
06 Janeiro 2010
||| (NÃO) BLOGAR EM DIA DE REIS!
Há dias assim, em que há mais que fazer que andar por aqui a blogar - sabendo, como sabemos, que andam alguns à cata de um deslize para criar imagens e deduções.
Hoje, em quarta-feira Dia de Reis, só me vem à lembrança quando, em idada ganapa, íamos aconchegados em samarras e xailes cantar os ditos às portas da aldeia - às mais conhecidas e íntimas, para receber alguma coisita. Mas já aqui falámos disso.
Nesta quarta-feira, em que houve coisas muito mais importantes do que blogar, apenas aqui deixamos a questão: e se em vez de Dia dos Reis - que eram três e supostamente Magos... - fossem, três raínhas, afinal?
Hoje, em quarta-feira Dia de Reis, só me vem à lembrança quando, em idada ganapa, íamos aconchegados em samarras e xailes cantar os ditos às portas da aldeia - às mais conhecidas e íntimas, para receber alguma coisita. Mas já aqui falámos disso.
Nesta quarta-feira, em que houve coisas muito mais importantes do que blogar, apenas aqui deixamos a questão: e se em vez de Dia dos Reis - que eram três e supostamente Magos... - fossem, três raínhas, afinal?
05 Janeiro 2010
||| OS TICKETS DO ESTACIONAMENTO NA BOCA E A MÁ-EDUCAÇÃO...
Há razões que a razão desconhece e não se vai saber nunca quando nasceram, ou vão morrer. Por exemplo, o que levará adultos aparentemente normais e a quem as mãezinhas devem ter ensinado bons hábitos de higiene, a andar com os tickets dos parques de estacionamento na boca?
Isto vem-me a juízo porque, no domingo, numa das minhas raras idas ao cinema, lobriguei conterrânea nossa a correr de salto meio alto pelo parque do Fórum e o que levava ela na boca? Pois exactamente o ticket do estacionamento.
O que calha interrogar é se terão os tickets algum sabor tão especial e viciante que sejam atrelados à boca, como quem vai mastigar uma chiclet?
Questões como esta embaraçam um bocado o meu espírito e não encontro resposta. Acho, porém, que, para evitar este espectáculo ridículo e pouco higiénico, só há uma solução, que é as máquinas rejeitarem tickets babados e com marcas de dentes. Acabava logo este desbunde anti-higiénico! Ou, então, umas valentes correadas, para açoitar a má-educação...
Isto vem-me a juízo porque, no domingo, numa das minhas raras idas ao cinema, lobriguei conterrânea nossa a correr de salto meio alto pelo parque do Fórum e o que levava ela na boca? Pois exactamente o ticket do estacionamento.
O que calha interrogar é se terão os tickets algum sabor tão especial e viciante que sejam atrelados à boca, como quem vai mastigar uma chiclet?
Questões como esta embaraçam um bocado o meu espírito e não encontro resposta. Acho, porém, que, para evitar este espectáculo ridículo e pouco higiénico, só há uma solução, que é as máquinas rejeitarem tickets babados e com marcas de dentes. Acabava logo este desbunde anti-higiénico! Ou, então, umas valentes correadas, para açoitar a má-educação...
04 Janeiro 2010
||| NAMORADO(A)S E CASAMENTOS ENTRE GENTE DO MESMO SEXO
A camada Plataforma de Cidadãos, fazendo-se preocupada com a moral e os bons costumes da nação, conseguiu reunir 75 mil assinaturas para forçar a discussão parlamentar de um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Nada tenho contra a liberdade de actuação destes cidadãos mas lembro-me que, provavelmente, serão incapazes de mexer uma palha -uma palhinha que seja... - quanto ao estado da Justiça, do desemprego, da pobreza, da miséria ou de muitos outros males do país que por aí abundam.
Acho até muito bem que usufruam do direito que a liberdade lhes concede de poderem tentar limitar a liberdade dos outros. É paradoxal, mas, na verdade, é assim que as coisas funcionam em Portugal.
03 Janeiro 2010
||| 2010!!!
O novo ano já está aí - olhem que novidade!!!... - mas toda a gente sabe que rapidamente se tornará velho e terminará. O ano 2010 faz-nos lembrar, sei lá, aqueles intermináveis jogos de futebol, os do muda aos 5 e acaba aos 10 - aqui com intervao, muda aos 15 e acaba aos 20.
Eram jogos entre equipas escolhidas na hora e que jogavam até que alguma das nossas mães por lá perto aparecesse a gritar e a cobrar o atraso. Nuam desses avezes, leveo coça das graúdas... das qie não esquecem.
O bom desses tempos é que acreditávamos. Em muitas coisas, em quase tudo o que nos diziam e no nosso país em particular - país que nos ensivama ser o resultado do esforço dos nossos pais, avós e antepassados, militares, civis, magistrados e médicos, porteiros e peixeiras, todos os que nos rodeavam e os que os antecederam.
Acreditávamos, ou então ouvíamos, que o país estava a melhorar e as coisas a compôr-se, apesar daquelas tias saudosistas e daqueles parentes inconformados, que afirmavam que as coisas nunca tinham estado pior. Ou nos lembram as senhas de recionamento da 2ª. grande guerra ou as dores das famílias que viam os seus soldados irem para a guerra colonial.
São tempos que de alguma maneira deixam saudades!
Agora, chegamos a 201 e o que nos incomoda é pensar que o país continuará a afundar-se alegremente, casando maricas e promovendo professores, emigrando para se safar ou para estudar, enquanto alguns empresários acomodados enriquecem à custa dos nossos impostos, do nosso futuro colectivo e da conivência dos nossos responsáveis políticos, enquanto nós, quero dizer EU ainda não consegui encontrar forma de assumir a minha responsabilidade sobre tudo isto e afirmar tão alto quanto necessário que já basta deste país ser assim. E quem diz o país diz quem anda á nossa volta.
Eram jogos entre equipas escolhidas na hora e que jogavam até que alguma das nossas mães por lá perto aparecesse a gritar e a cobrar o atraso. Nuam desses avezes, leveo coça das graúdas... das qie não esquecem.
O bom desses tempos é que acreditávamos. Em muitas coisas, em quase tudo o que nos diziam e no nosso país em particular - país que nos ensivama ser o resultado do esforço dos nossos pais, avós e antepassados, militares, civis, magistrados e médicos, porteiros e peixeiras, todos os que nos rodeavam e os que os antecederam.
Acreditávamos, ou então ouvíamos, que o país estava a melhorar e as coisas a compôr-se, apesar daquelas tias saudosistas e daqueles parentes inconformados, que afirmavam que as coisas nunca tinham estado pior. Ou nos lembram as senhas de recionamento da 2ª. grande guerra ou as dores das famílias que viam os seus soldados irem para a guerra colonial.
São tempos que de alguma maneira deixam saudades!
Agora, chegamos a 201 e o que nos incomoda é pensar que o país continuará a afundar-se alegremente, casando maricas e promovendo professores, emigrando para se safar ou para estudar, enquanto alguns empresários acomodados enriquecem à custa dos nossos impostos, do nosso futuro colectivo e da conivência dos nossos responsáveis políticos, enquanto nós, quero dizer EU ainda não consegui encontrar forma de assumir a minha responsabilidade sobre tudo isto e afirmar tão alto quanto necessário que já basta deste país ser assim. E quem diz o país diz quem anda á nossa volta.
02 Janeiro 2010
||| OE MEDOS E AS EXPLOSIVAS VERDADES PRESIDENCIAIS!
O Presidente da República, com aquela hirta solenidade que lhe conhecemos, veio falar-nos no Ano Novo e a meter-nos medo. Como se fosse preciso!
Disse ele que «a dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso». Acrescentou que «com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva».
Frisou Cavaco Silva que «os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar» e ainda que «não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito».
Como bom português, lá disse o Presidente da República que há um «Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas». Esta aqui era mais para lixar o Sócrates.
Cá para mim, tem razão Sua Excelência. Poderia ele mesmo começar por cortar nas suas mordomias presidenciais. Seria um bom exemplo.
Disse ele que «a dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso». Acrescentou que «com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva».
Frisou Cavaco Silva que «os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar» e ainda que «não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito».
Cá para mim, tem razão Sua Excelência. Poderia ele mesmo começar por cortar nas suas mordomias presidenciais. Seria um bom exemplo.
01 Janeiro 2010
||| O NOVO ANO E SER DO CONTRA...
O novo ano já aí está, desde há algumas horas. É comum desejar-se que seja bom e feliz. Pois que assim seja! Feliz!
Nasce o ano novo e são mais 300 e tal dias que nos esperam, nem sempre sendo certamente os melhores. Aqui no blogue, vamos ficar mancos de colaboração habitual - o que vai tornar menos fácil a missão, mas isso não vai esmorecer a nossa avaliação da coisa pública de Óis. O novo ano será em tudo idêntico aos antecedentes, sem convocatórias para maus-dizeres, sem cartazes e panfletos postos na caixa do Correio ou debaixo da porta da sala; sem megafones com a corriqueira parafernália promocional que convida os ribeirenses a, por vezes, fazerem o que não querem.
Dirão que é o sistema. Será! Mas nós somos do contra!
31 Dezembro 2009
||| BOM ANO NOVO DE 2010, MELHOR E MENOS SOFRIDO...
Acaba mais um ano e cá estamos nós, como sobreviventes da crise, a pousar na despensa os desejos natalícios de um 2010 melhor que o 2009.
Por Óis da Ribeira, a coisa nem começou mal, logo com festa grande - a da inauguração do centro social da Arcor e da sede da Junta. Agora, de mãos erguidas, oramos ao nosso Deus para que tudo não seja pior no ano que nasce daqui a um bocado e que o faça distinguir do velho - embora todos saibamos que vai ficar tudo mais ou menos na mesma. Ou pior!
Seja como for, do ano velho para o novo, não percamos a esperança de que tudo possa melhorar e ser menos sofrido e que as coisas menos felizes possam ser varridas para fora da ilha ribeirinha com a vassoura de cabo de pau de marmeleiro e piaçaba consistente.
E optimizem-se os que não se deixam subjugar, os insatisfeitos e os inconformados com as coisas que se passam à volta.
Bom Ano Novo de 2010!
30 Dezembro 2009
||| ANTES QUE ALGUÉM PARTA A LOUÇA TODA...
A malta deve andar meia doida e sem saber exactamente o que saber, depois dos dias de muitos gastos nas compras do Natal. E o pior é que as piores consequências deixam a tropa meio ensandecida: com cartões sem saldo e o subsídio de férias esgotado.
A malta vê-se à rasca e quer saber tudo, saber como fazer para se safar de tudo disto, e não faz nada para saber e fazer! Assim sendo, manda bitaites! Apenas bitaites! A si mesmo e olhando-se ao espelho!
É, a gente olha para o espelho e vê-se. Depois, olha para o lado e não vê soluções.
Lemos aqui e ali e não podemos deixar de fazer cara mal-encarada a algumas pessoas que, com uma grande lata, continuam a mandar os seus tais bitaites.
A uma delas e graças à piedade de outra - que prescindiu de nos esfolar vivos... - devemos agora um almoço. Espero que a casca dos bivalves que lhe prometemos não lhe custe tanto a engolir como algumas alarvidades que por aí se ouvem, de gente que até parece que quer partir a loiça toda
29 Dezembro 2009
||| UM BOM GARFO E UMA MÁ IDADE...
Sou bom garfo, gosto de comer e, inevitavelmente, iniciei um lento processo de expansão adiposa. Dizem que é da idade, a gozarem comigo.
Em tempos mais jovens, parece que engordava só de olhar para os bolos na montra da pastelaria ou de ler a ementa do restaurante.
E continuei jovialmente a gostar de rojões e alheiras fritas, ou uma bela feijoada, uns deliciosos ovos moles ou um suspiro de vez em quando. E não resistia a uma boa fartura na feira de Março ou a um belo de um tracanaz de chouriço. E leitão, iiiiiiiih!....
Até há bem pouco tempo, o meu organismo queimava todas as gorduras e guloseimas, mas esse tempo já lá vai e fui inchando lentamente, com a roupa mais justa, a apertar mal o casaco e o botão do colarinho.
Assim, pensei começar um regime alimentar, tudo como mandam as regras. Primeiro, afreguesando-me daqueles absurdos restaurantes de comida dita “saudável”. Depois, com comida “a fingir” cheia de coraçõezinhos estilizados e silhuetas femininas na embalagem.
Todas elas fãs de queijos frescos e daquelas saladas cheias de nada e umas raspas de noz moscada. Também quiseram que bebesse aqueles sumos e sopas, que sabem a pouco ou coisa nenhuma, ficando eu de fome sempre esganada - a fome acessível à endinheirada freguesia! No que eu daria, vejam lá! Continuo mas é a comer a sério, com bom garfo, boa faca e chá de parreira.
Em tempos mais jovens, parece que engordava só de olhar para os bolos na montra da pastelaria ou de ler a ementa do restaurante.
E continuei jovialmente a gostar de rojões e alheiras fritas, ou uma bela feijoada, uns deliciosos ovos moles ou um suspiro de vez em quando. E não resistia a uma boa fartura na feira de Março ou a um belo de um tracanaz de chouriço. E leitão, iiiiiiiih!....
Até há bem pouco tempo, o meu organismo queimava todas as gorduras e guloseimas, mas esse tempo já lá vai e fui inchando lentamente, com a roupa mais justa, a apertar mal o casaco e o botão do colarinho.
Assim, pensei começar um regime alimentar, tudo como mandam as regras. Primeiro, afreguesando-me daqueles absurdos restaurantes de comida dita “saudável”. Depois, com comida “a fingir” cheia de coraçõezinhos estilizados e silhuetas femininas na embalagem.
Todas elas fãs de queijos frescos e daquelas saladas cheias de nada e umas raspas de noz moscada. Também quiseram que bebesse aqueles sumos e sopas, que sabem a pouco ou coisa nenhuma, ficando eu de fome sempre esganada - a fome acessível à endinheirada freguesia! No que eu daria, vejam lá! Continuo mas é a comer a sério, com bom garfo, boa faca e chá de parreira.
28 Dezembro 2009
||| FALAR DE ÓIS EXIGE MATURIDADE E NÃO VULGARIDADE
Editar um blogue, para além do prazer, é também um caso de solidão e ao mesmo tempo de prática da milenar arte do amor próprio, do exercício da técnica do eu, enquanto amante de nós mesmos. Não nos podemos desleixar, no entanto, esquecendo que vivemos em comunidade.
Isto é dito para falar do falar de coisas próximas de muitos de nós, facto nada risível mas que não nos pode inibir e/ou levar a debitar comentários chochos, só porque alguma virgem ofendida revela alguma fraqueza, ou uma certa inveja. Falar das coisas de Óis exige maturidade e não vulgaridade. Não é preciso inventar ou usar linguagem rasca para falar das coisas!
Talvez se ande por aí a precisar de melhorar as performances... literárias, de ganhar ânimo na escrita.
Nós, por nós, não queremos fazer como o outro, que se sentava em cima da sua mão direita e quando ela ficava dormente, utilizava-a para investir na escrita com toda a pujança. A atacar toda a gente, à esquerda e à direita.
27 Dezembro 2009
||| BANANAS!...
Dá para pensar e interrogar: que gente é a nossa, que bebe medo desde o berço, cresce e amadurece com o medo das palavras das mulheres (as mães, as namoradas, as mulheres...) e os silêncios dos homens - os companheiros de escola, os amigos da adolescência, os parceiros da vida adulta.
Como diz o povo, na sua secular sabedoria, somos uns... bananas! Muitos não passam disso, de... bananas!
O povo, realmente, somos todos nós mas temos medo dos grandes senhores. E pavor dos que se calam no cara a cara da vida! Dos senhores...
Esquecemos, voluntariamente, que as oligarquias também têm medo do povoléu mas mesmo assim submetemos-nos a elas. Porque temos medo de existir, de dizer não ou sim - como se do sim, ou do não, nascesse o nosso pavor.
Temos medo de tudo e de todos, medo do patrão, medo do vizinho, medo que nos roubem nas estremas, que nos inquietem no emprego, que nos neguem a lisonja pelo que fizemos ou não fizemos. Temos medo e acobardamo-nos no medo de errar, ou de perder. Parecemos exilados. Nem o Natal animou os medos! Ou os apoucou.
26 Dezembro 2009
||| SER RIBEIRENSE...
O problema de ser ribeirense, ou não ser ribeirense, não é exclusivo de ninguém. Do ponto de vista dos cidadãos, o importante é encontrar um ambiente nuclear próximo e em que predominem o afecto, o respeito, a liberdade, a pedagogia e o permanente bom senso.
Não é fácil!
A sociedade suporta-se numa capacidade de sobrevivência societária e económica para atingir as condições de felicidade máxima e possível, condições que minimizem os desastres ou os dramas que originam dúvidas, ou, ao inverso, suscitam a afirmação pessoal dos cidadãos. E quem diz dos cidadãos, diz da comunidade.
A sociedade está cheia de leis mas magra de regras auto-assumidas e isenta de deveres e direitos sólidos. A sociedade somos nós, mas não nos conhecemos.
Há gente em Óis que muitas vezes não conhecemos. É assim em todo o lado.
Não é fácil!
A sociedade suporta-se numa capacidade de sobrevivência societária e económica para atingir as condições de felicidade máxima e possível, condições que minimizem os desastres ou os dramas que originam dúvidas, ou, ao inverso, suscitam a afirmação pessoal dos cidadãos. E quem diz dos cidadãos, diz da comunidade.
A sociedade está cheia de leis mas magra de regras auto-assumidas e isenta de deveres e direitos sólidos. A sociedade somos nós, mas não nos conhecemos.
Há gente em Óis que muitas vezes não conhecemos. É assim em todo o lado.
25 Dezembro 2009
||| OS ELEITOS QUE NÃO VÃO Á ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
O Natal, nem o Natal nos deu pachorra e paciência para continuarmos a ouvir falar do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E se dermos corda ao assunto, nunca mais se pára a conversa.
O Natal em Óis deu-nos foi uma surpresa em Óis: a primeira Assembleia de Freguesia depois da posse (já) não teve a candidata que com toda a legitimidade se propôs ganhar a Junta de Freguesia, porque acreditava na terra dela (que é a nossa) e ter entendido que «chegou a altura de haver uma mudança em Óis». Também porque, e lemos no panfleto da propaganda eleitoral de Outubro, «é a altura certa para a viragem».
Bom, o que ontem valia como promessa eleitoral, deixou de ser logo à primeira possibilidade de, no terreno (na Assembleia de Freguesia) discutir o futuro de Óis, definir planos estratégicos para o futuro, começar a operar a tal viragem e blá, blá, blá.. Até porque, segundo soubemos, a AF discutia o orçamento e o plano de actividades para 2010. Orçamento e plano, topam?
Já podemos imaginar o Pires a gozar com o assunto: «Estão a ver quem é que queria ser presidente da Junta?... Nem põe os pés na Assembleia».
Falta saber é se a falta se deveu a um bom motivo (como obviamente deve ter sido...) ou se, como alegava um outro candidato perdedor de outros tempos, Óis também não a merece. Mas faltar logo à primeira assembleia, não fica bem a ninguém. Pensamos nós de que...
24 Dezembro 2009
||| BOM NATAL, RIBEIRENSES...
BOM NATAL PARA TODOS OS RIBEIRENSES!
SOMOS A FAVOR DE QUE SEJA FELIZ!! MUITO FELIZ!
E CONTRA OS QUE NÃO QUEREM UM 2010 MELHOR QUE O 2009!
QUEREMOS TUDO DE BOM! E COISAS BOAS!
23 Dezembro 2009
||| O PAI NATAL DOS EMIGRANTES..
Estamos em vésperas de Natal e não escapámos de ter de ir ao Fórum gastar uns dinheiros. E o que por lá onde gastar dinheiros!!!!
O cartão de crédito andou numa fona, estafando-se em máquinas e mais máquinas e conferências de saldo, não fosse acontecer que nos nascessem as vergonhas na frente de alguma empregada de balcão da loja.
A descer o tapete rolante, vi umas crianças - que me pareceram estrangeiras - com olhar esfomeado e a estender a mão, como quem pede! Não somos das pessoas que dão por dar e a qualquer pessoa que nos apareça na rua. Mas não resistimos e, sem prenda para lhe dar, deixámos escapar uma nota.
A lembrança trouxe conversas de há uns anos, com os meus primos a comentarem como passaram os primeiros natais no estrangeiro. Foi se calhar por ver naqueles ucranianos, ou eram romenos?, as caras dos meus familiares que emigraram nos anos 70 que se nos soltou a generosidade de momento.
Não tinham Pai Natal, assim como nós não o tínhamos em crianças!
22 Dezembro 2009
||| A CRISE E O NATAL DE 2010...
O vulgar por agora é ouvir-se dizer que os tempos não estão bons e que se aproximam tempos ainda mais difíceis. E o pior é que antes de terminar o próximo fim-de-semana o Natal já passou e lá se vão as boas-vontades e as festas felizes, compradas em prendas que se trocam - às vezes recebidas de uns para dar a outros.
Somos daqueles que pouco ligam ao Natal e nem de quando éramos criança nos lembramos de receber prendas, que fossem para além de uns pares de meias e roupa íntima. Portanto, não esperamos também grande coisa para a noite de além de amanhã. Mas desejava, ao menos, que as coisas mais complicadas fossem mais efémeras e que, antes do Natal de 2010, trocássemos a melhor prenda de todos os ribeirenses: serem irmãos no desejo de fazermos melhor que o que tem sido feito. Mas até lá, como todos sabemos, ainda vamos ter de ir à escola aprender a dialogar! E dar uns bons mergulhos na praia, já que no nosso rio tal é impossível!
21 Dezembro 2009
||| A CRISE CLIMÁTICA E OS JACINTOS DA PATEIRA...
Oslo, afinal, não resolveu coisa nenhuma e vamos continuar com o clima a aquecer (ou a arrefecer) ao sabor dos grandes senhores do mundo. Eles é que mandam!
Por lá perorou o recém-premiado Nobel da Paz, embora ali vestido de presidente dos EUA. E quem o ouviu falar obviamente concluiu que, a chalacear, Obama mais parecia estar a discursar na ONU, anunciando e justificando a guerra que ele próprio promove.
Lembram-se que na véspera de receber o Prémio Nobel, mandou 30 000 americanos para o Afeganistão?
Os políticos são assim, diz-se. E, como também se viu e ouviu, a retórica argumentativa de Obama não foi nada inovadora, bem antes pelo contrário. Foi sempre em nome do bem, da "guerra justa" (contra os infiéis, contra os bárbaros, etc. e tal) que todos os impérios se impuseram e expandiram. Mas não disse nada de novo. E também nada de novo surgiu de Oslo para arrefecer o clima.
Aliás, por lá mais se ouviu falar de guerra e do direito à auto-defesa, mascarando de direito à guerra preventiva, do que o tal problema do arrefecimento climático.
É como se continuássemos com o problema dos jacintos da pateira e fossemos lá apenas para os ver e não esquecer mas termos de decidir apenas pela ementa a saborear no restaurante. E que se lixem os jacintos...
20 Dezembro 2009
||| O AMOR NOS NOSSOS DIAS... JÁ NÃO É O QUE ERA!
Acontece muitas vezes e vai voltar a acontecer outras tantas vezes: quando se vê uma mulher bonita, em qualquer lugar público, miramo-la de soslaio, com ar de infinita gulodice. Quando olhamos uma mulher, mesmo que se faça estar com um qualquer companheiro, não tiramos o olhar do canto dos olhos para a observar melhor.
Hoje, assim foi: ela, visivelmente enfadada, sentada na mesa junto á janela do restaurante, contemplava o prato e olhava para fora, com visível falta de apetite, enquanto ele se entretinha em gargalhadas sonoras, a falar ao telemóvel.
Assim passaram largos minutos!
Ele sempre entretido com um gadget qualquer do telemóvel, que não parava de tocar e ele atender. E assim passaram a refeição: ele alheado e telemovilizado, ela resignada àquela solidão a dois e sabendo-se olhada por desejos carnais ali a lufarem bem pertinho dela.
O par assim tão distante é formado por dois jovens, presumívelmente namorados - ou amigos especiais, como agora se diz. Ao ver aquela falta de chama tão evidente, interrogo-me porque se tornou tão fora de moda a arte do namorar, porque morreu o bom galanteio e o prazer de partilhar pequenos momentos inesquecíveis.
As actuais relações humanas - e a dos tais amigos especiais - estão cansadas! As paixões são volúveis e curtas, o que no nosso tempo era chama que ardia e não se apagava, é agora algo virtual e casuístico. Os jovens não amam, nem namoram, preferem antes os milhares de “bjs” por sms - que parecen fazer serem mais excitantes do que beijar à moda antiga.
O casal sai e ele paga a conta, com cartão de crédito! É tudo electrónico. Até o amor!!! Ela, de mala pendurada no ombro esquerdo, segue em frente e irradia beleza e elegância. E tédio, assim me parece. Ele continua de mão cheia com o telemóvel colado ao ouvido. E ri-se, ri-se, à gargalhada meio atoleimada.
O amor deste tempo não é o de há 10/15 anos! Falta-lhe amor!
19 Dezembro 2009
||| O QUE FAZ MESMO FALTA É TER.. ELEIÇÕES!!!
O frio destes dias esfriou-me o raciocínio e logo num fim de semana em que, obrigatoriamente, tenho de deixar o meu pousio opinativo para vos assegurar as opiniões possíveis de embrulhar em blogue.
Ao dizer isto, confirmo o que toda a gente sabe e alguns não querem assumir: há opiniões e atitudes que não são supostamente para embrulhar, ou seja, não são classificáveis. Nem editáveis num blogue, mesmo anónimo.
São opiniões, digamos, para divulgar e espalhar a confusão - coisa em que por aí abundam especialistas.
Olho teimosamente para o ecrã, dedilho o rato e não descubro últimos desenvolvimentos susceptíveis de interessar. Por Óis não há casas pias, nem faces ocultas - qu´isto é tudo gente séria... - e fala-se nisso da "retoma" mas ninguém entende nada. Nem sequer dos aumentos (dos preços, é claro...). O desemprego, esse sim... dói a alguns, mas isso para agora não nos interessa grande coisa - que o Governo há-de cumprir a promesa de criar 150 000 novos postos de trabalho.
E falar de desemprego, cá para nós que ninguém nos ouve, falar de desemprego não... vende.
O que faz mesmo falta é... eleições. A malta animava e nós, aqui pelo Contra, tínhamos tema seguro!
18 Dezembro 2009
||| A CRIATURA QUE DEVERIA TER JUÍZO...
Tem dias que nos acontecem coisas: hoje, por exemplo e quando menos esperaríamos, (re)encontrámos um personagem pela qual não nutrimos grande simpatia. Nunca apreciámos, aliás, o dito - embora seja verdade que, por razões de natureza institucional, com ele nos tenhamos cruzado várias vezes.
Não gostávamos dele e, pronto, não gostamos.
O destino quis que nos cruzássemos hoje com a criatura num restaurante e o comportamento dele - é um ele... - foi de ostentado desprezo por quem por lá estava, comportando-se como se a sociedade inteira o tivesse de aturar e venerar. Isto não tem a menor importância, mas revela um carácter simultâneamente arrogante e mesquinho. Isto dizemos nós e ele, se calhar, de nós pensará ainda pior.
Com o personagem é daqueles que se habilita e comporta como se mandasse em tudo e todos, veio à memória uma vez em que lhe foi proposto exercer um certo cargo elegível. Recusou! Não reconhecia aos putativos eleitores competência para o julgar em eleições.
Tão a ver a peça?
A criatura, se nos ler, vai descobrir quem somos mas temos a certeza que não se atreverá a divulgar. Cá por letras!!! Quer dizer, cá por coisas... Mas o que a criatura deveria ter era... juízo!
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