03 maio 2008

| A DIGNIDADE DE UMA MÃE!!!


Ontem acordei tarde, era dia de ponte, e detive-me fronte à televisão da cozinha, aguardando o estafado par de torradas saltando da torradeira quando deparei-me mais uma vez com o espectáculo televisivo habitual, que desta vez não passou de mera tentativa, diga-se, protagonizado pela nossa Ophra Fátima Lopes.
A Fátima conversava com uma mulher que ali fora falar da sua tragédia pessoal, dum filho de 14 anos, doente, de doença complicada e misteriosa, da falta de recursos, do parco emprego, sem dinheiro, e definitivamente numa encruzilhada. Aquela mãe mostrava-se, contudo, calma, quase indiferente ao espectáculo criado pela produção, ao choro escorreito.
Fátima terá percebido isso e mesmo à beira do final resolveu disparar forte às emoções. A produção somou àquele chorrilho meia dúzia de notas musicais que brotavam de um piano melancólico, uma espécie de caruncho musical que ajuda ao corrimento lacrimal, como laxante em hora de aperto. Aquela mãe, porém, nem uma lágrima soltou. Nem uma, que eu visse! Agradeceu a um ou dois nomes da produção, nomes anónimos claro mas autênticos. Nomes de pessoas que a levaram até ali para ser ajudada, ou encaminhada, como queiram. Mas ela preferiu não chorar frente às câmaras. Ela preferiu mostrar-se digna. Uma mulher que sofre e apenas quer um caminho que a ajude. Ela tem muito mais em que pensar e certamente onde chorar. Que pena, Fátima! Que triste figura fizeste!

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